3.12.07

Vitórias e derrotas

Actualizado (*):



A preocupação com a sólida vitória de Putin não deve ser maior do que o regozijo pela derrota tangencial de Chávez?


(*) Citando (e «linkando») o Abrupto:
«Putin é muito mais perigoso do que Chávez, mas Chávez é muito mais folclórico e engraçado, Putin é sinistro e não tem humor. Chávez dá para se "ser" da "esquerda" e da "direita", Putin não. Chávez é muito da cultura blogue, Putin não.»

9 comments:

samuel disse...

Querias!...

F. Penim Redondo disse...

Acho que não.

A vitória esmagadora de Putin é apenas mais do mesmo, a atávica necessidade de entronizar um chefe que encarne a pátria russa.

A vitória tangencial de Chavez, que não elimina o sonho absurdo de decretar o socialismo, ainda deixa campo para muita violência e sofrimento inutil.

Qualquer deles constitui mais uma motivação para o desenvolvimento das energias alternativas.

Joana Lopes disse...

Fernando: Devo interpretar como um acto falhado falares da «vitória» de Chávez?

http://derterrorist.blogs.sapo.pr disse...

a resposta encontrei-a noutro blogue e publiquei as duas postas no meu.
cumprimentos

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Joana Lopes disse...

Der Terrorist: Fui ao seu blogue já depois de ver o Abrupto e actualizar este «post». É, de facto, a resposta... Obrigada

F. Penim Redondo disse...

Joana:
de certa forma é um acto falhado, sim. O homem continua a pensar que é tudo uma questão de tornar as suas aparições na TV um pouco mais longas.
Afinal na véspera das eleições parece que só esteve 7 horas em conferência de imprensa.

A tese do Pacheco Pereira é coerente; eu também acho que o Alberto João é que é o tipo de direita que me dá geito.

Alberto João prenuncia a Répública independente da Bananeira (perdão, da Madeira)tal como o outro inventou o Socialismo do Século XXI num país onde todos os dias são assassinadas 30 pessoas.

Para artistas deste calibre não há impossíveis...

O Putin é um cinzentão.

Joana Lopes disse...

Não sei se interpretas correctamente o P. Pereira: julgo que ele quer dizer, como eu com a minha pergunta, que o caso Putin é mais importante, mas que se prefere falar de Chávez porque é mais castiço.

F. Penim Redondo disse...

A questão de saber qual é mais importante não é fácil.

Putin manda numa ex/futura grande potência, é verdade, mas sob certo ponto de vista prefiro esta falsa-unanimidade que ele representa. Seria muito mais perigosa uma Rússia esquartejada por várias mafias que combatessem entre si e se descontrolassem no plano atómico.

Chavez representa o perigo, perante o vácuo teórico da esquerda em todo o mundo, da generalização de teses irrealistas e inconsequentes a partir dos anseios justos.
Um "farol" errado com projecção mundial.