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5.5.25

Houve um 5 de Maio que passei no Butão

 


Já passaram quinze anos. Fui como turista, mas sei de quem lá esteve muito recentemente, mais de um mês a trabalhar, e que pensa, tal como eu, que é um país que não se parece com nenhum outro. É dificil de explicar porquê, mas é assim…

Copio um paragráfo de um texto que escrevi lá nesse, 5 de Maio. Quem quiser pode clicar AQUI para ler o resto ou AQUI para mais reflexões sobre o país.

«Saio amanhã do Butão com uma enorme simpatia por este povo de uma delicadeza que roça a candura. E com uma grande curiosidade quanto à evolução política e social de tudo isto: para os nossos cérebros ocidentais, é difícil levar a sério o tal conceito de «Gross National Happiness». E confesso que ouvir dizer, sem pestanejar, que se mede o desenvolvimento e o progresso de um país pelo grau de sorriso das pessoas ultrapassa todas as utopias com que alguma vez sonhei…»

8.4.21

Butão, esse país maravilhoso



 


«O país budista no extremo leste dos Himalaias faz fronteira com a China e a Índia e tem 23% da sua população abaixo do limiar de pobreza. A pandemia do novo coronavírus tinha potencial para arrasar o Butão e tirá-lo do ranking de país mais feliz do planeta, mas o governo liderado por um primeiro-ministro que também é médico conseguiu travar a disseminação do vírus. Foi decretada uma rigorosa quarentena de 21 dias a quem entrasse no país, foi montado um plano de rastreamento de contactos de pessoas infetadas e foram distribuídos kits com desinfetantes, máscaras e analgésicos, doados pela Índia.»
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24.8.20

Butão, un país num conto de fadas?



Nem tudo é perfeito neste país, bem longe disso, mas não há muitos que se pareçam com ele.


«Bem recentemente, com a ameaça do COVID-19 a globalizar-se, ficou mundialmente célebre a simpatia com que acompanhou o primeiro caso da doença registado no país: um turista norte-americano de 76 anos, a quem, em seu nome, foram oferecidos pijamas e cobertas de seda. Como o doente não mostrasse sinais de melhoria, foi-lhe proporcionado o regresso aos Estados Unidos no avião real com um conforto e cuidado impossíveis de outro modo. Quando finalmente melhorou, os médicos norte-americanos não tiveram dúvidas em afirmar que o tratamento recebido no Butão tinha-lhe salvo a vida.»
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27.5.17

Transportes «fora da caixa» (6)



À espera que eu montasse (e montei) para me levar ao Ninho do Tigre. Paro, Butão (2010).
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4.9.16

Butão, o país da felicidade



Poupe os euros que gasta nos Algarves, as praias não fogem. Faça as férias que interessam.

(Vale a pena ver as 32 magníficas fotografias.)
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19.3.16

Butão: um dos mais fascinantes países deste mundo



Deep in the Himalayas, on the border between China and India, lies the Kingdom of Bhutan, which has pledged to remain carbon neutral for all time. In this illuminating talk, Bhutan's Prime Minister Tshering Tobgay shares his country's mission to put happiness before economic growth and set a world standard for environmental preservation.


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9.5.12

Importam-se de repetir?



Ler que responsáveis do partido mais economicista que alguma vez nos governou, desde que tenho memória, «querem começar a medir a Felicidade Interna Bruta dos portugueses, um conceito alternativo ao PIB» soa-me mais ou menos como se me dissessem que o Papa planeia usar fumo de marijuana, em vez de água benta, para baptizar criancinhas.

(Lido aqui)
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18.2.11

Não será assim tão simples...


... mas continuo a seguir o que se passa no Butão e os sucessos e insucessos do «Gross «National Happiness». Neste vídeo, o conceito apresentado de um modo muito elementar.


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21.10.10

Dos Himalaias para a Floresta Negra


A Alemanha e o Butão são países que nunca me lembraria de associar, mas leio hoje que se realizou recentemente na cidade de Schömberg um «festival da felicidade». Durante uma semana, com a presença de delegados do Butão, tentou-se começar a definir uma visão de felicidade ou uma «constituição» da felicidade para Schömberg e está prevista uma reunião com todos os responsáveis municipais para discutir e aprofundar o assunto.

Curiosidade: ignorância minha, mas dizem-me que há em alemão um problema de terminologia, já que a palavra «glück» significará simultaneamente felicidade, sorte e contentamento, o que não é bem a mesma coisa quando se fala de Gross National Happiness

A atracção pelo modelo de GNH vai fazendo assim o seu caminho, lentamente, mas um pouco por todo mundo. Vou registando. Se eu não estivesse estado no Butão, teria visto o título desta notícia e passado à frente. Mas estive, o que faz toda a diferença.

(Fonte)
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23.9.10

Uma voz de um outro mundo


Se eu nunca tivesse estado no Butão, teria lido o título e passado à frente: «Bring happiness on board», disse há três dias na ONU o primeiro-ministro daquele país, propondo que a «Felicidade» seja o 9º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio - «a goal that stands as a separate value while representing as well the sum total outcome of the other eight».

«Through the pursuit of such a goal, we’ll find the reason and genius to moderate and harmonize our otherwise, largely material wants with the other equally important human needs and nature’s limitations», «It’s what will make life on earth sustainable. And the way in which a nation pursues this goal will be a measure of its devotion to the promotion of its people’s true well being».

Retomo o que aqui escrevi há alguns meses:

«Saio amanhã do Butão (…) com uma enorme simpatia por este povo de uma delicadeza que roça a candura. E com uma grande curiosidade quanto à evolução política e social de tudo isto: para os nossos cérebros ocidentais, é difícil levar a sério o tal conceito de «Gross National Happiness» e confesso que ouvir dizer, sem pestanejar, que se mede o desenvolvimento e o progresso de um país pelo grau de sorriso das pessoas ultrapassa todas as utopias com que alguma vez sonhei…»

Passado algum tempo, lendo tudo o que me aparece sobre a atenção que a experiência daquele minúsculo país, aparentemente perdido nos imensos Himalaias, vai merecendo nas mais racionais arenas, já começo a pensar que…sei lá…, talvez…, porque não?... Pelo menos «era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto»...

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27.5.10

Pergunta que me persegue


O que pensarão daqui a alguns anos estas meninas que ouvem hoje, numa escola do Butão com os Himalaias em pano de fundo, que o importante é sorrir e que o seu país será sempre medido pelo índice de Felicidade Nacional Bruta?
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5.5.10

No Ninho do Tigre


Não se vem ao Butão sem ver o Ninho do Tigre, um dos mais importantes locais de peregrinação para os budistas, construído nas escarpas de uma montanha sobre o vale de Paro, a quase 3.000 metros de altitude (outra foto no fim deste post).

Da base do rochedo até ao topo, trepam-se cerca de 900 metros em altura, por um trilho de terra e pedregulhos. A pé? Sim, para quem quiser. Mas eu tive a preciosa ajuda de um simpático poney que me transportou, durante cerca de uma hora e meia, e me depositou em frente do mosteiro de onde se tem uma vista de cortar a respiração. (Havia ainda uns 800 x 2 degraus a subir e a descer para entrar no dito Ninho e ver não sei exactamente o quê, para além de um monge a falar ao telemóvel, mas isso já não fiz.)

Já sem o poney e apenas com dois cajados, o pior foi a descida e fiquei com a ideia de que, ao contrário dos nossos, os santos budistas ajudam mais para cima do que para baixo. Mas a aventura foi inesquecível e a paisagem em que nos movemos de uma beleza de um outro mundo.

Saio amanhã do Butão (aterrorizada por ir aterrar em Calcutá…), com uma enorme simpatia por este povo de uma delicadeza que roça a candura. E com uma grande curiosidade quanto à evolução política e social de tudo isto: para os nossos cérebros ocidentais, é difícil levar a sério o tal conceito de «Gross National Happiness» e confesso que ouvir dizer, sem pestanejar, que se mede o desenvolvimento e o progresso de um país pelo grau de sorriso das pessoas ultrapassa todas as utopias com que alguma vez sonhei…

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3.5.10

O laicismo não passou por aqui


E alguma vez passará?
Este magnífico Palácio da Felicidade, onde estive hoje em Punakha, no Butão, é um misto de grande complexo administrativo e religioso. Numa ala, funciona um tribunal e o governo distrital, por cima moram monges, em frente há um grande templo, obviamente budista, com três altares com estátuas de personagens que, em Portugal, poderiam corresponder a Cristo, ao Cardeal Saraiva Martins e a Afonso Henriques – este último com uma foto de Cavaco aos pés. E isto passa-se mais ou menos assim em todos os dzongs do país - muitos e arquitectonicamente lindíssimos.

Sendo o budismo religião de estado, este curiosíssimo povo não mata qualquer espécie de animal, mas isso não o impede de regularmente os comer: carne e peixe fazem parte da alimentação, alegadamente porque a altitude o exige sob pena de envelhecimento precoce… Mas, antes de meter a garfada à boca, reza-se uma oração pelo bicho que vai ser ingerido. Quem mata então os ditos animais? Os vizinhos hindus, sem qualquer tipo de problema – ou seja, o ecumenismo em todo o seu esplendor.

Ainda não perdi a esperança de perceber melhor o que é o Gross National Happiness que há tanto me fascina. Amanhã ouvirei uma explicação e já pedi que me arranjassem um livro. Quem sabe se a troca do PIB pelo GNH não ajudará um dia a resolver muitos problemas dos nossos atormentados PEC’s!
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2.5.10

Sustos e boas surpresas


Estou aqui por um mero acaso – ou dois, para ser mais precisa. Da fronteira da Índia à capital do Butão, Thimphu, não são muitos quilómetros mas é uma eternidade de estrada, onde circular é uma perfeita e indescritível aventura. Por duas vezes, hoje, quase íamos indo por um Himalaia abaixo: sobraram centímetros de estrada depois de evitados os choques e feitas as manobras. Mas não fomos, dizem-nos que por aqui é sempre assim e não conseguimos averiguar que percentagem de turistas não regressa a casa. A perícia dos motoristas é extraordinária e a nossa inconsciência também.

A verdade é que vimos, durante horas, uma paisagem absolutamente fabulosa, com montes, vales, cascatas e árvores de uma beleza que nenhuma fotografia pode reproduzir.

Este pais do tamanho da Suíça e com apenas 800.000 habitantes, o primeiro non smoking coutry do mundo só porque é proibido importar tabaco mas onde obviamente se fuma, em que há um compromisso oficial de manter 60% do território coberto por floresta e que tem como desporto mais popular o tiro ao arco, parece, de facto e como me tinham dito, absolutamente original. As casas são lindíssimas, até os blocos de habitação recentes têm frisos pintados que lhes dão um aspecto único.

Tem um rei de 30 anos, a favor de quem o pai abdicou apesar de ainda só ter agora 53, e que é um dos dez filhos das suas quatro mulheres, todas irmãs. Há portanto poligamia, numericamente ultrapassada em certas regiões pela poliandria. E diz-se que é o país asiático mais igualitário a nível de género. Confuso? Nem tanto assim.

Muito mais há para contar – ficará para amanhã.

Private P.S. – Família e amigos da São: não se assustem, sobreviveremos!
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