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3.9.18

No reino do disparate



Terreiro do Paço vai ter um estádio para o Mundial de mini-futebol.

Estrutura com 3000 lugares vai ocupar parte da Praça do Comércio entre 23 e 29 de Setembro. Há 32 equipas nacionais à conquista do troféu na edição de estreia desta prova.



E pergunto eu: que disparate é este, não havia outro local para um evento deste tipo? E já agora: em que ministério ficarão os balneários?
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30.7.18

Robles




Foi uma decisão que só pecou por ser tardia. Ontem à tarde, publiquei no Facebook o texto que abaixo transcrevo. Embora mais apropriado para aquela plataforma, fica aqui também.

«Nada escrevi até agora, à espera de ver se a poeira assentava. Segui todas as notícias dos últimos dias e muito do que se escreveu aqui pelo Facebook, o que me provocou por vezes verdadeiras náuseas, nem tanto pelo conteúdo, mas pelo frenesim, para mim misterioso, que levou algumas pessoas a publicarem dezenas de «posts» e centenas de comentários sobre o tema.

1 – Do Bloco sou, e continuarei a ser, eleitora e apoiante.

2 – Não tenho qualquer opinião pessoal sobre Ricardo Robles, não o conheço e nem sequer sabia da sua existência até à campanha para as últimas autárquicas.

3 – Nada tenho a acrescentar a tudo o que foi escrito, dito ou ouvido, nem estou disposta a discutir detalhes, e apenas me apetece dizer que, sem pôr em causa a legitimidade do que quer que seja ou a honestidade de alguém, considero que a situação é complexa e tem dados que geram conflitos de interesses passados e futuros.

4 – Assim sendo, se eu estivesse na posição do vereador do Bloco renunciaria ao cargo por julgar que tinha deixado de ter condições para o exercer, por mais que considerasse ter a razão do meu lado e qualquer que fosse a decisão da direcção do partido. E se pertencesse à dita direcção, já tinha substituído o Ricardo Robles na CML. Era só.»
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2.7.18

Bifes à Madonna



«Perto do Café Império há vários parques de estacionamento.»

Página do Café Império no Facebook
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30.5.18

A Lisboa de Medina



«Vi há dias um moderno e excitante vídeo da Câmara Municipal de Lisboa, no Instagram, sobre o próximo paraíso em Lisboa: os terrenos da antiga Feira Popular. A acreditar na promoção vai haver ali haver muitos apartamentos, escritórios e creches. Umas poucas árvores e muita relva, para dar um ar muito refrescante. Não faltarão candidatos a ter ali uma casa com vista privilegiada para ver e ouvir, de perto, aviões a rasar os prédios de minuto a minuto, rumo ao aeroporto da Portela.

É claro que também há pormenores menos idílicos: com a pressão automóvel nas avenidas da República e 5 de Outubro, que já é caótica a certas horas, não se imagina o que virá a ser a zona de Entrecampos: um purgatório lisboeta, que passará a fazer parte dos circuitos turísticos? Pior: trará muito mais poluição, numa zona que os efeitos de um aeroporto superlotado começam a tornar irrespirável.

No fundo, esta é a cidade imobiliária e turística, idealizada por Fernando Medina e Manuel Salgado. Uma "cidade pragmática", na senda do discurso oco e redondo do presidente da CML no Congresso do PS.

E ainda Medina quer ser o próximo líder o PS! Imagina-se a "ideologia Medina" a tomar conta de todo o Portugal: uma imensa Lisboa histórica sem portugueses (ou só como actores, contratados como figurantes para parecer "very typical") e só com franceses e brasileiros ricos.

A Lisboa que está a ser criada por Medina e Salgado é digna de muitos episódios dos "Simpsons". Sob um ar de pretensa modernidade, este "pragmatismo" sem alma e amoral está a destruir o que diferenciava Lisboa e a torná-la uma urbe sem vida própria, sem cultura, sem inovação e sem qualidade de vida. Será um grande legado que mais tarde choraremos. O espaço da Feira Popular poderia ser utilizado em parte para ser um jardim a sério, com árvores sólidas, para dar ar puro a uma zona poluída. Se fosse até poderíamos propor que o jardim se chamasse Fernando Medina ou Manuel Salgado. Para Sá Fernandes não ficar triste, poderíamos pôr no local um canteiro com o seu nome.»

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11.5.18

Uma rua para os assassinados pela Pide em 25 de Abril de 74



João Arruda, 20 anos, estudante açoriano a viver na capital. Fernando Gesteiro, 18 anos, transmontano empregado num escritório. Fernando dos Reis, 24 anos, soldado da primeira companhia de Penamacor, de licença em Lisboa. José Barnetto, 37 anos, natural de Vendas Novas.

Os quatro foram assassinados pela PIDE no dia 25 de Abril de 1974. Os quatro deveriam fazer parte do nosso dédalo de ruas, travessas e praças, resgatando-os ao silêncio e à indiferença por onde a cidade os leva há demasiados anos. Levados pelo entusiasmo do "dia inicial inteiro e limpo", rumaram entre dezenas de outros populares à Rua António Maria Cardoso, topónimo de péssimas memórias e esperanças de sobra. Naquele dia, sacrificaram as vidas à liberdade que então começava, abatidos por gente acossada e sem futuro. Uma revolução de cravos no lugar das balas, e no entanto.

44 anos depois, os abaixo-assinados põem à consideração da Câmara Municipal de Lisboa, e respectiva comissão de toponímia. a proposta de atribuir os nomes de João Arruda, Fernando Gesteiro, Fernando dos Reis e José Barnetto a um arruamento ou lugar da capital. Por dever de memória para com aqueles que viveram a liberdade durante apenas algumas horas e que podem ajudar-nos a dar a essa palavra um significado maior. São eles os heróis improváveis da revolução. Não permitamos que se lhes junte o adjectivo "esquecidos".

Pedem deferimento, os abaixo-assinados:

Adília Rivotti, antropóloga / Afonso Gonçalves, desenhador / Afonso Moreira, médico / Agostinho A. Gaspar Gralheiro, reformado / Albertina Costa, assistente social / Alda Barreto, reformada / Alda Rocha, comunicadora de ciência / Alexandra Silvestre Coimbra, psicóloga / Alexandre Abreu, economista / Alexandre Café, operário / Alexandre Martins, jornalista / Alfredo Poeiras, mestre vidreiro / Alice Carvalho, professora / Alice Vieira, escritora / Alina Silva, assistente social / Álvaro de Abreu, operário fabril e militante comunista / Amadeu Baptista, escritor / Amaro Franco, alfarrabista / Ana Amélia Bouça Monteiro, bancária reformada / Ana Benavente, professora / Ana Berkeley Cotter, tradutora / Ana Catarino, antropóloga / Ana Deus, psicóloga / Ana Luísa Rodrigues, jornalista / Ana Mafalda Pires, arquitecta / Ana Margarida de Carvalho, escritora / Ana Maria Monteiro, trabalhadora independente / Ana Matos Pires, médica psiquiatra / Ana Moreira, designer / Ana Neves, psicóloga / Ana Nunes, professora / Ana Nunes Cordeiro, jornalista / Ana Paula Meneses, técnica de teatro na reforma / Ana Ramos, animadora socio-cultural / Ana Reis Saramago Matos, galerista e curadora / Ana Sofia Costa, antropóloga / Ana Sofia Fonseca, jornalista / Anabela Aguiar, professora / Anabela Mota Ribeiro, jornalista / André Abreu, estudante/livreiro / André E. Teodósio, actor / Andreia Azevedo Moreira, funcionária pública / António Alberto Alves, livreiro e sociólogo / António Bettencourt, professor bibliotecário / António Cabrita, escritor / António Castanheira, biscateiro / António Diogo d’Orey Capucho, arquitecto / António Gamboa, maquinista ferroviário / António Gouveia, contador de histórias / António Mariano, estivador / António Neto Brandão, advogado / António Rosado da Luz, economista e coronel reformado / António Sérgio Curvelo Garcia, engenheiro químico / Armanda Paula Silva, técnica de farmácia /Augusto Brito, funcionário público / Barbara Baldaia, jornalista / Bárbara Reis, jornalista / Belandina Vaz, professora / Bernardo Mendonça, jornalista / Bruno Carapinha, funcionário público / Bruno Rebelo, técnico comercial / Bruno Simões Castanheira, fotojornalista / Carla Barroso, professora e tradutora / Carla Dias, educadora artística / Carla Fonseca, doméstica / Carlos Mendes de Sousa, professor / Carlos Moreira, reformado / Catarina Coutinho, professora / Catarina Félix, técnica superior de história / Catarina Homem Marques, assistente editorial / Catarina Rodrigues, psicóloga / Catarina Vieira e Castro, professora / Célia Costa, produtora cultural / César Laia, investigador / Céu Ribeiro, professora / Clara Farracho, socióloga / Cláudia Diogo, livreira / Cláudia Marques, designer / Claudia Martins, professora / Cláudia Santos Silva, arquitecta / Cristina Aragão Teixeira, consultora de Comunicação / Cristina Basílio, professora / Cristina Gameiro, arqueóloga / Cristina Paiva, actriz / Daniel Filipe Martins, consultor estratégico / Daniel Martins, arquitecto / Dário Duarte, informático / David Almeida, actor / David Crisóstomo, estudante / Denise Pereira, poeta / Diana Barbosa, gestora de comunicação / Diogo Coimbra, chef de cozinha / Duarte Pereira, livreiro / Duarte Rocha Martins, arquitecto / Edgar Medina, argumentista / Eduarda N. Pinto Basto, reformada / Eduardo Antunes, técnico de formação / Eduardo Viana, arquitecto / Eliana Tomaz, designer / Elisa Seixas, professora / Elsa Ligeiro, editora / Emiliana Silva, professora / Eugénia M. Pires, economista / Fábio Duarte, estudante / Fátima Pina Cabral, médica / Fernanda Neves, actriz / Fernanda Riflet, professora ensino secundário, reformada / Fernando Guimarães, professor / Fernando Pereira, artista /Filipa Alves Coelho, urbanista / Filipe Correia, professor / Filipe Homem Fonseca, guionista / Filipe Prior, técnico de informática / Filipe Rodrigues, alfabarrabista / Filipe Rosas, médico / Filomena Tavares, trabalhadora independente / Francisco Craveiro, estudante / Francisco Belard, jornalista / Francisco Pedroso, engenheiro / Francisco Rebelo, assistente técnico / Francisco Ribeiro, bancário / Gabriela Lourenço, jornalista / Gabriela Ruivo Trindade, escritora / Gaspar Matos, bibliotecário / Glória Franco, educadora de infância / Gonçalo Calado, professor / Gonçalo Frota, jornalista / Gonçalo Mira, editor / Gonçalo Santana, director criativo e autor / Guilherme Pires, editor e tradutor / Hélder Beja, jornalista / Hélder Gomes, jornalista / Helena Abreu, professora reformada / Helena Ales Pereira, assessora de comunicação / Helena Alves, Gestora / Helena Alves Velho, psicóloga clínica / Helena Araújo, engenheira química / Helena Dias, jurista / Helena Mendes, pintora / Helena Romão, musicóloga / Henrique Dória, escritor / Humberto Rocha, escritor / Hugo de Sá Nogueira, operador de som / Ilda Roquete, actriz / Inês Bernardo, produtora / Inês Castro, professora / Inês Lago, antropóloga / Inês Meneses, desempregada / Inês Pinto, estudante / Inês Rodrigues, professora e revisora / Inês Subtil, jornalista / Irene Alexandra da Silva Duarte, técnica de vendas / Irene Flunser Pimentel, historiadora / Isabel A. Ferreira Gould, investigadora / Isabel Caldeira, professora / Isabel Godinho, professora / Isabel Leiria, professora universitária aposentada / Isabel Minhós Martins, editora / Isabel Sofia Carreira, advogada / Isabel Vasconcelos Ferreira, professora aposentada / Isaura Lobo, produtora cultural / Jaime Rocha, escritor / Joana Lobo Antunes, comunicadora de ciência / Joana Lopes, gestora reformada / Joana Manuel, actriz / Joana Oliveira, psicóloga / Joana Teixeira Silva, trabalhadora independente / João Albuquerque, investigador / João Almeida, químico / João Bacelo, biólogo / João Branco, engenheiro / Joao Carlos Lages, advogado / João Carlos Martins, investigador / João Carvalho Pina, fotojornalista / João Costa, produtor gráfico / João Eduardo Costa, programador web / João Fazenda, ilustrador / João Freitas, empresário /João Gaspar, biólogo / João Louçã, antropólogo / João Manuel Rocha Pinheiro, trabalhador agrícola / João Miguel Louro, gestor de equipa / João Miguel Pires Ventura, professor / João Monteiro, estudante de doutoramento / João Paulo Baltazar, jornalista / João Paulo Roubuad, professor / João Pico, editor de vídeo / João Ribeiro, professor universitário / João Silvestre Lima Andrade, empresário agrícola / João Vieira, guionista / João Villalobos, consultor de comunicação / Joaquim Carreira, cidadão / Joaquim Gonçalves, livreiro / Joel Neto, escritor / Jorge Almeida e Pinho, professor / Jorge Carneiro, engenheiro informático / Jorge Carvalho, funcionário público / Jorge Freitas, professor / Jorge Martins Rosa, docente universitário / Jorge Morais, professor universitário / Jorge Pinto, engenheiro e utopista / José Alexandre Ramos, técnico administrativo financeiro / José Armando Mendonça Carmo, aposentado / José Bandeira, cartoonista / José Carlos Tavares, jardineiro / José Júlio Curado, árbitro, professor e organizador de torneios de bridge / José Luís Cardoso, instrutor / José M. Carvalho, professor / José Manuel Duarte Fernandes, professor do ensino secundário / José Manuel Ferreira dos Santos, empregado de escritório / José Manuel Marques da Silva Tavares, designer e cenógrafo / José Mário Silva, jornalista / José Nuno Pimentel, jornalista freelancer / José Rui Ferreira, engenheiro electrotécnico / José Silva Pinto, jornalista / José Vale, museólogo / José Viana, vendedor / Judite Lopes, desempregada / Juliana Maar, fotógrafa / Laura Faia, assistente editorial / Laura Ramos, jornalista / Lena d'Água, cantora / Leonardo Conceiçao, psicólogo / Leonor Cintra Gomes, arquitecta / Lígia Esteves dos Santos, professora / Liliana Pacheco, coordenadora editorial / Lina de Lonet Delgado, jornalista / Luís Bernardo, técnico de projectos / Luís Brântuas, contabilista / Luis Carlos Tavares Severo, arquitecto / Luis Ferreira, designer gráfico / Luis Filipe Cardoso, empresário / Luís Gomes, mediador de seguros / Luís Gomes, marinheiro e jornalista / Luís Graça, linguista e professor / Luís Guerra, jardineiro de livros / Luís Januário, médico pediatra / Luís Leiria, jornalista / Luis Manuel Santos Silvestre, reformado / Luís Martins Pote, psicólogo clínico / Luis Miguel Oliveira, crítico e programador de cinema / Luís Pimenta Lopes, professor/investigador / Luisa Borges, professora e investigadora / Luisa Lobão Moniz, professora / Luísa Sol, arquitecta e investigadora / Lutz Bruckelmann, arquitecto / Madalena Silva, funcionária pública / Mailis Gomes Rodrigues, investigadora / Manuel Barbosa, comercial / Manuel Cruz, reformado / Manuel Graça Dias, arquitecto / Manuel Henriques, arquitecto / Manuel Lourenço de Castro Rodrigues, director comercial / Manuel Marcelo Curto, embaixador jubilado / Manuel Vieira, assistente social / Manuela Brito e Silva, reformada / Manuela Carvalho, professora aposentada / Manuela Correia, psiquiatra / Manuela Rombo, farmacêutica / Márcio Mendes, arquitecto / Marco Dias, director de arte e artista / Margarida Belchior, professora / Margarida Duarte, documentalista / Margarida Ferra, assessora de comunicação / Margarida Louro, professora / Margarida Pino, bibliotecária / Margarida Rendeiro, professora e investigadora / Margarida Salema, investigadora química, reformada / Margarida Varela, professora / Maria Abranches, advogada / Maria Adelina Alves Coelho, reformada / Maria Catarina Horta Salgueiro, tradutora / Maria da Graça Moreira, comerciante / Maria de Lourdes Baginha, professora / Maria de Lourdes Delgado Raínho, dona de casa / Maria de Lurdes Guerra, professora / Maria do Rosário Pedreira, editora / Maria Estudante, terapeuta / Maria Eugénia Alves, professora / Maria Helena Pato, professora / Maria Inês Gameiro, investigadora / Maria João António, pós-produção de filmes / Maria João Luis, actriz / Maria João Pessoa, advogada / Maria Jorgete Teixeira, professora / Maria João Carvalho, professora / Maria João de Sousa Caetano, jornalista / Maria José Almeida, guia intérprete / Maria José Vitorino, professora e bibliotecária / Maria Leonor Castro Nunes, criativa / Maria Leonor Lourenço da Costa, publicitária / Maria Leonor Pereira, gestora / Maria da Natividade Esteves, professora / Maria Manuel Viana, escritora / Maria Manuela Ramos, professora / Maria Ofélia Janeiro, gestora de reclamações / Maria Otília Teixeira Barbosa, psicóloga / Maria Ribeiro, professora / Maria Rosa Pinto, assessora de imprensa / Maria Soledade Alves, reformada e avó / Maria Teresa Dias Pereira, escritora / Maria Tomaz, assistente social / Mariana Avelãs, tradutora / Mariana Garcia, guionista / Mariana Pinto dos Santos, historiadora de arte / Mário Cunha, argumentista / Marisa Filipe, empresária / Markus Almeida, jornalista / Marta Carreiras, cenógrafa e figurinista / Marta Martins, gestora cultural / Marta Rema, produtora / Marta Romana, gestora de formação / Marta Serra, marketing / Miguel Barros, técnico especialista no gabinete MAI / Miguel Gonçalves Mendes, realizador / Miguel Lima, sonoplasta/técnico de som / Miguel Marujo, jornalista / Miguel Morais, desempregado / Mónica Pereira, jurista / Nelson Almeida, customer service manager / Nelson José Paiva, músico / Noélia Oliveira, jornalista / Nuno Artur Silva, autor / Nuno Félix, consultor / Nuno Filipe Ribeiro, bancário / Nuno F. Coelho, consultor de comunicação / Nuno Garcia, knowledge manager / Nuno Martins Ferreira, Professor / Nuno Miguel Guedes, jornalista / Nuno Miguel Madeira Beato Alves, técnico superior jurista / Nuno Oliveira, agricultor / Nuno Rapaz, engenheiro / Nuno Rendeiro, engenheiro civil / Nuno Saraiva, ilustrador / Nuno Serra, geógrafo / Pamela Peres Cabreira, historiadora e investigadora / Patrícia Gonçalves, cientista / Paula Cabeçadas, técnica de Informação / Paula Godinho, professora universitária / Paula Pereira, investigadora científica reformada / Paula Vasconcelos Machado, advogada / Paulo Ferreira, consultor / Paulo Galindro, ilustrador / Paulo Garcia, arquitecto / Paulo Gil, docente universitário / Paulo Granjo, antropólogo / Paulo Jorge de Jesus Topa, professor / Paulo Jorge de Sousa Pinto, historiador / Pedro Baptista-Bastos, advogado / Pedro Diniz de Sousa, técnico de informática / Pedro Filipe Oliveira, actor / Pedro Fiuza, escritor e encenador / Pedro Lascasas, jurista / Pedro Mendonça, dirigente do LIVRE / Pedro Miguel Caetano Martins, psicólogo / Pedro Miguel Esteves Fernandes, professor / Pedro Miguel Pereira, psicólogo / Pedro Miguel Silva, consultor / Pedro Miguel Silva, jornalista e promotor de eventos / Pedro Sérgio Marques Álvares Pereira, professor / Pedro Sousa, publicitário / Pedro Ventura, historiador / Pedro Vieira, guionista e ilustrador / Prazeres Filipe, administrativa / Raquel Gonçalves, jornalista / Raquel Misarela, conservadora-restauradora / Raquel Patriarca, bibliotecária / Raquel Ribeiro, professora e jornalista / Raquel Rocha, estudante / Raquel Simões, designer / Raquel Sofia Moutinho Magalhães, professora /Raquel Varela, historiadora / Renato Costa, advogado / Ricardo Alves, sem profissão / Ricardo Duarte, jornalista / Ricardo Espírito Santo, realizador / Ricardo Fernandes dos Santos, arquitecto / Ricardo Gonçalves, editor/realizador/argumentista / Ricardo J Rodrigues, jornalista / Ricardo Paulino, arquitecto / Ricardo Santos Morte, empresário / Rita Bettencourt Rodrigues, livreira / Rita Correia, psicóloga / Rita Brutt, actriz / Rita Sá Marques, antropóloga / Rita Tomás, assessora de comunicação / Rita Veloso, linguista e professora / Rosa Azevedo, produtora / Rosa Barreto, bibliotecária / Rosa Rebelo, professora aposentada / Rosa Ruela, jornalista / Rosário Freitas Paiva, administrativa / Rosário Melo, produtora de eventos / Rui Alves de Sousa, blogger e podcaster / Rui Anselmo, livreiro / Rui Almeida, auxiliar administrativo / Rui Cardoso Martins, escritor / Rui M. Pereira, antropólogo / Rui Tavares, historiador / Rui Zink, professor universitário / Rute Coelho, advogada / Safaa Dib, dirigente do LIVRE / Samuel Alcobia, arquitecto paisagista / Sandra Alvarez, tradutora / Sandra Barreira, advogada / Sandra Borges, produtora / Sandra Gonçalves, jornalista / Sandra Monteiro, jornalista / Sandra Rocha, fotógrafa / Sara Figueiredo Costa, jornalista / Sara Gamito, advogada / Sara M. Barbosa, professora / Sara Rodi, escritora / Sérgio Lemos, médico / Sérgio Letria, programador cultural / Silvia Alves, designer / Silvia Bentes, farmacêutica / Sílvia Margarida de Leão Borges, enfermeira / Sílvia Moldes Matias, administrativa / Sofia Henriques Cardoso, professora ensino secundário / Sofia Lorena, jornalista / Sónia Oliveira, tradutora /Sónia Marques da Silva, livreira / Soraia Martins, tradutora / Susana André, jornalista / Susana Carvalhinhos, ilustradora / Susana Duarte, programadora cultural / Susana Saraiva, professora / Susana Verde, guionista / Tânia Raposo, consultora editorial / Teresa Nicolau, jornalista / Teresa Sampaio, editora / Teresa Sousa de Almeida, professora universitária aposentada / Tiago Mota Saraiva, arquitecto / Tiago Patrício, tarefeiro / Tiago Reis, estudante / Tiago Rodrigues, encenador / Tiago Simões, arquitecto / Vanda Baltazar, empregada bancária / Vanessa Almeida, investigadora / Vanessa Filipe, arqueóloga / Vânia Maia, jornalista / Vera Silva, alfarrabista / Victor Barros, livreiro / Vítor de Sousa, investigador / Vitor Rodrigues, livreiro / Vitor Sérgio Ferreira, sociólogo
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2.3.18

Rock in Riot - Ocupar as Ruas, Reclamar a Cidade



24.03.2018 – 16:00-23:59
Alameda D. Afonso Henriques, Lisboa

A modernização de Lisboa nas últimas décadas tem vindo a redesenhar o território metropolitano enquanto um gigantesco negócio. Os espaços que outrora eram vividos colectivamente estão agora reconfigurados enquanto mero meio de criar dinheiro e as infraestruturas que visavam organizar a vida colectiva parecem agora apenas organizar a velocidade das interacções económicas.

O preço da habitação disparou, assim como dispararam os despejos. Encontrar casa para viver é difícil e nenhum inquilino se sente seguro. A habitação deixou de ser o local onde vivemos para se tornar num investimento. Por isso há cada vez mais casas não habitadas, casas com janelas emparedadas e cada vez menos sítios para viver.

A cidade é um bem comum, colectivamente produzido por todos os que nela habitam. Um pouco por todo o lado surgem processos de resistência que procuram salvaguardar e organizar os restos de comunidade que sobrevivem por entre a especulação e a comercialização de todos os aspectos da vida. Contra eles, o poder encontra sempre novas formas de sistematizar, separar, atomizar e dividir as populações.

Uma perspectiva alargada da cidade torna claro que o aumento dos preços da habitação é fruto dos negócios partilhados entre banca, fundos imobiliários e o poder autárquico; a expulsão das populações mais pobres do centro; a gestão policial dos bairros das periferias; ou a privatização de ruas, praças, jardins e teatros municipais não são fenómenos separados, mas constituem expressão da forma como o espaço urbano se tornou numa máquina produtora de capital.

Contra esta lógica, vamos estar em festa na rua no dia 24 de março, entre a Alameda e o Intendente. Para mostrar que não concordamos com as políticas e a gestão que os poderes públicos têm feito da cidade e metrópole de Lisboa, nem com o papel que essas políticas nos atribuem. Fazendo uso da rua, afirmamos uma reapropriação da cidade.

Apelamos à participação de todos e todas. Tragam bicicletas, skates, patins. Se queres participar com um sistema de som, com uma carrinha alegórica ou outro tipo de veículo motorizado contacta com a organização: rockinriot2018@gmail.com
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8.2.18

O imposto da CML



«Há quem acredite que, em Portugal, há um departamento muito secreto que, escondido numa cave, inventa taxas e impostos capazes de espremer os portugueses até ao último cêntimo.

Nesse subterrâneo, iluminado à luz de velas, homens sem rosto, como os do FMI, perscrutam, com o auxílio de um GPS, todas as actividades que podem ser objecto de esbulho estatal ou municipal. Há quem lhes chame os 007 dos impostos. A sua grande fonte de influência é "A Arte de Furtar" do Padre Manuel da Costa, que já no início do século XVII conhecia as manhas de quem vivia às expensas dos rendimentos de outros. Manuel da Costa não poupava ninguém, a começar pelos reis, que estavam habilitados por belas "unhas" para roubar. Segundo ele: "De três maneiras pode um rei ser ladrão. Primeira, furtando a si mesmo. Segunda, a seus vassalos. Terceira, aos estranhos." Mais recentemente este estranho departamento influenciou-se nos "fiscais do isqueiro", que na década de 1960 fiscalizavam em Portugal quem o usasse, porque para o fazer tinha de pagar uma licença ao Estado. E percebeu que, por trás de cada taxa estrambólica, tinha de haver um bom argumento: os isqueiros pagavam para ajudar à protecção da indústria fosforeira nacional.

A Câmara Municipal de Lisboa deve ter sido agraciada por uma invenção deste departamento secreto. Só isso explica que tenha criado um imposto, disfarçado de taxa de "protecção civil" (algo que não podia fazer), para engordar os seus cofres. A CML, numa perspectiva bondosa da caridade dos cidadãos e contribuintes, decidiu que se os gansos poderiam pagar um pouco mais do que pagavam com a taxa de esgotos, sem lhe dar mais nada em contrapartida. Entre gansos e tansos não havia diferença, como explicava o ministro Colbert, que fez as delícias de Luís XIV. Agora manda vales postais para devolver o imposto retido, mas sem juros. Um hábito: se o cidadão se atrasa um minuto, paga uma coima; se for o Estado a equivocar-se, o cidadão que fique com os prejuízos. O departamento secreto continuará a criar taxas sem neurónios.»

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13.9.17

Agora, a casa de Fernando Medina



Não serei eleitora de Medina, mas considero esta politiquice da última hora, em vésperas das autárquicas, de uma baixeza inacreditável. Uma denúncia anónima e lá vai o MP ser obrigado a investigar. Um país de «poucochinhos», é o que é.


A ler, o esclarecimento feito pelo próprio: Transparência
 

1.9.17

Uma Madonna Lisboa



«Foi com alguma curiosidade que assisti ao primeiro debate com os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa na SIC e, na segunda parte, na SIC Notícias. Moderado por Rodrigo Guedes de Carvalho o debate acabou por ser chocho. Notou-se a falta de uma candidata do PSD. Outra crítica, sendo o debate sobre Lisboa e os seus habitantes fazia sentido terem posto legendas em francês e inglês, porque são as pessoas a quem o debate mais diz respeito.

No final do debate, fiquei com a sensação de que a Teresa Leal Coelho é a única pessoa que tem menos vontade de ser presidente da câmara do que eu tenho que ela seja. Ela só quer que isto acabe. Nem quer arriscar e vai votar Fernando Medina. O que lhe dava jeito era o PSD não eleger ninguém. Numa das intervenções, Teresa Leal Coelho disse que fazia vídeos sobre Lisboa esquecida. Como, por exemplo, o caminho de sua casa para a câmara. O que Teresa Leal Coelho foi fazer à SIC foi distribuir votos. Cristas esteve todo o debate com um sorriso de habitante de Lisboa extremamente satisfeito. Ou de quem sabe que ganha mais votos cada vez que Teresa Leal Coelho fala do que com o que diz.

Estranhamente, um dos nomes mais referidos no debate foi o de Madonna. Não me perguntem porquê. Segundo sei, Madonna vai viver para Sintra. Há um certo histerismo com isto da Madonna se mudar para Portugal e ser vista aqui e acolá. Nós temos tradição disso. Eu ambiciono ver a Madonna em Fátima. E não é só a Madonna. Há vários famosos que se mudaram para Lisboa e, sem entrar no nosso lado Caras, eu até acho que com o "boom" com que a cidade anda até podíamos apostar na vinda para Lisboa de famosos já mortos. Exemplo: Prince no Panteão, David Bowie nos Jerónimos. Só assim, de repente.

É realmente diferente ver um debate sobre as autárquicas em Lisboa em que se começa por falar da Madonna. Não parecia um debate autárquico, parecia o princípio de um filme do Tarantino. Teresa Leal Coelho parecia estar chateada com a Madonna. Disse que Madonna não veio para Lisboa para estar uma hora fechada dentro do carro. Parece que nunca viu um vídeo com o que a Madonna faz dentro de uma limusina. Uma hora dentro do carro da Madonna está longe de ser a chatice que a Teresa Leal Coelho quer fazer parecer. Depois, acrescentou que os lisboetas "não têm o orçamento da Madonna." Esta embirração toda com a Madonna só pode ser inveja da colecção de sapatos.

Retirei pouco mais do debate, excepto as vinte estações de metro de Cristas, uma coisa digna da Madonna, incluindo uma estação de metro em Loures. Aposto que o candidato do PSD a Loures não se opõe à ideia desde que a nova estação de metro de Loures se chame Sapo e tenha pinturas com o tema, etc.»

29.6.17

Querida EPAL




Factura hoje recebida: 45% para consumo de água / 52% para taxas da CMLisboa / 03% para IVA.

Mais vale regressar aos tempos da Beatriz Costa. 
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27.6.17

Judite de Sousa / TVI somam e seguem



Como escreveu alguém no Facebook, veremos um dia destes: «Sangue fascista, Marcelo Rebelo de Sousa é filho de ministro de Salazar».

Não sei se esta gente ultrapassou os limites, creio que nós é que fomos ultrapassados por novos limites. E agora? 
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17.5.17

Comédia à portuguesa



«Numa das mais divertidas comédias de Blake Edwards surge um Peter Sellers hindu que entra, por erro, numa festa e acaba por a destruir em poucos minutos. (…)

Incapazes de serem discípulos de Sellers, os dirigentes do CDS, PPM e MPT decidiram criar uma comédia à portuguesa em forma de assinatura de uma coligação para Lisboa. A ideia em si seria óptima: Assunção Cristas precisa de agregar o que pode para ficar em segundo lugar nas eleições para a Câmara de Lisboa. Já que será improvável que remova Manuel Salgado (e Fernando Medina) da CML, Cristas sabe que a grande vitória será driblar Teresa Leal Coelho e ser a voz da oposição. Em Lisboa e, claro, no país.

Mas, depois de ter tentado ser audaz na arte da levitação com a proposta de 20 estações de metropolitano para Lisboa, Cristas decidiu que era altura de cair com estrondo no chão. (…) Vejamos: o discurso de Gonçalo da Câmara Pereira só define quem o leu. Portanto, não vale a pena perder-se tinta e tempo com um vácuo de ideias cheias de mofo que procura um qualquer lugar ao sol. Só Cristas tem de se preocupar: cada vez que Câmara Pereira falar, perde 100 votos; cada vez que ele tentar elaborar sobre o papel das mulheres, Cristas vê eclipsarem-se 1.000 votos. Mas o pior foi uma Cristas envergonhada, no meio daquela comédia rasca, ter decidido responder. Foi pior a emenda do que o soneto: "Tenho calçado botas e calças de ganga para estar nos bairros sociais." Há momentos em que alguém com ambições de poder tem de perceber que, num filme de duvidosa comédia, ou se tem humor ou se sai de cena.»

Fernando Sobral

30.9.16

Bravo, CML!



Diz-se por aí que as árvores retiradas em Lisboa, por causa de obras, serão recolocadas algures. Esta, que está a dar hoje a volta nas redes sociais, só servirá para lenha nalguma grande lareira municipal e está muito longe de ser caso único.

Esta alucinante vertigem de obras não vai acabar bem. Cada vez me confino mais ao meu bairro e às saídas de Lisboa. Fujo do centro como o diabo da cruz. 
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12.9.16

Vem aí chuva



Será que limparam as sarjetas ou vamos ter inundações, amanhã, em Lisboa?
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7.9.16

A Lisboa de Medina



«Honoré de Balzac era um grande sonhador. Mandou construir um palácio que nunca habitou, mas este acabou por ser a fonte da sua ruína financeira. Fernando Medina tem sonhos mais modestos: tornou Lisboa num estaleiro e agora não sabe o que fazer com o caos criado.

É uma opção política tão legítima como qualquer outra. Mas com custos políticos bem maiores que o investimento que está a ser feito nestes últimos meses por "motivos burocráticos", como tentou explicar aos ingénuos habitantes da cidade o inamovível Manuel Salgado.

É certo que os portugueses são conhecidos por terem a memória curta e talvez alguns acreditem que, deslumbrados pela previsível sucessão de inaugurações que irão atropelar-se nos meses anteriores às eleições autárquicas, os lisboetas que ainda conseguem viver em Lisboa iriam correr para votar em Fernando Medina.

Esquecendo um ano de obras sem fim, feitas todas ao mesmo tempo, que podem ter alguma bondade subjacente, mas que tornam a vida na capital um inferno na terra. Porque Fernando Medina tem de ter a noção de que, com serviços cruciais sofríveis como o que Metro (em Agosto poderia fechar, porque simplesmente finge que funciona) e Carris fornecem, a Disneylândia só existe na Baixa para turista ver. Lisboa tem neste momento um problema maior: os cidadãos estão a ser empurrados para fora dela, devido à pressão do preço do imobiliário e do arrendamento.

Qualquer dia estas obras servirão para fantasmas. Talvez tenha sido um auxílio dos deuses alguém ser consultor e fornecedor da 2.ª Circular ao mesmo tempo. Para a CML as poder parar. Porque com essas obras em pleno, Fernando Medina até perderia com o Pato Donald para a CML. Mas vão ser ainda demasiados meses de obras por toda a Lisboa para que elas não caiam no lombo de Medina e o magoem politicamente. O que mostra, como em muitas outras coisas, uma falta de clarividência táctica notável. Balzac tinha um grande talento para criar personagens. Algumas eram mais reais do que o seu autor. Mas Fernando Medina não faz jus ao seu criador.»

Fernando Sobral

25.6.15

O jardim de Salgado



«Os políticos também se dividem entre surpresa e suspense. Um caso paradigmático é o do arquitecto que se transformou em político, mas que nunca deixou de ser um Le Corbusier em formato kinder surpresa. Desde há anos, quando acampou na Câmara Municipal de Lisboa, que não há surpresa sobre as suas acções. Há apenas suspense. Por isso ninguém pode ficar de boca aberta por o vereador vir considerar que a estação de Santa Apolónia deve encerrar porque tem um enorme "potencial" como jardim.

A questão não é, sequer, encerrar uma estação histórica e fingir que ela não continua a ser um pólo de circulação na zona central de Lisboa. Sabe-se que esta, para a CML, é uma Disneylândia, como é visível entre o Terreiro do Paço e as principais artérias da Baixa, fechadas a qualquer dia para eventos comerciais ou desportivos que poderiam ter lugar junto ao rio. Isto enquanto, à volta, tudo se degrada. (...)

Lisboa tornou-se um postal ilustrado. Os jardins da Celeste é que escusam de servir de álibis perfeitos para a pouco admirável cidade nova que está a ser construída contra os seus habitantes e memórias.»

Fernando Sobral
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