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20.12.17

Costas e Cristas




Via Carlos Oliveira no Facebook.
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E sobre os CTT, é isto





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12.12.17

Brincadeiras de Francisco Assis



«Afirma Assis: as declarações de Catarina Martins são “lamentáveis”, “inadmissíveis” e “um ataque ao carácter” do PS, pelo que Costa deve dar-lhe “uma resposta clara e incisiva”. Tinha dito Catarina que, ao negociar, estabelecer e aprovar e depois rejeitar uma taxa sobre as rendas energéticas, o PS se mostrou “permeável” aos grandes interesses económicos. Assis acha isto “lamentável” e inadmissível”.

Há pouco tempo, Assis foi o mais destacado apoiante de um candidato a secretário-geral do PS que fez a sua campanha a afirmar que lutava contra “o PS associado aos negócios e interesses” (António José Seguro, Sábado, 31-07-2014) e que “há um partido invisível de poderes fáticos [e] as pessoas que estão associadas a esses interesses apoiam António Costa” (António José Seguro, RTP, 23-09-2014), tendo mesmo indicado o nome de um empresário, Nuno Godinho de Matos, como exemplo de que “existe uma parte do PS mais associada aos interesses” (Expresso, 23-09-2014).

Será que Assis achava então “admissível” o ataque dirigido a Costa, e não achava “lamentável” que o seu candidato falasse do “PS associado aos negócios e interesses”? Ou será que então se esqueceu de pedir a Costa que desse “uma resposta clara e incisiva” ao seu candidato que acusava Costa? Ou será que achava certa a acusação sobre o “partido invisível” dos interesses económicos, mas agora acha escandalosa a constatação factual de que, no recuo da taxa que aprovou primeiro e recusou depois, o PS se mostrou “permeável”?»

Brincadeiras de Assis.»

Francisco Louçã no Facebook
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Bloco central, o cemitério dos partidos socialistas



Daniel Oliveira no Expresso diário de 12.12.2017:

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6.12.17

António Costa versus Catarina Martins




Debate quinzenal, 06.12.2017. Um importante diálogo que fica para mais tarde recordar.
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2.12.17

Varoufakis e Centeno




Eu dava qualquer coisinha para que Varoufakis fosse de novo Ministro das Finanças da Grécia com Centeno presidente do Eurogrupo.
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O que pode avariar a “geringonça”



José Pacheco Pereira no Público de hoje:

«A proximidade com as eleições de 2019. À medida que se aproximam as eleições legislativas de 2019, os riscos de desagregação do acordo que mantém o Governo minoritário do PS aumentam significativamente. O principal factor é o adiamento de qualquer perspectiva de futuro para a chamada “geringonça”, sem nenhuma das partes ter uma ideia clara do que vai fazer, nem do contexto em que se vão realizar as eleições. Uma coisa pode, no entanto, dizer-se: a causa próxima do acordo PS-BE-PCP foi impedir que um governo PAF pudesse existir e continuar a política dos anos do “ajustamento”. A recusa por parte da esquerda do PSD e do CDS deu-lhe o cimento que permitiu até agora manter, apesar de todas as dificuldades, a unidade necessária para passar os documentos vitais para garantir o Governo PS.

Caso houvesse a convicção, com elevado grau de certeza (como se estava a consolidar até à crise dos incêndios), de que o PSD e o CDS não estavam em condições de tão cedo voltarem ao poder, isso fragilizava a “geringonça” porque alimentava as ambições competitivas de cada um dos seus partidos sem grandes riscos. Mas o efeito contrário também existe: sempre que o PSD e, em menor grau, o CDS podem parecer como beneficiários das dificuldades do Governo PS, aí a recusa da direita funciona de novo como cimento da esquerda.

O Orçamento de 2019 já será de enorme risco, em particular se todos os parceiros estiverem convencidos de que, ou têm ganho de causa em ir às eleições sem qualquer entendimento prévio, ou que, com entendimento ou sem ele, podem manter suficiente margem de manobra para renegociar, caso o PS não tenha a maioria absoluta ou mesmo torne de novo a não ser o primeiro partido.

Em todos estes casos, cada dia que passa sem haver qualquer ideia do que possa acontecer em 2019 — que ganha em ser pensado antes e não em cima da data, ou forçado por circunstâncias que serão sempre negativas, ou até por uma queda do Governo por falta de apoio parlamentar em legislação que o Governo e o Presidente entendam ser relevante —, o enfraquecimento da “geringonça” acentuar-se-á. A referência ao Presidente tem tanto mais sentido quanto este pode provocar a dissolução da Assembleia, se entender que o Governo deixou de ter o apoio parlamentar necessário. E, se o Presidente até agora acentuou o factor de estabilidade governativa como uma marca que queria associada à sua Presidência, no seu discurso a seguir aos incêndios e prévio à moção de censura do CDS sugeriu pela primeira vez que em momentos críticos o Governo precisava de legitimação parlamentar clara.

A avaliação do PS de que pode ganhar sozinho as eleições de 2019. Até à crise dos incêndios, havia muita gente no PS — e não estou certo de que se possa incluir António Costa nesse grupo — que estava convencida que o PS poderia ter com facilidade uma maioria absoluta sozinho. Por isso, não fazia sentido qualquer acordo pré-eleitoral com o PCP e o BE, na presunção de que estes estivessem disponíveis para o fazer. A atitude é em grande parte clubista: se se pode ter tudo, por que razão é que se parte para umas eleições já com o poder dividido por qualquer acordo? Se as coisas não corressem bem haveria sempre possibilidade de reeditar uma forma qualquer de acordo, como o que existe actualmente. Esses socialistas são típicos do hardcore dos partidos, em que a identidade partidária está acima de tudo, e são pouco dados a subtilezas políticas. No final, seguem as direcções partidárias e, por isso, a sua ambição de um PS sozinho pode transformar-se na mais modesta do “PS no poder”, sem dificuldades.

Há, porém, outro grupo de socialistas, com ligações a António José Seguro, que pensa que é mesmo contraproducente para o PS ter um acordo dessa natureza. Este mesmo grupo nunca verdadeiramente aceitou o mérito da “geringonça” e prefere que um PS minoritário faça um acordo com o PSD ou o CDS do que com o PCP e o BE.

Seja como for, a actual crise gerada pela sensação de que o Governo está a perder o pé, de que o Presidente se comporta de uma forma mais hostil, e de que a situação mais favorável para o partido e o Governo em termos económicos e sociais já está no passado, levou a uma significativa perda das expectativas mais optimistas para as eleições de 2019 e reduziu o potencial de crise da “geringonça” pelo excesso de optimismo.

A política “europeia” que o PS segue é um factor de instabilidade. Embora este seja um dos aspectos mais importantes da instabilidade estrutural que está sempre por baixo do Governo PS e, por extensão, da “geringonça”, merece uma discussão à parte.



30.11.17

Centeno, Dr. Jekyll e Mr. Hyde




Se ganhar, que seja muito feliz, será bom para o seu currículo, mas dificilmente para o nosso. Ser firme na defesa dos nossos interesses e obedecer aos de Bruxelas nem para o Dr. Jekyll e Mr. Hyde seria tarefa facil.

Daniel Oliveira no Facebook: «A eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo retiraria poder negocial a Portugal, obrigaria a uma total ortodoxia na leitura nacional do tratado orçamental e daria uma nova centralidade às divergências entre os partidos da maioria nestas matérias. A apresentação da candidatura por parte do governo revela, por todas as dificuldades que levanta ao país, ao governo e à maioria, que a estabilidade da chamada "geringonça" não é uma prioridade para António Costa. Resta esperar que sejam os votos de outros a travar as dificuldades que Costa teima, levianamente, em procurar»
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29.11.17

Minha cara cliente,



«Já sabe do inquérito que aqui lhe estendo: de que clientela é vocelência? Porque a sociedade à beira mar plantada está dividida entre as clientelas, portanto malévolas e interesseiras, e os garbosos cavaleiros da virtude pátria. Todas as vozes autorizadas se conjugam nesta certeza, a de que as clientelas tomaram conta do fraco do primeiro-ministro e procedem a esventrar o orçamento, comendo-lhe nacos sangrentos, tudo num apetite que compromete o futuro de Portugal. É portanto de grande responsabilidade a escolha que vai fazer. Pondere antes de assinar, os credores estão de olho em si.

A sua primeira opção é a pior, fica já a saber. Se faz parte dos 210 mil que beneficiam da alteração do mínimo de existência, dos 1,3 milhões salários e pensões que pagarão menos IRS dado que a promessa dos novos escalões se cumpriu, dos 2,5 milhões de reformados que vão ser aumentados ou dos 600 mil funcionários públicos que têm as carreiras descongeladas, se é um dos 600 mil trabalhadores do privado cujo salário mínimo vai voltar a subir, se faz parte dos muitos milhões que usam o serviço de saúde e conseguirão médico de família e esperam a recuperação da qualidade dos tratamentos, se tem crianças que vão ter manuais escolares gratuitos e menos alunos por turma ou se recebe o abono de família, só tenho uma notícia tenebrosa para si: malandra, está a devorar o Orçamento, essa clientela é a vergonha do país.

A sua segunda opção é a melhor, vá por mim, assinale que é tudo boa gente. Se tem interesse na privatização dos aeroportos, na venda da TAP ou na concessão dos transportes de Lisboa e Porto, espera pela véspera ou até pelo dia seguinte a eleições, que um governo de gestão lhe vai fazer o despachozinho. Se tem uns dinheirinhos de lado, vai haver um apagão e 10 mil milhões voarão para offshores, se o seu banqueiro for dos tais é coisa garantida. Se tem amigos na mafia russa, um Visto Gold resolve o assunto, seja bem-vindo. Se comprou uns submarinos, já sabe que o Pai Natal está próximo. Se espera dividendos nas energéticas, a renda é confortável e, credo, ninguém lhe mexe. Se teve prejuízos no seu banco, talvez consiga que o Estado lhos pague ao longo dos próximos 19 anos. Isso não é clientela, não senhora, é tudo business.

Assim estamos, então. Invariavelmente, nesta luta sem tréguas pelas palavras, os que dizem “clientela” atribuem-se representação do interesse geral e fazem vénia a quem terçar pelos barões, pelo sr. Neeleman, pelo dono da EDP, por algum aventureiro que quer Visto, são os “investidores”.

Noves fora, um conhecido cientista político norte-americano, que ia pelo difícil nome de Schattschneider, escreveu uma vez o mais óbvio: “Há milhões de conflitos potenciais em cada sociedade moderna, mas só alguns se tornam significativos. A definição das alternativas é o supremo instrumento do poder. Quem determina sobre que é que é a política dirige o país”. Ou seja, quem determina as palavras com que se fala ou os temas que se discutem é o vencedor. É mesmo disso que se trata: se o discurso anti-“clientelar” conseguir marcar um cordão sanitário em volta da vida da maioria da população, patologizando as suas aspirações e fazendo com que os da fila da sopa dos pobres lamentem a desgraça do milionário que tem de pagar o “imposto Mortágua”, então a direita prevalecerá. Mas engana-se quem à direita pense que a batalha está ganha e espero que tome nota: a radicalização do PSD e CDS e de outros como partidos orgânicos dos interesses burgueses impõe-lhes um custo, se à esquerda se perceber que esta discussão exige a centralidade de uma estratégia de bipolarização. Vamos a isso, é tempo de atacar as clientelas sem dó nem piedade. Se se pergunta como serão estes dois anos para construírem uma esquerda que vença, eis a resposta. Bipolarização. Vida mais difícil para o centro? Sim.»

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28.11.17

«A ilusão de que é possível tudo para todos já não existe» (A. Costa)


A ilusão da ilusão (José Manuel Pureza)

«O discurso da ilusão é ilusionista. Porque só mostra o que quer mostrar e oculta o que quer manter como mistério. O discurso da ilusão é o discurso do “já chega” mas já chega só para alguns, os de baixo. Porque ele é também o discurso do “nunca é demais” para os de cima. Quando nos dizem “não é possível dar tudo a todos”, saibamos exatamente o que nos querem dizer: “tudo a todos não, tudo só para alguns: os do costume”.»
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A contribuição que nunca viu a luz



«O que estava em causa era a votação de uma proposta do Bloco para criar uma contribuição de solidariedade, a incidir sobre os produtores de energias renováveis, altamente subsidiados por contratos e regras decididas no passado. São estas as regras que permitem à EDP Renováveis, uma das maiores beneficiárias, ter apenas 12% da sua atividade em Portugal, mas obter aqui 27% dos lucros. Feitas as contas, no total, se esta energia fosse vendida em Portugal ao preço médio que a EDP Renováveis pratica noutros países, e não ao preço subsidiado, os consumidores pagariam menos 400 milhões de euros ao ano. Era uma pequena parte deste sobrecusto que o Bloco de Esquerda propunha compensar com a criação de uma contribuição sobre estas empresas. O resultado seria a redução da dívida tarifária e, em consequência, da conta da luz, com benefícios óbvios para famílias e empresas.
Apesar da medida ter sido negociada com o Governo, e aprovada na especialidade na sexta-feira, o Partido Socialista avocou-a ontem a plenário e, na repetição da votação, alterou o seu voto, impedindo a contribuição de ver a luz do dia.»

Mariana Mortágua

Na íntegra AQUI.
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Centeno e o Eurogrupo


Candidatura de Centeno "pouco falada" na Europa pode ser "trunfo".

Esta história começa a parecer-se com a candidatura à Agência Europeia do Medicamento. Ainda mandam o Centeno para o Porto.
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27.11.17

Palavra dada é palavra honrada – ou não




Hoje, na votação do OE2018. «Foi arrasadora!», disse Miguel Sousa Tavares na SIC.

Daqui.
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Dois anos de «gerigonça»: o que se esperava, melhor do que tínhamos, aquém do possível



Daniel Oliveira no Expresso diário de 27.11.2017:



INFARMED: um disparate sem qualificação possível




«Isto é como todas as notícias de surpresa, até cairmos em nós, há uma fase em que se fica com uma espécie de anestesia, de ´isto não pode ser verdade´.. Durante a tarde e no dia seguinte ninguém fez nada no Infarmed. Na noite de terça-feira voltei a ter uma conversa telefónica com o senhor ministro, que já tinha ideia que havia uma grande ansiedade por parte dos trabalhadores e propôs-me receber a comissão de trabalhadores. No dia seguinte estivemos no seu gabinete às 9 da manhã: conselho directivo, comissão de trabalhadores, o ministro e a assessora jurídica. Praticamente o conselho directivo não disse nada, nem era nossa função. O senhor ministro disse que percebia, de certa forma, que isto era uma notícia surpresa e que não era uma decisão, era uma intenção. Várias vezes repetiu isso» - Maria do Céu Machado, presidente do Infarmed.

Caro António Costa, ou «babuche» como o conheci ainda de calções: eu apoio o seu governo, fruto da Geringonça, e quero que ele se mantenha. Mas ponha um saco de areia em cima da cabeça de alguns dos seus ministros para os acalmar ou mande-os dar uma curva Caso contrário, isto não vai acabar bem.
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