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31.12.18

Anos velhos (1)



Na Tasmânia, já são 3:52 am de 01.01.2019 e não me importava nada de lá estar, como estive há quase dois anos.
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2.3.18

Reviajar é reviver



Há um ano andava eu pelo Uluru, na Austrália, bem melhor do que estou aqui, e com uns belos 39ºC. Reviajar é reviver, sem dúvida!

Voltar a ler e ver aqui.
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5.7.17

Bichos, muita bicharada (13)



Um belo casuar. Sydney, Austrália (2017).

O casuar é uma ave de grande porte, nativa do nordeste da Austrália, Nova Guiné e ilhas próximas, muito ágil (pode correr 50 km/hora e saltar 1,5m). Torna-se muito agressiva se se trata de proteger ninhos e crias. As fêmeas põem entre 3 e 5 ovos, mas depois vão-se embora e os machos cuidam sozinhos dos ninhos e das crias durante os nove meses seguintes. 
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2.7.17

Bichos, muita bicharada (10)



Os corais também são «bichos»… Grande Barreira de Corais, Cairns, Austrália (2017).
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26.3.17

8.3.17

Sydney: a Ópera e a Ponte



A Ópera de Sydney é certamente o seu cartão de visita mais conhecido e com toda a justiça. Projectada pelo dinamarquês Jørn Utzon desde 1959, foi inaugurada em 1973 e é célebre pela arrojada arquitectura e por uma localização privilegiada na grande baía da cidade. Andei hoje em visita guiada pelas suas cinco salas de espectáculo e por outros espaços e, tal como tinha sido avisada por leituras várias, e para lá de características técnicas certamente adequadas e excelentes, tem-se uma certa decepção quanto à correspondência com as expectativas criadas pelo que se vê do exterior. (Aliás, o projecto arquitectónico do interior não foi da auditoria de Jørn Utzon.)

Já não direi o mesmo sobre a Ponte da Baía de Sydney (Sydney Harbour Bridge) que atravessei nos dois sentidos: excedeu o que dela sabia. Datada de 1932, é uma bela estrutura com oito faixas de rodagem, mais duas para comboios, uma para bicicletas e outra para peões – com 50 metros de lagura total. Considerada inutilmente grande quando inaugurada, já foi reforçada, em 1992, com um túnel (Sydney Harbour Tunnel), e fala-se da construção de mais outro. Verdadeiramente impressionante, vale a pena atravessá-la que mais não seja para ver a Ópera, e muito mais, do outro lado da baía.

As três semanas de viagem já lá vão e a verdade é que passaram bem depressa.




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7.3.17

A lenda das Três Irmãs e muita bicharada



Hoje o dia começou de novo bem cedo para se chegar às Montanhas Azuis, situadas a 50 kms a Oeste de Sydney. Parecem de facto azuis as que são vistas mais ao longe, por um fenómeno relacionado com partículas emitidas pelos abundantes eucaliptos existentes na região.

Mas há uma interessante lenda ligada a três pedras, bem visíveis de vários ângulos. Um homem passeava com as três filhas e deixou-as em determinado local para ir caçar. Entretanto, percebeu que se aproximava um monstro que as mataria e, como andava sempre com um osso mágico, usou-o para as transformar temporariamente em pedras e tornou-se ele próprio um pássaro. O monstro passou mas aconteceu o pior: o pássaro não conseguiu encontrar o osso e as raparigas ficaram para sempre pedras – as célebres Três Irmãs (imagem no topo do post). O conjunto de montanhas nesta região são de uma grande beleza, vi-as de miradouros, de um comboio e de dois teleféricos.

Mas antes disso, pelo caminho, parei no Featherdale Wildlife Park, que alberga animais da fauna australiana: cangurus e afins de todos os tamanhos e feitios, coalas, aves, répteis, pinguins minúsculos, etc., etc. O diabo da Tasmânia estava recolhido e não se mostrou e saio da Austrália sem ter visto cisnes negros, o que nunca esperei que me acontecesse.

O fim aproxima-se: amanhã passarei o dia em Sydney e depois… serão vinte e muitas horas entre a saída deste hotel e a chegada a Lisboa. Não há-de ser nada.







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6.3.17

Sydney



Corais e florestas ficaram para trás, estou já em Sydney.

Algumas poucas horas a circular por uma parte desta grande cidade, que tem quase cinco milhões de habitantes (mais de um quinto do total do país) deram para perceber que é lindíssima, com os seus ícones mais conhecidos vistos um pouco de todo o lado, com muitas baías de tamanhos variados e a «grande» baía, com a famosa Praia Bondi, muitos parques bem cuidados no centro da cidade, numerosas casas ainda em estilo tipicamente inglês, restaurantes animados, cheios de gente mesmo relativamente tarde.

Mas quase tudo está ainda por descobrir, amanhã é outro dia e faltam poucas horas para que comece… Ficam algumas imagens.






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5.3.17

Depois dos corais, as florestas



Esta região do Norte da Austrália, onde ainda estou, tem 9.000 quilómetros de florestas tropicais protegidas e foi por uma delas que hoje andei.

Nem tinha consciência de de ter «subido» tanto: do paralelo 45 no Sul da Nova Zelândia até ao 17 onde se situa Cairns. O resultado foi a surpresa de mergulhar agora numa mais do que exuberante flora tropical, variando os meios de transporte: comecei por um combóio preparado para proporcionar belíssimas perspectivas de montes, vales e cascatas, continuei num tanque anfíbio que já andou pela Segunda Guerra Mundial e acabei num teleférico, com sete quilómetros de comprimento (nunca tinha andado em nada de parecido, em extensão e altitude), que passa por cima de muitos milhares de árvores gigantescas e permite que se tenha uma ideia da variedade e da dimensão do que está em causa. Tudo isto com o Mar de Coral no horizonte. Magnífico é a palavra adequada para resumo do dia.

Quanto a bicharada, as visitas detalhadas ficam para um parque em Sydney, mas já vi hoje um santuário de borboletas, cangurus, coalas e até o tal diabo da Tasmânia… Não resisto a resumir uma característica do casoário (última imagem no fim deste post), uma ave ratite maior do que um peru mas mais pequena do que qualquer avestruz: é o macho que choca os ovos, durante cinquenta dias, seis a doze de cada vez, enquanto a fêmea vai preparando nova dose com outros machos. Muito pra frentex, não?

Amanhã? Sydney.







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4.3.17

Corais e mais corais



Hoje foi dia dedicado à Grande Barreira de Coral que se estende por 2.300 quilómetros ao largo da costa Nordeste da Austrália e é formada por uma rede de 2.900 recife de corais. Estes são animais vivos e sensíveis, da mesma família das alforrecas, mas que criam um esqueleto calcário e sólido.

No local por onde andei, há cerca de 400 espécies e vi-as através das janelas de um pequeno submarino, num espectáculo absolutamente impressionante pela diversidade, pelas cores e pelo brilho.

Foi de perto de Michaelmas Cay que parti no dito submarino. Michaelmas Cay é uma ilha com uma extensão de 1,8 hectares, 360 metros de comprimento e 50 de largura, habitat natural de uma verdadeira multidão de aves marinhas, numa das reservas ornitológicas mais importantes da Grande Barreira de Coral.

Vistos os corais, foi tempo para o melhor banho dos últimos anos, numa água límpida do Mar de Coral, salgadíssima, em que me vi rodeada de pequenos peixes simpáticos. Last but not the least, a água estava a 29º C.






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3.3.17

Já em Cairns



Depois de dois voos e muitos atrasos, aqui cheguei, e estou em «estágio» para andar amanhã pela Grande Barreira de Coral e nela me banhar. Um pouco como ir a Meca, segundo me dizem.

A noite terá menos de cinco horitas de sono, mas terão de ser suficientes…

Entretanto o fim do dia ontem, em Ayers Rock, foi a pequena maravilha que a imagem mostra.
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2.3.17

Uluru e as suas lendas



Hoje andei pelo Uluru, quase por dentro, numa longa caminhada que permitiu ver desfiladeiros, covas, vegetação, lagos e símbolos da cultura aborígene.

Algumas das grutas são utilizadas para dar um certo tipo de aulas a crianças que frequentam escolas aborígenas, usadas como cozinhas em momentos especiais ou em outro tipo de actividades.

Um dos pontos interessantes ligados a Uluru reside num conjunto de lendas sobre as suas origens e características. Resumo uma, contada em detalhe numa série de placas, algures perto de uma espécie de lago entre rochedos.

Kuniya, uma famosa cobra piton gigante, veio de Leste para Uluru com o pressentimento de que algo de mal tinha acontecido a um seu sobrinho. Não se enganou, este tinha sido ferido sem receber assistência. Kuniya decidiu então fundir o seu próprio espírito com o dele e transformaram-se na Wanampi, uma serpente arco-íris que continua a viver e protege uma espécie de lago para que a água não seque – e a água lá está.

O que pretende demonstrar esta lenda? Que se deve cuidar de quem precisa e que há que sublinhar, e respeitar, a intuição e a força femininas – neste caso representadas por Kuniya.

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Num outro comprimento de onda e porque há mesmo uma vez primeira vez para tudo: jantar com carne de crocodilo e de canguru.

Amanhã é outro dia, rumo a Cairns. E já não faltam muitos dias para o regresso…





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1.3.17

Kata Tjuta



Foi muito longo o dia, desde o acordar às cinco da manhã, a tempo de sair do navio o mais depressa possível, em Sydney, para apanhar o avião que nos trouxe a Ayers Rock. Nesta terra de aborígenes (que não se mostram), vim encontrar os tais 38 ou 39º previstos e milhares de moscas bem dispensáveis!

É aqui que se encontra o Uluru - Kata Tjuta National Park (Património Mundial da UNESCO desde 1987) e, se já avistei hoje o Uluru de vários ângulos, foi pelas 36 montanhas que formam Kata Tjuta que andei toda a tarde. «Andei» é uma força de expressão, porque só fiz uma pequena parte de uma caminhada prevista ou não estaria aqui para contar… Mas claro que chegou para ver o conjunto impressionante de cumes arredondados, desfiladeiros e vales, com muita verdura e que vão mudando de cor conforme a incidência do Sol (imagem no topo deste post, outras e vídeo mais abaixo). O mesmo acontece, aliás, com o Uluru e um ritual obrigatório, e que não falhei, foi ver as mudanças de tons, que vai tendo quando o Sol se põe (três últimas fotografias).

É tarde, amanhã o despertar é de novo às 5 para ver… o nascer do Sol. E o resto do dia será para o Uluru – que bem o merece.






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