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17.2.11
14.2.11
13.2.11
Como morre uma ditadura?
Em El País de hoje, um artigo de Moisés Naím.
«Por qué Egipto y no Marruecos? ¿Por qué en China sigue mandando el Partido Comunista, pero se hundió la Unión Soviética? ¿Por qué Fidel Castro ha sobrevivido en el poder y Augusto Pinochet no? En fin, ¿qué determina que algunas dictaduras sean depuestas y otras se perpetúen? Las razones son tan variadas como la naturaleza misma de estos regímenes. Hay dictaduras que son totalitarias y brutalmente represivas. Otras son dictablandas que intentan hacerse pasar por democracias: organizan elecciones que nunca pierden, toleran una oposición anémica y permiten periódicos "libres" que pocos leen. (…)
Los militares son siempre el actor determinante. Todas las tiranías dependen de ellos.»
Factores importantes:
- a mudança;
- a velhice;
- a luta pelo poder;
- erros fatais;
- o contágio;
- a informação.
«Esta lista no es exhaustiva y además siempre hay más de uno de estos factores en juego. También es cierto que estos elementos a veces no bastan y hay dictaduras que, a pesar de todo lo anterior, sobreviven. Pero, siempre, el actor determinante - y poco predecible - son los militares. Todas las tiranías dependen de ellos. A veces los militares están exclusivamente al servicio del tirano. En otros casos, cambian de parecer y deciden defender a su patria, y no al régimen. Al final, lo único que cuenta es si los militares están dispuestos a disparar contra sus compatriotas. Cuando se niegan a hacerlo, nace la libertad.»
(Na íntegra aqui.)
...
15.10.09
Onde pára a nossa história?

O Público publicou ontem um longo artigo que me trouxe imediatamente à memória «o crime de Lourosa», uma história de que me recordava mais ou menos vagamente, sem nunca ter conhecido os seus contornos exactos.
Chegou então a Lisboa, de boca em boca, o relato de uma rocambolesca desordem em que teriam estado envolvidos um padre, a população de uma aldeia, a GNR e talvez mortes. Pensámos que existiriam motivos políticos para que o substituto do bispo do Porto, então no exílio, retirasse o pároco de Lourosa, mas verifico agora que nem sequer terá sido o caso: há quarenta e cinco anos, nesta nossa terra, reprimia-se com violência – e matava-se – quem ousava manifestar-se com persistência.
Curiosamente, estes acontecimentos datam de 14 de Outubro de 1964, dia em que foi atribuído o Prémio Nobel da Paz a Martin Luther King.
8.11.07
Argentina – Tributo aos desaparecidos

O Presidente da República argentino inaugurou um monumento em honra dos desaparecidos que foram vítimas da ditadura entre 1976 e 1983.
Junto do Rio da Prata, a Norte de Buenos Aires, foi criado um Parque da Memória onde, em 30 000 lápides, figuram os nomes que são conhecidos. Mas julga-se que correspondem a cerca de um terço do total destas vítimas – 90 000 em sete anos, portanto.

São muitas as organizações que se empenham em identificar os que faltam, nomeadamente a Associação das Mães e Avós da Praça de Maio que, com uma persistência impressionante, desfila todas as 5ª feiras na dita praça.
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