Mostrar mensagens com a etiqueta ensino. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ensino. Mostrar todas as mensagens

24.2.09

E «no pasa nada»?

O conteúdo deste ofício circula por aí, mas vale sempre a pena ver para crer.
Para a inefável responsável da DREN, a nossa língua não tem segredos. Vírgulas e outras minudências são para quando um homem quiser (mulher, hélas...). Mas nada é comparável à frase com que inicia o último parágrafo:

«Sendo certo que muitos docentes não se aceitam o uso dos alunos nesta atitude inaceitável...»

(Clique na imagem)

23.8.08

Raposas em vias de extinção?











Li e reli uma notícia do Expresso de hoje, segundo a qual um aluno passou do 6º para o 7º ano tendo chumbando a oito das nove disciplinas curriculares (só terá passado a Educação Física). Julgo ter percebido que a ideia é que seja chamado para um CEF (Centro de Educação-Formação), «onde poderá adquirir conhecimentos técnicos que lhe servirão para a vida», embora não exista qualquer garantia de que tal venha a acontecer.

Quase todas as pessoas que se pronunciaram parecem estar de acordo com o princípio, desde o Conselho Directivo, a muitos pais e professores. O secretário de Estado diz que chumbar alunos, em casos como estes, é «mandá-los para a marginalidade».

Deve estar a escapar-me qualquer coisa, mas ninguém me convence que esta é a única solução possível, muito menos a melhor ou mesmo que ela seja aceitável.

Porque das duas uma: ou o E (de educação) e o F (de formação) que podem recuperar e salvar da marginalidade não pressupõem, de todo, o mínimo de conhecimentos que um aluno adquire até ao 6º ano (e então o aluno em questão deveria poder ir para o tal Centro mesmo chumbando), ou não é o caso e então ele nunca será Educado nem Formado em coisíssima nenhuma.

Fica a pairar uma dúvida inevitável: a maior preocupação é a marginalidade ou são as estatísticas de reprovações?

16.5.08

Há vida para além das jotas











Há dois dias, estive numa escola secundária em Rio Maior. De Rio Maior, só recordava umas mocas que me barraram uma estrada, nos idos de 75. Numa escola secundária, não entrava há uns tantos anos.

Daí a agradável surpresa ao ver a iniciativa de uma professora de História que, com os alunos, organizou um ciclo de actividades dedicado ao estudo do Estado Novo. Dele fazia parte uma exposição - «naïve», certamente, «à antiga», sem qualquer recurso a meios tecnológicos sofisticados, com muitas coisas recuperadas em sótãos de avós, desde livros escolares a uma colecção de Sandokan, fardas da Mocidade, objectos, diplomas, muitas fotografias. Cereja em cima do bolo: Salazar num caixão (que terá provocado alguma celeuma). Mas, também e sobretudo, textos, cronologias, muita informação recolhida, sistematizada e bem apresentada.





Impossível não pensar em Cavaco e nos jotas que o rodeiam para levarem os jovens à política – ou vice-versa, nem entendo bem.

E a estranha sensação de que eles e estes alunos que eu vi não pertencem à mesma galáxia.