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9.2.20

Quando se foram os anéis




«A 27 de Abril de 1976 a Christie’s levantava o martelo sobre uma venda portentosa: Magnificent Silver foi o título do leilão que dispersou pelo mundo algumas das melhores pratas em colecções portuguesas. Estavam, até então, com duas famílias cujos destinos baloiçaram com a Revolução: os Espírito Santo e os Palmela. (…)

«E deu-se ainda que, naquele 27 de Abril, um único lote rendeu um quarto do valor total arrecadado: o lote estrela da noite, constituído pelo par de terrinas Germain, foi arrematado por 1,8 milhões de francos — 1,6 milhões de euros pagos por um coleccionador privado que manteve as peças até 1982, altura em que as vendeu ao J. Paul Getty Museum de Los Angeles. (…)

Com uma das mais importantes colecções de artes decorativas do mundo, o Getty Museum tem até hoje esse par de terrinas em exposição. Antes do leilão da Primavera de 1976 o conjunto estava na posse de uma das mais poderosas famílias do Portugal do Estado Novo: os Espírito Santo — uma das várias grandes famílias que cairiam temporariamente em desgraça sob a “muralha de aço” do “gonçalvismo” contra os impérios financeiros concentracionários e monopolistas do Portugal de então.»
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5.10.19

Vão chamar «pai» a outros, se não se importam


Se leio mais algum título de jornal em que venha referido Freitas do Amaral como «pai» da democracia, cancelo a assinatura.
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11.3.19

11.03.1975, ainda



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11.03.1975 - O início do PREC



Nesse décimo primeiro dia de Março de 75, pelas 11:45, o RAL 1 (mais tarde conhecido por RALIS), foi bombardeado por aviões da Base Aérea nº 3 e cercado por paraquedistas de Tancos, na concretização de uma tentativa de golpe de Estado, liderada por António de Spínola.

O que se passou durante o resto desse dia é resumido num documento do Centro de Documentação 25 de Abril e está parcialmente gravado nos vídeos (no fim deste post). Dia que acabou já sem Spínola no país: com a mulher e quinze oficiais fugiu de avião para Badajoz.

11 de Março marca o início do PREC, que viria a durar oito meses e meio – até ao 25 de Novembro. Quem já era adulto lembra-se certamente dos ambientes absolutamente alucinantes de tudo o que se seguiu, sobretudo a partir de 14 de Março quando foi criado o Conselho da Revolução e se deu a nacionalização da Banca e da maior parte das companhias de Seguros.

E não se julgue que foi só a chamada extrema esquerda a aplaudir essas medidas:
«As nacionalizações são saudadas à esquerda e não são contrariadas à direita. O PPD apoiou-as, embora prevenindo que "substituir um capitalismo liberal por um capitalismo de Estado não resolve as contradições com que se debate hoje a sociedade portuguesa".
Mário Soares mostrou-se eufórico, considerando tratar-se de "um dia histórico, em que o capitalismo se afundou". Disse num comício que "a nacionalização da banca, que por sua vez detém (…) a maior parte das acções das empresas portuguesas e, ao mesmo tempo, a fuga e prisão dos chefes das nove grandes famílias que dominavam Portugal, indicam de uma maneira muito clara que se está a caminho de se criar uma sociedade nova em Portugal".» (Adelino Gomes e José Pedro Castanheira, Os dias loucos do PREC, p. 28.)

Foi assim, por mais inverossímil que pareça a 44 anos de distância.

Para quem quiser conhecer ou recordar os acontecimentos:






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21.11.18

21.11.1975 – O juramento no Ralis



Há quem não tenha idade para o recordar ao vivo e a cores, há os que ainda se lembram com terror do que sentiram com aquilo que o juramento no Ralis podia prenunciar e há aqueles a quem nunca será roubada a utopia de um acto que pertence a uma herança que ainda hoje os mantém de pé no presente e perante o futuro.

A quatro dias do 25 de Novembro, o juramento de bandeira dos cento e setenta novos recrutas do RALIS ficou para a História – queira-se ou não.



Imagens e palavras quase surrealistas quando vistas e ouvidas hoje, mas que funcionam para muitos como uma espécie de relíquia de «um sonho lindo que acabou». Um caminho que ficou para trás mas que não se apaga – nunca.

A notícia no Diário de Lisboa do dia:


7.9.18

07.09.1975 – Quem se lembra dos SUV?




Os SUV (Soldados Unidos Vencerão) – uma auto-organização política de militares, clandestina, que se definia com «frente unitária anticapitalista e anti-imperialista» – apresentaram-se «embuçados por razões de segurança» numa conferência de imprensa realizada no Porto e transmitida pelo Rádio Clube Português , em 7 de Setembro de 1975.

Organizaram desfiles em várias cidades, mas julgo que nenhum teve a dimensão do de Lisboa, em 25 de Setembro, com apoio de partidos como o MES, a LCI, a UDP e o PRP. Centenas de soldados fardados, acompanhados por representantes das comissões de trabalhadores e de moradores e por uma verdadeira multidão, subiram do Terreiro do Paço até ao Parque Eduardo VII, onde teve lugar um comício. No fim deste, foram desviadas dezenas de autocarros da Carris, que levaram quem quis até ao presídio da Trafaria, de onde, pelas 2:00 da manhã, foram libertados dois militares que se encontravam detidos, precisamente por terem distribuído panfletos de propaganda da manifestação.

Para se perceber um pouco mais do que estava em causa, vale a pena ler o MANIFESTO com que os SUV se apresentaram, precisamente nesse 7 de Setembro.
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4.6.18

Frank Carlucci



Fui buscar à estante e creio que é boa leitura para o dia de hoje.

(Marcelo: Cristalinamente viperino aqui.)
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14.3.18

14.03.1975 – «O dia em que o capitalismo se afundou» (M.Soares dixit)



As semanas que se seguiram ao 11 de Março de 1975 foram naturalmente ricas em acontecimentos e convulsões. Três dias depois, no dia 14, para além de ser criado o Conselho da Revolução, deu-se a nacionalização da Banca e dos Seguros. 

Da imprensa da época:

«As nacionalizações são saudadas à esquerda e não são contrariadas à direita. O PPD apoio-as, aliás, embora previna que “substituir um capitalismo liberal por um capitalismo de Estado não resolve as contradições com que se debate hoje a sociedade portuguesa”.
Mário Soares mostra-se mais expansivo. Eufórico mesmo, considerando aquele “um dia histórico, em que o capitalismo se afundou”. Dirá, a propósito o líder socialista, num comício: “A nacionalização da banca, que por sua vez detém (...) a maior parte das acções das empresas portuguesas e, ao mesmo tempo, a fuga e prisão dos chefes das nove grandes famílias que dominavam Portugal, indicam de uma maneira muito clara que se está a caminho de se criar uma sociedade nova em Portugal”.»  (Realce meu)

(Adelino Gomes e José Pedro Castanheira, Os dias loucos do PREC, edições Expresso / Público, 2006, p. 28.)
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25.11.17

Boa leitura para um 25 de Novembro – «Quando Portugal ardeu»




Conhecer um pouco (não tudo) do que foi a direita-direita, sobretudo depois do fim do PREC.

(É possível fazer download.)
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25.9.17

25.09.1975 - Ainda há quem se lembre dos SUV?



Há 42 anos, o centro de Lisboa preparava-se a esta hora para uma grande manifestação dos SUV (Soldados Unidos Vencerão) – uma auto-organização política de militares, clandestina, que se definia com «frente unitária anticapitalista e anti-imperialista» e que fora anunciada no início do mês, algures num pinhal entre Porto e Braga, numa conferência de imprensa transmitida pelo Rádio Clube Português, em 7 de Setembro.

Organizaram desfiles em várias cidades, mas julgo que nenhum teve a dimensão do de Lisboa, em 25 de Setembro, com apoio de partidos como o MES, a LCI, a UDP e o PRP. Centenas de soldados fardados, acompanhados por representantes das comissões de trabalhadores e de moradores e por uma verdadeira multidão, subiram do Terreiro do Paço até ao Parque Eduardo VII, onde teve lugar um comício. No fim deste, foram desviadas dezenas de autocarros da Carris, que levaram quem quis até ao presídio da Trafaria, de onde, pelas 2:00 da manhã, foram libertados dois militares que se encontravam detidos, precisamente por terem distribuído panfletos de propaganda da manifestação.

Para se perceber um pouco mais do que estava em causa, vale a pena ler o MANIFESTO com que os SUV se apresentaram na conferência de imprensa de 7 de Setembro.


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19.9.17

19.09.1975 – Na posse do último Governo Provisório




No dia 19 de Setembro de 1975, tomou posse o VI (e último) Governo Provisório. Chefiado por Pinheiro de Azevedo, durou até 23 de Julho de 1976, data em que entrou em funções o I Governo Constitucional.

Na imagem, um excerto do discurso do primeiro-ministro, no acto da tomada de posse do novo governo (*). Delicioso – no mínimo. Comentários para quê...

(*) Na íntegra, aqui.
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11.3.17

Um 11 de Março há 42 anos



Nesse décimo primeiro dia de Março de 75, pelas 11:45, o RAL 1 (mais tarde conhecido por RALIS), foi bombardeado por aviões da Base Aérea nº 3 e cercado por paraquedistas de Tancos, na concretização de uma tentativa de golpe de Estado, liderada por António de Spínola.

O que se passou durante o resto desse dia é resumido num documento do Centro de Documentação 25 de Abril e está parcialmente gravado nos vídeos (no fim deste post). Dia que acabou já sem Spínola no país: com a mulher e quinze oficiais fugiu de avião para Badajoz.

11 de Março marca o início do PREC, que viria a durar oito meses e meio – até ao 25 de Novembro. Quem já era adulto lembra-se certamente dos ambientes absolutamente alucinantes de tudo o que se seguiu, sobretudo a partir de 14 de Março quando foi criado o Conselho da Revolução e se deu a nacionalização da Banca e da maior parte das companhias de Seguros.

E não se julgue que foi só a chamada extrema esquerda a aplaudir essas medidas:
«As nacionalizações são saudadas à esquerda e não são contrariadas à direita. O PPD apoiou-as, embora prevenindo que "substituir um capitalismo liberal por um capitalismo de Estado não resolve as contradições com que se debate hoje a sociedade portuguesa".
Mário Soares mostrou-se eufórico, considerando tratar-se de "um dia histórico, em que o capitalismo se afundou". Disse num comício que "a nacionalização da banca, que por sua vez detém (…) a maior parte das acções das empresas portuguesas e, ao mesmo tempo, a fuga e prisão dos chefes das nove grandes famílias que dominavam Portugal, indicam de uma maneira muito clara que se está a caminho de se criar uma sociedade nova em Portugal".» (Adelino Gomes e José Pedro Castanheira, Os dias loucos do PREC, p. 28.)

Foi assim, por mais inverossímil que pareça a 42 anos de distância.

Para quem quiser conhecer ou recordar os acontecimentos:








E a canção do Zeca sobre este data:


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14.3.16

14.03.1975 – «O dia em que o capitalismo se afundou»



As semanas que se seguiram ao 11 de Março de 1975 foram naturalmente ricas em acontecimentos e convulsões. Três dias depois, no dia 14, para além de ser criado o Conselho da Revolução, deu-se a nacionalização da Banca e dos Seguros. Foi um marco importante da nossa História (muito) recente e que, em diferentes e piores circunstâncias, volta agora à ordem do dia. Mas, adiante, que isso são esmolas para outros peditórios.

Da imprensa da época:

«As nacionalizações são saudadas à esquerda e não são contrariadas à direita. O PPD apoio-as, aliás, embora previna que “substituir um capitalismo liberal por um capitalismo de Estado não resolve as contradições com que se debate hoje a sociedade portuguesa”.
Mário Soares mostra-se mais expansivo. Eufórico mesmo, considerando aquele “um dia histórico, em que o capitalismo se afundou”. Dirá, a propósito o líder socialista, num comício: “A nacionalização da banca, que por sua vez detém (...) a maior parte das acções das empresas portuguesas e, ao mesmo tempo, a fuga e prisão dos chefes das nove grandes famílias que dominavam Portugal, indicam de uma maneira muito clara que se está a caminho de se criar uma sociedade nova em Portugal”.»  (Realce meu)
(Adelino Gomes e José Pedro Castanheira, Os dias loucos do PREC, edições Expresso / Público, 2006, p. 28.)

Comentários? Para quê… 
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25.9.15

25.09.1975. Há 40 anos, eram diferentes as arruadas



Há 40 anos, por esta hora, o centro de Lisboa preparava-se para uma grande manifestação dos SUV (Soldados Unidos Vencerão) – uma auto-organização política de militares, clandestina, que se definia com «frente unitária anticapitalista e anti-imperialista» e que nascera no início do mês, algures num pinhal entre Porto e Braga. Já falei dela, mas retomo o tema.

Já se tinham realizado alguns desfiles, outros viriam a ter lugar em várias cidades, mas julgo que nenhum teve a dimensão do de Lisboa, naquele 25 de Setembro, com apoio de partidos como o MES, a LCI, a UDP e o PRP. Centenas de soldados fardados, acompanhados por representantes das comissões de trabalhadores e de moradores e por uma multidão, subiram do Terreiro do Paço até ao Parque Eduardo VII, onde teve lugar um comício. No fim deste, foram desviadas dezenas de autocarros da Carris, que levaram quem quis até ao presídio da Trafaria, de onde, pelas 2:00 da manhã, foram libertados dois militares que se encontravam detidos, precisamente por terem distribuído panfletos de propaganda da manifestação.


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11.3.15

11 de Março – Dia da Unidade



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Há 40 anos, o início do PREC



Numa terça-feira de Março de 75, pelas 11:45, o RAL 1 (mais tarde conhecido por RALIS), foi bombardeado por aviões da Base Aérea nº 3 e cercado por paraquedistas de Tancos, no acto que concretizou uma tentativa de golpe de Estado, liderada por António de Spínola. O que se passou durante o resto desse dia é resumido num documento do Centro de Documentação 25 de Abril e está parcialmente gravado em vídeo (ver fim deste post). Um dia marcante que acabou já sem Spínola no país: com a mulher e quinze oficiais fugiu de avião para Badajoz.

11 de Março marca o início do PREC que viria a durar oito meses e meio – até ao 25 de Novembro. Seguiram-se dias absolutamente alucinantes, sobretudo a partir de 14, quando foi criado o Conselho da Revolução e se deu a nacionalização da Banca e da maior parte das companhias de Seguros.

O PPD apoiou as nacionalizações, embora com cautela, Mário Soares mostrou-se eufórico, considerando tratar-se de «um dia histórico, em que o capitalismo se afundou». Disse num comício que «a nacionalização da banca, que por sua vez detém (…) a maior parte das acções das empresas portuguesas e, ao mesmo tempo, a fuga e prisão dos chefes das nove grandes famílias que dominavam Portugal, indicam de uma maneira muito clara que se está a caminho de se criar uma sociedade nova em Portugal». (Adelino Gomes e José Pedro Castanheira, Os dias loucos do PREC, p. 28.)

Muitas reviravoltas deu a nossa história e estamos agora onde sabemos. Mas uma coisa é certa, qualquer que seja o julgamento que hoje se faça do PREC: quem não viveu num ambiente revolucionário nunca conseguirá imaginá-lo exactamente. Nem realizar o que perdeu.

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Imagens ajudam a reavivar a memória:



Continuação aqui e aqui.
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21.11.14

Há 39 anos, o juramento no Ralis


A quatro dias do 25 de Novembro, o juramento de bandeira dos cento e setenta novos recrutas do RALIS, em 21 de Novembro de 1975, ficou para a História como símbolo de fim de ciclo, foi uma espécie de canto do cisne de um PREC que se aproximava do seu fim.


Muitos dos que com ele vibraram, encolherão hoje os ombros. Outros, sobretudo mais novos, verão estas imagens com alguma estranheza, porventura com uma ponta de inveja de tempos que não viveram. Para uns tantos, são uma relíquia – de «um sonho lindo que acabou».

A notícia no Diário de Lisboa do dia:


19.9.14

Viemos de longe, de muito longe



No dia 19 de Setembro de 1975, tomou posse o VI (e último) Governo Provisório. Chefiado por Pinheiro de Azevedo, durou até 23 de Julho de 1976, data em que entrou em funções o I Governo Constitucional.

Na imagem, um excerto do discurso do primeiro-ministro, no acto da tomada de posse do novo governo (*). Delicioso – no mínimo. Comentários para quê, neste ano da graça de 2014.

(*) Na íntegra, aqui.
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16.7.14

Quando se manifestava em cima de blindados



Não sei se estava tanto calor como hoje, em 16 de Julho de 1975, mas, politicamente, o ambiente era bem mais tórrido do que aquele que se concretiza agora em guerras de números de simpatizantes de alguns e de cisões e contracisões de outros. O povo está bem mais sereno (vá lá saber-se porquê e se para o bem) e quem disser o contrário que levante o braço.

O IV Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves, vivia na maior das efervescências o seu último mês, o PS já o abandonara há cinco dias e o PPD fez o mesmo precisamente na madrugada de 16 de Julho. Seguiram-se, no mesmo dia, João Cravinho e Jorge Sampaio, então independentes, que justificaram a decisão num longo documento de 14 páginas, em que concluíam que «a crise geral do sistema» resulta «de a burguesia se mostrar já incapaz de governar e de o proletariado não ser ainda capaz de o fazer». (Sorrisos inevitáveis, a 39 anos de distância...)

Mas o que marcou essa data, sobretudo para quem a viveu, foi uma «manifestação unitária pelo poder popular», que desfilou pelas ruas de Lisboa para exigir a «dissolução da Constituinte», «controlo operário» e a queda do Governo Provisório e a instalação de um Governo Popular. Convocada pelas comissões de trabalhadores e de moradores, contou com a adesão da UDP, CMLP, CRTSM, MES, ORPC (m-l), PRP-BR e AEPPA (Associação de Ex-Presos Políticos Antifascistas). Nada de especialmente novo, para os tempos que iam correndo, não fosse o facto de, pela primeira vez, terem participado centenas de militares fardados e com blindados, Dinis de Almeida incluído.

Noticiava o Diário de Lisboa do dia seguinte: «O traço dominante da manifestação de ontem foi a fusão, no mesmo corpo popular, de trabalhadores e soldados que durante larga parte do percurso ocuparam conjuntamente os veículos militares armados, numa demonstração pública sem precedentes do reforço da linha revolucionária no Exército e da compreensão da sua cada vez maior evolução para uma forma de braço armado do povo.»

O resto do Verão não arrefeceu e... acabou como é sabido.

(Fonte, entre outras) 
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