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15.9.25

Jorge Sampaio sobre campanhas eleitorais

 


Disse isto há seis anos. Mudou algo para melhor? Ou antes pelo contrário?

10.9.25

Jorge Sampaio

 


Quatro anos sem ele. Se ainda cá estivesse, sofreria muito com o estado do mundo e do país.

12.5.25

Mudam os tempos, mudam as éticas

 


«As suas declarações abrangeram todo o seu património, quer imobiliário, quer financeiro. Sempre escrupuloso, logo na primeira declaração, e embora estivesse casado em regime de separação absoluta de bens, entendeu incluir a casa onde então vivia, em Lisboa, e que era propriedade da mulher. Manteve sempre esta conduta. (…)

Na biografia de que sou autor, Sampaio explicou que, para aclarar tais dúvidas, chegou “a conversar” com o então presidente do Tribunal Constitucional, Cardoso da Costa, “e com um outro conselheiro”: “Foram da opinião que, à face da lei, só devia fazer a declaração dos meus rendimentos, deixando de fora os da Maria José [Ritta]. Mas eu achei que devia declarar os rendimentos do casal”. “Entre nós”, enfatizou, era “tudo do bolo comum”. (…)

Bastaria a Luís Montenegro seguir o exemplo caseiro de Jorge Sampaio e imitar a sua conduta de total e absoluta transparência. O país agradecia.»


10.9.24

Jorge Sampaio

 


Morreu há três anos. Parece pouco tempo, mas dificilmente reconheceria hoje o estado do mundo – e talvez do país. Foi um grande Presidente.

18.9.23

Jorge Sampaio

 


Seriam 84, hoje. Já não foram.

O gozo que dá recordar isto:

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10.9.23

Jorge Sampaio

 


Morreu há dois longos anos.
Ainda assistiu ao estertor da Gerigonça, já não à maioria absoluta do seu partido (que ignoro se apreciaria…), a uma terrível guerra causada pela invasão de um país por outro na Europa, a uma inflação descabelada, a birras entre um dos seus sucessores e outro seu colaborador muito próximo. Talvez tenha sido melhor para ele, mas o seu peso fez falta por cá.
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10.9.22

Jorge Sampaio

 


Partiu há um ano. Nem sei se este passou depressa ou se me parece uma eternidade por tudo o que aconteceu entretanto. Talvez não seja mau que o Jorge tenha sido poupado a vivê-lo, mas fez falta por cá.
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13.9.21

Jorge Sampaio e a “malta de 62”

 


Nós, “a malta de 1962”, perdemos no dia 10 de Setembro um dos nossos, o Jorge Sampaio.

É muito comovidamente que aceitamos a ideia de que deixamos de o ver e ouvir como pessoa presente. E que temos que o transformar em memória, como a de outros que já partiram. Mas este, que é um de nós, ganhou, ao longo dos quase sessenta anos de verdadeira comunhão de experiências e convivialidade de um grupo muito alargado, uma simbologia muito especial. Ao longo destes sessenta anos decorreu História.

Em 1962 eramos um grupo de jovens que olhávamos à volta e víamos: proibição de associações, polícia nas Faculdades, censura, prisões, “bufos” que nos faziam desconfiar de qualquer desconhecido. E também a proibição de celebrar o Dia do Estudante. Alguns foram mais longe e perceberam que tinha que ser travada a luta pela Liberdade. Alguns dias depois já não eram só alguns, mas toda a Universidade que estava de pé.

Jorge Sampaio era então o secretário-geral da RIA (Reunião Inter-Associações) e assumiu a liderança do movimento, com um conjunto de amigos de várias Faculdades. E assumiu, com as características que lhe eram próprias. Não era o “chefe”. No grupo dirigente analisava, discutia, decidia com o colectivo. E para a multidão, porque o era, no estádio universitário, falava com as palavras certas e inclusivas de quem estava em frente de socialistas, comunistas, republicanos, católicos, ou, na sua maioria, jovens que procuravam o caminho para lutar pela Liberdade. Este grupo orgânico, que não era partido nem movimento, ficou cosido entre si pelo espírito de Jorge Sampaio.

A História e a vida vieram dar-nos razão que podíamos escolher Jorge Sampaio como símbolo. Esteve no Tribunal Plenário a defender presos políticos de forma solidária. Esteve nas Comissões Democráticas Eleitorais de Lisboa em 1969.Foi eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, antecipando a unidade política de Esquerda, que lhe era tão cara. Mas abriu à direita, a quem quisesse colaborar. E, finalmente, foi eleito Presidente da República. Discreta e serenamente ousou dissolver o Parlamento quando o estado do Governo, aliás de substituição, ultrapassou o admissível.

Ousou como chefe supremo das Forças Armadas que não participassem na invasão do Iraque. Com que antecipada perspicácia e sabedoria o fez.

E é simbólico que tenha corrido a meio da noite, sem seguranças, sozinho na cidade, para salvar Timor.

E poucos dias antes de desaparecer apelava à Solidariedade para sírios e outras vítimas da guerra que não era deles.

Em todos estes momentos, “a malta de 1962”, dos vários matizes políticos, esteve com ele. Representava-nos.

Jorge Sampaio, o “nosso” secretário-geral da RIA, nunca deixou de nos honrar com a sua presença nas diversas comemorações do Dia do Estudante que levámos a efeito, mostrando sempre grande disponibilidade. E quando, já no final do seu segundo mandato, faz uma comemoração do 25 de Abril no Pavilhão de Portugal, não se esquece de convidar os seus velhos companheiros, “a malta de 62”. E todos sentimos como Jorge Sampaio privilegiava, uma vez mais, os sentimentos da amizade e da solidariedade.

No próximo ano vai faltar ao nosso encontro, que será o do 60.º aniversário da Crise Académica de 1962, e que se realizou todos os anos até à pandemia. Sem sectarismos nem espírito fechado. Éramos, somos, inclusivos, no espírito de Jorge Sampaio. Outros desapareceram e estão connosco. Jorge Sampaio vai estar sempre presente.

Pela Malta de 62,

Adalberto Casais Monteiro
Álvaro Soares de Almeida
Ana Benavente
António Correia de Campos
António Curvelo-Garcia
António Morais Arnaud
Artur Pinto
Carlos Alberto Sequeira
Carlos Macedo
Eliana Gersão
Feliciano David
Fernando Figueiredo
Filipe Carmo
Filipe Rosas
Francisco Leal Paiva
Helena Cabeçadas
Helena Pato
Herculano Ferreira
Graça Aníbal
Graça Ferreira
Inácia Neves
Isabel do Carmo
Joana Lopes
Joaquim Alexandre Ribeiro
Jorge Freire
Jorge Vasconcelos
José Brandão
José Guimarães Morais
José Carlos Abrantes
José Manuel Calafate
José Zaluar Basílio
Leonor Baeta Neves
Lúcia Ezaguy
Lucinda Vinagreiro
Luísa Corte-Real
Manuel Barata Simões
Manuel Macaísta Malheiros
Margarida Amaral Freire
Maria Eduarda Colares
Maria Eduarda Cortez
Maria Eugénia Malheiros
Maria João Gerardo
Maria da Luz Lima
Maria Manuel Calvet Ricardo
Maria Margarida Silva
Maria Otília Frazão
Maria da Piedade Ferreira
Mário Lino
Maximiano Gonçalves
Miracel de Lacerda
Noémia de Aríztia
Pedro Germano
Pedro Borges
Tereza Bento
Teresa Trigo de Sousa
Vera Adão e Silva
Vítor Matias Ferreira
Yolanda Barbosa 


(Publicado AQUI)
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12.9.21

Sampaio e gays num jantar de Estado

 


É público que Alexandre Quintanilha e Richard Zimler são gays, que estão juntos desde 1978 e que se casaram em 2010, ano em que foi aprovado, em Portugal, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas Zimler contou agora «uma história breve» que teve lugar em 2000. Fê-lo na TV e resumiu-a neste texto que publicou no Facebook. E eu estaria disposta a apostar que nenhum outro Presidente (nem mesmo Mário Soares) teria tido o gesto de Sampaio em circunstâncias idênticas.

«Uma história breve sobre o Jorge Sampaio... Em 2000, quando o President Bill Clinton visitou Portugal, o Alexandre organizou a sua visita ao Pavilhão do Conhecimento. Correu muitíssimo bem. O Alexandre foi convidado ao jantar para o Clinton no Palácio Presidencial. O funcionário do Palácio perguntou-lhe se queria ser acompanhado pela sua esposa. O Alexandre respondeu que queria um convite para mim. O funcionário disse que talvez não fosse possível. Seria a primeira vez que um homem seria acompanhado oficialmente por outro homem. Nesse mesmo dia recebi um convite. E o funcionário disse que o Presidente Jorge Sampaio aprovou o pedido com muito prazer. E no jantar ele apresentou-nos ao Clinton como um casal (com a sua esposa Maria José Ritta a sorrir calorosamente a mim e ao Alexandre).»
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Sampaio e Timor

 


Do célebre debate na CNN, em 10 de Dezembro de 1996, em que Jorge Sampaio confrontou o embaixador da Indonésia nas Nações Unidas sobre Timor.
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11.9.21

Dever de solidariedade

 


Este texto de JORGE SAMPAIO foi publicado na véspera de ele ser internado no Hospital de Santa Cruz. Apela, numa espécie de testamento, para um «dever de solidariedade» em muitos domínios, com uma especial incidência no recente drama do Afeganistão e, de um modo especial, das mulheres afegãs.

 
«Os dramáticos atentados do 11 de Setembro originaram manifestações de veemente repúdio à escala mundial e desencadearam uma intensa cooperação internacional, na qual Portugal se integrou desde a primeira hora, e cujo objectivo primordial era a luta contra o terrorismo por forma a garantir uma segurança internacional duradoura. A intervenção militar no Afeganistão, em 2001, inscreveu-se neste contexto e foi um exercício legítimo perante o direito internacional. O sucesso militar então alcançado foi significativo, com a derrota do regime taliban e a aniquilação das forças da Al Qaeda e dos seus aliados.

Mas, subjacentes aos ataques do 11 de Setembro, havia objectivos políticos e ideológicos, como sejam o de atiçar a discórdia e o ódio entre o Ocidente e o Islão, que, a meu ver, exigiam uma resposta forte de natureza não militar. A iniciativa da Aliança das Civilizações, lançada pelas Nações Unidas em 2006 - depois da problemática, contestada e danosa invasão e ocupação militar do Iraque e da multiplicação de atentados à bomba contra civis em vários países, designadamente ocidentais - era, a meu ver, a resposta certa para promover o diálogo de civilizações, uma cultura da tolerância, do conhecimento e respeito mútuos e uma coexistência pacífica entre os povos com base no direito internacional e na protecção dos direitos humanos. Lamentavelmente, apesar da bondade dos seus fundamentos e da sua ambiciosa agenda, esta iniciativa nunca dispôs dos meios humanos e financeiros de que necessitava para desempenhar cabalmente a sua missão, para além de o seu enquadramento institucional pelo sistema das Nações Unidas ter sido lento, insuficiente e pouco expressivo no terreno. Lembro-me particularmente bem de uma diligência que efectuei na minha qualidade de Alto Representante da Aliança das Civilizações para persuadir os EUA a aderir a esta iniciativa, durante a qual o embaixador Z. Khalizad (agora o Enviado Especial dos EUA para o Afeganistão) me interpelou, entre o irónico e o céptico, repetindo a célebre frase but how many divisions has you got, Sir? (Mas quantas divisões militares tem o Senhor?).

De qualquer forma, o que pretendo sublinhar é que as duas primeiras décadas deste século XXI nos trouxeram já matéria de sobra para reflexão urgente – reflexão por parte da comunidade internacional (e quem diz comunidade internacional, diz Estados, organizações internacionais como o as Nações Unidas e as suas agências e as organizações regionais, de que quero destacar a União Europeia e a NATO por nos serem especialmente próximas e pelo seu peso decisivo nas dinâmicas internacionais), mas também a nível das sociedades e do exercício da cidadania, ou seja por parte dos cidadãos, das organizações da sociedade civil, fundações, empresas, comunidade académica, associações e actores vários, etc.

Há urgência em dar resposta aos desafios de longo prazo que são comuns a toda a humanidade, quer seja no plano das alterações climáticas, da revolução digital, dos desequilíbrios mundiais, das desigualdades ou da instabilidade e conflitualidade crescentes em certas regiões que ameaçam a paz global. Há pois urgência em forjar novos consensos para promover um processo de desenvolvimento sustentável, mais equitativo e mais solidário. Há ainda urgência em relançar a confiança na cooperação multilateral, nos processos de diálogo, mediação, concertação e negociação, na diplomacia preventiva. Há depois urgência em mobilizar mais esforços para uma actuação concertada, sobretudo em contexto humanitário.

Não podemos ignorar que o século XXI tem sido marcado por sucessivas crises humanitárias que atingem milhões de pessoas, agravando as suas condições de vida e exacerbando a sua vulnerabilidade – especialmente das crianças, mulheres e idosos - ou originando movimentos maciços de populações que ficam à mercê de redes criminosas de toda a espécie. Urge reforçar respostas coordenadas a este desafio que é global, mas que se declina sempre no plano local, motivado por uma variedade de factores que vão dos conflitos aos desastres naturais, passando pelas pandemias ou pelas alterações climáticas.

As novas crises que surgem e que nos são presentes através de imagens avassaladoras que os media disponibilizam praticamente em tempo real não podem ter o efeito pernicioso de fazer esquecer crises mais antigas e prolongadas ou conflitos enquistados, frequentemente apelidados de “congelados”. Não podemos responder às crises humanitárias ao sabor de modas ou ignorá-las por razões de cansaço, enfado ou indiferença. A crise síria, no Iémen, no Haiti, no Tigray, no Sudão, no Sudão do Sul, na Somália, em Cabo Delgado ou a actual situação no Afeganistão, para citar apenas alguns exemplos, atingem homens, mulheres, jovens e crianças com a mesma gravidade, igual força e idêntica desesperança. Importa intervir sempre no completo respeito pelos princípios da humanidade, neutralidade, independência e imparcialidade, subjacentes à actuação humanitária, seja em que domínio, sector ou local se trate, sob pena de desacreditar e inviabilizar os propósitos e resultados pretendidos.

O programa de bolsas de estudo para estudantes sírios, com o objectivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens para trás sem acesso à educação, foi lançado em 2013 pela Plataforma Global para os Estudantes Sírios, a que tenho a honra e o gosto de presidir, inscrevendo-se neste contexto humanitário. Entretanto, a Plataforma foi alargando o seu âmbito de actuação para além da crise síria, e hoje trabalha na criação de um Mecanismo de Resposta Rápida para o Ensino Superior nas Emergências (RRM). Neste contexto, está agora a ser preparado, para além de um reforço do programa de bolsas para estudantes sírios, libaneses e outros, um programa de emergência de bolsas de estudo e de oportunidades académicas para jovens afegãs.

Aproveito, assim, esta tribuna para lançar um apelo a todos parceiros da Plataforma – às entidades oficiais, às instituições do ensino superior, centros de estudos e investigação, bem como empresas, fundações, outras organizações e particulares - para que colaborem sempre mais connosco, e disponibilizem apoios, oportunidades académicas e profissionais, estágios e vagas para estes jovens oriundos de sociedades atingidas por conflitos e crises humanitárias que carecem de protecção e que só buscam poder seguir em frente no encalço dos seus sonhos. A experiência que reunimos nos últimos 7 anos com a integração de estudantes sírios tem mostrado o quanto esta tem sido duplamente benéfica, não só para os estudantes, que assim encontram um horizonte de futuro para as suas vidas, como para as comunidades de acolhimento que desta forma se renovam, dinamizam e reforçam o seu potencial criativo, produtivo e de inovação. E mesmo que assim não fosse, nunca seria demais recordar que a solidariedade não é facultativa, mas um dever que resulta do artigo 1.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Façamos uma vez mais prova de que sabemos estar à altura das nossas responsabilidades.»

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10.9.21

62 foi assim


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Sampaio e a Crise Académica de 1962



 

Por meia dúzia de meses, vai falhar as comemorações do 60º aniversário da Crise Académica de 62. Mas no 50º ainda estava óptimo.

(Almoço na Cantina Velha)
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Jorge Sampaio

 


Partiu um homem bom e um grande amigo. Adeus, Jorge.
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7.5.16

Durão, Sampaio e a cimeira nas Lajes



Quando Durão Barroso se escuda em Jorge Sampaio a propósito da cimeira noa Açores, e as TV o repetem 100 vezes/dia, é importante ler esta reacção do ex-Presidente da República.


«Sobre a Cimeira em si, e o processo que levou à sua realização nas Lajes – e não em Washington, Londres, Barbados e Bermudas, como terá sido ventilado –, a verdade é que a literatura internacional lhe dá pouca ou nenhuma importância e não tendo eu tido conhecimento dos preparativos, pouco posso dizer. No entanto, quero recordar aqui o telefonema que, pelas 7 da manhã de 14 de Março, recebi do primeiro-ministro, solicitando-me uma reunião de urgência. Para minha estupefacção, tratava-se de me informar que havia sido consultado sobre a realização de uma cimeira nos Açores, essa mesma que, nesse mesmo dia, a Casa Branca viria a anunciar para 16 de Março, daí a pouco mais de 48 horas… Não é preciso ser-se perito em relações internacionais para se perceber que eventos deste tipo não se organizam num abrir e fechar de olhos; e também não é necessário ser-se constitucionalista, para se perceber que não cabe ao Presidente autorizar ou deixar de autorizar actos de política externa. (…)

À laia de conclusão, quero sublinhar três pontos: o presidente tem o direito constitucional a mostrar a sua discordância perante a condução da política externa e não está obrigado a acatar, sem intervenção e passivamente, decisões assumidas pelo Governo; no caso que aqui nos ocupa, entendo ter conseguido uma posição equilibrada pois, por um lado, evitei de facto abrir um conflito institucional que em nada serviria o país, mas, por outro, ao me opor ao envio de tropas para o Iraque, afirmei decisivamente o papel efectivo do presidente como comandante supremo das Forças Armadas» 
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24.5.13

Jorge Sampaio na Antena 1



Anda aí muita gente a mandar bocas sobre excertos da entrevista que Jorge Sampaio deu ontem à Antena 1, mas talvez seja melhor ouvi-la aqui
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