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27.11.16

Últimos pedidos a Obama



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5.5.14

Se o mundo fosse apenas uma anedota



Confesso que nunca achei muita graça ao hábito tão americano de começar ou acabar discursos com anedotas e, ainda menos, ao uso sistemático das mesmas no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, como aconteceu de novo há dois dias.

O presidente dos Estados Unidos pode brincar com coisas sérias, como qualquer outra pessoa, mas nem tanto assim: referir o drama da Malásia para uma graçola ou a Ucrânia para lançar umas farpas sem graça a Putin são puro mau gosto – para não dizer pior. Por isso me parecem bem certeiras estas linhas do Editorial do Público de hoje:

«Obama gracejou sobre Putin no jantar dos correspondentes da Casa Branca. Putin, pelo seu lado, talvez conte piadas sobre Obama no seu círculo restrito do Kremlin. Se o mundo fosse uma anedota, seriam momentos de inócua leveza. O problema é que não é. Na Ucrânia, onde o humor das altas esferas mundiais não chega, morre-se por razões insanas, vizinhos matam vizinhos porque passaram a habitar lados opostos da barricada. E tudo se encaminha para uma divisão sangrenta do país, pasto dos seus próprios ódios. Se não for possível pôr ordem nas facções desavindas, nacionalistas e pró-russos, nada travará a guerra civil e os seus efeitos. Vimo-lo na antiga Jugoslávia, dividida e devastada, sangrada a ajustes de contas e massacres. E vê-lo-emos na Ucrânia, porque ninguém soube evitar a tempo o que era evitável. Se o mundo fosse uma anedota, rir-nos-íamos. Mas ninguém rirá do que, ameaçador, aí vem.» 
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5.9.13

Obama: onde já vão as expectativas de há 5 anos...



... para já não falar do Nobel da Paz!

«O Senado vai autorizar não uma guerra contra Damasco, mas um bizarro videojogo sem tropas terrestres, com "game over" ao fim de 90 dias. O interesse nacional de colocar o poder aéreo americano ao serviço dos autores do ataque às Torres Gémeas escapa-me completamente. Afinal, razão tinha um colega americano, "exilado" numa universidade dinamarquesa, golpeando o meu entusiasmo por Obama: "Estás a pedir demasiado a um advogado de Chicago..."»

Viriato Soromenho Marques

25.9.11

Os votos da direita piedosa


... nos EUA, claro.

(Salmo 109:8 - «Sejam poucos os seus dias e outro tome o seu ofício.»)
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28.1.11

Crises e competitividades


«Pergunto ao empregado o que pensa da crise e ele responde-me que toda a sua confiança está posta em Obama. Quero saber porquê, e a sua resposta é, além de óbvia, desconcertante:
- Porque é negro e os negros sempre viveram em crise.»
(Luis Sepúlveda, Histórias daqui e dali)

Penso que Paul Krugman não teria respondido o mesmo ou seria diferente o artigo que escreveu a propósito do recente discurso de Obama sobre o Estado da União, que o «i» hoje divulga.

Competitividade foi o tema escolhido pelo presidente, mas Krugman avisa:

«Não nos enganemos a nós mesmos: falar de "competitividade" como objectivo é basicamente enganador. Na melhor das hipóteses é um diagnóstico errado dos nossos problemas; na pior, pode dar origem a políticas baseadas na ideia incorrecta de que o que é bom para as empresas é bom para a América. (…)
É verdade que se exportássemos mais e importássemos menos teríamos mais emprego. No entanto, pode dizer--se o mesmo da Europa e do Japão, cujas economias também estão em recessão. E não podemos todos exportar mais e importar menos a não ser que descubramos outro planeta a quem vender.»

(O que parece evidente e já me passou mil vezes pela cabeça…)

A ler na íntegra, um texto que não termina em tom optimista:

«A crise financeira de 2008 foi um momento cheio de ensinamentos, uma lição acerca do que pode correr mal quando confiamos na capacidade dos mercados de se auto-regularem. Também não devemos esquecer que algumas economias altamente reguladas, como a da Alemanha, conseguiram, muito melhor que nós, defender o emprego depois da crise. No entanto, por qualquer razão, este momento pedagógico passou sem que nada tivesse sido aprendido.
Obama, por si mesmo, até pode ter um bom desempenho: a sua taxa de aprovação está a subir, a economia dá sinais de vida e as suas probabilidades de reeleição parecem boas. No entanto a ideologia que produziu o desastre económico de 2008 está outra vez na mó de cima - e parece estar para ficar, até produzir um novo desastre.»
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11.4.10

Delírios americanos


Que os Tea Party estão na moda não é novidade e que Sarah Palin é uma das suas vedetas femininas mais em evidência também não. Também é sabido que nascem todos os dias grupúsculos de extrema-direita, armados até aos dentes.

Mas cresce o tom dos ataques delirantes a Obama – um clandestino que devia ser deportado porque falsificou a certidão de nascimento, um muçulmano que dá suporte a organizações terroristas, um comunista que pretende impor um regime marxista, um nazi comparável a Hitler.

A cereja em cima do bolo é no entanto a verdadeira obsessão pela figura do anticristo: Obama é frequentemente representado com cornos, dentes de drácula e olheiras vermelhas e - pasme-se ! - há 24% dos republicanos que acreditam que é o anticristo que vive na Casa Branca (14%, tendo em conta o conjunto dos americanos). Nem mais!


P.S. - Nem de propósito, via José Gabriel Pereira Bastos, no Facebook:


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28.3.10

A tradição onde menos se espera


Na foto, Obama mostra um emaranhado de correcções a um texto de um dos muitos discursos que fez para defender a reforma da saúde – escritas à mão, quem sabe se com caneta de tinta permanente.

Longa vida para o papel.

28.1.10

Na mesma noite, «small differences»




«O presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, afirmou hoje que a banca teve "um comportamento espectacular nesta crise" e declarou mais à frente ter pena pelo facto de o Estado português ter agravado os impostos ao sector. (…) Os lucros do banco subiram 29,8 por cento no ano passado face a 2008, a atingirem 522 milhões de euros.»
(Fonte)
(Ricardo Salgado referia-se à «decisão do Governo de tributar em 50 por cento, e a título excepcional, os bónus dos gestores do sector financeiro».)

Obama, Discurso sobre o Estado da União (pode ouvir aqui e ler, em paralelo, o texto em castelhano):
«Proponho que peguemos em 30 mil milhões de dólares de lucros dos bancos de Wall Street e os utilizemos para ajudar os bancos de proximidade a fornecer às pequenas empresas o crédito de que têm necessidade para continuar à tona.»


P.S. - «A prioridade que [Obama] deu à criação de empregos faz corar qualquer governante europeu, desses que julgam saber o que Washington é.»

10.10.09

Bo e o Nobel da Paz











Na Noruega, já se pede a demissão do presidente do Comité Nobel que atribuiu o prémio a Obama. Thorbjoern Jagland é acusado de possível «falta de independência e credibilidade» por ter sido recentemente eleito secretário geral do Conselho da Europa.

Para além de todas as polémicas – é certo que a atribuição do prémio é uma espécie de wishful thinking -, esta revelação de Obama relativiza tudo e é absolutamente deliciosa:
«Pai, recebeste o prémio Nobel e o Bo faz anos.»

P.S. – A propósito de críticas e louvores à decisão do Comité Nobel, acabo de ver que Jerónimo de Sousa tem mais um motivo para reflexão neste dia de Sábado…

10.9.09

Obama e a saúde













No New York Times, vídeo (45:51) e texto do discurso, em inglês e na íntegra, dividido em capítulos (o cursor permite saltar para qualquer secção). «Links» e «check points» remetem-nos para informações relacionadas com os temas e algumas análises pontuais – notável.

5.6.09

Ontem no Cairo

Um discurso de Obama que ficará para a história e que ajuda a colocar tudo o que é secundário no seu devido lugar – a ouvir na íntegra.

10.5.09

Humor americano, versão Obama

Obama fez ontem, em Washington, o tradicional discurso dos presidentes durante a gala anual da Associação dos Correspondentes junto da Casa Branca, que reúne representantes da política, do jornalismo e do entretenimento.
Até falou do «nosso» cão e disse que pensa «ter tanto êxito nos próximos 100 dias» que será «capaz de os completar em 72 e de descansar no 73º».

Os cinco primeiros minutos do discurso:



Na íntegra, aqui (parte 1) e aqui (parte 2).