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22.1.15

Certeiro


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13.6.13

Toalha ao chão



... quando vir uma espécie de memorando, ou assim, assinado por Cavaco Silva e Mário Soares – o bicefalismo é que está a dar.

Nova encíclica será assinada por papa Francisco e papa emérito Bento XVI

14.3.13

Papa, CEO



Uma leitura interessante de um texto publicado antes da eleição deste papa: Pope, CEO - Management tips for the Catholic church

«The Roman Catholic church is the world’s oldest multinational. It is also, by many measures, its most successful, with 1.2 billion customers, 1m employees, tens of millions of volunteers, a global distribution network, a universally recognised logo, unrivalled lobbying clout and, auguring well for the future, a successful emerging-markets operation.» 
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13.3.13

Francisco: primeiras impressões



«Jorge Mario Bergoglio é um teólogo conservador que se distanciou do movimento da Teologia da Libertação da América Latina.»
«Opõe-se ao aborto e à eutanásia, mantém a posição da igreja relativamente à homossexualidade e condenou fortemente a legislação para permitir o casamento gay na Argentina, introduzida em 2010.»

Mais concretamente:
«Em 2010, já como arcebispo de Buenos Aires, Bergoglio liderou uma campanha do clero argentino com o objetivo de impedir a aprovação, pelo Congresso, de projeto que daria direitos iguais a qualquer tipo de casamento, mesmo entre cônjuges do mesmo sexo. (...)
"Está em jogo a sobrevivência da família: papai, mamãe e filhos. Está em jogo a vida de muitas crianças que serão discriminadas de antemão, privando-as do amadurecimento humano que Deus quis que acontecesse com um pai e uma mãe. Está em jogo uma rejeição direta contra a lei de Deus. Não é apenas um projeto legislativo, mas um ‘movimento’ do Pai da Mentira, que visa confundir e enganar os filhos de Deus". (...).
“É Satanás quem está por trás desta lei, como também por trás do projeto que pretende descriminalizar o aborto”, disse o então cardeal. E repetiu que Deus “desencadeia guerras para que Suas leis sejam impostas”. O projeto acabou sendo aprovado pelo Sendao argentino em 14 de julho de 2010.

Melhor ainda:
«Novo papa já foi acusado de colaborar com a ditadura argentina.»


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Surpresa? Nenhuma. Como comentou Raimundo Narciso no Facebook, «Mas se foi escolhido por quem escolheu os anteriores, o Espírito Santo, não se podia esperar coisa diferente. E já se sabe o Espírito Santo, tal como o Cavaco, raramente se engana.»

Mais vale ir pela via do humor – mesmo que este seja negro. 
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E já que não há notícias da troika...



... mais vale sorrir.

E por falar em troika, nem se sabe o que pensar do que foi há pouco anunciado: em vez de ir na próxima sexta-feira à Assembleia da República, como finalmente tinha sido previsto, «Vítor Gaspar só apresenta resultados da sétima avaliação aos deputados em Abril» (no dia 5).

O governo já ultrapassou todas as marcas na falta de respeito pelos cidadãos que (infelizmente) o elegeram? Ou será que a AR fecha duas semanas para férias da Páscoa?
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Depois de dois fumos negros



... cardeais portugueses decidem acelerar o Conclave. 

A ver se é esta tarde, para mudarmos de telenovela!
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1.4.12

Via Crucis



Quem diria que, neste ano da graça de 2012, o Vaticano se bateria, por esse mundo fora, por mais um feriadito religioso, ainda que pontual? Os cubanos poderão este ano percorrer a Via Sacra em dia próprio, certamente uma das suas grandes prioridades neste momento…. (Já os portugueses terão de esperar meses para saberem como lhes resolverá o Vaticano o transcendente dilema de deixarem de ir a cemitérios em Novembro ou a romarias em Agosto.) 

Sinto que algo me escapa mas não vislumbro o que possa ser. Desta questão, aparentemente tão importante para Bento 16, que justificou um pedido específico a Raúl Castro, espera-se o quê, num mundo mais ou menos de pernas para o ar e num país como Cuba? A gratidão por um rebuçado simbólico por parte dos católicos cubanos? Uma conversão em massa, na próxima 6ª-feira, liderada pelos últimos barbudos herdeiros do Che? Seria bonito até porque a conversão da Rússia foi chão que já deu uvas, mas…

18.11.11

Desculpem a insistência


... mas é irresistível: na continuação do que aqui publiquei ontem, Artur Neves deixou-me isto no Facebook.
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17.11.11

Perdoai-nos as nossas ofensas…


Não sei se a campanha que a Benetton lançou «Contra o Ódio» alcançará o objectivo anunciado, mas uma coisa parece certa: com meia dúzia de cartazes, chamou a atenção do mundo, chocou talvez homofóbicos (Obama a beijar Hu Jintao e Chávez?!...) e, sobretudo, sobressaltou o Vaticano, nada preparado para ver o representante de Deus na terra a beijar na boca o Imã do Cairo.

De acordo com a Benetton, as imagens de reconciliação entre líderes mundiais, de opiniões habitualmente discordantes, são símbolos que estimulam a reflexão sobre o diálogo como modo de superar divergências.

Não consta que a Casa Branca ou outros tenham reagido, mas Roma ameaçou com tribunal, a empresa italiana retirou da campanha o cartaz e pediu desculpa.

Regressa a sensação do dejà vu, em todo o seu esplendor. Pode-se utilizar tudo e todos os senhores da terra, a brincar ou a sério, mas não é permitido tocar em religião ou nos seus dignitários, seja em Maomé com caricaturas, no nariz de João Paulo II com preservativos ou na boca de Bento XVI.

Sociedades laicas e empresas comerciais recuam, pedem desculpa e ajoelham-se. É assim.


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6.11.10

«Nuestros hermanos» à espera do papa (3)


«Durante el vuelo, el Sumo pontífice se ha mostrado preocupado por la existencia en España de un "laicismo agresivo" y ha establecido una relación directa entre el actual choque entre fe y laicismo en la España de Zapatero y el anticlericalismo de la Segunda República, durante los años treinta.»

Que tal uma nova Guerra Civil?
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5.11.10

«Nuestros hermanos» à espera do papa (2)

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«Nuestros hermanos» à espera do papa


Multiplicam-se as manifestações contra a visita do Papa à Galiza e à Catalunha, mais concretamente a Santiago de Compostela e a Barcelona. Contra gastos, sobre posições em termos de moral e costumes, em nome de exigências de laicidade.

Ontem, realizou-se em Santiago de Compostela uma concentração que acabou em confrontos com a polícia, outra reuniu cerca de 3.000 pessoas em Barcelona.

Muitas mais estão previstas, bem como festas (Habemus Party), encontro de mulheres «depravadas» e «pecadoras», uma conferência sobre «A Santa Máfia: o Império Económico da Igreja» e a já muita noticiada manifestação de beijos de pelo menos 500 casais hetero e hoossexuais (Queer Kissing Flashmob) . Esta última com página no Facebook, há alguns dias censurada e agora reaberta,  onde se pode ler: «Domingo 07 de Noviembre 2010 9:00 de la mañana - Plaza de la Catedral. Darse un beso durante dos minutos al paso del Papa por la Catedral. No pancartas, no banderas, no gritos, no consignas. Sólo se admiten besos.»

A plataforma «Jo no t’espero», que integra sessenta entidades, vem a preparar este conjunto de acções desde Julho e está a distribuir material de todo o tipo: panos, bandeirolas, fotografias, pins, etc., etc. Nenhum boicote previsto, apenas manifestações pacíficas.

Bem significativas, portanto, estas mobilizações de galegos e de catalães, que não tiveram qualquer contrapartida quando Bento XVI por aqui andou. Shame on us!

Diferente também a participação dos nossos queridos chefes: enquanto Sócrates assistiu à missa do papa no Terreiro do Paço, Zapatero não vai participar em nenhuma cerimónia religiosa e apenas se encontrará com Bento XVI no aeroporto de Barcelona, antes de este regressar a casa.

As diferenças que merecemos.
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13.9.10

Mr. Ratzinger on the road


A propósito da viagem de Bento16 ao Reino Unido, que se inicia dentro de dias, o DN publica hoje resultados de uma sondagem feita a católicos, mas omite um pequeno detalhe: é que estes representam apenas 7% da população «visitada». Será portanto para eles que serão gastos 27,4 milhões de euros, provavelmente na esperança de converter uma parte dos outros 93%.


Mas a contestação está preparada desde há muito, já se fez sentir em várias manifestações de rua e será concretizada agora em acções nas várias cidades que o papa visitará, incluindo uma iniciativa em Hyde Park, que vai reunir partidários do aborto, adeptos da laicidade, militantes feministas, defensores da ordenação das mulheres, do casamento dos padres, grupos anti-católicos e vítimas de abusos sexuais.

A campanha «Protest de Pope» já vem de longe, não brinca em serviço e resume assim os seus objectivos:

Why “Protest the Pope”?

The diverse groups who support this campaign have many different reasons for not approving of the State Visit to the UK by the Pope in September 2010. They all however share the following view:

• That the Pope, as a citizen of Europe and the leader of a religion with many adherents in the UK, is of course free to enter and tour our country.

• However, as well as a religious leader, the Pope is a head of state and the state and organisation of which he is head has been responsible for:
1. opposing the distribution of condoms and so increasing large families in poor countries and the spread of AIDS
2. promoting segregated education
3. denying abortion to even the most vulnerable women
4. opposing equal rights for lesbians, gay, bisexual and transgender people
5. failing to address the many cases of abuse of children within its own organisation.
6. rehabilitating the holocaust denier bishop Richard Williamson and the appeaser of Hitler, the war-time Pope, Pius XII.

• The state of which the Pope is the head has also resisted signing many major human rights treaties and has formed its own treaties (‘concordats’) with many states which negatively affect the human rights of citizens of those states.

• As a head of state, the Pope is an unsuitable guest of the UK government and should not be accorded the honour and recognition of a state visit to our country.

If you believe, as we do, that the Pope should not come to the UK without hearing from the millions of people who reject his harsh, intolerant views and the practices and policies of the Vatican State please get involved.
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5.8.10

No free lunch – nem com o papa!


Quando Bento16 visitar a Grã-Bretanha no próximo mês, cada fiel servidor pagará entre 10 e 25 libras para assistir a missas ou outras cerimónias. Por 24, ouvirá Susan Boyle na Escócia e, até em Hyde Park, os 130.000 participantes previstos terão de desembolar umas quantas libras para ver um trio de padres cantantes.

Para ajudar a pagar as despesas (27,4 milhões de euros…), dizem eles, que afirmam também que aqueles que não puderem pagar ficarão isentos – como para as vacinas contra a gripe e outras mezinhas que tais.

Tudo isto quando os católicos não chegam a 7% da população e as reacções contra a visita do papa começaram há meses. Pretende-se exactamente o quê ? Evangelizar os outros 93% de ingleses e escoceses ? Vender T-shirts, terços, velas ou canecas (para canhotos, como a da foto…) ? Ou montar mais um enormíssimo circo televisivo para o resto do mundo?

Não valerá a pena reflectir no significado de tudo isto no momento histórico que atravessamos? Ou na falta desse sentido.

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17.5.10

Até vem na Wikipedia, dr. Pacheco Pereira


Ontem, em zapping, devo ter visto dois minutos do programa semanal Ponto Contra Ponto (ainda não em linha, até ao momento), precisamente quando JPP se referia, criticando, a uma notícia que tinha classificado o estado do Vaticano como «uma monarquia absoluta».

Acontece que é verdade:

O facto de ser uma monarquia electiva não lhe retira a característica de absoluta, já que o papa concentra os três poderes: legislativo, executivo e judicial. Electiva porque não pode ser hereditária, claro - pelo menos até ver!

P.S: - Já depois de escrever este post, vi que Ricardo Alves se referiu ao mesmo facto no Esquerda Republicana, citando a página oficial do Estado do Vaticano, onde se confirma, expressamente, a característica de «monarquia absoluta» do Vaticano.

(Publicado também aqui)
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30.3.10

Roma, cidade fechada


A discussão começou ontem nos comentários a um post que eu julgava inócuo e que deram origem a um texto do Miguel Serras Pereira e a um outro do João Tunes. Tomo-os como ponto de partida, concordando com muito do que ambos dizem, mas tentando abordar a questão de um outro ponto de vista e deixando de lado, pelo menos para já, a questão da pedofilia e de tudo o que lhe está ligado.

Será razoável esperar que a igreja católica enquanto instituição venha a prescindir do poder fortemente centralizado que detém, ou a modificar significativamente as suas características, apesar das declarações cíclicas de descentralização e de autonomias que vai fazendo? Terá isso importância, ou não, na sua contribuição para a construção da democracia dos povos?

A minha resposta à primeira pergunta é negativa e recuo algumas décadas para lá chegar. Durante o Concílio Vaticano II que decorreu na primeira parte dos anos 60, mais exactamente de 1962 a 1965, a grande esperança que alimentou o mundo católico foi precisamente que se estivesse a viver o início de uma nova era em que a primazia do «povo de Deus» vencesse a rigidez de uma estrutura hierárquica, rígida e esclerosada, onde tudo chegava do topo à base em perfeita harmonia, por uma correia de transmissão sem falhas nem desobediências. Ou, por outras palavras em que melhor nos entendemos, para a que a igreja se tornasse uma instituição verdadeiramente «democrática».

12.1.10

Acho bem porque o papa pode ter direito de veto















«Esquerda quer casamento gay resolvido antes da visita do papa»

No discurso anual que fez ontem, em francês, ao Corpo Diplomático acreditado junto do Vaticano, Bento16 abordou detalhadamente a problemática da defesa do ambiente e foi nesse contexto que disse o seguinte (o realce é meu):

«Il est nécessaire de relever que la problématique de l’environnement est complexe ; on pourrait dire qu’il s’agit d’un prisme aux facettes multiples. Les créatures sont différentes les unes des autres et peuvent être protégées, ou au contraire mises en danger de diverses manières, comme nous le montre l’expérience quotidienne. Une de ces attaques provient des lois ou des projets qui, au nom de la lutte contre la discrimination, attentent au fondement biologique de la différence entre les sexes. Je me réfère, par exemple, à des pays européens ou du continent américain

(Discurso na íntegra aqui.)

Para bom entendedor: leis que permitam o casamento de homossexuais são contra natura. É uma afirmação demasiado grave para que nos limitemos a encolher os ombros.


P.S. Via Helena Velho no Facebook:


2.8.09

Aqui não de muda nada, nem os tempos nem as vontades


















Raúl Castro:
«Também se referiu à expectativa em alguns círculos de poder norte-americanos que desapareça a "geração histórica da revolução", para ver transformações na ilha, mas insistiu em que "estão condenados ao fracasso" porque os jovens cubanos que lhes sucederão "nunca se desarmarão ideologicamente".»

Bento16:
«Haverá excomunhão para o médico, a mulher e para quem quer que estimule seu uso [da pílula abortiva].»