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11.2.19

Ha 12 anos, uma grande vitória do referndo pela IVG



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12.1.18

Onze anos depois do referendo sobre a IVG




Quase 11 anos depois do referendo sobre a IVG, isto é triste e grave, muito grave. Sejam quais forem os fundamentos pata o emaranhado de razões e responsabilidades apontadas neste texto, regredimos – sem desculpas aceitáveis.
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11.2.14

Foi há 7 anos



... a vitória do «Sim» no referendo sobre interrupção voluntária da gravidez. Uma data a nunca esquecer, uma conquista civilizacional a defender, custe o que custar. Quando nada, mesmo nada, parece hoje definitivamente adquirido.


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22.12.13

Espanha: aborto e herança do franquismo



O vergonhoso retrocesso que a Espanha está a viver, depois da aprovação de um projecto-lei que limita drasticamente o direito ao aborto, tem provocado ondas de protesto e de indignação dentro e fora do país.

No jornal Público (espanhol), Lidia Falcón, fundadora da Organização Feminista Revolucionária (1977) que esteve na origem do Partido Feminista de Espanha, põe o dedo na origem de tudo o que está a acontecer: a ferida profunda, ainda não sarada, que é herança do franquismo.

«No creí que se atrevieran. Durante dos años, y antes, en la campaña electoral, los dirigentes del PP han estado amenazando a las mujeres, y en general a toda la sociedad, con penalizar, prohibir y dificultar la posibilidad de practicar el aborto. (...)

Transcurridos treinta años de aquellas luchas, parece una pesadilla encontrarnos de nuevo en la calle gritando que nuestro cuerpo es nuestro, que nuestros vientres y su capacidad para procrear no pertenecen ni a la Iglesia católica, ni al legislador, ni al juez ni al médico, ni siquiera al hombre que ha engendrado el embrión, todos los poderes que siempre se han apropiado de la capacidad de reproducción de las mujeres, haciéndose dueños de su útero y de su vida. (...)

Quiero hacer una reflexión de lo que esta ley supone desde una óptica política. Es una demostración más, con la Ley de Memoria Histórica, el archivo de los procesos contra los asesinos franquistas, el abandono de la búsqueda de los restos de las víctimas en todas las cunetas de España, la ocultación de la historia de este siglo último en las escuelas y los medios de comunicación, de que el franquismo ni se ha extinguido ni se ha archivado ni se persigue, sino que sigue gobernando.

La persecución del aborto fue una de las señas de identidad del fascismo que perduró en nuestro país bastante más que los cuarenta años que se señalan de dictadura. (...)

Si alguna revancha tenía que tomar el gobierno de ultra derecha que nos oprime contra los tímidos avances que el feminismo había logrado, si de alguna manera podía vengarse de que las mujeres ya no seamos las esclavas que disponía la legislación de la dictadura, si finalmente tenía que presentarse ante la Iglesia católica, su gran aliada y cómplice, como el garante de los principios tridentinos, tenía que ser volviendo a prohibir el derecho de la mujer a ser dueña de su cuerpo y de su destino. En el ADN de la derecha, de la Iglesia, de todas las fuerzas reaccionarias está dominar a las mujeres, someterlas a su insustituible labor maternal, mantenerlas como las fuerzas reproductoras a las que hay que obligar a parir, tanto si lo desean como si no.»
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11.2.11

2007


É um ritual: 11 de Fevereiro é dia a ser assinalado, por mais anos que passem. E já lá vão quatro desde a festa que assinalou a vitória no referendo, que dez luz verde à IVG.

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6.7.10

Em Espanha: aborto e polémica

Entrou ontem em vigor a nova «Ley de Salud Sexual y Reproductiva», que aguarda agora a resposta do Tribunal Constitucional a um recurso interposto pelo PP.
E os cartoonistas não faltaram à chamada.

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11.2.10

11 de Fevereiro


Em 11 de Fevereiro de 2007, o SIM venceu no referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez.



(Mana1 e mana2, aí ao lado: já nem vocês comemoram isto? Aaaiii…)

9.8.09

Um partido de que não se fala













Poucos se terão apercebido de que nasceu oficialmente, no passado dia 30 de Julho, uma nova formação partidária. Chama-se PPV – Partido Pro Vida -, concorrerá às eleições e acaba de se associar a um comunicado (emitido em nome da Federação Portuguesa pela Vida e da Associação Juntos pela vida) sobre a lei da educação sexual, aprovada há três dias pelo presidente da República.

Segundo a Lusa, Cavaco é considerado responsável pelas «leis mais criminosas da História» (liberalização do aborto, procriação medicamente assistida e divórcio), «a doutrinação compulsiva anti-família é, a partir de agora, um facto protegido pela Lei», «um erro tanto mais trágico quanto evitável pois ao fazer-se a educação sexual facultativa tê-la-ia quem a quer e não a teria quem a não quer». É extraordinário que pessoas, para quem tudo é sempre mais ou menos obrigatório ou proibido, armem agora em defensores do «facultativo». Mas adiante.

Fidelidade, portanto, a todas as lógicas de todos os princípios e outra coisa não seria de esperar. Mas vão andar por aí, farão barulho nos próximos tempos e terão muitos aliados naturais, entre os que se movem por grandes «esperanças» para Portugal e não só. Será bom não menosprezar nada disto, distraídos que andamos com velhas guerras de alecrim e manjerona.

29.5.09

Aborto é que nunca

Vale a pena ouvir este senhor cardeal que é presidente de uma Congregação romana. Quem não estiver interessado na sua afeição pelo futebol, e noutras minudências e generalidades, pode avançar para o minuto 7.25 (arrastando a barra vermelha no canto inferior esquerdo). Fala ele então dos abusos cometidos sobre crianças em escolas católicas irlandeses e afirma, catrgoricamente, que não se pode comparar o que aconteceu com a gravidade do aborto que já destruiu legalmente mais de 40 milhões de seres humanos.

E continua a não existir nenhuma instância mundial com autoridade para denunciar este tipo de enormidades...



(Através de)

P.S. - A propósito, ler:
El estruendoso silencio de Benedicto XVI

29.3.09

Não desistem, mas não vencerão












Em 50 cidades espanholas, realizar-se-ão hoje manifestações contra a modificação que o governo planeia introduzir na lei sobre IVG – as tais em que será exibido o cartaz que «denuncia» maior protecção para o lince do que para o homem. Entretanto, o governo explica que a nova lei não pretende facilitar mas sim regulamentar as práticas actuais, dando uma especial importância à prevenção de gravidezes não desejadas e à educação sexual.
Tanto as autoridades eclesiásticas espanholas como o Vaticano apoiam as posições dos manifestantes de hoje – o contrário seria de estranhar.
«El presidente de la Pontificia Academia para la Vida del Vaticano, Rino Fisichella, ha invitado este viernes a los obispos a "combatir en primera persona la legislación abortista del Gobierno español" y ha asegurado que tanto ellos como los demás creyentes tienen que "hacerse oír" y "manifestarse públicamente", porque "el cristiano es siempre una persona pública".»
Por estas, e por muitas outras, não consigo entender, nem com muito esforço, os que recentemente defenderam que o papa falava apenas para os católicos quando condenou o uso do preservativo. Se se trata de uma questão interna, que sejam utilizadas as igrejas e os seus canais próprios – não a rua nem, muito menos, a luta contra leis que são para todos. Nenhuma lei «obriga» os católicos a abortar.

17.3.09

Linces, fetos e mau gosto

















A Conferência Episcopal espanhola não brinca em serviço e acaba de lançar uma fortíssima campanha publicitária contra o projecto de reforma da lei do aborto: outdoors, cartazes e oito milhões de panfletos com a foto acima reproduzida.

Se for aprovada, a nova lei estabelecerá que se pode abortar, sem consentimento dos pais, a partir dos 16 anos e alargará para a 14ª semana o prazo de aborto livre em circunstâncias normais e para a 22ª se o feto apresentar anomalias graves ou se existir perigo para a mãe em termos de saúde.

O novo diploma «protege más al lince o a otras especies en vías de de-saparición que la vida de los no nacidos» - dizem eles. Alguém falou de IVG no caso dos linces?

14.3.09

Dos Monty Python para Isilda Pegado



Com dedicatória para Isilda Pegado que escreveu hoje no Público:

«Desde que foi liberalizado o aborto, mais de 22.875 crianças deixaram de ver a luz do sol, porque foram abortadas. É o número da nossa vergonha! Que seria deste país com mais 22.875 crianças? Quantas salas de aula, infantários e creches não teriam de abrir para estas 22.875 crianças? Quantos professores teriam emprego ao dar aulas a 22.875 crianças? Quanta alegria teríamos ao dar de comer a mais 22.875 crianças?»

Até quando????

11.3.09

Quando se castiga a vida













Os factos são conhecidos. Um brasileiro engravidou a enteada de nove anos. A menina esperava gémeos, as autoridades eclesiásticas brasileiras tentaram, em vão, impedir o aborto e ameaçaram com excomunhões, Lula da Silva protestou, o aborto foi realizado, as pessoas que nele colaboraram foram excomungadas – o padrasto não o foi, evidentemente.

O Vaticano, na pessoa de um cardeal presidente não sei de quê apoiou o arcebispo de Recife (lembrar-me eu que este cargo já foi exercido por D. Hélder da Câmara!!!...) e veio dizer que os gémeos, «pessoas inocentes», tinham direito a viver.

Nada de novo, nada de inesperado, porque se há algo a que estes senhores que (também) são Igreja nos habituaram foi ao facto de serem sempre absolutamente expectáveis. Não defendem a vida, mas uma ideia de vida, imaginária, «romana», uma espécie de fantasma ameaçador e por vezes medonho, como neste caso concreto. Preferem dar prioridade à vida ainda ausente, problemática, neste caso de dois gémeos hipoteticamente muito pouco viáveis, em detrimento de uma criança de nove anos – real e que viria certamente a ser vítima da sua própria gravidez.

Tudo isto por obediência cega a uma lógica implacável, que não cede um milímetro para não correr o risco de ver implodir todo um sistema. Por uma sabedoria milenar inabalável que resiste até aos limites do absurdo. E que, entre a morte e a vida, escolhe a morte – porque é disso que verdadeiramente se trata.

(Leitura)

11.2.09

Há dois anos, foi o SIM














Em 11 de Fevereiro de 2007, o SIM venceu no referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez. Indispensável assinalar, impossível não voltar a festejar!


4.11.08

Grandes democratas

No Uruguai, é hoje votada pela Câmara dos Deputados do Parlamento a eventual despenalização do aborto.

Mesmo que a lei seja aprovada, o presidente socialista Tabaré Vázquez já ameaçou vetá-la e o arcebispo de Montevideu declarou que os deputados que votem a favor estarão excomungados ipso facto.

As uruguaianas continuarão a fazer abortos.

25.8.08

Com terços e velas


















Segunda a Lusa, realizam-se hoje, uma vez mais e em várias cidades do país, vigílias contra o aborto, convocadas por sms e por mail e divulgadas por vários blogues. (Refere-se mesmo que um dos principais movimentos envolvidos está a recolher assinaturas para se transformar em partido político!...)

No mês de Julho, terão participado nas vigílias, ao todo, cerca de duzentas pessoas em todo o país. Tão poucas? Isso vai mal... Que tal desistirem, deixarem que se cumpra a lei e que cada um assuma as suas responsabilidades? Que tal aceitarem que perderam o referendo de 2007?

Por outro lado, porque não rezam nas igrejas mas sim à porta de hospitais e de clínicas autorizados a praticarem legalmente o aborto? Como forma de pressão para que não respeitem a lei? Haja deus!