9.8.09

Um partido de que não se fala













Poucos se terão apercebido de que nasceu oficialmente, no passado dia 30 de Julho, uma nova formação partidária. Chama-se PPV – Partido Pro Vida -, concorrerá às eleições e acaba de se associar a um comunicado (emitido em nome da Federação Portuguesa pela Vida e da Associação Juntos pela vida) sobre a lei da educação sexual, aprovada há três dias pelo presidente da República.

Segundo a Lusa, Cavaco é considerado responsável pelas «leis mais criminosas da História» (liberalização do aborto, procriação medicamente assistida e divórcio), «a doutrinação compulsiva anti-família é, a partir de agora, um facto protegido pela Lei», «um erro tanto mais trágico quanto evitável pois ao fazer-se a educação sexual facultativa tê-la-ia quem a quer e não a teria quem a não quer». É extraordinário que pessoas, para quem tudo é sempre mais ou menos obrigatório ou proibido, armem agora em defensores do «facultativo». Mas adiante.

Fidelidade, portanto, a todas as lógicas de todos os princípios e outra coisa não seria de esperar. Mas vão andar por aí, farão barulho nos próximos tempos e terão muitos aliados naturais, entre os que se movem por grandes «esperanças» para Portugal e não só. Será bom não menosprezar nada disto, distraídos que andamos com velhas guerras de alecrim e manjerona.

5 comments:

jorge c. disse...

Esta gente perigosa que tem uma opinião diferente da nossa.

Joana Lopes disse...

Por acaso não chamei «perigoso» a ninguém. E se chamasse? Por definição, as opiniões opostas podem pôr as nossas em perigo.

jorge c. disse...

Podem? Não sabia.

Anónimo disse...

Esta gente não tem opinião, gosta de impor as suas ideias aos outros, por todos os meios necessários.

alex disse...

a ideia de um partido com um nome e uma ideologia deste tipo, causa-me uma certa urticária, confesso. resta-me a consolação de eventualmente poder dividir os votos das facções mais retrógradas e conservadoras.