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28.9.08

Este blogue tem pena do Alasca (3)



Exorcismo de Sarah Palin
(Isto é verdade, não é só publicidade)

21.9.08

Este blogue tem pena do Alasca (2)















Tudo é muito recente para os americanos, mas há algumas coisas mais recentes do que outras e o Alasca é certamente uma delas.

Por pouco e a senhora Palin seria russa e estaria talvez a vender matrioskas e bonés de soldados soviéticos e a tirar fotografias a turistas à porta de uma barraca dedicada a Iuri Gagarine. Sim, porque por cá já íamos em D. Luís quando esquimós e antepassados dos governados por Sarah Palin passaram a ser americanos – mais exactamente em 1867.

Terra que ninguém invejava até que, poucas décadas depois, foram descobertas reservas de oiro. E foi já em pleno século XX, quando nós andávamos à procura da praia «dessous les pavés» e Koudelka fotografava os tanques soviéticos em Praga, que surgiu também petróleo.

Agora há multidões e multidões de turistas. E mal pensava eu, há apenas dois meses, quando me deliciei na lindíssima região de Skagway (uma das tais onde apareceu o dito ouro), que tinha lá aterrado uma little Sarah ainda recém-nascida.

O Alasca entra-nos agora pela casa dentro todos os dias, por razões que não merece. Skagway também não e nós ainda menos. Não será mais do que um pesadelo com fim à vista – we hope so.

9.8.08

Por gelos do Alasca

Glaciar Hubbard


Glaciar Mendenhall (Juneau)

Ver de cima



Pousar e andar






Poças e Riachos





Magnífico? Sem dúvida.
Mas não há nada, mas nada que chegue a
isto.

27.7.08

Com os vizinhos do Tio Sam

O Alasca ja' ficou para tras mas com mais um glaciar - Mendenhall, perto de Juneau. Atractivo especial: nao so' o vi como nele aterrei de helicopetro e por la' passeei durante algum tempo. Solo entre o duro e o esponjoso, riachos e pequenos lagos de um azul absolutamente irreal.

Ja' no Canada', hidro-aviao para Victoria. Temperatura mais do que amena (finalmente...), flores por todo o lado e nao so' nos jardins Butchart. E terra de Nelly Furtado, e' bom nao esquecer... Aqui, antes dos garimpeiros chegaram os que procuravam lontras e outros fornecedores de peles. Hoje chegam coreanos ricos (do Sul, evidentemente, que os camaradas do Norte ficam por la'), que compram empresas e aumentam a populacao asiatica.

De regresso ao continente, agora de "ferry-boat" (e' o nono meio de transporte que utilizo nesta viagem...), dao-me The Vancouver Sun e fico a saber que "Sex brings Christians close to God". Vim eu ate' tao longe para me obrigarem a pensar outra vez na Dra. Manuela Ferreira Leite.

25.7.08

Skagway - o ouro e o resto













Nem so' por glaciares se vem ao Alasca.

Estive ontem em Skagway, pequena povoacao que foi cenario de uma das maiores corridas ao ouro no fim do sec. XIX.

Em 17 de Agosto de 1896, George Washington Carmack e dois indios descobriram uma grande pepita no rio Klondike - o suficiente para se desencadear uma verdadeira invasao que, em poucos meses, trouxe 'a regiao multidoes (fala-se em mais de 100.000 pessoas) que, apenas ajudadas por cavalos, se precipitaram por montes e vales escarpadissimos.

Em 1898, comecou a contrucao da linha ferrea White Pass & Yukon Route - outra aventura, num total de 177 kms, com altitude maxima de 880 metros, que atravessa a fronteira entre os EU e o Canada', concluida em apenas dois anos, com temperaturas que chegavam a rondar os -60 graus F...

Durante mais de oitenta anos, este caminho de ferro foi o suporte da economia da regiao. Encerrado em 1982, acabou por ser reaberto seis anos mais tarde, com novos exploradores a bordo: turistas.

Num percurso por montes, rios e vales, absolutamente fabuloso, comboios com dezenas de carruagens transportam o novo ouro do seculo XXI, neste pequeno povoado que faz questao em manter as suas antigas fachadas como se alguem ainda por ali andassse 'a procura de pepitas.

22.7.08

E o glaciar aqui tao perto















Nao sei se Freud alguma vez se preocupou com o fascinio por glaciares, mas dava-me jeito porque o meu e' inabalavel. A luz, as cores, a quietude e o silencio cortado por aquele especie de ronco, que precede a quebra e a queda do gelo, pregam-me ao chao.

Estive horas no meio de um deles, Hubbard de seu nome - segundo os folhetos "um dos glaciares alpinos mais compridos do mundo". Impressionante, belissimo.

Mais invejas? Parece que ha' um pouco de calor por ai'. Eu estou com 9 graus...

'A minha volta, os camaradas turistas alegram-se e comem de manha 'a noite - sobretudo os americanos, obscenamente felizes e anafados. O dia a dia no cruzeiro e' insolito e dava certamente para varios filmes - o que Jacques Tati nao faria com isto.

20.7.08

Algures muito a Norte















Rumo ao Alasca, comecei por Vancouver convencida de que o piloto automatico da Lufthansa me tinha levado por engano para Xangai, tantos sao os chineses por tudo quanto e' sitio. Ignorancia minha porque andam por la' desde meados do sec. XIX, primeiro na corrida do oiro, depois na construcao dos caminhos de ferro do Pacifico. Foram ficando, outros vieram e sao hoje 35% da populacao de Vancouver. Impressionante.

Terceira cidade do Canada', agradavel, com mais restaurantes do que canadianos e multidoes de turistas.

Nem imagino quantos cruzeiros de la' partem todos os dias, a caminho do Alasca. Aquele em que vou passa-se num monstro flutuante de doze andares, onde eu e 2.499 outros nos vamos perdendo (a falta que me tem feito o GPS!...) e onde me propoem, para hoje, duas paginas de actividades que vao de um seminario sobre olhos inchados a pontos duplos para obter niqueis ou encontros para casais em lua-de-mel.

Amanha ja' iremos a terra para ver florestas, bichos e, sobretudo, glaciares. Ainda bem porque foi para isso que vim.

Entretanto, andam por esse mundo fora, de um lado para o outro, milhoes de turistas acidentais ou mais ou menos compulsivos como eu.

Crise? Qual crise?

17.7.08

Vou ali até ao Alasca

...e espero que seja como vem no folheto.

Como me esperam longas horas de navegação, darei notícias aqui no «Brumas» - talvez não se «blogue» mal entre tantos glaciares.