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29.8.25

Timor-Leste: O Sonho do Crocodilo

 



Um filme de Diana Andringa a ver ou rever.

Timor-Leste, no 26º aniversário do Referendo

 


Foi há 26 anos que se realizou o Referendo em que 78,5% dos eleitores se pronunciaram a favor da independência de Timor Leste. Quase três anos mais tarde, em 20 de Maio de 2002, viria a nascer a primeira nova Nação deste milénio: Timor Lorosa’e.


28.7.25

Admirável Timor-Leste

 


«Numa altura em que se debate o retrocesso do número de países no mundo a serem democracias, pela primeira vez em 30 anos menor do que o de autocracias, Timor-Leste destaca-se pela positiva como um dos 88 países que passaram no crivo do Instituto V-Dem, com sede na Universidade de Gotemburgo. No relatório publicado agora pelo instituto sueco, o pequeno país lusófono destaca-se no contexto do Sudeste Asiático, e está no mesmo patamar democrático que países como a Polónia, o Brasil, a Argentina ou Cabo Verde.

Com 23 anos de independência, a contar a partir de 2002, quando terminou a administração pelas Nações Unidas que se seguiu ao referendo que libertou a antiga colónia portuguesa da ocupação pela Indonésia, Timor-Leste serve também para desmentir a ideia que por vezes existe de que as autocracias são mais eficazes do que as democracias, pois há dias foi anunciado um extraordinário êxito do jovem país: a eliminação da malária. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que constatou que “a cadeia de transmissão autóctone foi interrompida em todo o território nacional, por três anos consecutivos”, tudo resultou de um esforço nacional que vem do primeiro momento pós-independência, apoiado por esforços internacionais. Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, uma das agências das Nações Unidas, destacou, num comunicado publicado no dia 24, “forte vontade política, intervenções inteligentes, investimentos nacionais e externos e profissionais de saúde dedicados”.»

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30.8.24

30.08.1999 - Referendo em Timor Leste

 


Foi há 25 anos que se realizou o Referendo em que 78,5% dos eleitores se pronunciaram a favor da independência de Timor Leste. Quase três anos mais tarde, em 20 de Maio de 2002, viria a nascer a primeira nova Nação deste milénio: Timor Lorosa’e.

A história recente é conhecida, mas vale a pena recordar tempos passados e revisitá-los no Arquivo e Museu da Resistência Timorense - que tem uma bela página na net.
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8.2.24

Ai Timor...

 


Mariana Carneiro no Arraial Antifascista e Antiracista, no Largo do Intendente em Lisboa.
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30.8.23

30.08.1999. Referendo em Timor Leste

 


Foi há 24 anos que se realizou o Referendo em que 78,5% dos eleitores se pronunciaram a favor da independência de Timor Leste. Quase três anos mais tarde, em 20 de Maio de 2002, viria a nascer a primeira nova Nação deste milénio: Timor Lorosa’e.

A história recente é conhecida, mas vale a pena recordar tempos passados e revisitá-los no Arquivo e Museu da Resistência Timorense - que tem uma bela página na net.
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1.12.22

Timorenses enganados e abandonados

 


Isto é terrível, para os timorenses e para muitos outros. Mas nós vivemos o drama de Timor de um modo muito especial, enchemos ruas, pendurámos lençóis brancos nas janelas, gritámos o «Ai Timor». Para isto? Mas haverá sempre as Mariana(s) Carneiro que não desistem – nas TVs, nas burocracias e em casa onde alberga uma família.
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21.5.22

20 de Maio: o simbolismo de uma data

 


«Nos anos 1980 a solidariedade portuguesa assinalou de várias formas, no mesmo dia, o direito à autodeterminação de Timor-Leste e do Sara Ocidental. Numa dessas iniciativas, que se tornou memorável, José Afonso juntou a sua voz à dos presentes na Voz do Operário, em Lisboa, ampliando a força das convicções na luta pela justiça a nível internacional.

O 20 de Maio celebrava a formação da ASDT (Associação Social-Democrata Timorense), em 1974, que meses mais tarde se transformaria na Fretilin (Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente). Foi a data escolhida para o reconhecimento internacional da independência do país, em 2002, cujo 20.º aniversário festejamos esta semana. Mas recordava também a realização, em 1973, da primeira acção armada da Frente Polisário (Frente Popular para a Libertação de Saguia El Hamra e Rio de Oro) contra o colonialismo espanhol. Sendo os dois “territórios não-autónomos”, pendentes de descolonização, e constando da lista das Nações Unidas no âmbito da Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais (1960), o paralelo era evidente.

Havia mais algumas coincidências. As ditaduras que governavam os dois países colonizadores entraram em colapso em meados da década de 1970, dando origem a processos de democratização: em Portugal, a 25 de Abril de 1974, através de um golpe militar que se transformou numa revolução; em Espanha, por vontade do ditador Franco, através da relegitimação da monarquia constitucional, em 1975. Os dois territórios foram invadidos por um poderoso vizinho, no último trimestre de 1975: o Sara Ocidental pelo Reino de Marrocos, em final de Outubro (a data convencional é 6 de Novembro); Timor-Leste pela República da Indonésia, também a partir de Outubro, com o assalto final a Díli no dia 7 de Dezembro. Ambas as acções foram fortemente condenadas pela ONU. Os respectivos movimentos independentistas, como forma de luta contra a ocupação ilegal dos seus países, proclamaram unilateralmente a independência: a República Democrática de Timor-Leste foi instituída dias antes da conquista pela força de Díli, a 28 de Novembro de 1975; a República Árabe Sarauí Democrática foi consagrada no dia seguinte à total retirada das tropas espanholas, a 27 de Fevereiro de 1976. Em 1984 foi aceite como membro de pleno direito da Organização de Unidade Africana (hoje União Africana).

Em 1991 surgiu um raio de esperança: a Frente Polisário e o Reino de Marrocos assinaram um acordo de cessar-fogo, sob os auspícios da ONU e da OUA, concordando em realizar um referendo de autodeterminação para decidir sobre o futuro do território. Nesse sentido, foi criada a Minurso (Missão de Paz das Nações Unidas para o Referendo no Sara Ocidental) e iniciou-se o processo de identificação do universo eleitoral sarauí. A Resistência timorense, os activistas em vários países que apoiavam a luta pelos direitos do povo de Timor-Leste, festejaram. Era um precedente importante, e poder-se-ia aprender muito.

No mesmo ano de 1991, enquanto o regime marroquino colocava todos os entraves possíveis à elaboração dos cadernos eleitorais, em Timor ocorria o massacre de Santa Cruz, que provocou indignação mundial e deitou por terra um plano negociado durante anos entre Portugal e a Indonésia no sentido da aceitação da soberania indonésia contra promessas, por parte de Jacarta, de respeito pela cultura portuguesa e pela religião católica na sua “27.ª província”. Seguiram-se a prisão de Xanana e o seu mediático julgamento, o reforço dos protestos da juventude timorense, a expansão da solidariedade internacional a todos os continentes e, em 1996, o Prémio Nobel da Paz atribuído a Mons. Ximenes Belo e a José Ramos-Horta. Foi nesse dia, no seu discurso de aceitação, que o bispo timorense afirmou: “Quando um povo escolhe a via não-violenta é frequente ninguém o ouvir”.

Fiel à palavra dada e à confiança na luta política por meios pacíficos, o povo do Sara Ocidental esperou até que a ONU, em 2000, desse por terminado o recenseamento eleitoral. Ao conhecer o resultado, prevendo uma derrota, Marrocos recusou-se a aceitar a realização do referendo. A lógica de Rabat foi então a mesma de Jacarta: em 2007 ofereceu aos sarauís a possibilidade de uma autonomia no quadro do Reino.

O povo timorense teve a oportunidade de escolher, a 30 de Agosto de 1999, entre aceitar ou rejeitar a “autonomia especial integrada na Indonésia”. Sabe-se como, apesar das ameaças, 95% dos eleitores inscritos foram votar, e 78,5% recusaram a autonomia, optando pela independência. Foi precisa clarividência e coragem política de todas as partes e apoio internacional a uma resolução pacífica de um conflito sem saída. As Nações Unidas ganharam credibilidade, Portugal, potência administrante, viveu um momento de unidade nacional lembrado com orgulho e saudade, a Indonésia libertou-se de uma guerra, e a região criou laços de cooperação entre os países que a compõem, a todos os níveis.

No caso do Sara Ocidental, as negociações conduzidas pela ONU não chegaram até hoje ao desfecho que, de acordo com o Direito Internacional, só pode ser um: dar a palavra ao povo sarauí para que ninguém escolha por ele o seu futuro. Consequência de 45 anos de impasse, a guerra entre a Frente Polisário e Marrocos recomeçou em Novembro de 2020, e continua. A procura de uma solução política também.

Ao mesmo tempo, a espiral de violação dos direitos humanos não cessa, porque uma ocupação pela força de um território é isso mesmo que provoca: humilhação e discriminação da população, reacção desta, repressão mais violenta, reforço das convicções e da luta. Um regime que oprime outros povos não aceita liberdades nem críticas em casa. Coerentemente, Marrocos é um regime autocrático, que castiga duramente todas as pessoas, incluindo intelectuais e jornalistas, que ousam pedir justiça.

A inaceitável invasão da Ucrânia levou à condenação generalizada, veemente, e com razão, da Rússia de Putin. O secretário-geral das Nações Unidas disse: “As fronteiras não devem ser redesenhadas a bel-prazer das grandes potências... A Carta das Nações Unidas baseia-se na igualdade soberana de todos os seus membros. Exige ‘o respeito do princípio da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos’. Não podemos permitir que se minem estas normas” (13 de Março de 2022).

Estas e outras afirmações semelhantes, assim como o processo de autodeterminação de Timor-Leste, expõem um problema que se tenta muitas vezes esconder: a prática da política de “dois pesos e duas medidas”, de acordo com interesses circunstanciais.

Saibamos renunciar a ela, é o nosso futuro comum que está em jogo.»

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30.8.16

30.08.1999. Referendo em Timor Leste



Foi em 30 de Agosto de 1999 que se realizou o Referendo em que 78,5% dos eleitores se pronunciaram a favor da independência de Timor Leste. Quase três anos mais tarde, em 20 de Maio de 2002, viria a nascer a primeira nova Nação deste milénio: Timor Lorosa’e.

A história recente é conhecida, mas vale talvez a pena recordar tempos passados e revisitá-los no Arquivo e Museu da Resistência Timorense - que tem uma belíssima página na net.

A ler este texto de Diana Andringa: Timor: o referendo foi há dez anos
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4.12.13

Diana Andringa: Old habits die hard...



Crónica de Diana Andringa, Antena 1, «Última Página», 2 de Dezembro de 2013.

«Tenho à minha frente uma fotografia. Mostra três homens: à direita, na foto, Mari Alkatiri, antigo primeiro-ministro de Timor Leste, olha para fora de campo; ao centro, Luís Campos Ferreira, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, olha, sorrindo amplamente, para a sua direita – onde Xanana Gusmão, actual primeiro-ministro de Timor-Leste, exibe, aberta frente ao peito, uma camisola da Selecção Nacional Portuguesa de Futebol, com o número 7 – o de Cristiano Ronaldo – que, tudo o indica, o governante português acabara de oferecer-lhe.

A fotografia foi tirada a 29 de Novembro, durante a cerimónia de apresentação pública da Associação de Amizade Timor-Leste/Portugal em Dili.

Luís Campos Ferreira, que, na véspera, acompanhara as cerimónias de celebração da Independência, encontrava-se em Timor-Leste em visita oficial que, segundo fora anunciado por um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, seria “uma oportunidade para abordar o estado das relações bilaterais e as perspectivas de as reforçar em novos domínios económicos”.

Quanto à Associação de Amizade Timor-leste / Portugal, de que tanto Xanana Gusmão como Mari Alkatiri são fundadores, representa a vontade do povo timorense de reforçar as relações com o povo português. Nas palavras de Alkatiri, “todos sabem que as relações entre os povos, os Estados e os governos são as melhores possíveis. É tempo de a sociedade civil se organizar e apresentar propostas claras ao nível educativo, social e económico.”

Olho de novo a fotografia e interrogo-me: é certo que Xanana gosta de futebol e que, em Timor-Leste, se vêem os jogos em que Portugal intervém. Mas será uma cópia da camisola do capitão da selecção portuguesa de futebol o melhor símbolo para reforçar as relações bilaterais entre um país colonizador e uma sua antiga, mas ainda recente, colónia? Talvez que, na próxima visita de um governante espanhol a Portugal, possa oferecer ao primeiro-ministro ou ao Ministro dos Negócios Estrangeiros uma camisola de Iker Casillas?»
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30.8.11

Timor, 12 anos depois


Foi em 30 de Agosto de 1999 que se realizou o Referendo em que 78,5% dos eleitores se pronunciaram a favor da independência de Timor Leste. Quase três anos mais tarde, em 20 de Maio de 2002, viria a nascer a primeira nova Nação deste milénio: Timor Lorosa’e.

A história recente é conhecida, mas vale talvez a pena recordar tempos passados e revisitá-los no Arquivo e Museu da Resistência Timorense - que tem uma belíssima página na net e cujas novas instalações foram hoje apresentadas ao público em Dili.


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14.11.10

Ó Timor…



Há diversas reacções ao facto anunciado. A mais «realista» - a força do petróleo; a cínica – it’s business; uma terceira – a gratidão de quem foi ajudado.

Mas há outras possíveis. Rebobinemos a história, tentemos «ler» o que hoje os noticiários nos trazem em 1991, em 2000 ou mesmo em 2002. Absolutamente impensável, mesmo para os mais criativos!

Mas é um facto que, talvez curiosamente, leio como uma mensagem de esperança. Quando só se vê desânimo relativamente ao presente e ao nosso futuro próximo, ganhemos distância porque o mundo não acaba amanhã e melhores dias poderão vir, se fizermos por isso. Sobretudo se não deixarmos que a aparente falta de horizontes nos paralise porque aí, sim, mereceremos que os tempos negros continuem.
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30.8.09

Há dez anos, em Timor












Foi em 30 de Agosto de 1999 que se realizou o referendo em Timor.
Nos últimos dias, muitas referências na imprensa. Aqui ao lado, nos Caminhos da Memória, um interessante testemunho e excertos de um diário de Diana Andringa.

«Há dez anos, saíamos às ruas a manifestar-nos por Timor-Leste. Há dez anos, o povo timorense afirmava nas urnas o seu desejo de ser livre e ver partir o ocupante indonésio.
David vencia Golias: pagava-o em mortos e sangue, mas garantia a sua independência.»