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21.12.25

Memórias

 


“E ASSIM, ACONTECE”

Era a frase com que Carlos Pinto Coelho rematava as emissões do seu magnífico magazine cultural na RTP 2.

Completaram-se ontem, dia 15 de Dezembro de 2025, 15 anos sobre o falecimento do saudoso autor e apresentador do também saudoso ACONTECE, iniciado em 1994 e estupidamente extinto em 2003.

O então ministro da Presidência, Morais Sarmento, insensível ou desconhecedor do significado cultural do programa, criticara a quantidade de dinheiro gasto para o produzir, dizendo “ser mais compensador oferecer uma volta ao Mundo a cada espectador”. Na sequência, o presidente da RTP, Almerindo Marques, obediente à tutela, anunciava o fim do programa.

Acontece a todos. Uns hoje, outros amanhã. Sempre assim foi e assim será. Todos deixamos este mundo. Todos, sem excepção. Os bons como tu, que fazem falta à sociedade e que nós desejaríamos ter por cá muito mais tempo, e dos outros, os que não prestam, como aqueles que, estupidamente, te afastaram da RTP, privando-nos do, até hoje, o melhor programa cultural televisivo em Portugal, e aqueles (os do governo de José Sócrates) que, afastada a rapaziada que sancionou esse atentado à inteligência, não quiseram ou não souberam ir buscar-te e repor-te no lugar de onde nunca devias ter saído...

Deixaste saborosas saudades em muitos dos teus concidadãos e eu sou um deles. É um privilégio póstumo de que nem todas as almas se podem gabar. Mas com a tua, isso acontece.»

António Galopim de Carvalho no Facebook

10.12.25

Eurovisão 2026

 


«A iniciativa ganhou visibilidade depois da decisão da União Europeia de Radiodifusão (EBU, na sigla em inglês) de continuar a permitir a participação de Israel no festival e de a RTP ter anunciado que“irá participar” no evento em Viena, afirmando que votou a favor das novas regras de transparência e votação aprovadas pela UER.

No texto da petição, pode ler-se que “esta postura [da RTP] é inaceitável perante a contínua catástrofe humanitária e ofensiva militar na Faixa de Gaza, e perante os escândalos de manipulação de voto que mancharam a edição de 2025 em Basileia, comprovando a incapacidade da organização (EBU/UER) em travar a politização do evento”.


27.6.25

Um despedimento na RTP que nos deve preocupar a todos

 


«Há dias, um estudo da Reuters revelou que a RTP era o órgão de comunicação em que os portugueses mais confiam, à frente de todos os outros canais, rádios e jornais. Este reconhecimento não é por acaso.

Foi um longo caminho desde que, no final do cavaquismo, a informação da RTP era percecionada como pouco isenta e bastante governamentalizada. Com a emergência dos canais privados, o país passou a conhecer televisões libertas de tutelas políticas. Entretanto, as dinâmicas comunicacionais transformaram-se e os serviços públicos de media assumiram uma relevância que era impensável. Portugal acompanhou essa tendência e hoje a RTP é vista como um espaço de informação sóbrio e rigoroso.

Depois de sucessivos programas eleitorais do PSD advogarem a privatização da estação pública, na fase final do Governo Passos, já com Poiares Maduro como ministro e perante um impasse que se arrastava, decidiu-se manter a RTP pública e criar um Conselho Geral Independente, capaz de desgovernamentalizar a empresa e protegê-la da captura política. O Governo deixou de nomear a administração, a mudança veio para ficar e, atualmente, a tutela da RTP é distante em matérias sensíveis (sei do que falo, pois tutelei a comunicação social quando fui ministro).

Hoje, a RTP pode ter problemas de audiências, dificuldades de financiamento e padece de algum anacronismo organizativo, mas é uma empresa fulcral, pelo papel regulador que desempenha, garantindo uma oferta informativa contrastante e na qual os portugueses confiam. Uma RTP independente e que pratica um jornalismo rigoroso não é, por isso, uma empresa que agrade ao poder político, que muitas vezes alimenta uma nostalgia do tempo em que os ministros da tutela articulavam alinhamentos do telejornal.

Ao longo do último ano, Montenegro não se inibiu de criticar a comunicação social, e a RTP em particular. Começou por se mostrar muito impressionado com os jornalistas que faziam perguntas “sopradas para um auricular”. Perante as primeiras notícias que levaram à exoneração do secretário de Estado que criara uma empresa imobiliária, o Observador noticiou que “no núcleo duro do Governo se suspeitava de uma estratégia concertada de alguns órgãos de comunicação social, em especial a RTP”, que revelava uma “atitude hostil”.

Em campanha, recordamos a indignação de Montenegro ao reagir a uma questão sobre a Spinumviva, acusando a RTP “de estar empenhadíssima” no caso. A pergunta fora feita por um repórter da SIC. Depois, ao contrário dos outros líderes partidários, recusou-se a dar uma entrevista ao canal público. Entretanto, no novo Governo, a comunicação social passou a estar sob tutela do ministro da Presidência – ou seja, o centro político do executivo, responsável pela comunicação do Governo, passa também a tutelar a RTP.

Esta semana, a administração da RTP decidiu demitir o diretor de Informação, António José Teixeira, entretanto substituído por Vítor Gonçalves. Declaro que sou amigo de António José Teixeira, considero Vítor Gonçalves um ótimo profissional e trabalhei com ambos. Acontece que, após a sucessão de ataques de que a RTP foi alvo, vindos diretamente do centro do poder, é um sinal errado exonerar o seu diretor de Informação.

As coisas são como são, perante este historial e na ressaca da tomada de posse de um novo Governo, esta substituição deve preocupar todos aqueles que defendem um jornalismo independente e incómodo. Afinal, vislumbra-se na decisão a concretização do desejo de Montenegro de “termos uma comunicação social mais tranquila e não tão ofegante”.»


3.4.25

Uma resposta da Provedora do Telespectador da RTP

 


Tendo apresentado um protesto pelos termos da entrevista de José Rodrigues dos Santos a Paulo Raimundo, acabo de receber esta resposta:

. Exma Senhora Joana Lopes,

Cerca de 1900 pessoas enviaram-me protestos contra a entrevista feita por José Rodrigues dos Santos a Paulo Raimundo. Bastaria uma queixa para eu lhe dar atenção, mas neste caso foi atingido um número inusitado. O assunto foi debatido na praça pública por diferentes comentadores e jornalistas, com opiniões contraditórias, e ocupou um espaço imenso e intenso nas redes sociais.

Depois de analisar todas as entrevistas desta fase pré-eleitoral, considero que a de Paulo Raimundo foi objetivamente mal sucedida e não permitiu esclarecimentos sobre as posições do PCP. Foi claramente diferente de todas as outras. O jornalista é suficientemente experiente para ter entendido como bordão o “não” que repetidamente Paulo Raimundo usou antes das respostas. Todos teríamos ficado a ganhar se tivesse partido para abordar outros temas em vez de transformar a entrevista num debate sobre uma única questão.

Não faz parte das minhas atribuições, como me foi proposto - ou mesmo exigido - por muitos telespectadores, despedir, abrir processos disciplinares, afastar ou tomar algum tipo de decisão sobre a vida profissional de quem trabalha nesta casa. As minhas funções são, aliás, explicitadas no Estatuto dos Provedores. Mas posso e devo assinalar situações em que considero que o serviço público não foi cumprido. Neste caso, é essa a minha opinião.

O próximo programa Voz do Cidadão é dedicado à série de entrevistas a dirigentes partidários das últimas semanas, contando com a participação de António José Teixeira, José Rodrigues dos Santos e João Adelino Faria.

Com os melhores cumprimentos
Ana Sousa Dias
Provedora do Telespectador

25.3.25

José Rodrigues dos Santos, ainda

 

Já se esqueceram da indignação que provocou pela reportagem em que referiu os paralíticos gregos, em plena crise daquele país?

Protestámos muito, passaram dez anos e a RTP mantém-no, ufana e altiva.



José Rodrigues dos Santos

 


Que tipo de poder terá José Rodrigues dos Santos na RTP para continuarmos a assistir a prestações execráveis, como a de ontem na entrevista a Paulo Raimundo? Um jornalista americano ao serviço de Trump não faria melhor.


12.7.23

José Luís Carneiro não foi Charlie?



 

«O ministro José Luís Carneiro declarou, placidamente, como se fosse a coisa mais normal deste mundo, ter telefonado diretamente ao presidente do conselho de administração da RTP, a televisão pública, para "manifestar desagrado" (cito as palavras usadas pelo próprio) com um cartoon animado que caricaturava o suposto racismo da polícia francesa, na sequência dos acontecimentos que geraram vários dias de motins, mas cujo desenho foi entendido por alguns como sendo também uma acusação à polícia portuguesa.

O ministro José Luís Carneiro, que tutela as polícias, talvez tenha sentido que essa era a sua obrigação, que tinha de defender a imagem dos polícias portugueses, mas para o fazer usou algo que liquida a sua própria credibilidade democrática - abusou da autoridade que o cargo de ministro da Administração Interna lhe confere.

É verdade que os Estatutos da RTP dão aos diretores de Informação toda a autonomia e responsabilidade editorial do jornalismo da RTP, sendo teoricamente imunes a interferências do próprio conselho de administração, quanto mais do governo.

Na programação, a força formal dessa blindagem não existe. Porém, para além do próprio conselho de administração, há estatutariamente vários órgãos que lateralmente podem verificar se a RTP está a cumprir na programação os requisitos do serviço público que presta, como o conselho geral independente e o conselho de opinião.

A ERC e a própria Assembleia da República também podem pronunciar-se, dentro dos limites da regulamentação existente, sobre o que anda a televisão pública a fazer.

Há ainda provedores de espectadores, instituídos pela própria estação, que fazem análise crítica ao conteúdo das emissões.

Nada na comunicação social portuguesa é tão escrutinado como o conteúdo da RTP, televisão e rádio, Isso acontece todos os dias, e ainda bem que é assim.

Mas ninguém do governo, enquanto tal, tem enquadramento legal para fazer o que José Luís Carneiro disse que fez. Nem, sequer, o ministro da tutela - e esta distância entre a televisão pública e o executivo foi algo duramente construído ao longo de quase cinco décadas de democracia, e que afasta a RTP dos tempos em que ministros telefonavam a diretores de Informação para discutir o alinhamento do Telejornal.

Esse progresso, que aparentava ser consensual, está, pelos vistos, em risco de regressão.

A simples sensibilidade política é também diferente se for um membro do governo a refilar contra a RTP ou se for um partido da oposição a protestar por uma qualquer notícia que lhe desagrade.

Os partidos, isoladamente, não têm poder efetivo sobre a RTP e, por isso, as suas reclamações são um direito de intervenção pública que não lhes pode ser negado.

Poderá ser eventualmente aceitável que um membro do governo faça críticas ou elogios públicos a qualquer conteúdo da RTP, mas, na realidade informal, o peso do poder de um ministro implica que neste caso seja mais ténue a linha que separa a manifestação de uma posição política legítima da de uma interferência abusiva.

José Luís Carneiro ultrapassou claramente essa linha ao telefonar diretamente ao presidente do conselho de administração, Nicolau Santos, pois esse contacto pode legitimamente ser interpretado como uma tentativa de coação política direta, um afrontamento personalizado de alguém, que está no poder executivo do país, sobre alguém que executa um contrato de serviço público. Nessa conversa, implicitamente, apesar de todas as defesas legais, está subentendido quem manda mais, quem está por cima, quem está por baixo e quem pode começar a trabalhar para fazer a vida negra ao outro. É, repito, um abuso de poder.

Mas, pior do que isto tudo, é o ridículo. Meu Deus! Estamos a falar de um cartoon, que uns gostarão e outros não, mas é um cartoon, não é para levar a sério, não é para gastar tempo político e nos tribunais.

Quantos destes ofendidos não se disseram um dia, em 2015, emocionados, solidários com os cartoonistas assassinados do Charlie Hebdo e usaram, desafiadores à distante ameaça islâmica, o autocolante "Eu sou Charlie"?...

Que patetas!»

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23.9.21

Uma incompreensível suscetibilidade



 

«É claro que boa parte dos cidadãos não se dá conta. Até porque sempre conheceu esta maneira de funcionar. Mas há também quem frequente rádios e televisões de outros países europeus. Ou que tenha vivido longos anos longe, sem contactos durante muito tempo com as estações portuguesas. E que, por isso mesmo, saiba comparar com outras maneiras de produzir entretenimento como informação. O que leva naturalmente a uma atitude crítica para com o que rádios e televisões propõem em Portugal.

Tal atitude manifesta-se sobretudo em relação à televisão. Até porque ela é, há longos anos, o ator dominante da paisagem mediática. E, claro está, a crítica endereça-se a maior parte das vezes à RTP. Porque é ela que faz parte há mais tempo do património cultural português. Porque é considerada como “serviço público” e, por isso mesmo, paga naturalmente por todos nós. Quando as privadas existem sobretudo como negócio ou como instrumentos de pressão social, cultural e política. E quando estas mesmas televisões podem mudar de proprietários, como aliás se tem visto. Mas imagina-se dificilmente que a pública possa mudar de proprietário(s) e daquilo que é teoricamente o seu projeto cultural.

Porém, os responsáveis da RTP não gostam nada que os cidadãos-pagadores-da-contribuição-audiovisual façam uso do sentido crítico. Recorrem assim ao velho adágio que estipula que a melhor defesa é o ataque, desencadeando a “bomba atómica” que consiste em acusá-los de “censura”. Mesmo quando críticos há que viveram e foram vítimas da censura, no que consumiam como no que produziam, quando a maior parte dos ditos responsáveis (se não todos) nunca souberam o que isso era.

Ora, não será salutar em democracia que, livremente, serenamente e sem demagogia, haja espectadores que se interroguem sobre a “sua” televisão? Sobre a duração dos telejornais (duas a três vezes superior à da maior parte dos colegas europeus)? Sobre o facto de que, no início dos jornais, quando há títulos, sejam sempre três e que um deles seja obrigatoriamente sobre futebol? Sobre a seleção dos factos de atualidade praticada geralmente; dando demasiada atenção a crimes, acidentes e curiosidades sem relevância social, e ao futebol (quotidianamente cuidado); esquecendo boa parte das vezes a atualidade internacional, societal, económica e cultural, o estrangeiro sendo amiúde tratado apenas a partir de faits-divers; transformando a “cobertura” da vida política em simples seguidismo diário (ou quase) de líderes partidários e ao que foi “cozinhado” previamente pelas assessorias destes, não fazendo o jornalista um elementar relato de síntese?

Não será de facto saudável que haja espectadores que se interroguem sobre a hierarquização e o alinhamento dos temas tratados? Sobre a formulação dos textos, em termos sintáxicos como lexicográficos (e até sobre os erros gramaticais regularmente cometidos na escrita como na pronúncia)? Sobre a raridade das reportagens (no sentido forte do termo) e dos documentos, devidamente gravados, montados e acompanhados pela indispensável voz “off”? Sobre a presença exagerada de jornalistas que mais nada fazem do que mostrar-se e estender o microfone a quase sempre o mesmo tipo de testemunhas, transformando até bastantes vezes a dita presença do/da jornalista numa entrada pela esquerda (ou direita) do ecrã e uma saída pela direita (ou esquerda), com ares por vezes de risível passagem de modelos?

E não será ainda normal que haja espectadores que se interroguem sobre a notória ausência de especialistas da redação nas principais áreas do conhecimento, capazes de pôr em perspetiva e analisar factos importantes da atualidade? E que achem pouco desejável que se recorra a “comentadores” que já fazem isso mesmo noutros jornais (impressos, radiofónicos, televisivos ou digitais), provocando uma lamentável concentração da “opinião” muito pouco pluralista?

Países há nesta nossa Europa em que a crítica dos media é uma atividade permanente de sítios em linha, rubricas regulares na imprensa diária e publicações periódicas especializadas. Por vezes mesmo com críticas ferozes aos programas de entretimento como de informação. Sem que isso provoque a suscetibilidade e muito menos a agressividade a que a direção da informação da RTP Televisão nos tem habituado nestes últimos tempos. Até porque as congéneres europeias têm consciência que os cidadãos mais não fazem do que usufruir de um elementar direito constitucional em democracia. E porque tais críticas os levam a reconsiderar o seu próprio trabalho e a procurar tomá-las em consideração em realizações ulteriores.

Habituada a imperar num panorama mediático nacional demasiado reduzido, a direção da informação da RTP Televisão não suporta reparos e muito menos críticas, estimando-se detentora de práticas profissionais inquestionáveis. Um pouco de autocrítica e de modéstia não lhe faria nada mal. Para bem de todos nós…»

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29.12.20

Presidenciais: Entrevistas na RTP durante a pré-campanha

 


Terão sido muitas as queixas apresentadas ao Provedor do Telespectador da RTP, Jorge Wemans, sobre o tema em questão e reproduzo aqui a resposta recebida. (Hoje, 29.12.2020, o entrevistado será o candidato Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa.) 

«Encarregue de entrevistar os candidatos a Presidente da República, o jornalista João Adelino Faria escolheu como método para dar a conhecer o pensamento de cada um deles interrogá-los sobre factos concretos e situações bem tipificadas. Insistindo para obter respostas concretas e taxativas. O método é conhecido e tem vantagens sobre entrevistas baseadas em questões genéricas e abstratas. Sobretudo tratando-se de entrevistas curtas (30 min.). 

Vários telespetadores manifestaram ao provedor o seu desagrado quanto às frequentes interrupções com que o jornalista cortou o raciocínio dos candidatos entrevistados, não os deixando expressar com tranquilidade o seu pensamento, confrontando-os com interpretações distorcidas do que disseram e impedindo-os de fundamentarem os seus pontos de vista. 

Alguns telespetadores usaram a correspondência com o provedor para caluniar, difamar e emitir insinuações a respeito de João Adelino Faria. Ainda que tais comportamentos se estejam a tornar habituais, o provedor repudia frontalmente tais atitudes a que obviamente não responderá. 

Revistas as entrevistas, o provedor conclui que a prestação de João Adelino Faria pecou por demasiada insistência nas perguntas para as quais pretendia obter respostas, excesso de interrupções do discurso dos entrevistados e, por vezes, extrapolação enviesada do que por eles tinha sido referido. Em algumas entrevistas o tempo de fala do entrevistador foi igual ao tempo concedido ao entrevistado. Desta forma, os telespetadores pouco ganharam em termos do conhecimento do pensamento e da provável ação dos candidatos caso sejam eleitos Presidente da República. 

Deste parecer dou conhecimento ao jornalista e à direção de informação. m/ cumprimentos, 

Jorge Wemans
Provedor do telespectador»
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20.4.19

Entrevista a Maria João Pires



Foi excelente ver e ouvir, ontem à noite na RTP1, a magnífica pianista.

Mas ninguém com responsabilidade na estação pública de TV previu que Fátima Campos Ferreira NÃO ERA a pessoa indicada para o trabalho? Chegou a ser doloroso vê-la «estragar» a prestação de Maria João Pires.
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18.9.18

RTP? Cada vez melhor...



Não quero acreditar que a RTP tenha confundido os dois Francos – o espanhol e o «nosso». E daí... não sei, não.
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17.7.18

Prós e Contras



Quanto ao programa de ontem, sobre Descoberta(s), Descobrimento(s), ou seja lá o que podia ter sido, muito haveria a dizer, mas fico pelo seguinte: se eu fosse funcionária da RTP, nunca organizaria um debate sobre Física Quântica, pela simples razão de que pouco ou nada sei sobre o tema. Era só.
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5.5.18

A Eurovisão e os seus preparativos



… dão nisto! Será assim que muitos milhares de pessoas verão o Pavilhão de Portugal na Expo. Inacreditável!
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19.4.18

TV: o serviço público que temos



No telejornal das 20:00 de ontem, na RTP1, este senhor anunciou nos seguintes termos a sucessão de Raul Castro em Cuba: «O novo DITADOR deverá ser agora o actual vice-presidente, Miguel Diaz-Canel».

Que o cidadão José Rodrigues dos Santos use os termos que quiser nos seus romances de sucesso é lá com ele. Que use os microfones que nós pagamos para o fazer, é inadmissível. Fico à espera de que um dia destes se refira ao «LOUCO que é presidente dos EUA», ou ao «BEIJOQUEIRO de Belém».
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16.2.18

RTP: uma entrevista abaixo de cão




As perguntas feitas a Salvador Sobral por José Adelino Faria, no telejornal de ontem da RTP 1, foram abaixo de tudo o que se possa imag.inar! Valeram as respostas de alguém inteligente e com uma paciência de santo Ou ter-se-ia levantado e saído pela porta fora.

9.5.17

A laicidade pula e avança



Programação do principal canal de uma TV pública, numa República laica perto de si (RTP1, 08.05.2017) 
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5.8.16

Para que serve a RTP?



«É tido por natural que um canal privado de televisão possa tomar partido sobre questões de política geral, não mostrar isenção, não garantir o contraditório, promover determinados pontos de vista, escolher comentadores que reforcem a sua posição e adiante.

Afinal, trata-se de um negócio privado e ninguém pode contestar a maneira como os acionistas acham que garantem lucro.

A maioria já percebeu isto e relativiza a informação televisiva. Aliás, há mais mundo para além da televisão. As redes sociais têm hoje um papel decisivo na formação de opinião. Basta ver o resultado das últimas eleições para se perceber como o condicionamento ideológico televisivo não funciona. (…)

Sucede que existe um canal público e, talvez por inércia, segue exatamente a mesma posição ideológica informativa dos restantes canais. Aliás, frequentemente, é ainda mais tendencioso. Ora isto não é tolerável. Aqui não há lugar a argumentos de gestão privada. Os acionistas da RTP são o povo português. E o povo, na sua maioria democrática, tem direito a isenção, independência, uma informação assente nos factos, não nas opiniões, e estas sujeitas a contraditório e diversidade. Tal como está a informação televisiva da RTP não corresponde minimamente a qualquer definição de serviço público. (…)

Enfim, não se trata de pretender partidarizar o canal público de televisão. Isso aconteceu no passado e não é mais aceitável. Pelo contrário trata-se de exigir verdadeira independência e uma informação conforme à realidade e não à posição política de quem a escreve ou diz.

Em tempos a informação dependia da fiabilidade, ou seja, da confiança. Um canal, um jornal, eram tidos por bons quando os consumidores tinham confiança na sua informação. A confiança era o principal ativo de um órgão de informação. Que as televisões privadas tenham abandonado o primado da confiança e se tenham tornado num campo de disputa partidária é com elas. Mas a televisão pública é outra coisa. Pertence ao conjunto dos cidadãos e estes têm o direito de serem informados sobre factos reais, em toda a sua complexidade, e não sobre a reduzida visão de uma particular tendência político-partidária.»

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