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13.5.24

13 de Maio

 


Vieira Resurrected no Facebook.
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13.5.22

Nossa Senhora: peregrina ou emigrante?

 


Uma imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima (existem 13) foi há algum tempo emprestada a uma diocese da Ucrânia. Saiu de Fátima, ainda está na dita diocese que gostava de ficar com ela.

Impossível, explicou um padre (ou bispo, não percebi) num telejornal: aquela imagem é «peregrina» e, portanto, foi mas tem de voltar. Mas já está pronta uma outra igual e essa, sim, será enviada e ficará por lá – porque não é peregrina.
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17.3.22

Nossa Senhora em Lviv



 

Tudo o que tenha a ver com Fátima e Rússia anda ligado há mais de um século.

Em tempo de guerra, chegou há dois dias a Lviv, na Ucrânia, esta imagem de Nossa Senhora enviada pelo Santuário de Fátima. E Marcelo não foi lá levá-la? ‘Tá mal! Podia vir a gabar-nos de uma hipotética «vitória» da Ucrânia, sei lá…
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27.7.21

Lutos nacionais



 

Quando a Irmã Lúcia morreu foi decretado luto nacional. Assumo que o seu contributo foi considerado mais importante para o país do que aquele de quem comandou a acção que nos devolveu a Liberdade. Registe-se.
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5.9.20

Deus perdoa... tudo?



«A expressão, recorrentemente usada entre os católicos, serve, normalmente, para expiar os pecados dos crentes e será, porventura, uma das suas maiores provas de fé. Mas repetir várias vezes, para dentro, que "Deus perdoa", resolve tudo?

Uma crise, quando chega, afeta todos. Uns mais do que outros, é verdade, mas, seguramente, a Igreja não é uma exceção. Seja pela diminuição das receitas - mais conhecidas por esmolas -, seja pelos encargos adicionais que uma pandemia acarreta a qualquer instituição. Mas não só a Igreja não é uma instituição qualquer, como, certamente, o Santuário de Fátima não tem qualquer justificação para despedir trabalhadores.

Fátima é aquilo a que, em linguagem popular, se pode chamar uma mina de ouro. Em muitos casos, o ouro é literal, tantas são as ofertas que o Santuário tem recebido dos fiéis ao longo dos anos, as heranças e os bens em espécie que vão avolumando o património num valor que, sendo incalculável, nunca foi verdadeiramente revelado.

E este é um dos aspetos mais negativos e perniciosos na atuação da Igreja: a opacidade. Quem fizer uma pesquisa rápida no Google à procura de informação sobre as contas do Santuário de Fátima tem de recuar 14 anos para encontrar alguma coisa. E o que encontra é curto. É como se os fiéis - e os não crentes, já agora - não tivessem direito a conhecer os números. Pior, é como se a Igreja gozasse de um privilégio divino que a desobriga de prestar contas ao comum dos mortais e só a Deus tivesse de confessar o que fatura e onde gasta o dinheiro.

Os privilégios da Igreja são, precisamente, o segundo fator que torna esta reestruturação no Santuário de Fátima ainda mais incompreensível. As regalias e as isenções fiscais garantidas pela concordata deviam, em consciência, obrigar a Igreja Católica a um outro sentido de responsabilidade para com o país e a sociedade. Despedir 100 trabalhadores num universo de 400 (com rescisões, não renovações ou de qualquer outra forma), quando se "fatura" milhões livres de impostos todos os anos e se tem tanto património é, no mínimo, ultrajante. E dificilmente encontrará explicação na Bíblia.

Para a hierarquia da Igreja, no acerto de contas final com Deus, pode até ficar tudo perdoado. Mas, pelo caminho, cerca de 100 pessoas - que não têm sindicatos nem comissões de trabalhadores para as defender - perderam o emprego. Há famílias que vão passar pior a partir de agora e tudo isso era desnecessário. Bastaria, porventura, que a Igreja fosse coerente com a doutrina que apregoa aos outros, todos os domingos, e desse o exemplo. Porque, se não o começar a fazer rapidamente, o número de fiéis vai continuar a diminuir e a "crise económica" será o menor dos problemas.»

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7.5.20

Isto está a ficar preocupante




Isto começa a ser preocupante e a não ter graça nenhuma. Pretende-se um novo impedimento de sair do concelho de residência, desta vez por causa do 13 de Maio? Situação de Calamidade transforma-se-se em Estado Sitiado? 

«O presidente da Comissão Distrital de Protecção Civil de Santarém defendeu hoje que o Governo deve voltar a proibir as deslocações para fora dos concelhos de residência de forma a evitar a presença de peregrinos em Fátima.»
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13.5.17

Fátima, contextos e história(s) (I)



«No debate sobre a natureza e o significado da "mensagem de Fátima" há quem tenha convicções (ia dizer "fé") muito claras. Para muitos outros católicos, contudo, Fátima está muito para lá da literalidade dos seus três "segredos". É provável. O que não se pode, contudo, é pretender que os documentos sobre os quais se sustenta a "mensagem" não têm valor intrinsecamente histórico e material e, por isso, não devam ser sujeitos à análise contextual. Sobretudo porque desde a narrativa dos pastorinhos em 1917, centrada na oração para conseguir o fim da guerra, até à cristalização dos três "segredos de Fátima", em 1941 e 1944, não só mediaram 24 anos como se desenvolveu um processo de apropriação eclesiástica e de reciclagem narrativa que permitiu transformar Fátima, "a mais profética das aparições modernas" segundo o cardeal Tarcisio Bertone, numa arma política de que a Igreja nunca prescindiu até, pelo menos, o fim do papado de João Paulo II.

Em maio de 1917, Portugal estava em guerra havia um ano. Desde 1914 enviara já milhares de soldados para África. Num contexto em que a pobreza extrema deixava uma grande parte dos portugueses no limiar da sobrevivência, o envio de soldados para África e a Flandres, o racionamento, agravaram a angústia social. Quando, na Cova da Iria, Lúcia de Jesus dos Santos, dez anos, juntamente com dois primos seus, diz ter visto a Virgem, não faz mais do que reproduzir o que passara a caracterizar a religiosidade católica das décadas anteriores, cheia de aparições marianas, mais frequentes desde, precisamente, 1916 (ver estudos de David Luna de Carvalho). Quatro anos depois, Lúcia, com 14 anos, é internada num colégio. Entre 1925 e 1946 vive clausurada em conventos de Pontevedra e de Tui, na Galiza, onde, entre muros, passa a Guerra de Espanha (1936-39). Os seus primos Jacinta e Francisco haviam morrido três anos antes. Ela é a única sobrevivente das "aparições". É aí que, “em ato de obediência" a "sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e a Vossa e minha Santíssima Mãe”, Lúcia descreve em 1941 "o segredo" de Fátima, que "consta de três coisas distintas, duas das quais vou revelar."

No relato que faz das "aparições", a Virgem teria feito com que os três primos começassem por "[ver] o inferno", afinal o primeiro "segredo", na sequência do qual a Virgem lhes teria dito que, "se fizerem o que eu disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz (...) mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior." Vejamos: a II Guerra Mundial começara dois anos antes, e Lúcia presume, portanto, que a Virgem dela a teria avisado em 1917. (…)

O "2º segredo" seria, nas palavras da Virgem, o do surgimento de um "grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração . (…)

Referências à Rússia e ao comunismo haviam sido introduzidas já a partir de 1935 nas Memórias da Irmã Lúcia. A Guerra de Espanha havia consagrado uma associação permanente entre Fátima e anticomunismo, mas a novidade na redação do "2º segredo" é o facto de o Bispo de Leiria lha ter pedido a 26 de julho de 1941, rigorosamente ao fim de um mês da invasão nazi da União Soviética.

Da mesma forma, o "3.º segredo" parece produto claro da perceção do mundo que Lúcia tem em 1944, no momento em que o descreveu.»

12.5.17

Salazar/ Fátima 1967



Tem-se escrito tanto disparate sobre a atitude de Salazar em 1967, quando Paulo VI acabou por vir a Fátima, que deixo este apontamento (Franco Nogueira, Salazar, O Último Combate (1964-1970), p. 275).

Quem tiver este livro em casa pode evitar o cansaço incompetente das televisões e perceber o que se passou há 50 anos. 
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As guerras de Fátima à volta da paz


@João Carlos Santos

Excertos de um texto de António Marujo o Expresso diário de 12.05.2017:


NB - Não foi a «única» vez que fui a Fátima, mas sim a «última»...
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8.5.17

Fado, futebol, Fátima



«No mundo em que vivemos, são os acontecimentos menos bons que por norma despertam o interesse da imprensa internacional. Isto significa que um correspondente freelancer vive constantemente em contraciclo com o resto do mundo à sua volta. Durante a crise, em convívios com os meus amigos portugueses conversei muito sobre os efeitos da política de austeridade que todos nós sentíamos na pele. Mas quando eles perguntavam: e tu, como estás a safar-te? Eu respondia com um grande sorriso: a crise é a melhor coisa que me podia ter acontecido, nunca tive tanto trabalho como agora. (…)

Hoje as coisas voltaram quase à normalidade, e a normalidade significa que Portugal deixa de ser notícia nos jornais, rádios e televisões estrangeiras. Uma colega nossa do The Wall Street Journal, que foi enviada como correspondente a Portugal no auge da crise em 2011, acabou de fechar o seu escritório em Lisboa e de se mudar para Frankfurt. Se o The Wall Street Journal já não acha necessário seguir a situação financeira portuguesa por perto, parece mesmo que a crise está perto do fim e que Portugal voltará a ser como antes: um país pacífico e um pouco esquecido no extremo ocidental do continente europeu.

Se a crise já não é tema, então a pergunta é: o que é que em Portugal desperta o interesse nos editores estrangeiros? A resposta faz lembrar um velho lema do Estado Novo: fado, futebol e Fátima. A visita do Papa Francisco no próximo fim de semana vai pôr Portugal no centro das atenções do mundo (católico); Ronaldo e a seleção portuguesa conseguiram, ao ganhar o último Europeu contra a França, um feito até agora único na história do futebol português, elevando a seleção ao novo patamar dos campeões; e uma nova geração de músicos está a transformar o fado numa música aberta ao mundo. Os nomes mudaram, o conteúdo é o mesmo.

Para ser justo, não vivi nos anos 1960 em Portugal, por isso não posso comparar os três "F" de ontem com os três "F" de hoje. O que me contaram é que o país do passado já não tem nada que ver com o país do presente. Acredito que sim. No entanto, parece não ser apenas uma coincidência que a atual imagem de Portugal volte a ser associada ao fado, ao futebol e a Fátima. Uma razão pode ser a falta de imaginação e de conhecimento dos editores e dos jornalistas estrangeiros. A outra explicação poderá ser que, numa visão simplicista sobre Portugal, o que realmente diferencia as terras lusas de outros países é Amália ou Ana Moura, Eusébio ou Ronaldo, e sempre os três pastorinhos.»

Jornalista alemão, a trabalhar em Portugal para Deutschlandfunk 
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28.4.17

Há 50 anos: Salazar e a primeira vinda de um papa a Fátima



No dia em que o nosso insigne ditador completaria 128 anitos, recordo como foi nulo o entusiasmo com que encarou a visita de Paulo VI a Fátima por ocasião do 50º aniversário das alegadas «aparições» e retomo excertos de um texto retirado do meu livro Entre as brumas da memória – Os católicos portugueses e a ditadura, Âmbar, 2007:

Na segunda metade do ano de 1966, começou a ser ventilada a hipótese de Paulo VI se deslocar a Fátima por ocasião do cinquentenário das aparições, em 13 de Maio de 1967.

Em Novembro de 1966, a Conferência Episcopal dirigiu- lhe um convite formal nesse sentido, mas só em 1 de Maio de 1967 é que foi oficiosamente comunicada a decisão definitiva à embaixada de Portugal no Vaticano. Viria a ser oficialmente confirmada pelo próprio Papa, dois dias depois, na Basílica de S. Pedro.

De Novembro a Maio, subsistiu a dúvida e a posição de Salazar foi clara: «Não devemos dar um único passo ou ter um gesto que o Papa possa interpretar como significando interesse da nossa parte em que venha a Fátima.» (1) O ressentimento [devido à ida do Papa a Bombaim, em 1964, considerada como uma afronta depois da anexação de Goa pela União Indiana] não tinha passado. Mas quando a decisão foi conhecida, o governo afirmou que, «seguro de interpretar os sentimentos profundos de todos os portugueses, quer nesta ocasião expressar a honra e o júbilo da Nação Fidelíssima perante este acontecimento da maior relevância histórica» (2). (…)

Aproximava-se o dia 13 de Maio. Soube-se que o Vaticano tinha «despolitizado» a viagem: o Papa não viria a Lisboa (o avião papal aterraria em Monte Real), não condecoraria ninguém (em Bombaim, o presidente da União Indiana tinha recebido a mais alta condecoração concedida pelo Vaticano a não cristãos), não seria hóspede do governo mas sim do bispo de Leiria.

Sabe-se agora que, cerca de uma semana antes da viagem, o governo recebeu uma informação da Embaixada de Portugal em Madrid, segundo a qual se preparavam atentados contra personalidades portuguesas de vulto e contra o próprio Papa. De Nova York, terá vindo uma outra notícia dizendo que um grupo de oficiais estava a organizar um golpe de estado contra Salazar. Estes boatos obrigaram a um reforço das medidas de segurança em Fátima, impedindo, por exemplo, que Paulo VI fizesse alguns percursos a pé, como inicialmente previsto. (…)

Nos bastidores do poder, passaram-se episódios que só muito mais tarde viemos a conhecer. Com a aversão que tinha a Paulo VI e com a sua proverbial misantropia, Salazar ficou furioso quando soube, na véspera das comemorações e já em Monte Real, que o Papa queria que a irmã Lúcia estivesse presente, porque considerou tratar-se de um acto puramente demagógico. Ameaçou mesmo regressar imediatamente a Lisboa, mas acabou por ficar – no Hotel de Monte Real, onde a estadia, com meia pensão, custou 220$00…

Para Franco Nogueira, «foi um dia de grande emoção popular, de grande espectáculo, de grande política para a ala conservadora da Igreja.» (3)

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(1) Franco Nogueira, Salazar, Vol. VI – O Último Combate (1964 – 1970), 3ª edição, Civilização, Coimbra, 2000, p. 275.
(2) Idem, ibidem, p. 278.
(3) Franco Nogueira, Um político confessa-se – Diário (1960-1968), Civilização, Porto, 1986, p. 236. 
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10.3.17

Uma verdadeira efeméride: 10 de Março de 1917




«Os responsáveis pela colocação destes anúncios foram os centros de espiritismo de Lisboa e do Porto, uma atividade muito em voga à época. Centros onde se reuniam pessoas de várias classes para receber mensagens do além.»

E, como estive fora, só agora vi isto. Tão bom!


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2.11.16

Para Fátima, em força



lúcia costa, francisco rebelo de sousa e jacinta santos silva adorando obiang maria.

(Texto e imagem de Pedro Vieira no Facebook.)
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19.10.16

CGD, Terço das Rosas e o que mais se verá



Um amigo meu recebeu a carta abaixo copiada, enviada pela sua gestora de conta na CGD. Não sei se já é fruto de alguma iniciativa da nova gestão daquele banco, paga a peso de ouro, mas terá certamente grande sucesso. Assim vamos – não cantando mas se possível rindo.

Estimado Cliente,

Em 2017 celebra-se o centenário das aparições de Fátima e a Caixa apresenta, em condições especiais para os seus clientes, uma peça de rara beleza em honra deste momento histórico: O Terço das Rosas.

O Terço das Rosas encontra-se disponível em Prata, Prata Dourada ou Ouro, tratando-se de uma peça exclusiva, personalizada, numerada e feita manualmente por um artesão português.

Cada terço é composto por 54 contas em pérolas de 8mm cada, por 5 contas em formato de rosa, 1 medalha de Nossa Senhora com gravação personalizada no verso e uma cruz em filigrana com uma pérola no centro.

O mesmo pode ser adquirido em Prata, Prata Dourada ou Ouro, pelo montante de 1.149€, 1.490€ ou 5.975€, respetivamente.

Caso esteja interessado na aquisição do mesmo, existe uma linha de financiamento especifica, através do cartão de crédito, que permite o pagamento entre 18 a 24 prestações mensais, sem juros.

O Terço das Rosas encontra-se exposto desde o início da presente semana, na sua agência de Telheiras. Encontro-me ao dispor para eventuais esclarecimentos.

Com os melhores cumprimentos,
yyyyy xxxxx | Gestora de Cliente

P.S. – Existem vários anúncios na net, por exemplo aqui
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