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15.10.18

Em dia de balanços quanto a ministros



Chovem comentários sobre quem sai e quem entra e eu também tenho direito ao meu.

Foi durante o mandato de Luís Castro Mendes na pasta da Cultura que se desfez o nó górdio quanto ao futuro da Fortaleza de Peniche. Integrada numa lista de monumentos históricos a concessionar a privados, dela foi rapidamente retirada e consagrada para preservação da memória histórica (por aprovação na AR, em Abril de 2017). .

O processo avançou, foi aberto concurso para a concretização do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, atribuídas verbas e prometida a sua abertura ao público em 27.04.2019, por altura do 45º aniversário da Revolução, mesmo que a obra ainda esteja em progresso. .

Peniche é para mim um lugar muito especial. Por razões familiares, que não interessam aqui, mas também porque há cerca de uma década, quando eu pertencia à direcção do movimento NAM! (Não Apaguem a Memória!), foi dura a luta para que não avançasse o compromisso de governos com o grupo Pestana, para o espaço ser ocupado com mais uma pousada e não da forma que agora está em concretização. Não posso dizer que perdemos ou ganhámos uma batalha, tudo de saldou então, por motivos vários, com um adiamento «sine die». Felizmente. .

E não tenho a mínima dúvida de que o agora ex-Ministro da Cultura teve um papel decisivo no desfecho das decisões de 2017.
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16.10.16

Peniche: encontro de ex-presos políticos



Encontro convívio a realizar no Forte de Peniche no dia 29 de Outubro, Sábado, a partir das 14.30h. 

Ex-presos políticos, surpreendidos com a notícia sobre a concessão do Forte de Peniche a privados, e tendo já tornado público a sua indignação, apelam à realização do encontro convívio de ex-presos políticos, familiares e amigos em defesa da preservação do Forte de Peniche como salvaguarda da memória da resistência ao fascismo e da luta pela liberdade.

Venham, participem, tragam outros amigos também.

Os ex-presos políticos:
Adelino Pereira da Silva / Álvaro Pato / António Almeida / António Gervásio / Bárbara Judas / Conceição Matos / Daniel Cabrita / Domingos Abrantes / Encarnação Raminho / Eugénio Ruivo / Faustino Reis / Francisco Braga / Francisco Lobo / Georgette Ferreira / José Ernesto Cartaxo / José Pedro Soares / José Revez / Manuel Candeias / Manuel Pedro / Marcos Antunes / Maria Artur Botequilha / Mário Araújo / Mercedes Ferreira Lopes / Modesto Navarro / Sérgio Ribeiro

Lisboa, 13 de Outubro de 2016 
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2.10.16

Peniche, ainda



Tem de vir alguém de direita, neste caso João Taborda da Gama, escrever o óbvio, quando muita esquerda amolecida já está disposta a baixar os braços e a admitir todos os compromissos e coabitações? Sim, parece que sim.  


«Preservar património é dever. Concessionar monumentos é necessidade. Fazer um hotel no Forte de Peniche é barbárie. (…) 
É preciso poder ir ao forte, estar por lá, deambular nas celas, no recreio, sem bares de gin tónico nem massagens ayurvédicas, ouvir o vento, ouvir o mar, como ao menos ouviam os que lá estavam, e perceber, por fim, a irredutibilidade da liberdade.» 
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30.9.16

Forte de Peniche - Defesa da memória, resistência e luta



«Os abaixo assinados democratas antifascistas, surpreendidos com as recentes notícias sobre a concessão do Forte de Peniche, empenhados na defesa da necessária preservação da memória e resistência ao fascismo e pelo respeito de milhares de portugueses que deram o melhor das suas vidas para que o povo português pudesse viver em liberdade, apelam ao Governo para que o Forte de Peniche permaneça património nacional, símbolo da repressão fascista e da luta pela liberdade.»

Uma Petição que pode ser assinada a partir DAQUI
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12.12.08

O Museu de Peniche - ainda

Referi aqui, há alguns dias, uma visita ao Museu da Resistência de Peniche. Uma das alunas que fez parte do grupo que acompanhei conta as suas impressões em post publicado nos Caminhos da Memória. Bem elucidativo.

3.12.08

Não há Resistência que resista

ADENDA (*)









Fui ontem a Peniche, com cinquenta alunos de uma escola secundária de Lisboa, em visita à respectiva Fortaleza.

Já lá tinha estado em circunstâncias diferentes, mas sem ter visitado aquilo que, escandalosamente, dá pelo nome de «Museu da Resistência». O resultado resume-se em duas palavras: vergonha e indignação.

Nada pode justificar o que é mostrado às dezenas de milhares de pessoas que o frequentam por ano, na sua maioria estudantes como os que eu acompanhei - atentos e activamente interessados. Que ninguém venha falar em falta de dinheiro para justificar o miserabilismo escancarado em vitrinas com documentos mal expostos (alguns interessantíssimos), o pavoroso mau gosto da reconstituição dos parlatórios e de uma cela (aquele preso/manequim da rua dos Fanqueiros sentado à mesa e o fato completo, gravata incluída, pendurado à entrada!...) Além disso, em 2008, o audiovisual ainda não passou por ali: nem um slide, um vídeo, um som.

Com meia dúzia de tostões, tudo era melhorado num ápice, mesmo que provisoriamente e à espera de um futuro melhor. O que se vê mostra que ninguém está interessado e prefiro abster-me quanto a hipóteses sobre as possíveis razões. Qualquer grupo de jovens, como os que estavam comigo, faria melhor. (Aliás, vi há alguns meses, numa outra escola secundária, uma exposição sobre o Estado Novo preparada por alunos do 10º ano, incomparavelmente mais cuidada do que este «Museu».)

Assim vamos deixando passar o tempo e as gerações, queixando-nos do desinteresse dos jovens - que só é real quando o alimentamos ou deixamos que outros o alimentem.

(*) A conversa segue também noutros blogues, porque a João (ou a Shyz, como preferirem) foi comigo ontem a Peniche.