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1.7.13

Habituados a sofrer

4.9.10

Camões e a Dalmácia


Logo os Dálmatas vivem; e no seio,
Onde Antenor já muros levantou,
A soberba Veneza está no meio
Das águas, que tão baixa começou.
Da terra um braço vem ao mar, que cheio
De esforço, nações várias sujeitou,
Braço forte, de gente sublimada,
Não menos nos engenhos, que na espada.


Lusíadas, III, 14

(deixado na Caixa de Comentários por um leitor croata)
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3.9.10

Back to EU



… e aos euros, às Zaras, H&M e companhia, ou seja a uma cidade com o toque inconfundível de todas a capitais governadas pelo nosso Barrôsô.

Mas só amanhã verei mesmo Ljubljana, hoje, ainda na Croácia, passei parte do dia no Parque Nacional de Plitvice. Se as cascatas não enchem o olho (a recordação de Iguazú, Vitória ou Niagara não perdoa...), o mesmo não acontece com os extraordinários lagos de vários tons de azul e de verde, cinzento até, cores que dependem não só do tipo e da quantidade de micro-organismos existentes na água, mas também do ângulo de incidência da luz do Sol. Lindíssimos!

Paragem obrigatória para quem vem para estes lados, as fotos só conseguem dar uma ideia mais do que pálida da realidade.



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2.9.10

Um pouco mais a Nordeste


E assim saí da Dalmácia e do Adriático, Adriático e mais Adriático que não deixei durante três dias – e que mais fossem, porque aquele azul não se parece com nenhum outro.

Para além de Dunbrovnik, Split, uma incursão de dez quilómetros na Bósnia e passagem por mais duas pequenas cidades. Vestígios de romanos, gregos, venezianos, austríacos e muitos mais, camadas de História, no sentido estrito da palavra, visíveis em reconstruções após sucessivos arrasamentos, nesta estranha Croácia tão antiga e tão recente, de passado difícil de apreender apesar de tudo o que é conhecido, ainda mais enigmática quanto ao futuro próximo que a espera. Receosa de não entrar, ou de entrar…, na União Europeia (provavelmente em 2011), com os olhos postos no turismo como a esperança para superar todas as limitações, ainda sem imigrantes, nem McDonalds, muito menos com lojas de chineses.

Os dias são longos e as noites são portanto curtas e não chegam para grandes descrições. Apenas o sentimento de ter vindo a Roma sem ver o papa: não vislumbrei nem um simpático canídeo dálmata de sua raça…



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31.8.10

Algures na Dalmácia


Mais vale evitar adjectivos para qualificar Dubrovnik, sob pena de se entrar no universo de triviais superlativos. No mínimo, ça vaut le déplacement, como aconselhavam os velhos guias Michelin. A cidade velha é única no seu género, o Adriático, as ilhas, os barcos e a paisagem agreste completam um cenário absolutamente fabuloso, num dia com uma temperatura mais do que paradisíaca (esta é mesmo só para fazer inveja…).

Quanto ao resto, nós que só temos por perto nuestros hermanos, nunca conseguiremos realizar o inferno de países como este, com toda a História rodeada por tantos vizinhos – e, neste caso, que vizinhos! Só uma nota, o resto fica para mais tarde: tudo quanto foi destruído nesta cidade, há menos de vinte anos, já está de pé, mas com marcas de «modernidade»: 80% dos telhados das casas são recentes (realidade bem evidente vista do teleférico em que hoje andei), o que é bem revelador do grau da devastação provocada pelos acontecimentos do início da década de 90.

Amanhã sigo para Split. Desta primeira etapa, last and least, mas cada vez mais raro por esse mundo fora, café expresso a cada esquina e cinzeiros nos quartos do hotel…



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30.8.10

Vou ali e já venho


Só uma semanita, escapando aos primeiros dias da rentrée por cá… Posts sim, mais do que provavelmente, mas um pouco a leste – no sentido estrito da palavra e não só.
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