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9.9.07

Reflexão budista no Bombarral?

Quinta dos Loridos (Bombarral)


Falou-se recentemente do Jardim do Oriente que Joe Berardo está a criar na Quinta dos Loridos, no Bombarral, por uma qualquer questão de licenças camarárias.

Por razões familiares, conheço bem o Bombarral – e até a Quinta dos Loridos, com o seu magnífico solar. Quem diria que uma espécie de reflexão turístico-budista viria a passar por ali. E, no entanto, é isso que se pretende.

Em trinta e cinco hectares, seis mil toneladas de estátuas (algumas enormes) e pagodes chineses, Joe Berardo quer prestar «uma homenagem aos budas que foram bombardeados [no Afeganistão]», no maior «jardim do Oriente na Europa», «onde as pessoas podem ir meditar e reflectir sobre si próprias», com «uma roupa igual para todos os visitantes para estarem todos vestidos de igual e terem uma melhor compreensão deste mundo» (?!).

Mais pormenores aqui.

Só nos faltava que a invasão chinesa nos chegasse, também, através deste inefável mecenas madeirense que nos saiu na rifa. Uma perfeita tontaria. Não há pachorra.

26.6.07

«Berardização»?

Nas duas semanas em que estive fora do país, este ganhou um novo herói e a língua portuguesa um novíssimo substantivo. Ainda meia ensonada da viagem, ouvi um comentador televisivo falar de uma OPA sobre o Benfica, associada à hipótese de criação de um novo banco. Julguei que se referia a uma qualquer experiência no “Second Life”. Mas não: Joe Berardo aparecia em todos os telejornais, de carne e osso, por causa da dita OPA.

Entretanto abriu o museu. Ainda não tem 24 horas de existência e já está comprada uma guerra entre JB e Mega Ferreira. Vai ser fácil a vida no CCB!...
Até ao fim do ano, funcionários públicos e/ou sócios de clubes de futebol da primeira liga entrarão gratuitamente. Porquê este bizarro conjunto? Porque JB quer, ponto final. (Ou será que vai lançar também uma OPA sobre a função pública?)

Temos homem: ex-emigrante pobre (ainda por cima da Madeira, com sotaque e tudo), dado a OPA’s e a artes, sempre disponível para falar com os jornalistas. Estivessem eleições presidenciais à vista e teríamos candidato – nem socialista, republicano e laico, nem economista, nem engravatado. Nem doutor, nem engenheiro – comendador. Um Joe absolutamente original. E com uma primeira-dama anafada e engalanada, como nos mostraram ontem.
Quanto ao novo herói, estamos entendidos.

Mas porque é que se fala de «berardização» do país? O que é? Já vi escrito «berardização / globalização»! Alguém está a esconder alguma coisa? Ou é só saloiice?

Acho que vou voltar para as dunas da Namíbia!