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11.6.18

Make Portugal Great Again



O Presidente da República a ensinar uma menina açoriana a utilizar uma arma de ataque nas comemorações do 10 de Junho.
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10.6.18

10 de Junho - mau planeamento


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Dia de Portugal



Se a existência deste dia tem alguma utilidade, quando será que temos um presidente da República que os tenha no sítio (pardon my French…) para mudar a data para 25 de Abril?
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10.6.17

A Pátria - no dia dela



E assim aprendemos. E por cá andamos.
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10 de Junho



Tenho um ódio de estimação à data de hoje. Por mais anos que passem, nunca deixará de ser, para mim, o tal «Dia da Raça», já que não consegui apagar da memória o que era até ao 25 de Abril. Mas ela existe e entra-nos pela casa dentro, agora com roupagens mais modernaças e viagens intercontinentais.

Assinala-se hoje o dia em que Camões foi transladado para o Mosteiro dos Jerónimos, em 1880. Feriado nacional desde os anos vinte do século passado, a data ganhou um novo significado em 1944, quando Salazar a rebaptizou como «Festa de Camões e da Raça». Fê-lo por ocasião da inauguração do Estádio Nacional, que ocorreu com grande pompa, em cerimónias a que terão assistido mais de 60.000 pessoas e que foram filmadas por António Lopes Ribeiro (vídeos aqui e aqui). Linguagem inequívoca: «Às cinco horas, chegou o chefe: Salazar. Salazar, campeão da pátria, era o atleta número um, naquela festa de campeões.»

Mais graves, e bem mais trágicos, passaram a ser os 10 de Junho a partir de 1963. Transformados em homenagem às Forças Armadas envolvidas na guerra colonial, eram a data escolhida para distribuição de condecorações, muitas vezes na pessoa de familiares de soldados mortos em combate (fotos reais no topo deste post).

De 1974 a 1976 não houve comemorações. Até que, um militar presidente da República as ressuscitou em 1977, primeiro como «Dia de Camões e das Comunidades» e, a partir de 1978, também como «Dia de Portugal». Mas continua-se a distribuir condecorações – outras, por motivos diferentes e eventualmente louváveis, mas que parecem cada vez mais anacrónicos e sem sentido. E, no mínimo, talvez fosse possível escolher outro data para o efeito, já que, pelo menos no que me diz respeito, sou incapaz de não associar qualquer distribuição de medalhas neste dia às trágicas imagens do Terreiro do Paço, em tempo da guerra colonial.

Porque era assim:


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16.1.15

A mudança da Europa começa no Sul



Alexis Tsipras: 
«El 25 de enero Grecia cerrará la puerta al pasado. La victoria de Syriza es la esperanza del cambio para el mundo del trabajo y de la cultura europeos. Desde la oscuridad de la austeridad y el autoritarismo a la luz de la democracia, la solidaridad y el desarrollo sostenible. Pero Grecia es solamente el inicio del cambio que viene por el Sur de Europa.» 

Na íntegra AQUI.
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10.6.13

Descubra as diferenças



Os caminhos sempre foram «nada fáceis»...

«Neste dia de cada ano, mais ainda do em qualquer outro, é dever do Chefe de Estado lembrar a todos os portugueses os riscos que normalmente resultam de egocentrismos que não aglutinam vontades, nem engrandecem os homens. A cada um de nós cabe despojar-se de vaidades que, na verdade, não são mais do que ilusões efémeras; evitar egoísmos que não prestigiam, nem criam ambientes saudáveis; arredar preconceitos, desconfianças, incompreensões, ressentimentos e obstinações, sempre inconvenientes para o estabelecimento de concórdia que tem de existir entre os portugueses. Enfim, é meu dever procurar afastar do caminho nada fácil por onde temos de seguir tudo quanto possa enfraquecer o esforço geral indispensável ao engrandecimento constante, harmónico e rápido do Espaço Português, em toda a sua imensa e sagrada dimensão.»
Américo Thomaz, 10 de Junho de 1971

Aqui, algumas grandes pérolas:


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Memória do 10 de Junho



Assinala-se hoje o dia em que Camões foi transladado para o Mosteiro dos Jerónimos, em 1880. Feriado nacional desde os anos vinte do século passado, a data ganhou um novo significado em 1944, quando Salazar a rebaptizou como «Festa de Camões e da Raça». Fê-lo por ocasião da inauguração do Estádio Nacional, que ocorreu com grande pompa, em cerimónias a que terão assistido mais de 60.000 pessoas e que foram filmadas por António Lopes Ribeiro (vídeos aqui e aqui). Linguagem inequívoca: «Às cinco horas, chegou o chefe: Salazar. Salazar, campeão da pátria, era o atleta número um, naquela festa de campeões.»

Mais graves, e bem mais trágicos, passaram a ser os 10 de Junho a partir de 1963. Transformados em homenagem às Forças Armadas envolvidas na guerra colonial, eram a data escolhida para distribuição de condecorações, muitas vezes na pessoa de familiares de soldados mortos em combate (fotos reais no topo deste post).

Desde 1978 que não é Dia da Raça e, para além de Portugal e de Camões, passou a festejar-se também as Comunidades Portuguesas. Mas continua-se a distribuir condecorações – outras, por motivos diferentes e eventualmente louváveis, mas que parecem cada vez mais anacrónicos e sem sentido. E, no mínimo, talvez fosse possível escolher outro data para o efeito, já que, pelo menos no que me diz respeito, sou incapaz de não associar qualquer distribuição de medalhas neste dia às trágicas imagens do Terreiro do Paço, em tempo da guerra colonial.

Porque era assim:


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10.6.12

10 de Junho – não esquecer



Mais um ano, mais discursos e cerimónias, mas nem é disso que me interessa falar.

Neste dia, nunca deixo de afirmar que considero que manter esta data para distribuir condecorações «democráticas» é um atentado à memória histórica, ou à sensibilidade para a mesma. Atentado que devia ser evitado, pelo menos enquanto houver quem se lembre do que se passava antes do 25 de Abril, sobretudo daqueles que foram medalhados por feitos na guerra colonial nas pessoas de mulheres, pais ou filhos, por eles próprios não terem sobrevivido (fotos reais a ilustrar este post). Dizia-me alguém que perdeu um irmão na Guiné que nem consegue abrir agora a televisão e eu entendo. Não seria bem mais normal reservar o 25 de Abril, por exemplo, para tal cerimónia (se é que ela faz sentido, nem entro nessa discussão...)?

Para quem não saiba, ou não se lembre, a partir de 1963 o «Dia da Raça» foi transformado em data de homenagem às Forças Armadas envolvidas na guerra colonial e era a tal ponto marcante que o actual presidente da República ainda tem actos falhados e usa a designação que deixou de existir em 1978 (substituída por «Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas»). 

Era este o ambiente, é disto que estou a falar:



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