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2.12.11

«O PS abstém-se» – forever?


Da crónica de José Manuel Pureza no DN de hoje:

«Um milhão de reformados vai perder um ou dois meses de pensão - Passos Coelho diz que é pouco; o PS absteve-se. 460 mil funcionários públicos vão perder um ou dois meses de salário - Passos Coelho diz que é pouco; o PS absteve-se. Quem trabalha trabalhará mais vinte dias por ano sem receber nada por isso - Passos Coelho diz que é pouco; o PS absteve-se. As pensões de 274 euros, auferidas por quem trabalhou vinte e mais anos, serão congeladas - Passos Coelho diz que é pouco.» [etc., etc., etc.] (…)

E, no fim de tudo, deveremos mais 30 mil milhões de euros. Passos Coelho diz que é pouco. O PS abstém-se.»

Na íntegra aqui.

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4.11.11

A abstenção do PS


Sem surpresa, o PS decidiu esta madrugada que irá abster-se quando o Orçamento de Estado for aprovado pela maioria parlamentar. Anunciou, desde já, que o fará não só na generalidade mas também na votação final – quaisquer que sejam, portanto, eventuais modificações que o texto venha a reflectir.

Ou seja, parte sem qualquer poder negocial e vale a pena tentar perceber que sentido tem a principal proposta que, aparentemente, fará: ao que parece, reduzir o corte de subsídios a funcionários públicos e pensionistas de dois para um. Trata-se de pura manobra de window dressing, sem consequências e sem esperança, ou terá acordado algo nesse sentido nos tais encontros «secretos» com Passos Coelho? No segundo caso, ficariam / ficarão ambos um pouco melhor nas fotografias e Cavaco respirará de alívio.

Mas tenha-se consciência do absurdo que é podar uma árvore no meio de uma floresta queimada e esquecer que este OE é tão importante que só é susceptível de receber votos a favor ou votos contra. Ao abster-se, o PS não vai salvar Portugal nem o euro, vai votar em Merkel, Sarkozy e outros que tais, contra o futuro da Europa e de Portugal.

Não se «culpe» António José Seguro porque Assis já disse que teria feito o mesmo – «irmãos gémeos que são há décadas na escola do instinto centrista do PS», como ontem escreveu Paulo Pedroso. E é inútil insistir-se na tecla da responsabilidade fundadora do PCP e do BE porque esse peditório está esgotado.

Sejamos claros: o que esta decisão mostra, preto no branco, é que este Partido Socialista como tal (não grande parte dos seus militantes, como é óbvio) saiu mesmo, esperemos que provisoriamente, do campo de batalha da esquerda, por muito condescendente que se seja na definição dos limites da mesma. Resta-lhe o terceiro lugar no pódio do arco da (tristíssima) governabilidade – lugar que até está livre, quem sabe se à sua espera…
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7.7.11

Directos do baú


Redescobri ontem este cartaz e tive o maior dos sucessos no Facebook. Espalhou-se por muitos murais e, pasme-se, provocou mesmo acaloradíssimas discussões, zangas até! Encantos que a blogosfera (hoje) desconhece…


Também divulguei este pergaminho do PS. (Como se sabe, «o hino» continua no Youtube.)

Serão estas coisas que baralham a Moody’s?
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24.4.11

Até tu, Fefé Rodrigues…


O Miguel Serras Pereira diz que Ferro Rodrigues meteu a lógica na gaveta. Está bem visto e eu explico por outras palavras.

Em entrevista à RTP, ontem à noite (eu ouvi), o trunfo do PS na lista de candidatos por Lisboa defendeu que se impõe uma maioria forte no Parlamento, impossível de concretizar por um acordo político à esquerda, porque «aquilo que os partidos de extrema-esquerda fizeram durante este ano e meio foi colaborarem com a direita em relação à queda do governo PS».

Em forma de silogismo, já que Lógica é comigo:

- O PS tem de fazer acordos para uma maioria no Parlamento, à esquerda ou à direita
- Não pode fazê-los com a esquerda porque esta se aliou à direita
- Logo, terá de aliar-se à direita.

Quem teme que Ferro Rodrigues roube votos à esquerda da esquerda talvez possa preocupar-se com outros perigos. Ontem (e não só…), pareceu bem firme naquilo ao que vem, nestes primeiros dias do resto da sua vida.

P.S. - Para evitar falsos argumentos que já me chegaram no Facebook: o que estava em questão, na conversa, eram acordos PÓS-eleitorais e, que eu saiba, a esquerda da esquerda vai a votos.
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7.2.11

Ana Benavente - É só para dizer…


… que a entrevista que deu à Revista Lusófona de Educação sobre «A Educação na luta contra a exclusão e pela democracia» ocupa 18 páginas (online) e tem cerca de 60.000 caracteres.

Pode ser lida aqui e, concorde-se ou não, é muito mais do que o título sensacionalista «puxado» pelo Público, ou mesmo do que as transcrições das críticas dirigidas ao PS, que são feitas no texto.

Desde esta manhã que comentadores, bloggers e outros que tais espingardeiam contra ou a favor (sem terem lido, aposto…), como se o futuro do país dependesse da discussão sobre um campeonato de autoritarismo entre Sócrates e Lenine – questão que não tira nem um minuto de sono a quem nunca foi socrática ou leninista, by the way
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29.10.10

António Costa e o seu centrão


Talvez com uma certa dose de masoquismo, continuo a ver a «Quadratura do Círculo», o programa de «debate» mais previsível que imaginar se possa.

Ontem, António Costa insistiu num tema que lhe é caro nos últimos tempos e que ultrapassa o que, apesar de tudo, esperava ouvir da sua parte.

Em resumo, e perante a hecatombe a que assistimos, pretende o putativo (ex-?)-sucessor de Sócrates que a Constituição garanta que qualquer governo minoritário trabalhe em paz, mais concretamente que o maior partido da oposição seja impedido de lhe criar problemas na AR em matéria de programa de governo e de aprovação do Orçamento, de modo a que estes tenham passagem assegurada à partida. Note-se que nem se trata aqui dos famigerados «consensos», mas sim de um de pacto de sangue entre irmãos eventualmente fratricidas.

Primeiro estranha-se, depois entranha-se: as questões verdadeiramente decisivas para a vida dos portugueses «sairiam» do Parlamento (dispensável, certamente, a discussão geral sobre o Orçamento) e nenhum partido da oposição teria voz na matéria (a não ser, talvez, na discussão em especialidade). Assim mesmo, de uma penada, para um reinado sem grandes solavancos de um ou outro dos dois partidos maioritários. Os mais pequenos seriam mesmo dispensáveis: no limite, poderiam dedicar-se a redigir votos de louvor e de pesar.

Argumenta-se que disposições deste tipo existem noutros países, sem ter em conta os diferentes contextos históricos e cívicos.

Mas porque não uma coligação, a concretização do tal Bloco Central que todos dizem condenar mas que nos entra pela casa dentro quase vinte e quatro horas por dia? Por causa da sacrossanta «alternância», obviamente, com todas as benesses que conhecemos.

O perigo de uma aproximação deste tipo é que ela seja bem acolhida, não pela sua virtude mas pelo cansaço generalizado perante o degradante espectáculo a que temos assistido nas últimas semanas. Mas o saldo deste período é, no meu entender, extremamente positivo, qualquer que seja o seu desfecho: vimos muitas coisas que estavam debaixo de tapetes vários e, sobretudo, houve finalmente a oportunidade de forçar a entrada na discussão de alguns protagonistas que estão normalmente fora do baralho.

Nada disto teria acontecido se os sonhos de António Costa se tornassem realidade. E é fundamental que se perceba que ele está o tocar no cerne do sistema democrático que temos enquanto não construirmos um outro melhor e que aquilo que propõe é uma certa forma de suspensão da democracia, não por seis meses mas ad eternum.

Se o PS está condenado a ceder muitas cadeiras ao PSD, como os últimos dados parecem confirmar, ao menos que o faça com um mínimo de dignidade.

P.P. - O Jorge Nascimento Fernandes já publicou um texto sobre este assunto.
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22.5.10

A esquerda agradece


«A direcção do PS vai apoiar oficialmente Alegre, mas apenas em dose mínima garantida. Ninguém espera um envolvimento directo do aparelho central do partido na candidatura alegrista, nomeadamente em aspectos logísticos e/ou organizativos. Sócrates, pelo seu lado, deverá invocar a necessidade de o apoio do PS ao candidato-poeta não afectar a cooperação institucional entre o Governo e o PR.» (DN)

Haveria uma decisão alternativa:

«A direcção do PS vai apoiar oficialmente Cavaco, mas apenas em dose mínima garantida. Ninguém espera um envolvimento directo do aparelho central do partido na candidatura cavaquista, nomeadamente em aspectos logísticos e/ou organizativos. Sócrates, pelo seu lado, deverá invocar a necessidade de o apoio do PS ao candidato-economista não afectar a oposição institucional entre o Governo e a Esquerda.»

(Publicado também aqui)

P.S. - Ricardo Alves, no Esquerda Republicana:
«Pairando a suspeita de que Sócrates até prefere que Cavaco continue em Belém, estão criadas as condições para que um voto em Alegre seja simultaneamente um voto num candidato do PS e um voto contra Sócrates. E se Alegre ganhar mesmo em Janeiro de 2011 nestas condições, será o Presidente mais independente de apoios partidários desde o primeiro mandato de Eanes.»
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26.3.10

Num país sem maravilhas


Recorde-se que o que estava em causa era a ordem recebida do Ministério dos Negócios Estrangeiros (negócio oblige…) para que votasse num egípcio, publicamente conhecido pelas suas posições anti-semitas, para director-geral da UNESCO. Carrilho recusou-se, foi substituído na votação (que o egípcio felizmente até nem ganhou). Tudo bem? Nem por isso: aparentemente, o governo quer agora mudar de representante junto da instituição e não faltam por aí vozes a dar-lhe razão, como a do sempre correcta e politicamente alinhado Eduardo Pitta: que, depois da ausência, só restava a Carrilho pedir a demissão – obviamente...

Note-se que ele nem votou «contra» a vontade do governo: limitou-se a exercer o direito, na minha opinião absolutamente indiscutível, de não se violentar. Num país normal, isso teria sido bem interpretado e seriam muitos os comentários contrários à notícia da sua substituição. Há alguns, apesar de tudo, como este da Ana Cristina Leonardo (a quem roubo, em parte, o título deste post):
«A reacção à notícia do eventual afastamento de Carrilho parece-me tão-só mais um exemplo do formalismo estéril que vem dominando a política cá do burgo, a transbordar de parvenus da democracia apetrechados de uma lógica sofística, maquiavélicos de pacotilha civilizados na forma, gente que faz da política uma dança de salão.»

Quem se mete com o PS leva! Lembram-se?

P.S. - E, por falar em Manuel Maria Carrilho, leia-se um excelente artigo que publicou ontem no DN: Uma avalanche e três utopias

15.3.10

Génios e Jotas

(Clicar para ver maior)

O último número da Visão inclui um longo dossier - «O corredor do poder» - sobre o percurso do «núcleo duro da JS fracturante», cujos membros terão conquistado cargos e peso político «à sombra do poder e influência de António Costa e da liderança de Sócrates» – uma complexa trama de amizades e cumplicidades (estou a ser meiga na escolha das palavras…), onde nem as famílias terão sido esquecidas.

Não sei, nem francamente me interessa muito saber, que percentagem exacta de verdade há em tudo o que é detalhadamente descrito. Mesmo que não ultrapasse os 50%, trata-se de um peça fundamental para entrever o que é o pano de fundo de muito que vemos agora aparecer à boca de cena. Coloquei-a online aqui para quem não tiver tido a oportunidade de a ler e, também, porque pode ainda vir a ser um elemento útil para várias memórias futuras.

Um dos protagonistas é o já célebre Rui Pedro Soares, de 36 anos, que deixou há pouco a PT onde era administrador executivo desde 2006. Dele disse Sócrates, em entrevista recente, que só subiu naquela empresa por mérito próprio. Depois de ouvir um excerto das declarações que fez à Comissão de Ética da Assembleia da República, sinto-me gozada.

O país segue quando for possível.



P.S. - 1,533 milhões de euros de salários, em 2009?

13.2.10

Para a Fonte Luminosa e em força?




Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio mas já nem os socialistas parecem acreditar em Heráclito: segundo o Público, está a ser convocada por SMS uma manifestação de apoio a Sócrates para encher «de novo» a Alameda, numa alusão ao Verão de 1975 em que Mário Soares terá conseguido reunir 100.000 pessoas.

No Largo do Rato, tem-se conhecimento da iniciativa sem saber a sua origem, mas talvez não fosse mau que houvesse uma demarcação pública – digo eu que não tenho nada a ver com isso mas que acredito em efeitos boomerang.



P.S. 1 - O Partido Socialista já veio dizer, apenas oficiosamente, julgo, que nada tem a ver com a iniciativa. Resta saber se aderirá, de facto, caso ela venha a concretizar-se - ou seja, se dirigentes seus virão a estar presentes na mesma.

P.S. 2 -14/2, 14:00: acabo de receber o sms em questão, enviado por um membro da Comissão Política do PS.

30.7.09

Jackpot













Todos se lembrarão do momento em que Zapatero atribuiu 2500 euros a cada família pelo nascimento de uma criança, provavelmente não tanto pelo facto em si, mas pela apreensão da revista El Jueves, que mostrava na capa membros da família real em posições consideradas indecorosas.

Tanto quanto me lembro, os pais espanhóis recebem imediatamente um cheque daquela importância, não um depósito numa conta a movimentar dezoito anos mais tarde. Mas adiante, que isto não é a Ibéria embora muitos portugueses o queiram.

Há gestos mais ou menos simbólicos, que até podem ser louváveis, mas que acabam por sair altamente prejudicados por justificações inadequadas, como as que ontem foram ouvidas, a propósito da já célebre medida dos 200 euros : «incentiva a conclusão do ensino obrigatório», «incentiva a criação de hábitos de poupança», «permite que o jovem se possa autonomizar» e é uma «medida de apoio à natalidade». Põem-se a jeito – depois não se queixem…

Mas claro que até pode ser, como diz Manuel António Pina, que os portugueses «excitados pelos 200 euros (o dinheiro tem reconhecidas virtudes eróticas)» desatem «a fazer filhos em vez de ficarem a ver o 'Prós e Contras' e a telenovela.» Nunca se sabe…

19.7.09

Não me dava jeito nenhum ter um amigo que passasse a vida a chamar-me mentirosa















É público que tanto Sócrates como a líder do PSD se odeiam. Qual é a sua relação com Manuela Ferreira Leite?
Manuela Ferreira Leite é uma amiga de família e eu tenho muito apreço.
Então no plano político deve sentir-se incomodado ao dizer as coisas que diz dela?
Temos de saber separar o que são os projectos para o País e a defesa das posições e propostas que fazemos para Portugal daquilo que são as nossas relações pessoais. Eu sei que Manuela Ferreira Leite também faz essa distinção e sei que a nossa estima pessoal vai continuar, independentemente do debate político.

João Tiago Silveira, sobre a Tia Manela, em entrevista ao DN.

28.2.09

Espinho (5)

A voar baixinho (digo eu...): Vital Moreira como nº 1 para as eleições europeias.

Espinho (4)

Agora, tenta-se adivinhar o que se passará «antes ou depois do Porto-Sporting».

Espinho (3)

À margem do Congresso mas nem tanto assim:
Índice de relacionamento entre os líderes do PS e PSD desde 1985

Desenvolvimento aqui.

Espinho (2)

Acabou um dos tabus: Manuel Alegre não vai passar o resto do fim-de-semana em Espinho. Os jornalistas vão comentar agora este não-facto durante uma hora.

O que resta: adivinhar se Sócrates já tem cabeça de lista para as europeias. Este segundo tabu vai durar provavelmente até amanhã - e é bem mais interessante.

Espinho (1)

É impressão minha ou o Congresso do PS está a fazer uma propaganda excelente ao Bloco de Esquerda?