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21.3.19

Astana? Já não, já não




Isto só num país como o Cazaquistão ou alguns vizinhos! A bela cidade de Astana, palavra que significa pura e simplesmente «Capital», e que passou a ter este nome precisamente quando assumiu tal função no país, vai agora chamar-se «Nursultan», em honra do ex-presidente que ficou 30 anos no cargo.

(Também podemos substituir «Lisboa» por «Afonso Henriques», antes que alguma próxima futura all-right se lembre de «Salazar»…)
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15.2.18

Astana



Ouviremos hoje, falar de Astana – por causa da bola, claro. Mas se querem ter uma ideia desta cidade única no seu estilo, com a marca de Norman Foster e não só, sem ser através do Jorge Jesus, ficam aqui umas notas, escritas quando por lá andei.
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19.7.17

Casas «deles» (11)



Nursultan Nazarbaev, actual presidente, Palácio Presidencial Ak Orda. Astana, Cazaquistão (2016).

Embora seja oficialmente a residência do presidente do país, ele não mora propriamente neste local de trabalho. (Sobre Astana, ler este post.) 

28.6.16

Sim, estive no aeroporto de Istambul há dez dias



O aeroporto de Istambul tornou-se um hub gigantesco, devido sobretudo ao crescimento das Turkish Airlines. Talvez não se tenha noção de que esta companhia tem três voos diários para Istambul, dois a partir de Lisboa e um do Porto. 
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17.6.16

Astana, a primeira nova capital do séc. XXI



Em 1997, a capital do Cazaquistão mudou de Almaty para Astana. A decisão foi tomada pelo «nosso presidente» por dois motivos principais: localização geográfica mais central neste grande país (em extensão, o nono do mundo) e em região não sísmica.

Astana tinha então 200.000 habitantes, tem hoje quatro vezes mais e crescerá muito nos próximos tempos, nomeadamente por causa de tudo o que está a ser feito para a Exposição Universal de 2017. É hoje uma cidade nova e grande, com milhares de apartamentos recentes e alguns monumentos com uma qualidade absolutamente fora de série, ou não tivessem alguns a marca de Norman Foster. É o caso de uma grande pirâmide de vidro – o Palácio da Paz e do Acordo – com uma arquitectura interior extraordinária (ficam algumas imagens, a de topo e as primeiras mais abaixo) e de uma outra, inclinada, onde a temperatura é mantida estável durante todo o ano e que tem, no último andar, uma praia artificial.

Ao contrário de Agabate, no Turquiministão, Astana tem vida, as pessoas passeiam-se por todo o lado, vê-se muitas grávidas e um número excepcional de bebés – dizem-me, aliás, que o país regista actualmente um verdadeiro baby boom, facilitado por grandes ajudas por parte do Estado, interessado em aumentar rapidamente uma população que não chega aos 18 milhões.

As 130 nacionalidades que vivem neste país resultam, não só mas em parte considerável, do facto de ter sido deportado para o Cazaquistão cerca de um milhão de pessoas durante a pertença à URSS. (Perto de Astana existiu um gulag para mulheres, que não me apeteceu visitar.) Por cá ficaram, têm a cidadania local, mas mantêm um complexo sistema de pertenças, que seria longo e difícil de explicar.

De resto, há mesquitas, como é óbvio, igrejas ortodoxas e pelo menos uma católica.

Muita coisa fica por contar e o tempo está a chegar ao fim. Mais logo regresso à base. Depois de uma salutar ausência e com mais bagagem na vida.





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Mudam-se os tempos




Descendentes de deportados por Estaline, agora num outro comprimento de onda. (Astana) 

Para o Cazaquistão, foi deportado cerca de um milhão de pessoas. A população actual anda na casa dos 17 milhões.
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16.6.16

Super UBER


Nestes países por onde tenho andado (Turqueministão e Cazaquistão), há táxis oficiais mas muito poucos. Em contrapartida, qualquer cidadão pode ganhar uns extras e transportar quem esticar o braço à beira do passeio. Já o fiz várias vezes, paga-se menos de metade do que nos táxis e funciona. «Não é perigoso?», perguntei quando me explicaram o esquema. «Não, as prisões são tão más que ninguém quer ir lá parar». Outros mundos… 
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Mausoléus – um entre muitos



Já estou em Astana, muito ficou e ficará por contar, mas destaco um ou outro ponto que me parece ter mais interesse.

Parte do dia de ontem foi passado na cidade do Turquistão, onde se encontra um conjunto de mausoléus, sendo de destacar o de Khoja Ahmed Yasawi, primeiro Património Mundial da UNESCO no Cazaquistão. Foi Tamerlão que o mandou construir em 1389, tem dois andares, uma grande e lindíssima cúpula, mais de 30 quartos, belíssimos moisacos que estão em fase de reconstituição neste momento, uma muralha de defesa própria.

Não é Samarcanda nem Bucara… mas merece a deslocação – no meu caso, de muitos quilómetros em estradas duvidosas e debaixo de uma monumental carga de água.





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14.6.16

E acabou o ecoturismo



Hoje foi dia de dizer adeus ao ecoturismo, com grande parte do dia passada na Reserva Natural de Aksu-Zhabagly, a mais antiga da Ásia Central. Concretamente, andei pelas bordas do mais do que imponente Desfiladeiro Aksu (= Água Branca). No Sul da Cazaquistão, muito perto da fronteira com o Uzebequistão, tem 15 quilómetros de comprimento, 1 de largura e cerca de 500 metros de profundidade.

Ficam algumas imagens, que bem mereciam melhor fotógrafa…




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13.6.16

Por lagos e montanhas



A cerca de 70 quilómetros de Almaty, o Lago Issyk é uma maravilha de cor num ambiente do mais puro sossego e silêncio. Verde esmeralda, com variações conforme a incidência do Sol (e ontem estava um pouco encoberto quando lá estive), é passeio obrigatório para turistas e não só.

Julga-se que apareceu há cerca de 8 a 10 mil anos, como resultado de uma enorme avalanche e, para lá chegar, passa-se pelas belíssimas montanhas do desfiladeiro de Issyk.

Um excelente ponto final para a minha estadia em Almaty. Depois de uma viagem de comboio de 13 horas, durante a noite de ontem, cheguei a Tulkubas (= Cabeça de Raposa). Mas isso fica para mais tarde.



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Sabedoria política


«Esperamos que o “nosso presidente”, que tem 77 anos, ainda dure muito: já encheu os bolsos há muito tempo, depois fez bem ao povo. Quando vier outro, vai primeiro encher os bolsos.» (sabedoria política de um cazaque.)

11.6.16

Verni, Alma-Ata, Almaty



Já teve vários nomes, tem quase dois milhões de habitantes, nela convivem cerca de 130 nacionalidades, foi capital política do Cazaquistão de 1929 a 1997, continua a sê-lo no plano cultural e no comercial.

Qualquer semelhança entre Almaty e qualquer das cidades, que conheço, no Turqueministão ou no Uzbequistão (onde estive já há alguns anos) não chega a ser pura coincidência porque não existe, pura e simplesmente.

Historicamente, é óbvio que o Cazaquistão tem com aqueles dois países vizinhos o passado recente de pertença à URSS, um sistema presidencialista mais ou menos musculado e a dependência do petróleo e/ou do gás natural, para além de outras características próprias da Ásia Central. Mas aqui a Almaty já chegou o consumismo em todo o seu esplendor, o trânsito é muito mais caótico e não há islamismo ou tradições populares que «vistam» as mulheres.

Confesso que não acho a cidade especialmente interessante em termos de monumentos ou de arquitectura em geral. Tem algumas mesquitas e igrejas de gosto duvidoso (como a Catedral Zenkov no topo deste post, que durante a época soviética serviu de museu), e uns tantos memoriais. Salvam-na belíssimos parques com árvores magníficas e o célebre «Bazar Verde» onde a fruta é rainha – fresca ou seca de todas as espécies e mais algumas.

Amanhã ainda andarei aqui pelos arredores, entre lagos e montanhas, irei depois para outras paragens num comboio nocturno. Metade da estadia já lá vai…




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