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20.3.20

Irão Covid-19: do horror




«Uma simulação informática, conduzida pela Universidade de Tecnologia de Sharif, em Teerão, concluiu esta semana que o número de vítimas mortais pode exceder os 12 mil e atingir um pico em meados de maio. No pior dos cenários, se as pessoas continuarem a viajar e a ignorar as recomendações de saúde, o estudo aponta para 3,5 milhões de mortos.»
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13.11.13

Nem sei como comentar




As fotografias mostram um baixo-relevo no Palácio das Nações Unidas em Genebra, («A criação do homem», uma obra onde é representado um homem nu), tal como é, e tapado antes da chegada da delegação do Irão a uma reunião dos membros permanentes do Conselho de Segurança, para não chocar aquela delegação.

E, no entanto, se eu quiser desembarcar em Teerão, terei de o fazer de cabeça tapada – razão pela qual, até hoje, resisti a visitar um país que todos dizem ser lindíssimo.

O Ocidente rastejando, vá lá saber-se com que vantagens e para quem.

(Fonte)

29.12.11

Sakineh Ashtiani


Uma vez mais, chegam do Irão notícias sobre planos para eliminar Sakineh – apedrejada ou enforcada. De novo também, o pouco que pode – mas que deve – ser feito: assinar esta PETIÇÃO.


Lisboa, 28 de Agosto de 2010:


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12.7.11

Persepolis


«Persepolis is the poignant story of a young girl in Iran during the Islamic Revolution. It is through the eyes of precocious and outspoken nine year old Marjane that we see a people's hopes dashed as fundamentalists take power- forcing the veil on women and imprisoning thousands. Clever and fearless, she outsmarts the "social guardians" and discovers punk, ABBA and Iron Maiden. Yet when her uncle is senselessly executed and as bombs fall around Tehran in the Iran/Iraq war, the daily fear that permeates life in Iran is palpable.

As she gets older, Marjane's boldness causes her parents to worry over her continued safety. And so, at age fourteen, they make the difficult decision to send her to school in Austria. Vulnerable and alone in a strange land, she endures the typical ordeals of a teenager. In addition, Marjane has to combat being equated with the religious fundamentalism and extremism she fled her country to escape. Over time, she gains acceptance, and even experiences love, but after high school she finds herself alone and horribly homesick.

Though it means putting on the veil and living in a tyrannical society, Marjane decides to return to Iran to be close to her family. After a difficult period of adjustment, she enters art school and marries, all the while continuing to speak out against the hypocrisy she witnesses. At age 24, she realizes that while she is deeply Iranian, she cannot live in Iran. She then makes the heartbreaking decision to leave her homeland for France, optimistic about her future, shaped indelibly by her past.»


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21.2.11

Mohammad Mokhtari


Todos os dias, todas as noites, há um sem número de histórias como esta, escolhida praticamente ao acaso.

22-year-old student Mohammad Mokhtari died in hospital after sustaining a gunshot wound during Monday’s (2/14/2011) pro-opposition demonstrations.

Mohammad was wounded on Monday after he was shot in the shoulder by Iranian security forces as he was in Rudaki Street in central Tehran. After he was shot, he briefly fell to the ground but got up and continued marching for a while as blood soaked his shirt, witnesses said. He said he was fine, according to friend, but died in the hospital the next day.

It seems that his death was due to lack of timely medical attention, because as a result of the gunshot to his shoulder, he lost a lot of blood and eye witnesses described all his clothes as being soaked in blood.

Mohammad came from a large middle class family, and loved sports. He hiked on weekends and played soccer and basketball, friends say. He had a good sense of humor and relished the Iranian political satire show Parazit, aired on Voice of America and modeled after the Comedy Central's "Daily Show With Jon Stewart," according to his Facebook postings.

As if by prophecy, on Feb. 11, three days before his death, Mohammad wrote on his Facebook wall, "I prefer to die while standing up (struggling) instead of sitting (doing nothing) in humiliation."

(Via Facebook)
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15.2.11

Nunca nos calarão


Ontem e hoje:

We Will Never Be Silenced

Once again we proved, when we commit to something, no dictator can stand against us. Today once again, we turn on the switch to war with Dictatorship. We must not allow this switched to be turned off…. We must be united. People in Egypt, fought for 18 days nonstop, and they broke the back of dictatorship in their country. Their key to success was unity.

Our promise to each other:
Tomorrow (February 15th) @ 3:00PM
Immam Housain Sq. To Azadi Sq.
Also, please bring tents with you, so that we can spend the night together at Azadi Sq.

(Daqui)

Ontem, em Teerão: Protestos com hino nacional:




Contra esta policia:




Dozens of Iranian opposition supporters were arrested in Tehran after protesting in support of the recent uprisings in Egypt and Tunisia.
Thousands of people marched to the city’s Azadi Square where they clashed with security forces.
Officers fired tear gas to try and disperse the crowds.
One person was killed and several were wounded, according to the official Fars news agency.
Iranian state television only ran footage of a pro-government demonstration.
It accused opponents of working for the West.
Demonstrators from the two camps clashed later on Monday as tensions ran high.
The march is the first time the Iranian opposition has taken to the streets since December 2009.
Khamenei described the revolts in Egypt and Tunisia as an “Islamic awakening” but his regime has always cracked down on such dissent at home.
British Foreign Secretary William Hague urged Iran to allow people the right to demonstrate.
US Secretary of State Hillary Clinton hailed the “courage” and “aspirations” of the protesters.

(Daqui)
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28.9.10

Sakineh – Venceu a barbárie


A notícia caiu ontem: Sakineh Ashtiani será enforcada, por condenação de cumplicidade no assassinato do marido.

Valeria / valerá ainda a pena protestar com esperança de impedir a concretização da sentença? Cruamente, em termos de eficácia, julgo que não. Talvez nós, cidadãos do mundo, tivéssemos podido fazer mais e nenhum «poderoso» conseguiu, ou quis conseguir, demover Mahmud Ahmadinejad.

Há muitas Sakineh’s à espera nos corredores da morte, no Irão e não só. A luta continua.
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30.8.10

Irão - Factos e números

(Foto: Rasht, no Irão, juntou-se ao Protesto das 100 cidades por Sakineh, no dia 28 de Agosto)

Documento lido no Largo Camões em Lisboa, no dia 28 de Agosto

Desde a criação da República Islâmica do Irão, em 1979, milhares de prisioneiros têm sido executados, muitos na sequência de julgamentos sumários e injustos. De acordo com os dados oficiais fornecidos pelos vários países, que em muitos casos subestimam largamente o número de executados, a República Islâmica do Irão é o segundo país do mundo que mais prisioneiros executa, só suplantada pela República Popular da China. Segundo dados compilados pela Amnistia Internacional, em 2009 a República Islâmica do Irão admitiu ter executado 388 pessoas. Estes números representam apenas uma pequena parcela da realidade. Segundo activistas dos direitos humanos com fontes no Irão, só na prisão de Mashad estarão neste momento 2100 pessoas no corredor da morte, tendo surgido rumores que já este mês terão sido executadas cerca de 300 pessoas no mesmo dia.

A República Islâmica do Irão é em todo o mundo o país que executa mais menores de idade. Cerca de 2/3 de todas as execuções de menores a nível mundial têm lugar na República Islâmica do Irão. Estima-se que haja actualmente cerca de 120 menores nos corredores de morte das prisões iranianas. Tudo isto acontece apesar de a República Islâmica do Irão ter ratificado a Convenção dos Direitos da Criança em 1994. Nesta convenção, o artigo 37, alínea a), estipula que nem pena de morte nem pena de prisão perpétua sem possibilidade de remissão podem ser aplicadas a menores de 18 anos de idade. Na prática o que a República Islâmica do Irão costuma fazer é manter os menores na prisão e executa-os assim que eles atinjam os 18 anos de idade.

Já em relação à pena de morte em geral, a República Islâmica do Irão não entra em subterfúgios. Em 18 de Dezembro de 2008, votou contra uma resolução das Nações Unidas que apelava a uma moratória na aplicação da pena de morte.

29.8.10

No rescaldo do Protesto por Sakineh Ashtiani


Comunicado lido em todas as cidades que participaram

Em Agosto de 2010, 111 cidades de todo o mundo manifestam-se para protestar contra a prática bárbara da lapidação, assim como para salvar a vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani no Irão. Este dia será recordado nos anais da Humanidade como uma manifestação do protesto, ao longo das semanas anteriores, de milhões de pessoas em todo o mundo contra a lapidação como a forma mais hedionda de crueldade medieval. É uma vergonha para a Humanidade que, no final da primeira década do século XXI, a lapidação seja ainda praticada no Irão e em outros países islâmicos. Nós, os cidadãos das 111 cidades, declaramos aqui enfaticamente que esta nódoa tem de ser imediata e definitivamente removida da face da Humanidade.

Neste dia, protestamos igualmente contra o regime de lapidação no Irão. Este regime, ao longo dos seus 31 anos de existência, cometeu genocídio, estabeleceu um regime de apartheid sexual no Irão, e tornou em lei o encarceramento, a execução, a tortura e a violação de prisioneiros políticos e as regras da Sharia islâmica pré-medieval. Este regime não é representativo do povo do Irão. É o seu assassino, e os seus dirigentes têm de ser levados a julgamento em tribunais internacionais pelos seus crimes contra a Humanidade.

Este protesto internacional de 28 de Agosto é ainda outra manifestação da solidariedade das pessoas de todo o mundo com o povo do Irão, que se tem erguido heroicamente para derrubar o regime de lapidação, o código Islâmico de castigo do "olho por olho, dente por dente" - (Qesaas) -, o Hijab, a tortura, a execução. Nós, os cidadãos de 111 cidades de todo o mundo, declaramos com orgulho que nos consideramos os porta-estandartes da frente universal da humanidade contra a barbárie. Apoiamos as lutas do povo do Irão contra um dos mais cruéis regimes na história da Humanidade. Declaramos enfaticamente, em nome do mundo civilizado, que o caminho para a libertação do povo Iraniano não passará por ameaças ou acção militar contra o país, mas pelo afastamento do regime da República Islâmica pelo poder da luta do povo no Irão e em todo o mundo.

São estas as nossas exigências em 28 de Agosto de 2010, em 111 cidades de todo o mundo:

1 - A liberdade imediata e incondicional de Sakineh Mohammadi Ashtiani e de todos os outros prisioneiros no Irão condenados a ser apedrejados até à morte.

2 - A abolição da lapidação no Irão e em todo o lado. Exigimos que as Nações Unidas adoptem urgentemente uma resolução específica proibindo a lapidação como uma prática desumana em todo o mundo.

3 - O não reconhecimento do regime Islâmico de lapidação no Irão como o governo desse país e assim bani-lo de todos os corpos internacionais.

4 - Levar a julgamento os executantes da lapidação. A lapidação é uma das formas mais abomináveis de crime contra a Humanidade. Qualquer indivíduo, grupo, organização ou estado executando a pena de lapidação deve ser acusado e julgado por tribunais internacionais.

Continuamos a nossa luta até conseguirmos todas estas exigências. Como primeiro e imediato passo em direcção a esse objectivo, exigimos que Mahmood Ahmadinejad, o presidente do regime de lapidação, seja impedido de entrar na Assembleia Geral das Nações Unidas em Setembro de 2010.
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28.8.10

Todos os caminhos


… de Lisboa vão dar ao Camões e não existem impossíveis. A caminho.

As pressões internacionais têm sido úteis, voltou a ser afirmado hoje que o «Irão ainda não tem decisão final».
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27.8.10

Amanhã, somos todos iranianos


Lisboa por Sakineh — 100 Cidades contra a Barbárie
Lisboa, Largo Camões, 18h
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26.7.10

Irão, esse exemplo de democracia


Manouchechr Mottaki, chefe da diplomacia iraniana, em entrevista ao «i» depois da sua recente estadia em Lisboa.

Talvez tivesse valido a pena recordar a este senhor que elevada participação em eleições não é, necessariamente, sintoma de democracia. Bem pelo contrário: na Coreia do Norte, 99,98% da população foi às urnas nas eleições parlamentares de 2009 e, em Cuba, os actos eleitorais para deputados contaram sempre, desde 1976, com mais de 96% de presenças.


(Junho de 2010)


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24.9.09

Ahmadinejad soma e segue












No discurso que fez ontem na ONU, o presidente iraniano atacou tudo e todos e insistiu nos seus dislates contra Isarel. As reacções não se fizeram esperar.

«Condeno firmemente os comentários escandalosos do Presidente Ahmadinejad nas Nações Unidas e estou decepcionado que tenha beneficiado de uma tribuna para exprimir o seu ódio e as suas posições anti-semitas», afirmou Obama em comunicado.

Delegados de doze países abandonaram a sala, entre os quais o dos Estados Unidos e os de seis países europeus (França, Grã-Bretanha, Itália, Alemanha, Dinamarca e Hungria). Portugal? Terá ficado sentado, certamente.

O discurso de Ahmadinejad pode ser visto aqui.

(Várias fontes)

23.9.09

Um país desgraçado













Nas montras da loja do Irão, os manequins femininos têm de ter véu e não podem exibir roupa apertada – curvas de corpos nunca, mesmo que estes sejam de plástico. Homens a venderem roupas para mulheres? Também não. Para quem prevaricar, primeiro um aviso, depois tribunal e «aulas de orientação».

Absolutamente revoltante. Por isto tudo, por mais que me digam que o Irão é um dos países mais espantosos do mundo, e apesar da minha tendência compulsiva para «ir» (e de até já ter tido em tempos uma viagem marcada), enquanto isto durar, «jamé»!

(Fonte)

22.6.09

Tabus no Irão

















Pintora e cineasta, Mitra Farahani é iraniana, tem 34 anos e vive legalmente em Paris. Há alguns dias, resolveu arriscar uma viagem a Teerão e foi presa à chegada.

Quando, em 2004, estreou Tabous, um documentário que mistura cenas da vida real com ficção e onde são retratadas as frustrações sexuais dos iranianos, Mitra comentou : «Todos têm uma vida dupla em Teerão. E todos sabem que todos têm uma vida dupla.» A reacção das auroridades fez-se esperar : só três anos mais tarde é que algumas pessoas relacionadas com o filme foram presas – uma ameaça indirecta para a própria Mitra. Em França, sentiu-se agora «prisioneira» e decidiu pôr-se a caminho do centro de todos os acontecimentos. Está numa prisão, na companhia de muitos outros presos políticos, e o seu destino depende do desfecho de tudo o que está em jogo neste momento.

Já em 2002, Mitra Farahani tinha realizado um primeiro documentário – Juste une femme - que teve grande sucesso, nomeadamente no Festival de Berlim onde foi premiado. Nele se mostra como, para muitos gays iranianos, a única hipótese de viver a homossexualidade é mudar de sexo.

Vidas com uma brutalidade inconcebível e revoltante, que explodem nas ruas e que não podem deixar de abalar e de interpelar a nossa confortável pacatez.

Genérico de Tabous :

us d'infos sur ce film


(Fonte)

Para a história do Twitter


















(Via Paulo Querido no Twitter)