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6.8.19

06.08.1945 – Hiroshima 8:15 a.m.




É um ritual: republico este post quase todos os anos. Ter ido a Hiroshima marcou-me para sempre.

Se eu apenas pudesse guardar duas fotografias, dos milhares que fui tirando por esse mundo fora, escolheria estas. De má qualidade, sem dúvida, mas que me recordam dois objectos expostos no Museu de Hiroshima, que nunca mais esquecerei. Numa, um relógio que parou à hora exacta em que a bomba explodiu. A outra fala por si.

Foi há 74 anos.



Parque Memorial da Paz de Hiroshima - algumas imagens:




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9.8.18

Nagasaki para além da bomba




A acção da célebre ópera de Puccini, Madame Butterfly, passa-se em Nagasaki e relata uma relação trágica entre um oficial da marinha americano e Cio-Cio-San (butterlfy ou borboleta), uma gueixa de 15 anos.

Entre 1915 e 1920, o papel de Cio-Cio San foi interpretado por uma célebre cantora japonesa, Tamaki Miura, e há uma estátua sua, e outra de Puccini, no magnífico Jardim Glover que se situa numa colina sobre Nagasaki e ao qual se acede pelo maior e mais íngreme complexo de escadas rolantes, que alguma vez me foi dado ver e utilizar.

Aí se visita também a residência de Thomas Blake Glover, um empresário escocês que muito contribuiu para a modernização industrial do Japão - uma lindíssima casa de estilo ocidental, a mais antiga que resta naquele país.



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09.08.1945 – Nagasaki depois de Hiroshima



Já tinha estado em Nagasaki, mas sem visitar o Museu da Bomba Atómica. Fi-lo este ano e aqui fica o relógio parado na hora em que se deu a tragédia. Mais informação sobre os acontecimentos AQUI.
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22.3.18

Nagasaki



A caminho da Coreia, Nagasaki fica tão perto que torna inevitável uma paragem. Se não é a primeira vez que aqui venho, foi com prazer que voltei a percorrer o mítico Parque da Paz (na imagem de topo, a belíssima Fonte da Paz) e que aproveitei para ir ao Museu da Bomba Atómica, que não conhecia, e a Dejima, uma ilha artificial que começou por alojar portugueses, mas que foi fundamentalmente aproveitada por holandeses como centro de comércio entre o Japão e o resto do mundo, durante séculos.

Amanhã, Coreia – do Sul, claro.


PARQUE DA PAZ:




MUSEU DA BOMBA ATÓMICA (relógio parado às 11:00am de 09.08.1945):


DEJIMA:


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2.8.17

Templos budistas e não só (11)



Grande Templo de Kasuga. Nara, Japão (2006).

Trata-se de um templo xintoísta, fundado em 769 e várias vezes reconstruído. É famoso pelas suas lanternas de bronze e mais de 300, de pedra, colocadas ao longo do caminho que leva ao templo. Esse caminho passa pelo Parque dos Cervos, considerados mensageiros sagrados dos deuses xintoístas. Andam à solta e recebem os visitantes.


29.7.17

Templos budistas e não só (7)



Kinkaku-ji (Templo do Pavilhão Dourado). Quioto, Japão (2006).

O templo budista Kinkaku-ji, com exceção do rés-do-chão, está coberto por uma folha de ouro e é rodeado pelo Kyōko-chi (Lago Espelhado). Construído em 1397, foi incendiado em 1950 por um monge louco, datando a estrutura actual de 1955. Infelizmente não é permitido visitar o interior, mas o reflexo do dourado do templo no lago é absolutamente espectacular. 
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26.7.17

Templos budistas e não só (4)



Nikkō Tōshō-gū. Nikkō, Tochigi, Japão (2006).

Nikkō Tōshō-gū é um templo xintoísta que se insere num conjunto absolutamente impressionante de Santuários, que é patrimônio mundial da UNESCO. Começou a ser construído em 1617, foi-se expandindo, alguns dos elementos do santuário foram por vezes destruídos parcialmente pelo fogo e reconstruídos ao longo dos séculos. 



11.5.17

Gentes deste mundo (7)



Mesmo usando instrumentos rudimentares, há que manter limpo o Parque da Paz de Nagasaki (Japão), 2006.
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5.11.14

Deflação à vista – «Japanização» da Europa?



Paul Krugman compara a crise actual europeia àquela que atingiu o Japão entre 1990 e 2012 e acusa os países da zona euro de nada terem aprendido com a experiência que lançou os nipónicos numa grave crise de deflação, a partir do fim da década de 90. 

Afirma que, com as actuais políticas de austeridade, «o Ocidente mergulhou num marasmo semelhante ao do Japão, mas pior», pergunta «por que é que o Ocidente, com todos os seus reputados economistas (...) chega a uma situação caótica, ainda pior do que a que o Japão viveu» e acrescenta: «O banco central japonês nunca fez nada tão aberrante como o banco central europeu que aumentou as taxas em 2011, contribuindo para lançar a Europa na recessão». 

Paul Krugman nada optimista, portanto, acerca do perigo deflacionista que espreita em várias esquinas deste velho continente.  

(Fonte)

28.1.14

África deles – China e Japão



África é, neste momento, motivo de tensões, políticas e diplomáticas, entre o Japão e a China. A caminho de Davos, o primeiro-ministro japonês visitou a Etiópia, a Costa do Marfim e Moçambique e o ministro dos Negócios estrangeiros chinês passou também pela Etiópia, para além do Senegal, Gana e Djibouti.

O Japão acusa o seu eterno rival asiático de apenas querer explorar recursos naturais e de criar pouco emprego (sabe-se que muitas das grandes obras, em países africanos, são executadas por trabalhadores levados da China), o governo de Pequim recorda as atrocidades cometidas pelos nipónicos durante a Segunda Guerra Mundial e argumenta com números da atualidade: em 2012, o volume de comércio da China, em África, foi sete vezes superior ao do Japão.

Os africanos assistem e vão tirando partido destas novas formas de colonização, com outras etiquetas, de que não podem de modo algum prescindir.

(Fonte, entre outras)

Só para falar da Etiópia, longe parecem ir os tempos em que o Japão podia evocar as velhas relações entre os dois países, não só mas também por ambos terem saído vencedores contra investidas militares europeias (o primeiro na Batalha de Tsushima e o segundo na de Adwa) e assinarem por isso um Tratado de Amizade e Comércio, em 1930. E se é verdade que essas boas relações foram interrompidas porque o governo japonês não ajudou os etíopes na segunda guerra destes contra a Itália de Mussolini (1935-1938), acabaram por ser reatadas, a partir dos anos 50.

Hoje, falam muito mais alto os cifrões: África está a ficar chinesa. E, contra factos, há cada vez menos argumentos. 
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31.7.11

Se a Cristas sabe disto…


Não há aplicação da tecnologia à vida quotidiana, que os japoneses não tentem inventar. Quem não ficou siderados, há já uns anos, com a quantidade de funcionalidades disponíveis em qualquer sanita, quem não sentiu o dever moral de se tornar geek ao olhar para as montras das ruas de Tóquio?!

Fiquei ontem a saber que já existe roupa com um sistema integrado de ar condicionado. Vantagens? É bom para a saúde porque deixa de se respirar ar demasiado frio, fica assegurada mobilidade absoluta com a temperatura desejada e… poupa-se de energia, obviamente: custa menos arrefecer um corpo do que uma casa.

Novo decreto-lei à vista para 2012? (Em tempo de troikas magras, claro que cada funcionário seria obrigado a comprar o seu casaquinho.)

Daqui, através de Auzenda Silva no Facebook.

P.S. - A propósito de tecnologia japonesa, foi deixado este link na Caixa de Comentários, por alguém que vive no Japão.
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19.4.11

Fascínio por robots

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Estes robots bailarinos da Sony (um pouco trôpegos…) fizeram furor, a semana passada, num festival em Coachella, na Califórnia.



Ninguém bate os japoneses neste domínio: ficaram célebres as suas performances na Expo de Aichi, em 2005 (e na de Xangai, em 2010, eu sei). Bem quis vê-los, quando por lá andei, mas as filas de espera davam largas voltas a muitos quarteirões.




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22.8.10

O mundo às avessas


Com a subida do nível de vida na China e uma maior facilidade na obtenção de vistos, há cada vez mais turistas chineses no Japão (acréscimo de 80% no último ano). E, dada a crise na economia japonesa, diminui o fluxo dos nipónicos que visitam Pequim, Xangai ou os guerreiros de Xian.

Os lendários grupos de japoneses, de máquina fotográfica apontada, começam também a rarear na Europa e nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que os estilistas de moda de Tóquio aprendem mandarim e se adaptam aos caprichos das netas dos seguidores do camarada Mao.

Acreditaríamos se nos tivessem dito isto há uns trinta anos?…

(Fonte)
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