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8.7.21

15:15 – Balanço dos temas do dia nas redes sociais

 

- Vieira do Benfica para os meninos;
- Professor do Porto que manda tapar aluna se esta quiser fazer exame para as meninas.

Talvez os temas mudem depois do comunicado que sair da reunião do Conselho de Ministros…
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20.8.18

A censura feita pelo Facebook, Google, etc.



«Não me sinto confortável com aquilo que a maioria das pessoas acha bem: os donos das principais "redes sociais" (com excepção do Twitter) estão a fazer censura a páginas de notícias falsas, páginas individuais e de grupo consideradas promotoras de ódio, racismo, teorias conspirativas, etc. Parece-me um caminho perigoso, alimentado por uma espécie de complexo de culpa pelo que permitiram no passado. Agora querem lavar as mãos prometendo que apenas passam no crivo dos novos censores, páginas limpas, sanitárias e sem mácula. Aliás o zelo censor é muito mais fácil do que o zelo na protecção da privacidade, visto que estas redes sociais são negócios que vivem da informação privada que as pessoas irresponsavelmente e por ignorância lhes dão. O caso da Cambridge Analytica e da utilização de big data para fazer perfis eleitorais e depois orientar a propaganda, as provocações, os boatos e as falsidades é muito mais grave do que as conspirações do InfoWar.

É um caminho muito perigoso e institucionaliza como normal a censura, daquilo que não gostamos nem concordamos, aquilo mesmo que na Constituição americana era o pilar básico da liberdade de expressão. A liberdade de expressão não é para o que consideramos conveniente, com que aceitamos e concordamos, para exactamente aquilo que, dito de forma directa, nos mete nojo. Começar a separar o que se pode dizer daquilo que não se pode dizer acaba por caminhar para a cabeça das pessoas e mata a liberdade. Claro que eu sei que o problema não está apenas nos conteúdos, mas na utilização das "redes sociais" como máquinas de guerra, manipuladas por especialistas na desinformação que em vários pontos do mundo, e não só Moscovo, há muito perceberam o potencial de controlo na Internet.

Mas há outras formas sem ser a censura. O que é crime deve ser tratado como crime, e a defesa face a boatos, falsidades, e insultos deve permitir e facilitar as condenações, mesmo que isso implique diminuir drasticamente o anonimato. O anonimato profundo, protegido, justifica-se nalguns casos, mas não para 90% dos frequentadores das redes sociais. Podem usar pseudónimos, mas o nome deve ser detectável caso haja delitos de opinião e abusos. Mas a principal arma é a educação, desde o jardim-de-infância que as crianças, assim como os adultos, devem conhecer o jogo perigoso em que estão metidos. Não é fácil, porque muito do que acontece nas redes sociais é impulsionado por tendências de fundo da sociedade, mas parece-me bem melhor do que a censura.

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13.4.18

Face Lift Book



«Após depor no Senado, Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, esteve, na passada quarta-feira, na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para responder a dúvidas sobre o escândalo Facebook/Cambridge Analytica. Começo por dizer que não tenho Facebook desde 2011, logo, se houve dados partilhados até essa altura, espero que saibam que eu já sou uma pessoa completamente diferente, tirando o cabelo. Por exemplo, detestava pickles. Agora, adoro-os, se estiverem acompanhados de frango no churrasco. As razões do meu abandono foram explicadas nas páginas deste jornal, numa crónica publicada a 23 de Setembro de 2011 e intitulada Facebook Free.

Recordo que, a 17 de Março, os jornais The New York Times e The Guardian revelaram que os dados de mais de 50 milhões de utilizadores do Facebook tinham sido usados sem o consentimento pela Cambridge Analytica. Dias depois, o próprio Facebook rectificou a informação e passou a estimar em 87 milhões o número de pessoas atingidas.

Zuckerberg apareceu de fato e gravata na Comissão. Finalmente, teve a oportunidade de pôr aquela T-shirt cinzenta a lavar. Ver o Zuckerberg de fato e gravata causa uma sensação estranha, é o equivalente a ver o Lobo Xavier de fato-de-macaco.

É muita estranha a forma como Zuckerberg bebe água a seguir a uma pergunta. Há quem diga que ele bebe a água devagarinho antes de responder para ter tempo de pensar. Eu acho que aquilo é a pausa para entrada dos pop-ups de publicidade. O Zuckerberg bebe água como quem está com medo que aquilo esteja envenenado. Ou, então, é um robô e bebe só uns golinhos porque tem medo de entrar em curto-circuito. Aliás, pela cara e olhar, eu diria que é irmão da Sofia do anúncio com o CR7. Portanto, beber água como um pisco não me chega, preciso de o ver a comer uma dobrada com tinto para ver se é mesmo humano.

O que percebi, pelo que vi, é que há naquela Comissão senadores que nunca viram uma página de Facebook, por isso há momentos de desconforto entre Zuckerberg e alguns senadores que são muito semelhantes àqueles que tenho quando o meu pai me faz perguntas sobre a forma de funcionar do telemóvel, como por exemplo: "A Siri é mulher para que idade?"

Houve apenas um momento de alguma tensão quando um senador o questionou: "Estaria confortável em partilhar o nome do hotel onde passou a última noite?" Zuckerberg - "Não". Senador - "Estaria confortável em partilhar o nome das pessoas com quem trocou mensagens na última semana?" Zuckerberg: - "... Não." Pensei que ele iria acrescentar: "Mas, se continuas a fazer esse tipo de perguntas, vou ter de dizer os motéis onde ficaste nos últimos dois anos."

Zuckerberg acabou por pedir desculpa e justificou-se dizendo que a Cambridge Analytica lhe disse que iria apagar toda a informação recolhida. Claro que ele acreditou.

Conclusão, o Zuckerberg esteve para a Cambridge Analytica como a maioria das pessoas está em relação à leitura dos termos de utilização e de privacidade do Facebook. Não há pachorra para ler aquilo, confiam neles e fazem "aceite" e siga. Bem-feita!»

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18.3.13

Custe o que custar!



«Restasse um pingo de bom senso, sobrasse uma réstia de vergonha, tivesse ainda o mínimo de respeito pelos cidadãos e Vítor Gaspar não hesitaria um segundo: após a conferência de imprensa de sexta-feira, dirigia-se a São Bento e entregaria a sua carta de demissão ao primeiro-ministro.»
Pedro Marques Lopes

Hoje, foi assim:




Este post será partilhado na página Demissão do Facebook.
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15.3.13

Demissão já, se possível ainda hoje



Muitas palavras para quê? O triste espectáculo a que assistimos em directo esta manhã a partir da Assembleia da República, ou de que fomos tendo notícias ao longo de todo o dia, só podem levar-nos a exigir que este governo se vá embora o mais depressa possível, por manifesta incompetência para gerir o que quer que seja.

Mesmo que não se saiba qual é a melhor cura para um determinado mal, não se insiste em continuar a dar um medicamento a um doente quando se sabe que, garantidamente, este só está a contribuir para piorar, com gravidade, o seu estado de saúde.

Estes números, divulgados hoje no Expresso online, falam por si.



Este texto será partilhado na página Demissão do Facebook, onde se apela a que outros surjam e os leitores cliquem. Desde já deixo esse desafio ao Miguel Cardina, ao Poke, ao Francisco da Silva, ao Renato Teixeira e à Paula Cabeçadas
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20.12.11

O Facebook é uma arma

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Pouco antes das 22:00 de 19/12, divulguei aqui (post imediatamente anterior a este) a «Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro», publicada por Myriam Zaluar no Facebook. À hora a que escrevo, 12:00 14:00 18:00 22:00 10:00  de 21/12 14:20 de 22/12, 5.536 7.682 12.177 15.780  19:370 24.433 leitores acederam directamente à Carta no blogue, numa maioria absolutamente esmagadora através do Facebook (onde 1.278 1.799 2.743 3.572  4.266 5.187 pessoas já partilharam o link). Porque o fluxo continua, irei actualizando estes dados.

Cada vez me convenço mais de que aqueles que diabolizam o Facebook não sabem realmente do que estão a falar…
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20.4.11

Leaks?

No Facebook, há de tudo como na botica. Mais de 15.000 pessoas acedem a Facebook Leaks, uma página humorística que publica algumas pérolas, como a desta imagem (clicar para ler melhor).

O perigo é que os leitores fiquem um pouco baralhados e se julguem nesta página quando lêem a de Cavaco Silva que nela decidiu comunicar com os portugueses e queixar-se dos outros europeus.
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25.1.11

Censura tunisina


Num artigo publicado em The Atlantic, o responsável pela segurança do Facebook veio agora explicar como os seus técnicos procuraram impedir a censura à internet, exercida pelo governo de Ben Ali. Esta concretizava-se através no roubo de passwords e foi detectada na sequência de queixas de utilizadores cujas páginas desapareciam, pura e simplesmente.

A situação piorou a partir de Dezembro e os responsáveis pela rede social desviaram então todos os dados para um servidor https (encriptado), conseguindo barrar grande parte das tentativas de espionagem, e exerceram um controle mais apertado da identificação dos utilizadores. Mesmo assim, era por vezes impossível aceder ao servidor https, por interferência governamental.

Tudo isso acabou agora, mas o Facebook apressou-se entretanto a esclarecer que a sua acção se desenvolvia num plano técnico, para garantir a segurança, e não na arena política.

Quando estive o ano passado na Birmânia, o meu correio electrónico também passava por um servidor htpps – do governo militar, obviamente.

No século XXI, o lápis azul é outro. Mudam-se os tempos, mas não as vontades, e continuamente vemos novidades, diferentes muitas vezes da esperança...
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23.8.10

Idiota do mês


É um dos muitos grupos que existem no Facebook. Qualquer membro pode candidatar pessoas que se notabilizem, de um modo ou outro, para o invejável título.

O fim-de-semana foi especialmente rico e será difícil que um destes dois não vença, em Agosto, pelos monumentais textos que publicaram ontem.
Se pertencesse ao júri, votava sem hesitação na segunda. E, vindo de quem vem, mantenho o que escrevi assim que li: «Só à chapada!»
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18.8.10

Lisboa, uma das 100 cidades contra as execuções no Irão


Acaba de ser lançada no Facebook uma iniciativa a cuja organização pertenço e para a qual peço toda a divulgação possível:

No dia 28 de Agosto, às 18:00, no Largo de Camões, os membros deste grupo vão pôr Lisboa no mapa mundial da luta pelos Direitos Humanos, protestando contra as sentenças de condenação à morte aplicadas a vários cidadãos iranianos – desde opositores políticos do regime de Teerão até acusados por sodomia e adultério – por um sistema de justiça que não respeita os mais elementares direitos de defesa das suas vítimas.

Nesse dia, Lisboa unir-se-á a uma enorme cadeia de cidades de todo o mundo cujos cidadãos também corresponderam ao apelo do International Commitee Against Execution. O nome da iniciativa, “100 cities against stoning”, pretende chamar a atenção da opinião pública mundial para o facto de na República Islâmica do Irão a execução da pena de morte ser muitas vezes efectuada pelo bárbaro método do apedrejamento em público.»

Endereço do Grupo no Facebook.
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Blogues + Facebook


Devia existir um sistema de vasos comunicantes entre o Facebook e as Caixas de Comentários dos blogues. No meu caso, a tendência vai no sentido de haver discussões muito mais frequentes e animadas nos posts daqui que ponho por lá (ou duplicação de intervenções das mesmas pessoas ou de leitores diferentes, com o mesmo conteúdo, nas duas plataformas).
É o que está a acontecer neste caso. Quem tiver acesso, pode seguir a discussão aqui.

«É a vida!», como diriam alguns. Ou, muito provavelmente, uma «mudança de paradigma» - o que soa muito melhor…

P.S. – Sem ofensa: os que se recusam a ter conta no Facebook fazem-me sempre lembrar os resistentes a aparelhos de TV em casa, ou mesmo os que ainda hoje lamentam a invenção da máquina a vapor… É lá que nascem actualmente algumas iniciativas cívicas importantes, como uma que anunciarei neste blogue, provavelmente ainda hoje.
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16.4.10

Isto não é um «post» sobre o Papa

… e não leva imagem porque o Brumas é uma casa decente. Por isso também, não copio os comentários delirantes que este link provocou ontem à noite no Facebook.
Até a irmã Lúcia deve dar voltas no túmulo!

P.S. - Entretanto, foi mudada a imagem da Nossa Senhora para a qual o link apontava. Para que este post faça sentido, vejam-ma aqui.

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