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19.12.11

Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro


Este texto foi publicado hoje no Facebook por alguém que conheço pessoalmente. Tal como conheço o pai. Foi escrito pela Myriam, como podia ter sido escrito por dezenas de pessoas com quem lido diariamente ou quase. Sinto uma enorme revolta, mas pouco mais posso fazer do que dar-lhe este espaço.

Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.

Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.

Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...

Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.

Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...

Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro.

E como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.

Myriam Zaluar, 19/12/2011
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86 comments:

a. disse...

obrigada pela partilha.

Septuagenário disse...

Myriam tem razão para estar zangada.

Mas a carta aberta não devia ser dirigida ao 1º ministro.

Devia dirigir a carta a Portugal.

Porque ela não corre o perigo de emigrar por causa do 1º ministro.

A Myriam simnplesmente pode-lhe acontecer o que historicamente aconteceu ao pai que foi para alem Pirineus, àqueles que atravessaram o equador em vapores e caravelas, àqueles jesuitas que foram para os brasis, etc.

O que aconteceu a todos, não foi um simples acto de emigração, mas uma reacção natural e periódica que Portugal tem que fazer, que é simplesmente «purgar-se».

Portugal, de vez em quando «purga-se» para sobreviver.

Até Alcácer Quibir foi uma grande purga!

Há muitos que pensamos que fômos emigrantes, mas se pensarmos bem...!

Manel disse...

Portugal não se purgou com Alcácer-Quibir. Pessoas que apoiam políticos como este primeiro-ministro e que gostam de ver o povo de cabeça baixa é que continuam a usar Alcácer-Quibir como uma pústula que impede Portugal de fazer seja o que for.

Manel disse...

Ah, e cada um fala por si. Mas a minha mãe, quando deu o salto aos vinte anos porque não tinha aqui o que comer, não foi passear para os Pirinéus. Emigrou, mesmo.

jose oliveira disse...

Mas deveríamos esperar outra coisa de um Sr. que afirmou antes das eleições que:

GOVERNAR PORTUGAL É IR AO POTE! e nunca apresentando qualquer explicação para tal barbaridade acabou eleito para o cargo que ocupa continuando a dizer barbaridades, como as que ontem ouvimos e hoje eco pelos campos de «Relvas» (aromáticas)!

Filipe disse...

Podes ficar revoltada contra o governo cara Myriam, mas de nada vai adiantar... :(

Tens razão quando dizes que é injusto. é profundamente injusto.

No entanto, preferias que, quando confrontado com a pergunta da jornalista a resposta tivesse sido antes "emigrar não. os portugueses devem permanecer em portugal, não interessa se estamos ou não em bancarrota, não interessa se conseguimos ou não viver uma vida digna, temos todos que nos afundar com o barco se for caso disso. se for preciso morrer de fome, morramos". Ok, exagero um pouco. Mas apenas para mostrar o ponto de vista. Em suma, há que ser pragmático.

A tua revolta não é dirigida a quem nos diz que emigrar é uma opção. É dirigida aos nossos governantes dos últimos anos, que não são mais que o reflexo dos Portugueses. Enquanto povo não soubemos eleger os governantes certos, ou não os soubemos sequer "criar".

Não votei neste governo. Não concordo com muitas das medidas que têm tomado. Mas de uma coisa estou convicto, independentemente das políticas que forem adoptadas, os tempos que se seguem vão ser duros. Não vale a pena esconder a cabeça na areia ou reclamar que é injusto. E para aqueles que emigrar é uma opção, porque não? Porque é que havemos de ser olhados de lado pelos nossos concidadãos por querer uma vida melhor?

margarete disse...

surripiei ;)

e, sim, mesmo eu, que decidi (a preparar-me desde Junho) ir embora, acho que o PM tinha outra opção de resposta

e, um Septuagenário que fecha os olhos realidades alheias à sua e acha que a emigração é uma purga, enfim, já não vai lá

Septuagenário disse...

Manel, infelizmente as terras com mais incidência de emigração, por exemplo o interior do país e Madeira, se um emigrante vem temporariamente ou regressa, chega a ser olhado como intruso pelos que ficaram.

Chega a ser criticado por exibicionista se possuir uma viatura melhor que a carroça com que foi criado.

E, no caso da Madeira, os "Vén'zuelanos" chegaram a ser acusados da carestia de vida na ilha.

Fico-me por aqui, porque não devo abusar deste blog.

Almeno Rocha disse...

Achar que a culpa é deste Primeiro Ministro é que não demonstra muita inteligência... E ainda bem que ele diz o que outros políticos sempre tiveram medo de dizer, claro que não é agradável mas é melhor do que a mentira. Penso eu, ou estarei enganado!!!

manjedoura disse...

imaginemos que o nosso "último" ministro, fosse o nosso comandante na Batalha de Aljubarrota que discurso faria antes da Batalha:
- Caro povo português, aproxima-se uma batalha muito difícil, por isso aconselho-vos a fugirem.

Viciante disse...

Olá!

Conheci o blogue e vim aqui dizer que utilizei o link lá no meu canto. Espero que não tenha problemas com isso, se tiver é só dizer!
Utilizei porque a sua revolta é de muitos de nós que todos os dias lutam com os mesmos problemas e acordam com as mesmas questões, de muitos de nós que pensam e se questionam se valeu a pena o seu sacrificio e o dos pais para tirarem um curso... Quando no Domingo ouvi na televisão uma senhora a dizer que ia abrir um negócio para o filho que é licenciado, mas que já percebeu que não vale a pena procurar trabalho naquilo que estudou senti uma grande tristeza e vergonha por viver aqui! Um país que não sabe dar valor ao que tem, que não aproveita a mão de obra qualificada que tem! Depois percebi: o melhor é irmo-nos todos embora! Será mesmo?

Obrigada pela partilha!

Anónimo disse...

Myriam ademiro a sua coragem como mulher e mae!! pois tb eu sou uma mae solteira e aos meus 21 anos fui obrigada a deixar portugal pra poder ter i vir a dar a minha filha uma vida melhor , pois em portugal ja nem pra ir de ferias ver os familiares isso e possivel! com os almentos que tem havido ate nos os emigrantes sofremos um pouco com isso...Força e continui a lutar porque portugal preçisa de pessoas com a sua garra...FELIZ NATAL E UM ANO NOVO CHEIO DE TODO DE BOM ...ASS. CLAUDIA MIRA

Anónimo disse...

Depois de ler só me apetece chorar. Dasss!

Anónimo disse...

Cara Amiga
Concordo com tudo o que disse, mas emigrar não é a solução para Portugal, pois só emigra e tem sucesso lá fora, aqueles que são os melhores, aqui vai ficando o que não tem grande valor ou não presta para nada,ponta à outra, pois se estamos mal não é devido ao Povo, mas à corja que se tem aproveitado da "revolução" corporativista do 25/4, dirigida por militares na sua maioria sem qualquer valor e que só deram o golpe, porque lhes estavam a ir ao bolso, tal como um desses "heróis" que veio agora reclamar, mas durante quase 37 anos enfiou a viola no saco porque os ventos corriam-lhe de feição.
Envio-lhe um beijinho com Estima e Amizade e Parabéns pela excelente carta, se bem que saibamos que nunca irá ser lida por tão dignos e ilustres criaturas.
Com Respeito.
Eduardo Saraiva

alf disse...

Eu penso que a culpa disto tudo é a mentalidade egoísta e individualista, de sobrevivente, de tantos portugueses. Cada um trata de si, inveja os que têm mais e está-se nas tintas para os que têm menos.

Quem se importa com os milhares de pessoas não qualificadas que têm emigrado? Ninguém. Quem se importou com os milhares de pessoas que andaram à procura do primeiro emprego e nunca conseguiram passar do recibo verde porque os contratos de trabalho defendem leoninamente os direitos de quem os tem? Ninguém. Agora que toca à porta da classe média, dos que têm contratos de trabalho, dos professores de liceu que muitas vezes é a profissão de quem não tem profissão, ai jesus que estamos desgraçados.

Não pagamos o mínimo possível à empregada doméstica e ainda achamos que ganha demais? Não estamos sempre prontos a comprar o produto estrangeiro? Não achamos que as novas oportunidades, ou seja, dar oportunidades aos outros, é só gastar dinheiro? Não fomos logo fazer queixa a Bruxelas por o Magalhães ser feito por uma empresa portuguesa, enquanto andamos a gastar dinheiro em coisas absurdas como máquinas de calcular científicas, mas que ninguém contesta porque são importadas?

O que é que fazemos uns pelos outros afinal?

Tenho uma máxima na vida: o que nos acontece é o espelho do que fazemos. O Universo é o nosso espelho.

Claro que esta senhora é uma vítima do que nós somos. Uma daquelas pessoas em relação às quais sempre nos estivemos nas tintas. Numa sociedade egoísta é assim: uns vão-se safando, ou outros vão-se lixando. É uma sociedade de exploradores e explorados.

O problema desta senhora surge agora porque aqueles que têm sido, de uma maneira ou doutra, exploradores, se vêm agora em risco de passarem para a condição de explorados. E usam a causa dela para defenderem a sua. Não será já um pouco tarde?

Não perguntes ao país, ao governo, o que ele pode fazer por ti; vamos mas é pensar o que é que podemos fazer uns pelos outros.

alf disse...

e vem muito a propósito este video sobre as privatizações na Argentina:

http://www.youtube.com/watch?v=mHKWoE8qyu0

Anónimo disse...

Mete me uma raiva estes comentários derrotistas...Só podem ser cunhas que vivem bem e querem mostrar online que são "cultos". FODA SE! ACORDEM PÁ! Tamos no ano 2011, quase 2012 !! Essas "expurgações" foram em tempos onde não havia a produção e materia prima que existe hoje!NÃO HÁ MOTIVO PARA NINGUEM SE IR EMBORA DE PORTUGAL!Não FALTA DINHEIRO!Eles é que o absorvem todo!Já viram quantos carros passam por portagens todos os dias? Quantas pessoas pagam mais 23% de tudo o que compram? Quantas pessoas não enchem depositos a pagar 80% imposto ao governo? Estamos a ser escravizados!!
E os contratos temporarios? EU também tentei começar a minha vida á 10 anos, e foi MESMO na altura em que apareceram os contratos mais ridiculos. Eu ao contrario da Myriam NUNCA pude sair daqui, NUNCA pude ter um trabalho que durasse mais de 7 meses. Tenho 30 anos, dependo dos meus pais, e todas as possiveis relações amorosas que tive ou tiver, mal reparem que não tenho onde cair morto, piram se par a uma vida mais facil!Aconteceu!E não foi uma vez! Eu estou preso á 3 anos ao meu quarto, nem gasoleo para ir entregar CVS, nem folhas pa impressora. Com 30 anos, ainda aguardo os natais como se fosse criança, pa ter 50 euros pa recarregar a criação e envio de CVS!A minha familia são do comercio tradicional que está a morrer, afogado em impostos. Pagam 600 euros p mes d impostos!Dava um ordenado pa eu ajuda los, em vez disso, são escravizados, especialmente nesta altura!
Eu podia acabar com a minha existencia de merda, mas só o farei quando tiver oportunidade de agarrar um desses filhos da puta desses deputados e leva lo comigo. E as suas familias também. E ei de faze lo, prometo. Vivo em raiva todos os dias, passo a vida sem NADA!A não ser refeicoes dos meus pais, que tanto lutam para as ter.
Foda se!Sou portugues de gema, e toda a minha familia e gerações e gerações o são, e NEM A MERDA DO RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇAO ME DÃO! SE fosse africano ou cigano, tinha o garantido. E ainda tinha filhos (que adorava) para receber abonos!
O parlamento tem que ser invadido e eles todos mortos. Lamento. Rosas ou cravos não fazem nada agora. Eles vão continuar a tirar, tirar. Tiram a nos, pedem emprestado, é só dinheiro, e os portugas TOTOS calam se e dão lhes razão!E ainda dizem uns aos outros "baza de pt!é melhor!" NÃO!! PORTUGAL É NOSSO CARALHO!!

A. Veloso disse...

Para aqueles que cruzam os braços. Para aqueles que dizem "não vale a pena". Para aqueles que dizem "isso não vai adiantar nada" lembro a última quadra do poema de Manuel Alegre "TROVA DO VENTO QUE PASSA"

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Estamos ao teu lado.
A. Veloso

Filipe disse...

alf: Concordo no essencial. No entanto... arriscaria dizer que um dos males do nosso povo é estar à espera que outros façam alguma coisa por eles. E essa forma de pensar só agrava essa situação.

Raf Maya disse...

i love you ! :D

Gonçalinho disse...

Engraçado como esta senhora imputa ao actual Primeiro das gestões de todos os governos desde o 25 Abril. É engraçado, mais nada. Podia ser desonesto, mas é engraçado.
Também é engraçado como os portugueses, esta senhora incluída, continuam a achar que uma habilitação académica significa emprego certo e na área certa. Tira o curso X quem quer. Devia ser por gosto e vontade em aprender, mas não é. Tem o direito. Mas não tem é o direito ao dinheiro dos outros só porque tem o curso, ou cursos. Um advogado não é advogado porque tem um curso de direito. É advogado porque exerce advocacia. Se for licenciado em direito, mas trabalhar como carpinteiro (até pode ganhar mais, quem sabe, se for bom), não é advogado. É carpinteiro.
Se o emprego pretendido não aparece, temos duas opções pró-activas (porque também podemos amuar e escrever bonitas cartas a exigir utopias): ou nos sujeitamos ao que há, ou vamos para onde há o que queremos.

Anónimo disse...

contei, ao longo da carta, erros de morfologia, sintaxe e pontuação!

Anónimo disse...

Eu sou um privilegiado: ainda tenho trabalho / emprego. E dou graças a Deus por isso, apesar de não ser aumentado há 11 anos (pelo contrário...)
E sou louco, por ter decidido reabrir, com a minha irmã, a pequena empresa onde os meus pais passaram (gastaram) as suas vidas, sempre perseguidos por (des)governações de atrasados mentais do calibre dos actuais bandidos.
Antes desta coisa a que chama país ter chegado a este ponto, já eu sentia há muito tempo a vontade de fugir daqui, desta antro de ladrões; por motivos familiares, sempre fiquei; por motivos familiares acho que é desta que vou mesmo! E, repito, AINDA tenho trabalho... Mas estou farto !

nmg disse...

Um texto mesquinha que poderá ser útil para que percebamos algumas das razoes que nos levaram a esta situação. Myriam, de todas as frases que li, e das quais discordo cerca de 99%, deixe que lhe diga que por mais titulos académicos que tenha coleccionado não lhe dá o direito de se achar melhor que ninguém, e muito menos de alguém que está onde está, não pelos titulos académicos, mas pela decisão e opinião de milhoes de portugueses, ou está a passar um atestado de burrice a todos nós? Se é tão inteligente como se julga devia reflectir mais e melhor, para não cair no erro que caiu ao escrever esta carta... Se é assim tão capacitada empreenda, crie a sua própria mudança, dite as suas regras, invente, reinvente, sei lá, faça! mas chega de culpar tudo e todos porque recebemos pouco ou não temos dinheiro ao fim do mês. Já reparou como está acomodada e não pretende mudar o rumo da sua vida? Veja a boa transformação que uma uma "fuga" fez a vida dos seus pais... Chega de lamentações, nós temos que que construir em vez de destruir! Se continuarmos a puxar a corda então é que ela vai mesmo rebentar! Vamos ao trabalho! Se somos assim tão bons vamos prová-lo!!!

Anónimo disse...

Percebo a sua indignação, a sério que sim. E sim acho que o nosso senhor primeiro ministro foi infeliz nas suas declarações não só pelo conteúdo mas também pela maneira como o disse. Mas penso também que ele queria apenas dizer que não pode, neste momento, fazer nada pelos professores que, com razão, se sentem injustiçados... É triste? É, claro que sim, mas a verdade é que o nosso país não está em condições, estamos na cepa torta da qual, ao contrário do que nossos antigos líderes diziam, nunca saímos. E isso também é bem triste porque sinto que fomos enganados por pessoas que nos deviam proteger e ser verdadeiros para connosco... E bem se há coisa de que não podemos acusar o nosso atual primeiro ministro, ao contrário dos seus antecessores, é de ser mentiroso, cínico ou pouco sincero, como aliás provam as suas declarações aqui discutidas!

Anónimo disse...

(post da 'carta' copiado para http://luminaria.blogs.sapo.pt)
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Para eles se governarem 'a bem da nação'

Morte à inteligência

O secretário de Estado da Juventude sugeriu aos jovens que partissem,
Passos Coelho diz aos professores que emigrem,
amanhã dirão aos professores universitários que não fazem falta,
depois dirão aos investigadores que estão a mais.

Um dia destes o lema de Passos Coelho será o mesmo da falange espanhola e Francisco Franco:
«morte à inteligência».
(e a todos os esclarecidos, possíveis opositores ... para eles se poderem 'governar' ''a bem da nação''!)

(-por OJumento, 19.12.2011)

se sairem os mais aptos, os jovens, os mais vigorosos, ...
é mais fácil subjugar e explorar os restantes ...
talvez até não seja preciso usar os ''pandur'' ...
bastam umas cacetadas, umas 'acusações exemplares, uns tantos despedimentos ...
e ameaças constantes, à mistura com assédio e mobbying no trabalho, propaganda ... e 'circo' na TV.
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Chega de ser FORÇADO a EMIGRAR.

Eu não sei se serei FORÇADO a EMIGRAR, novamente... mas agora custar-me-ia muito mais (física e afectivamente), demasiado talvez, ...

Eu estive emigrado 12 anos e a minha mulher ainda hoje me critica por ter voltado...
meus sogros foram emigrantes
minhas 2 irmãs foram emigrantes
meus primos, vários, foram/são emigrantes
meus avós foram emigrantes
meus bisavós maternos foram emigrantes
...

Mas porque é que continuamos a PERMITIR que nos EMPURREM para FORA de um país que também é NOSSO ?!

porque somos DESUNIDOS (e um pouco poltrões individualistas), logo estamos enfraquecidos e somos OBRIGADOS a abandonar...

é altura de nos unirmos e LUTAR, defender o nosso interesse de cidadãos que querem TRABALHAR e VIVER dignamente em Portugal.


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atenção:
onde lê ''emigrante'' deve ler ''FORÇADO'', não às galés, porque não praticaram qualquer crime, excepto o de QUEREREM ser cidadãos de pleno direito, com acesso a uma vida DECENTE ... e não servos ou ESCRAVOS de sucessivas ''ELITES'' de EXPLORADORES mais ou menos INCOMPETENTES na gestão de um país (directa ou indirectamente).

Zé T.

Anónimo disse...

Este "texto" é profundamente desonesto. Tal como alguém disse já, a profusão de títulos académicos não lhe confere qualquer privilégio em relação à restante sociedade. Não soube escolher o curso que melhor garantiria o seu futuro e da sua família? Má opção. E acha agora que os culpados das consequências dessa má opção são os que governam há seis meses este rascunho de país, deixado como bola de papel amarrotado por aqueles em quem votou anteriormente, aposto!
Sabe fazer tanta coisa e tão bem feita, excepto arranjar trabalho onde realmente demonstre que é a "primus inter pares"... será que é só "o País" que lhe está "a falhar"?!

Mas permita-me, endereçou alguma "carta" destas ao Sr. primeiro-ministro José Sócrates? Ou agitava delirantemente, talvez em privado, as bandeiras das campanhas eleitorais deste?

E resta-me uma questão: não percebi se era "mão solteira" ou "mãe divorciada"? Parecendo que não há diferença, há. Ningém é obrigado a viver o resto da vida com alguém, só por causa dos filhos. Mas quem decide ter filhos sem o apoio de uma estrutura familiar nuclear, em que possa existir pelo menos uma de duas fontes possíveis de rendimentos, que acuda a momentos como os que atravessa(mos), toma uma opção que invariavelmente se vai reflectir na qualidade de vida dos seus filhos.

Contra factos não há argumentos, e quem quer viver a vida TOTALMENTE de acordo com os seus desejos, prioridades e vontades, não deve ter filhos e deve estar pronto assumir as consequências.

Estamos fartos de queixinhas, que agora surgem como cogumelos no Outono. Citando Wilde, podemos estar todos caídos na sarjeta, mas alguns de nós olham para as estrelas.

Anónimo disse...

Penso que exprime lindamente o que muitos portugueses sentem e não dizem.
Parabéns

Anónimo disse...

Minha cara Myriam, depois de ler este belíssimo texto sim, texto, porque para mim não é uma carta. Fiquei extraordinariamente chocado com a sua revolta e na qual também tocou profundamente nos meus sentimentos.
Revejo-me em tudo que li, e sinto a mesma revolta que a Myriam sente. Também me pergunto!? Porque é que aos 62 anos já não sinto que há lugar para mim nesta sociedade. Sim porque um primeiro-ministro que me manda emigrar em vez de defender os meus / nossos direitos o que mais pensar destes políticos que nos governam.
Ele devia interessar-se de facto, é onde andam todos os varas, loureiros, etc., que estiveram a demandar todo o capital desde a banca, empresas sem rosto, fundações e afins que levaram este país à banca rota. Há, já me lembro alguns deles já não precisa de os mandar imigrar porque já foram à muito para viver debaixo daquilo que subtraíram ao país.
Bom, dentro do possível desejo-lhe umas Boas Festas, e muita esperança.

André Fernandes disse...

Culpar o actual governo da situação actual ou das medidas tomadas é não ter uma visão global do país onde vivemos e da nossa história.
Temos uma cultura social miserável, prova disso é que cada um pensa SEMPRE primeiro em si e só depois no bem comum. É assim entre vizinhos, é assim na nossa rua, é assim entre freguesias vizinhas, é assim entre concelhos vizinhos, etc etc, é assim com politicos e é assim com os diversos países europeus.
E isso dá cabo da nossa riqueza enquanto povo que luta por um fim em situações muito especificas da história.
Somos assim desde sempre. Já em 1500 tivemos uma oportunidade de ouro de nos tornarmos um país rico. Tal como tivemos uma oportunidade de ouro nos anos 90, em que desperdiçamos a oportunidade, e pior, criámos o monstro da divida que agora pagamos..
Culpemo nos enquanto sociedade, porque os actuais governantes, têm mostrado pela primeira vez em decadas não estarem a agir para seguir o próprio interesse.
Culpemos esta sociedade, em que numa altura que precisamos de trabalhar e sermos eficientes no que fazemos, temos os senhores da CP (por exemplo) a fazerem greves atrás de greves prejudicando centenas de milhares de pessoas, com o objectivo de ganharem direito a melhores condições salariais quando já recebem ordenados e subsidios absurdos.

Somos um povo não social e pagamos por isso.

Gata das Trevas disse...

Ouve!!!! Tou sem palavras! PARABENS!!!! Pões por escrito o que me vai na alma! Qualquer de nós tem mais experiencia de qualquer tipo que aquele anormal.

Luis Miguel Silva disse...

O primeiro ministro pode ser uma besta, que nunca teve de trabalhar na vida, mas ela fala do que fez na sua vida como se fosse uma grande coisa.

Ja ha muito tempo que devia ter emigrado, antes disso se tornar um problema.
Alem do mais, os seus rendimentos de 4 mil euros anuais fazem-me concluir que pouco contribui com impostos para o pais. Como raio diz que ja trabalhou mais e deu mais ao teu pais que o sacana do PM?

para eflexao disse...

Sou uma portuguesa que vive no estrangeiro à 25 anos. Mas sou uma apaixonada do meu pais. Sempre que posso dou um salto até ao meu querido alentejo.
Myriam , dou-lhe os meus parabéns pela sua carta pois ela traduz aquilo que muitas e muitos portugueses gostariam de dizer e nao dizem por medo ou falta de coragem. Digamos que observo a governancia do nosso paiz e ponho as maos na cabeça. Sem duvida que estamos a RECUAR. Brevemente teremos somente duas classes sociais, os pobres e os ricos. Por este andar voltamos ao analfabetismo, às ondas de grande emigraçao etc... nao vou repetir aquilo que todos sabemos, apenas tenho uma questao para a qual nao existe resposta.
Neste momento sabemos os nomes de pessoas que no governo ou fora dele ROUBARAM MILHOES ao pais... porque nao sao presos imediatamente ???
porque nao se acaba com a lei que prescreve os crimes ? ESSES fulanos que se passeiam e gozam connosco deveriam estar presos e os seus bens confiscados.aliàs como se faz nos paizes evoluidos, Canada, França, Suiça etc...
É urgente alterar as leis do pais
É urgente punir os criminosos.
É urgente ir buscar os dinheiros desviados, como se faz no Canada, em França etc...
De acordo é preciso invadir o parlamento e prender todos os que gozam....REVOLTEMO-NOS.....fFAÇAMOS LEIS SEVERAS . APLIQUEM-NAS. Prendam o Socrates, Duarte Lima, Exaltino Morais, Cavaco, Vara, etc....

CHENKO disse...

A verdade é que a culpa é de Portugal e dos Portugueses. Minha tua, nossa e mais verdade ainda é que a Myriam tem mais conhecimentos, mais trabalho e mais suor acumulado do que o primeiro ministro, e no entanto muito menos dinheiro. Verdade também que a emigração pode ser uma solução, mas mais verdade é que não precisamos que o primeiro ministro diga isso à Myriam nem a nenhum dos portugueses ou dos professores desempregados, porque no final de contas ela merece mais que ele.
E sim é correcto escrever esta carta dirigida ao primeiro ministro porque é a voz da injustiça e da revolta da Myriam em tom de resposta às palavras calorosas de Natal do Sr. Primeiro Ministro.

Celtaibero disse...

Quando as sanguessugas do anterior governo se andaram a encher, enquanto iam lançando umas nuvens de pó para o ar para encobrir os seus crimes, andávamos todos, alegremente, a fingir que não se passava nada. Por mais razões que essa tal de Myriam tenha (ou não lhas quero tirar), há por aí milhares em situação bem pior. E como jornalista tem culpas no cartório, pois deveria estar bem informada do buraco onde meteram o país.

(= estouro =) disse...

Não posso deixar de comentar o género de comparações que tenho visto ao longo deste post. É a primeira vez que vejo este blog, fruto da partilha de um colega meu no facebook, e devo confessar, partilho o meu sentimento de revolta, mas não para com os actuais governantes.

Mas primeiro as comparações. Julgo que uma analogia de purga, com Alcácer-Quibir é puramente ingénua e, sem ofensa a quem a fez, a roçar um pouco o rídiculo. Estamos numa crise sim, mas também comparar o maior desastre militar da nossa historia e que consequentemente levou à perda da nossa independencia, com uma purga, é algo não concordo de maneira alguma, até porque se foi uma purga, foi uma purga muito esquesita porque passamos de Imperio a mera provincia num piscar de olhos.

Agora relativamente ao que tenho visto e assistido e ao que se passa no país... Sou sincero, sinto uma imensa revolta. Tenho 22 anos de idade, encontro-me neste momento a tirar a licentura em Marketing no Instituto Politécnico de Bragança, e sei, que muito provavelmente quando saír de "canudo" na mão vou enfrentar o grande dilema de ficar ou partir. A situação actual do país, Não permite uma previsão certa para daqui a uns anos, pois se nem países como os Estados Unidos (no fundo os grandes provocadores desta borrada), conseguem, como é que nós, que estamos bem piores conseguimos?

A verdade, e agora criticando o próprio povo, nós, nunca fomos bons para nós próprios. O português, sempre foi, e sempre será, uma pessoa naturalmente vaidosa e orgulhosa, tentado mostrar mais do que aquilo que realmente tem. Não será também por causa disso que nós estamos como estamos? Vamos imaginar, um fundo monetário europeu, dado a Portugal, destinado a apoios financeiros às PME's e para servir de incentivo à criação das mesmas, similar ao que foi dado no tempo em que o actual Presidente da Republica Cavaco Silva, era Primeiro Ministro. O dinheiro enviado, não é dado, mas sim emprestado ao Estado, que depois, o distribui (corrijam-me se estiver errado) pelos contribuintes que queiram lançar-se no mercado como empresários. Acontece que estes contribuintes em vez de dirigirem este capital para o fim empresarial, acabam por desvia-lo, e usa-lo para fins pessoais (compra de imoveis, carros, bens de luxo, etc)...

Onde eu quero chegar é, muitas vezes, culpamos os nossos governates de seguir más politicas económicas, mas estaremos nós, o Povo, tão isento de culpa? Não será que se por acaso alguns de nós não fugissem constantemente ao fisco, não estariamos com os cofres do Estado um pouquito mais cheios? Provavelmente se fossemos mais cumpridores, não haveria tanta necessidade de haver mais impostos ou mais sanções sobre os nossos bolsos. Eu falo por mim, sei que sempre fui cumpridor, pois sempre achei que apesar de tudo o dinheiro que dou ao ESTADO, ser-me-à devolvido de alguma forma )não literalmente, mas atraves de isenções no sistema de saúde por exemplo, entre muitos outros). Só tenho pena, que apesar de tudo, esta maneira de pensar seja vista, por muitos, como um idiótico argumento de quem apoia estas medidas, quando não apoio, mas sou obrigado a concordar com elas.

É da minha sincera opinião que deveriamos olhar agora, mais do que nunca para aquilo que os nossos antepassados fizeram, e unirmo-nos. E fazendo agora uma analogia a outros eventos históricos, se em vez de pensarmos em Alcacer-Quibir pensarmos sim em Aljubarrota e nos Descobrimentos, veremos o que conseguimos alcançar quando nos unimos para atingir um fim. Olhar para o passado e pensar que conseguimos fazer melhor, deveria ser sempre aquilo que nos dá força e motivação para seguir em frente.

Dentro da mesma linha de raciocínio de união lembrando o 25 de Abril - Se unidos conseguimos derrubar uma crise de 40 anos, esta aqui, desculpem me a expressão, deveria ser como quem limpa o cuzinho a meninos.

Desculpem-me os erros ortográficos, mas ainda não estou habituado a meu teclado.

Um Santo Natal, e umas boas entradas é o que desejo a todos, para voces e para as vossas familias.

Anónimo disse...

Myriam..
Não me desperta qq compaixão.
Tive um trajeto idêntico com algumas diferenças:
- o meu pai esteve na guerra, não fugiu.
- eu não sou pai solteiro, tratei de constituir família.
- eu cursei um curso difícil não me limitei a aprender a falar linguas "nativas"...
Tu fizeste o q te deu na real gana...isso tem um preço.

Anónimo disse...

sobretudo muitos parabéns a dobrar!

Luis Miguel Silva disse...

Ah grande anonimo, apoiado!

HAIRLINE OPTION disse...

Lamento dizer isto (lamento mesmo)
Eles vão ganhar!
As forças do mal sugarão teu sangue até à ultima gota, farão de ti escravo dos teus pensamentos, levar-te-ão á loucura, cometerás fraticidio, e por fim morrerás!
Este é o principio do fim, desviamos-nos do trajeto traçado para a humanidade, e que era lindo!
Aproximam-se novos tempos em que o tempo irá parar para que não possas contar o tempo que falta para seres feliz.

Anónimo disse...

Mas Myriam, se se tem tão pouco materialmente, o que é que se tem a perder em arriscar uma mudança? A vida actual?
Em vez de emigrar, monte um negócio.
Por exemplo, comece por abrir um blog como este espaço que lhe deu voz...escreve bem, com impacto.
Ponha a imaginação ao seu serviço. Entusiasme-se, recrie-se.

Anónimo disse...

Ainda estou a pensar nas sábias (e ocas) palavras da pessoa que se intitula Septuagenário... "de vez em quando o país tem que se purgar"! É... da última vez que se purgou, enviou para França, Suíça, Alemanha, EUA, Brasil, etc. portugueses normalmente enraizados do interior e com baixas qualificações, o que automaticamente seria sinónimo de condições de vida precárias em Portugal e, portanto, foram tentar no estrangeiro a dignidade que o seu país não tinha para lhes oferecer. Hoje, purgamo-nos dos portugueses mais qualificados, mais letrados, mais cultos, mais inteligentes, com os horizontes mais alargados, mais capazes de utilizar o seu cérebro na reelevação do país. Falando curto e grosso, a "merda" é que cá fica. Acha mesmo esse acto de purgar saudável?!

simon disse...

Eu não me comovo, facilmente, realista, a número dois da câmara cá do lugar, há largos anos, para sempre, se deus quiser, pois que quer, desde que em Portugal ou ganhe a rosa ou laranja, com o portas a adejar, aqui pelas autarquias dá bem para os dois, para os três, que nem Relvas se atreve a mandar nos boys .

Anónimo disse...

Alguns destes comentários são revoltantes! por amor de deus li a carta inteira e não me pareceu que alguem se esteja a armar em superior. Myriam não está a tentar menosprezar os outros mas sim a mostrar a sua situação. "put your foot in my shoes and then you can judge me". alias é em momentos destes que nos devemos unir. pq se não o fizermos ninguém o fará por nós. o governo tem o DEVER de criar emprego.. só assim o país crescerá, até la continuaremos escravos de uma pseudo-democracia. tenho muito medo dos tempos que virão.. Joana Ferreira

NUNO FERREIRA disse...

Espectacular,brilhante,magnífico!

Anónimo disse...

Este texto está cheio de erros no seu conteúdo! Porque raio é que todos achamos que temos direito a uma vida de luxos!? Habituamos-nos a ter tudo o que podíamos e não podíamos ter e agora teremos que sofrer a pesada consequência de nos ser tirado aquilo que sempre demos como garantido.
Olhem para trás.. 50 anos, 100 anos, 200 anos e vejam como vivemos bem!
MM

NUNO FERREIRA disse...

Espectacular,magnífico. Essa tralha de imitadores de políticos que emigre, que se junte ao Sócrates em Paris e deixe de brincar à política à nossa custa.
Parabéns a quem escreveu.

strukka disse...

Temos o país que temos, mas também é verdade que talvez tenhamos o país que merecemos. particularmente á questão da emigração, acho que o problema é estarmos muito acomodados cada um ao seu cantinho. a emigração não deveria ser nenhum drama mas sim um acto normal de quem tem ambição por uma vida melhor. Tenho uma colega no Canada que certo dia me disse que ia mudar de emprego, pois lhe tinha surgido uma opurtunidade mais vantajosa, até aqui nada de mais, qualquer portugues faz o mesmo, a diferença é que o novo emprego ficava a 1600km de distancia da zona onde ela vivia na altura, mas isso não foi impedimento para ela, pelo que se mudou de armas e bagagens para o seu novo destino. Esta decisão dela é considerada "NORMAL", e não dramática.

Anónimo disse...

Esqueci-me de dizer que, não obstante a minha opinião, também eu acho revoltante algumas opções feitas pelos nossos governantes, mas penso sempre: o que faria eu se estivesse no seu lugar? Também me revolta a quantidade de ladrões que acredito que existam bem no centro da nossa assembleia da república.. logo eu que procuro sempre nunca infringir nenhuma regra, nenhuma lei, nunca prejudicar ninguém, ajudar quem posso.
Esqueci-me também de mostrar a minha admiração pela dona destas palavras que publica mesmo os comentários que sustentam opiniões tão diferentes das suas.
Obrigado,
MM

Anónimo disse...

O povo português é masoquista. Vira o disco e toca o mesmo e os mesmos estão sempre no poleiro. E quem é que os coloca no poleiro? Nós os masoquistas dos portuguêses.

Anónimo disse...

pelos vistos vale te de mto saber 3 linguas!aprendias so uma e gastavas o resto do tempo a estudar alguma coisa com saida!

Anónimo disse...

myriam

realmente escreves bem, mas como tu bem dizes, o teu destinatario vai ignorar-te. e é isso que venho criticar, uma critica que espero interpretes como construtiva.... qual deveria ser o destinatario desta carta?
de que adianta revoltares-te e mandares o ministro emigrar? não te esqueças que quem votou no ministro foram os portugueses, aqueles que te rodeiam e que te lêm
a tua revolta devia ser contra eles, os que permitem que ele esteja onde está, que faça este tipo de comentário, que fique impune.
já chega de encontrar bodes expiatorios. não o defendo, nem aos politicos em geral, mas este discurso anti-lider já me cansa... se os politicos estão lá no poleiro, é porque alguem os lá pôs, não? se é para agir, então que se aja de forma lógica e consequente. as cartas devem ser dirigidas aos ignorantes que votaram neles, porra. fazê-los pensar na merda que fizeram ao não votar ou ao votar mal.
mas há quem diga que se aprende com os erros... pelos vistos nem todos os povos aprendem... não chegou quase 50 anos de ditadura, 500 de inquisição, depois de 30 anos de suposta democracia, ainda escolhem assim os seus líderes.
não te revoltes contra o primeiro ministro estas a perder o teu tempo. revolta-te contra os que votaram nele, é a eles que deves pregar. se é que acreditas em democracia
mas continua a escrever, pode ser que um dia acertes no destinatário...

Bernardes disse...

Ex.ma Sra. Não posso deixar de estar soldário consigo qto á situação. Mas não concordo qto á direcção que dá á sua carta, não que seja seguidor ou partidário dos destinatãrios, mas pq esses estão lá á três meses e a culpa é de quem lá esteve nos ultimos anos e de quem neles votou. O ultimo prometeu milhares de empregos! O que é que fez? A Sra é profª e indigna-lhe o conselho do 1º ministro. Mas imagine se aos seus anos, ele lhe desse a mesma esperança que o anterior, e nessa espectativa a Sra deixasse passar mais 8 anos?!Devidoá sua formação e expriência, escusado será dizer que os ministros não criam empregos!Como sabe quem fomenta o crescimento são as empresas e os empreendedores. Como resultado disto teremos emprego, consumo,receita em impostos, mais familias, mais crianças, mais jiovens, mais professores, etc, etc.

ANTI PIDE disse...

Fico chocado por ver que o pensamento fascista de umas mentes arrogantes que ainda não tiveram o desprazer de conhecer o sabor amargo da derrota considerem que todos os outros estão errados enquanto as suas ideias neo fascistas devem imperar. É ERRADO para um primeiro ministro mandar os cidadãos do seu país para o estrangeiro para que possam viver em dignidade. E sim, acuso o actual primeiro ministro, que todos estes discípulos de Salazar defendem, porque ele é a cabeça de um governo em funções e é a ele que cabe a tarefa de levar o barco a bom porto. O actual primeiro ministro assumiu o poder com conhecimento do ponto de situação do país, pelo que as desculpas esfarrapadas em forma de "cortinas de fumo" só enganam quem quiser, nomeadamente esta "new wave" de pulhas fascizoides que se começam a revelar.

Berantakan disse...

Cara Myriam. Cara futura Sra Prof. Dra. A senhora, com tantas habilitações, a falar tão bem e com tanta experiência de vida, ainda não conseguiu orientar melhor a sua vida do que 400 euros 7 meses por ano??? A culpa é do actual PM? Ninguém lhe pergunta se não deve olhar para dentro de si mesma e perguntar-se a si própria se não podia/devia ter tomado outras opções de vida? A minha empregada doméstica ganha mais caramba. Está-se a doutorar. Muito bonito. Isso vai dar-lhe trabalho? Criar riqueza para o país? O tema que escolheu é útil? Para quem? Para si? Para a universidade? Para o seu orientador? A bolsa dá-lhe jeito? Ter um curso não significa ter de viver agarrado a ele. A universidade onde está "agarrada" há tantos anos não a compensa adequadamente? Parta. Saia. Abra um negócio. Dê explicações. Escreva. Desembrulhe-se. Arranje fontes de financiamento alternativos. Esqueça que é licenciada. Olhe para o percurso de muitos dos mais bem sucedidos dos nossos empresários. Começaram em baixo. Subiram a pulso. Tomaram as opções certas. Arriscaram. Agora não venha com essa atitude lamurienta, derrotista, culpar os nossos actuais governantes. Culpe-os sim, desde que culpe também os anteriores, que culpe os portugueses em geral, que se culpe a si em particular, que culpe o país e a sua história. Mas deixe que lhe diga. Este país sobreviverá, mas não com pessoas como a futura Sra Profª Drª (que exemplo dará aos seus alunos?), mas com aqueles, que no anonimato, pelo seu labor útil e oportuno, o fizeram, fazem e farão, teimosamente, persistir enquanto país.

gonçalo Lopes disse...

Acho que o primeiro ministro teve coragem e foi frontal e tudo o disse está correcto e certo , a quanto tempo nós sabemos o pais está mal , estamos sempre a espera de milagres de Fátima para se resolverem , a quanto tempo a taxa de natalidade tem vindo a diminuir ? já tem muito tempo que tem vindo a diminuir , penso que só subiu devido aos estrangeiros agora a culpa e do primeiro ministro porque os governos anteriores não tomaram medidas , como se diz por quem vem por último feche a porta , mas isso tem que acabar

WurmD disse...

Myriam, independente do que escolher fazer, força aí, desejo-lhe sucesso e pouca dor.

No entretanto, a culpa não é maioritariamente do primeiro ministro, nem dos anteriores governos, nem da mentalidade sobrevivente da maioria.

Há algo subjacente a tudo isto, uma causa primária. E entendê-la começa aqui: http://www.youtube.com/watch?v=EfKX1DQhJVY

Retornado disse...

Um dia Mário Soares alvitrou (na rádio)que uma solução para os retornados era irem para a Nicarágua.

Esse homem era muito inventivo, tambem disse que os portugueses que estavam nas colónias "jogaram na carta errada", quando lhe perguntaram sobre aquelas pressas dele independentistas coloniais o que fazer àquela gente.

Tambem a esposa Maria de Jesus, quando chegou de Paris a Santa Apolónia com com o marido, tambem na euforia gritou que "agora não precisamos emigrar mais".

Enfim são efemérides para mais novos ouvirem e mais velhos não esquecerem.

Há mto Indignada disse...

Tenho pena de nesta descrição de percurso não vislumbrar nenhum registo de acção cívica/política que desse mais credibilidade a esta revolta de última hora. Não que a revolta não seja legítima e não faça eco à nossa própria indignação, mas todo o tique de individualismo que por esta carta perpassa relembra-nos a demissão dos cidadãos portugueses quanto ao exercício da cidadania. Ao endémico individualismo lusitano. Atitude egoísta que levou afinal a todo este triste desfecho.

joao gois disse...

ola Myriam.
eu também nasci em França,filho de pais também eles imigrantes. aos 15 anos vim com eles para este pais que jurei amar e defender aquando do meu juramento de bandeira.é com muita pena que me apercebo do estado deste pais.não devido unicamente ao estado das finanças, mas especialmente ao estado de mentalidade que se instalou.os políticos por nós indigitados para nos governar, mentem,roubam,enganam,e nalguns de nós ainda os desculpam como de um clube de futebol se tratasse. tanto se lutou contra a politica fascista e sem nos apercebermos estamos iguais como a 50 anos.de que vale a liberdade se ninguém nos houve! antigamente falava-se e ia-se preso.agora é simplesmente ignorado. hoje sou um português envergonhado e revoltado!
desejo a todos, excepto aos nossos políticos, Feliz Natal.

Anónimo disse...

http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DvpJZibGXN1A&h=QAQHXkILf
Vejam este vídeo, responde a muitas, senão a todas as questões da Myriam. Bom Natal.

Anónimo disse...

Tem razão para estar zangada sim, mas não é com o PM, quanto muito devia-lhe agradecer o conselho, porque se a senhora é o que é hoje em dia, deve-se (e como disse muito bem) ao facto de os seus pais terem emigrado. Os meninos não se adaptam lá fora e têm cá as raízes? Então não se queixe,quando eu estava no liceu também fui para fora com os meus pais, e se me deu alguma coisa foi experiência de vida, calo - como certamente deu aos seus pais. Depois voltámos, os amigos mantinham-se (certo que o regresso à "normalidade" não foi fácil) mas foi feito, tirei o curso na área da aeronáutica (sim, para o qual paguei uma fortuna e me endividei com bancos)e trabalhei no aeroporto a carregar malas, em marketing, em serviços de recibo verde, e no entanto não me queixo. Sabe, também sou pai solteiro e tenho as contas de minha casa para pagar, e devo dizer a todos os comentários que aqui vi, que o melhor conselho dado nos últimos tempos foi este, o de emigrar em busca de melhores condições de vida. Critica o PM? Pois é, mas ele chegou onde chegou por mérito próprio, e se calhar não era o que se ria mais no escritório dele, mas sim o que trabalhava mais, e ainda lhe digo outra coisa, o facto de ele ter acabado o curso com 37 anos não faz dele menos capaz do que a senhora, já o anterior PM dizia-se engenheiro quando nunca foi nem nunca será, porque cursos superiores "dados" não são cursos, só o facto de presumir isso já diz muito...Ou quer o quê? Que ele ofereça um salário de 5.000€ a todos os portugueses? E ainda lhe digo outra coisa, nos últimos 6 anos de governo não era ele o PM, nem foi ele que negociou tudo isto com a Troika, foi o anterior governo, portanto pôr este governo na linha da frente e culpá-lo por todo este "apertar do cinto" é no mínimo ridículo. Tenho muita pena - sinceramente - da situação do país, da senhora, e de outros que estão iguais ou piores, e adorava que houvesse solução para todos estes problemas (recibos verdes, desemprego, a SS a trabalhar mal porque tem um processo parado há 5 anos - curioso, quem lá estava à 5 anos era o "Sr. Engenheiro") mas o melhor a fazer é emigrar, temos todos que fazer pela vida, pelas nossas condições e não podemos queixar-nos e "perder a cabeça" por causa de uma resposta pressionada por uma jornalista. Procure trabalho lá fora, com o seu currículo certamente que não terá dificuldades em arranjar algo, aproveite o facto de provavelmente ter nacionalidade francesa para arranjar trabalho lá fora. Já viu, com tanto currículo, tanta experiência e tanto conhecimento de línguas, está bem à frente de quem também recebe 400€/mês e não tem o seu currículo. De resto desejo-lhe a maior das sortes e a maior das felicidades na sua procura por trabalho, seja ela cá dentro ou no estrangeiro.


João Antunes

Anónimo disse...

Tudo isto é muito triste, pois eu com quase 50 anos estou desempregada, sou licenciada e tenho uma filha Advogada que não arranja trabalho, só se emigrar, pois está pensando sériamente em ir para o Qatar. Neste país á beira-mar plantado com todas as belezas que lhe são características, quer paisasísticas, patrimoniais e até o fado é património mundial... só é pena que tenhamos a MERDA de DESgoverno que temos .Acordem, vamos INVADIR a assembleia da Répública, por os políticos a cavar vinha e desempoisiar as terras que estão ao abandono . Boas Festas a todos,excepto aos políticos pois para eles todos os dias é natal, roubam que se fartam...

cetautomatix disse...

Só posso comentar dizendo que estou muito preocupado com a evolução provável desta situação. Noto que há uma repugnância avassaladora de muitos cidadãos pelos tipos que estão no governo. Não auguro nada de pacífico por aí. A coisa fica pior quando se constata que há outros cidadãos que, longe de sentirem a mesma repugnância, parecem até gostar da pestilência. A convivência destas duas realidades pode ser explosiva. Só não é importante se os segundos forem muito menos do que os primeiros. Ora aí é que está a minha preocupação. A ausência de olfato parece ser uma doença epidémica. E a coisa pode dar para o torto.
De resto, como tenho bom nariz, quero dizer à Myriam que tem toda a minha solidariedade e que a sobranceria que revela relativamente aos pestilentos é inteiramente justificada!

Anónimo disse...

Pois é. A inteletualidade de esquerda que nos anos 80 de Portugal quis fazer uma espécie de refogado de 68 doméstico e que era muito rebelde e visionária, só o foi à custa das muletas, diga-se, dos pais. "Vai lá menina, vai ser inteletual, que tu és melhor que os outros todos, a gente cá está para te sustentar as veleidades". 25 anos depois, percebe-se o disparate, mas insiste-se, dispara-se, na direção errada. Os outros, sobretudo os políticos actuais, é que têm culpa de você ter falhado completamente no seu projeto de vida? Sim, a vida precisa de planeamento e os pais que falham a ensinar isso aos seus filhos, acabam a sustentá-los e a ver o brilho que apresentavam aos 17 anos desvanecer-se sem ter iluminado mais que os cantos da casa.
Faça-se à vida, camarada, e deixe as queixas para os derrotados da vida. Ou é mais fácil assim? Ser famosa, por ser uma amarga vencida?

bruno disse...

. Pobre Portugal que tens como políticos, corruptos , assassinos, vigaristas, suínos de lixeiras, comedores de robalos porcos, trapalhões de obras mal feitas, senhores dos caixotes do lixo, papões de resíduos, ladrões, canalhas, xulos do povo, oportunistas e tudo gente de má conduta e baixa moral …..Portugal precisa de um Mestre de Avis para acabar com estes canalhas como ele acabou com o conde andeiro….são todos uns traidores ao povo português

Ocsav disse...

Portugal é um país de gente revoltada.E com razão.Só que devem pensar que isto bateu no fundo. Como tal há necessidade de aparecer alguém com a coragem suficiente de tomar as medidas inteligentes e corajosas, ou melhor, falar verdade e não dar ouvidos a quem só quer fazer valer o reino da terra queimada. Destes está Portugal farto. O que quero dizer com isto? Pois bem, quero dizer que penso termos as pessoas certas para darem a volta a isto. Pelos vistos coragem não lhes falta. Quanto a competência, penso que têm q.b. Confiemos, mas também digo que não faz mal ficarmos atentos e fazer análises justas e sem preconceitos anquilosados. Vamos em frente que atrás vem gente...

Rosário disse...

...Ele disse a verdade e foi pragmático???!!!! o país tem de se "purgar"???!!!!
Para começar "purgar" é deitar fora o que não presta, e no caso, o que está a acontecer é que se deita fora o melhor; dizer que é pragmático, o primeiro-ministro? é incompetência, e que votou nele - orgulho-me de nunca ter votado em nenhum destes falhados - esperava que ele, como prometeu, arranjasse! soluções e não mandasse o povo dar uma volta lá fora. Por amor a Deus, abram os olhos de uma vez por todas; o país está a saque e os franceses e alemães querem fazer de Portugal a fábrica da Europa, somos trabalhadores competentes, profissionalizados, bem educados, calmos e pacíficos (aqui reside o maior problema para nós) o ideal, com governantes que nos tiraram todos os direitos adquiridos para virem escravizar -ESCRAVIZAR - oferecendo as condições e ordenados que eles quiserem, pois este 1º oferece-lhes o povo numa bandeja, já temperados e prontos a assar. E dizem que tem de ser,?que é ser realista? Realmente é fácil incompetentes serem eleitos e governar quando o povo se recusa a problematizar porque foi durante 48 anos habituado a que pensassem por ele...É muito triste. MAs eu tenho orgulho em ser portuguesa, somos capazes, somos competentes, temos bom carácter e um dia havemos de conseguir acordar todos - por que andam 90% a dormir - e seremos então uma nação grandiosa. Viva Portugal!

Magas disse...

Boas, é um assunto complicado, e espero que a sua situação melhore.
Tenho para lhe dizer algumas palavras de coragem.
Eu tb estudei á volta de 5 anos depois do 12 ano :)
Depois do curso:
EMPREGO = ZERO
Por isso hoje sou mecânico, ganho 1000 euros, e há meses que tiro mais. Mas chego tarde a casa e muitas vezes cheio de dores musculares, mas não emigrei, fiquei cá e desenrrasquei-me.
Na faculdade não me ensinaram isto, mas tive que me fazer á vida, senão tb estava desempregado e a dizer mal do governo ou que era da geração á rasca e etc.
Estou feliz, tenho trabalho, não sei se no futuro vou desempenhar funções no curso que tirei, mas tb já não quero saber, ando com as mãos que passaram horas a programar na faculdade agora cheias de óleo, mas o dinheiro ao fim do mês está cá :)
Simplesmente tive que me mentalizar que o curso superior não me torna melhor que os outros, tenho que me fazer á vida, ninguem tem que me dar nada por ter estudado, se os estudos me ajudarem a conseguir algo melhor, ainda bem. Senão temos que fazer o que for preciso para andar para a frente. Não preciso desses palhaços do governo para me arranjarem sustento.
Por isso vá á luta, trabalhe onde for preciso para ganhar dinheiro, nas limpezas, restaurantes, lojas etc, tudo vale, força nisso :)

guidolita disse...

Apesar da diferença etária, identifico-me com tudo o que disse, com a brutalidade da sua sinceridade e com a ideia de que neste país quem vence é o tacho inqualificável oriundas de carreiras políticas que só servem para absorver o que o o esforçado português produz. Mais do que uma carta, deveria ser um apelo à consciência nacional

Nogueira Racing Team de J.C.Nogueira disse...

Muito obrigado por colocar na sua escrita, muito do que me vai na alma.
Nunca de canse de colocar nomes certos, aos bois.
Cumprimentos e Feliz Natal na medida do possível.
Que o 2012 venha melhor.
J.C.Nogueira

BitÓ_Que disse...

Haja decoro, nem Salazar apelou à emigração, quem sai do país foi a "salto", pois considerava ele que todos os portugueses eram importantes pare "esmifrar"... estes aprendizes, nem isso, já acham que estão a esmifrar demais, tal é o pagode com que executam, diligentemente, os acordos da troika. Devem dizer uns para os outros: "... porra, já sobra dinheiro, o melhor é mandá-los embora!"...
Pobres de espírito, por falta de experiência de vida, de cultura política. Académicos de meia tigela, executantes de uma cartilha da qual nunca saíram da nota mínima, um "valenta" 10... armados em sabichões com rabo de areia, sempre em pé!
Tenho dito,
Vitor Baptista

Anónimo disse...

Dra Myriam
Muito obrigado pela sua carta ao Primeiro Ministro (PPC). Ela fez-me reflectir em matérias que são essenciais.
Votei no PPC. Nunca tive nenhum favor do partido que ele representa. Não o quero e não preciso.
O meu pai foi funcionário público nos CTT, à época os melhores do mundo, não sei se por culpa do Salazar se das pessoas que lá trabalhavam? A minha mãe foi enfermeira.
Lembro-me de, no dia 24 de Dezembro, o meu pai trabalhar até às 19:30. Muito mais que um serviço de correio tratava-se, também, de um serviço à sociedade. A minha mãe dava injecções a qualquer hora do dia ou da noite, muitas vezes em casa dos doentes por esses montes fora, no Alentejo.
Graças a eles e a Deus não emigraram. Aguentaram-se. Aguentámos-nos com muitas dificuldades. Tirei um curso, também ensinei na universidade durante cerca de 25 anos. A partir daqui a nossa história é diferente; trabalhei em vários contextos e fundei empresas que pagam IRC.
Muito triste e vergonhoso é o país ter milhares de professores a mais, concordo consigo. A maior vergonha foi o sistema, paizinhos incluídos que despejaram os filhos na Universidade, durante anos a gastar o dinheiro dos nossos impostos a formar Drs que não servem para nada. Formaram-nos (?) apenas porque é barato formar professores e assim alimentámos o sistema e cumprimos os rácios da UE.
Mas o que me faz mais pensar é o seu caso. Como é que a Myriam, com toda a sua formação, Cv e experiência, não consegue a riqueza suficiente para viver? Então como vive um português com o 9º ano de escolaridade, ou com um curso tipo "Engº Sócrates"? É muitíssimo preocupante, então tudo o que o país investiu na Myriam não tem qualquer retorno? Todos os outros portugueses que têm muito menos ferramentas, aptidões e conhecimentos que a Myriam só podem esperar de si o "tenho direito a um emprego" ou "o Estado que me dê um emprego"? Então tudo isso que evoca não chega, sequer, para criar a sua própria riqueza? A culpa é do PPC? O homem nunca governou antes.
Pois é, há aqui qualquer coisa de muito errado que contribui para a triste situação em que nos encontramos.
Por tudo aquilo que escreve admito que o país não tenha dimensão suficiente para si.
Para que não sejam os seus pais a sustentarem os seus filhos talvez seja a altura de fazer as malas e emigrar, tem todas as condições para o fazer com muito sucesso.
Pelo que escreve, e também pelas entrelinhas, compreende-se que há palavras essenciais cujo significado desconhece de todo, empreendedorismo e dever, são duas dessas palavras. Aproveite a viajem para as aprender.
Boa viagem,
Carlos Alberto Cupeto

Fátima Inácio Gomes disse...

Lemos nós, Myriam.

Deixo-lhe o imortal Eça:
"Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, a transbordação de uma população que sobra; mas a fuga de uma população que sofre."
As Farpas - 1871

Anónimo disse...

Concordo plenamente - e subscrevo - o que o Sr. Carlos Cupeto escreveu! Tem toda a razão sim senhor, já a sra. Rosário gostava de lhe perguntar uma coisa: se não votou nunca em nenhum destes "falhados" calculo que ou votou sempre no pior dos piores, ou então nunca votou. Pergunto por isso, a ser verdade alguma destas minhas suspeitas, como é que tem lata de vir escrever o que escreveu? O país está a saque? Concordo. Fez alguma coisa para o evitar? Duvido. Acho que a senhora deve ser como o outro, que diz que devíamos ameaçar não pagar as contas para "eles verem como é". É a achar graça a estes palhaços que o país está como está, um diz isto, o outro pateta do "engenheiro" (é o melhor adjectivo que consigo arranjar) diz que aprendeu que as dívidas não se pagavam. Ora com governos assim não me admira que estejamos onde estamos...sabe que se eu não pagar as minhas dívidas, ou fico sem casa, ou sem carro, ou vou preso. Portugal não paga as dívidas (pelo menos até este governo chegar não pagava) e admira-se que o país esteja a saque? A mim não.

João Antunes

Anónimo disse...

Peço desculpa por - mais uma vez - estar a comentar, mas acho que este vídeo, embora seja longo, é uma boa ajuda para quem está desempregado e "agrafado" ao curso que tirou, como é o caso.

Cumprimentos a todos,

João Antunes

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=M_f6Txwc-kk#!

imaginario disse...

Cara Myriam,
compreendo e concordo inteiramente consigo. Fui para fora estudar como bolseiro da F. Gulbenkian e do programa Erasmus pelos meus méritos. Hoje vivo(?) com 500€ dos quais 150€ vão para a SegurançaS. e 100€ para o IRS, metade do que ganho vai pois para um Estado que o esbanjou em Expos/Futebol entre outras. Estou a também a pagar ao mesmo Estado uma dívida a 5 anos com juros de cerca de 100%, coisa que nenhum banco privado tem a coragem de fazer, mas sob a ameaça de ficar a dormir com toda a família na rua. Podemos agradecer aos 80% que votaram no PSD+PS+CDS ou recentemente, aos 45% que deram o poder a essa aberração chamada João Jardim. Fico revoltado quando tenho dificuldade em comprar um xarope (que não é comparticipado)para o filho, e não tenciono "pedir" nada ao Estado que não seja a sua obrigação, mas tenho plena consciência que somos uma minoria e não vejo solução. Um Bom Natal com a sua famíla é o que lhe desejo.

Anónimo disse...

ao imaginario: parece que acredita que com os "camaradas" no poder estaria muito melhor! E conte lá bem essa de pagar juros de 100% ao estado?!

Anónimo disse...

os meus sinceros parabéns pela coragem demonstrada ao ditigir-se numa carta aberta ao senhor primeiro ministro. Coragem que poderá faltar a muitos portugueses, incluindo-me nesses. Mais uma vez os meus parabéns com votos de um FELIZ NATAL,

cetautomatix disse...

Venho incomodar-vos de novo apenas para dar largas à minha alegria e fazer uma proposta. Afinal eu estava certo.Como dizia no meu comentário anterior, "há outros cidadãos que, longe de sentirem a mesma repugnância [pelos tipos que estão no governo], parecem até gostar da pestilência. (...) A ausência de olfato parece ser uma doença epidémica." Muitos comentários que aqui ficaram demonstram este meu vaticínio à saciedade. Se calhar, para evitar tumultos e confrontos, podíamos dividir o país em propriedade horizontal: criava-se um piso adicional para onde subiriam e viveriam os de falta de olfato, porque lá em cima se acumulariam os maus cheiros, por convecção. E elegiam só para eles o governo dos de pituitária pouco sensível. E podiam logo, para concretizar a austeridade, deixar de consumir desodorizante. Também, lá nas alturas não faz muita diferença o mau cheiro, dada a proximidade do senhor.
Fica a minha modesta contribuição para a paz social.

Anónimo disse...

cetautomatix, era um favor que fazia ao país, garanto-lhe.

João Antunes

Anónimo disse...

Só mais uma coisa cetautomatix, é exactamente esse tipo de mentalidade que NÃO contribui em nada nem para o país, nem para a paz social, só uma anta é que pode achar isso. Olhe, tanta porcaria que diz, ou pestilência como parece gostar da palavra, devia ir para um cargo no governo e analisar as contas do país, e depois queria ver onde é que ia buscar o seu dinheiro para pagar as dívidas. Lá está, se calhar era como o outro pateta, não pagamos e eles que se cuidem. Por isso é que concordo consigo em dividirmos o país, num lado ficavam as críticas construtivas, unidas mesmo na doença, do outro ficavam as críticas "só porque sim", as más ideias e o "não me perguntem a mim que eu não sei.." que só nos afundam ainda mais. Acho que ambos sabemos em que lado você ficava...

João Antunes

João Tocha disse...

hgiui

Anónimo disse...

"SOL"
TEVE MUITA CORAGEM...
COMO DIZER PORTUCALÊS!!!???
SEM COMENTÁRIOS.
BEM-HAJA MYRIAM E MELHOR SORTE PARA O FUTURO.

3 cérebros disse...

a quantidade de críticas que este extraordinário post gerou. Como é possível... Coragem Myriam, isto não fica assim. Se é para bandeiras e hinos que caminhamos por pressão estrangeira também não vai ser para continuar do marasmo da bipolarização que enaltece a mediocridade e oprime os livres. O País tremeu de uma ponta a outra algo vai sair disto

josé ribeiro disse...

A Geração à rasca
Correndo sempre o risco de fazer cair o chicote da injustiça sobre uns quantos, creio que não temos uma geração à rasca. Acredito sim que há uma geração rasca. Uma geração de enrascados.
Enlevados e elevados pelo país renascido da Revolução de 1974, as gerações parideiras de então, limitaram-se a registar filhas e filhos, com direitos iguais, com discursos iguais, com perspectivas iguais, com percursos iguais….com futuros iguais.
Vendemos aos filhos da revolução um futuro fácil, promissor, em que para ter a felicidade deitada a seus pés, bastaria invocar a liberdade e o direito. Todos livres, todos iguais.
E os pais venderam. Venderam o que tinham e o que não tinham, para proporcionar aos filhos tudo o que o vizinho e amigo poderia ter. Venderam aos filhos a ilusão de que poderiam ser todos iguais, sem qualquer esforço. Venderam aos filhos os castelos construídos no ar, cheio de feitos grandiosos que os esperavam.
Os filhos compraram. Compraram a ideia de que eram então todos iguais, independentemente do mérito, da responsabilidade, ou do esforço. Compraram um futuro em que cinco anos de estudo para garantir uma licenciatura, não era mais do que a oportunidade de passar mais 5 anos, na boémia, com dinheiro no bolso para copos e noitadas, e no final, o canudo debaixo do braço, era o passaporte com um carimbo de estabilidade, segurança, e emprego bem remunerado para o resto da vida.
E os pais abdicaram. Abdicaram do conforto e das férias, para dar aos filhos os tais 5 anos de estudos superiores que todos tinham direito. Abdicaram das saídas e dos jantares a dois, para que os filhos jantassem a seis, ou a doze, todos os dias. Abdicaram de ir ver à praia ao fim da tarde, porque os filhos precisavam dos carros para ir para passear as namoradas e os namorados.
E os filhos abdicaram. Abdicaram do esforço, abdicaram do mérito, abdicaram da responsabilidade e esqueceram-se da luta, e das dificuldades.
E assim foram crescendo as ultimas gerações, ora sentados nos ombros dos pais, ora agarrados às saias das mães. Sem espírito crítico, sem iniciativa, completamente amorfos e cinzentões. Mas cresceram tão prepotentes e com vistas tão largas, que nem foram capaz de vislumbrar como as “Moiras”, se divertiam e garantiam o seu quinhão, enquanto fiavam o destino espinhoso do povo.
Pois vemos agora nas praças engalanadas, dezenas de milhares de jovens já com pouca força na voz, e nenhuma os braços, numa vã tentativa de protesto, acorrentados por centenas de sentinelas brilhantes e impávidos, pintar sorrisos nos parlamentos, e nos meios de comunicação quando dizem. “Somos a geração à rasca”.
Não, não são. São uma geração de enrascados…
Desenrasquem-se…o futuro é vosso…

José Ribeiro