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14.9.13

«Reviajando»



Nesta data, há dois anos, estava eu em plena Rota da Seda, mais concretamente em Bukhara, no Uzbequistão.
Com mais de 2.500 anos, no meio de areias, esta que é uma das sete cidades santas do Islão e que já foi o seu centro intelectual, tem tanto para ver num conjunto impressionante de mesquitas e madrassas, classificado como Património Mundial pela UNESCO, que custa partir e deixá-la para trás com a certeza de só se ter visto uma parcela ínfima da sua riqueza.

«Revisitei-a» hoje... em fotografias. Deixo aqui uma pequeníssima parte.


Madrassa Mir-I-Arab, a maior madrassa da Ásia Central, que recebia estudantes não só deste país mas de todos os vizinhos, e até da China, e onde se aprendiam todos os segredos do Corão e não só. Vicissitudes do século XX transformaram-na em escola de quadros do KGB, mas regressou agora à sua missão de origem e alberga 250 estudantes do Islão.



O Minarete Kalon, construído em 1127, é sem dúvida o mais significativo símbolo de Bukhara, com 9 metros de diâmetro, 46 metros de altura e 106 degraus que merecem o esforço da subida pela vista panorâmica da cidade. 


Mais:








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21.9.11

Em jeito de balanço


Já na ponta final da viagem, quase a deixar o Azerbaijão, todo o meu espanto vai para o culto da personalidade de Heydər Əlirza oğlu Əliyev, pai do actual presidente e quem primeiro tomou as rédeas do país depois da independência, em 1991 - omnipresente em estátuas, nomes de teatros, títulos de jornais, iniciativas socioculturais, etc., etc., etc. «Nós chamamos-lhe avô», diz-me uma das poucas empregadas do hotel que fala inglês.

Para além de todo o resto, presidência hereditária, portanto (mas onde é que já vimos este filme?...) Este país ainda não aprendeu o que devia nem se libertou da história recente, entrou (e de que maneira…) no consumismo e não fez desaparecer o resto. De certo modo, parece estar a querer guardar o pior de dois mundos!

No fim de mais uma das minhas jornadas, e deixando Istambul entre parêntesis porque é um caso especial, o meu conselho a potenciais viajantes é que incluam o Uzbequistão nas agendas (e rapidamente, antes que grandes invasões turísticas encham o Registan de Samarcanda como a Praça de S.Marcos em Veneza), mas que se sintam dispensados de vir a Baku, a não ser que fique mesmo em caminho ou que negoceiem em petróleo. A cidade é agradável, mas não mais do que isso, e ne vaut pas le détour, como rezam os velhinhos Guias Michelin.

Amanhã… será o inevitável regresso.
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20.9.11

Em terra azeri


O que há de mais agradável em Baku são os prédios, tanto na zona comercial recente, cheia de parques e com belíssimas zonas reservadas a peões, como dentro das muralhas da velha fortaleza. Nada convencionais, de arquitectura variada mas leve, com grandes varandas, de ferro ou de madeira. Uma excelente surpresa, confesso.

Quanto ao resto, repito que se «respira» dinheiro, do petróleo e não só, e nada se perdia se não houvesse tantos polícias por metro quadrado, nem tantas fotografias do presidente (por todo o lado, até nos hotéis), reeleito em 2008 com percentagem de votos absolutamente coreana (e que, ainda por cima, faz lembrar Berlusconi…). Pelo menos à primeira vista, as pessoas estão longe de ter a amabilidade dos uzebeques e encontrar alguém que fale inglês é quase o mesmo que descobrir agulha em palheiro.

Em termos de direitos humanos, estamos conversados: o Azerbaijão foi declarado um Not Free Country no plano político e no de liberdades civis.

Quando e como evoluirá tudo isto? Nem sonho.
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19.9.11

De mar a mar


De Istambul a Baku, do Bósforo ao Cáspio.

Voltarei um dia à Turquia, com muito mais tempo, desta vez a visita foi apenas um «desvio» no caminho da Rota da Seda. Como um outro desvio, o último, é esta paragem na capital do Azerbaijão.

Cheguei portanto a um dos reinos do petróleo (no início do século XX, este país produzia metade do que o mundo consumia…), mais recentemente também do gás natural, em pleno boom, visível assim que se sai do aeroporto: por todo o lado, constrói-se e recupera-se, diga-se de passagem, com bom gosto e aparente qualidade em termos arquitectónicos. Uma bela marginal junto ao Cáspio, jardins, um gigantesco centro comercial, lojas de tudo quanto é griffe, mulheres de mini (micro) saias e altamente «produzidas». Dinheiro não faltará e, por exemplo no ano de 2006, o PIB cresceu… 36%.

Ainda pouco vi mas as primeiras impressões são positivas, esquecendo o trânsito que é fabulosamente caótico e impróprio para cardíacos. Para quem conheça, uma excelente síntese de Nápoles e Calcutá.

Oficialmente, estou na Europa. Não parece.
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18.9.11

Por aqui, a Oriente


Algumas horas no Palácio de Topkapi, que foi residência oficial dos Sultões Otomanos durante 400 anos e que é hoje um fabuloso museu, deram para ver uma nem sei que pequeníssima percentagem dos tesouros que guarda. Não apenas porque são muitos, num belíssimo espaço que é património da UNESCO, como também porque as filas para entrar em qualquer sala eram longuíssimas! Nada de espantar, embora um pouco assustador, quando se sabe que o museu é visitado por mais de um milhão de pessoas por ano e que a época alta de turismo ainda não acabou.

As ruas de Istambul são hoje, Domingo, um festival de multidões, com os bazares fechados, mas comércio de todo o género em tudo o que é esquina – em pleno império da contrafacção, by the way

Nenhumas saudades da pátria, mas um pouco «abafada» por dez dias rodeada de Islão por toos os lados. Mas isso fica para utras conversas.
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17.9.11

E aqui tão perto


… o Bósforo que hoje descobri. Magnífico, num fim de tarde mais do que ameno, com a tal luz  de que sempre me falaram, com os seus palácios e monumentos, cheio de barcos e de gente, muita gente.

Se a primeira passagem por Istambul não me convenceu, rendo-me desde já naquela que hoje iniciei. Estou num belo hotel na parte velha e esta é por si só um mundo. Nunca vi nada de semelhante, em termos de movimento, de comércio e de pessoas!

Não sei se esta cidade é das que nunca dorme, mas parece sê-lo. E eu também quase não durmo: com voos por madrugadas adentro, nunca terei passado duas semanas com  tantos dias e tão poucas noites - e com tantas directas... Quando aí chegar, dentro de alguns dias, nem os discursos do Alberto João me vão acordar nas primeiras 24 horas.

Mas não me queixo, quem viaja por gosto não cansa. Mesmo.
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16.9.11

Caras


No Uzbequistão, as pessoas são extremamente afáveis e não só gostam de ser fotografadas, como nos pedem muitas vezes que apontemos as máquinas digitais para verem depois o resultado. Por enquanto, porque ainda não são invadidas por rolos compressores de turistas.

Uma das estranhas curiosidades é o elevado número de homens e de mulheres que têm os dentes cobertos de ouro – para os protegerem, dizem...


Este não pediu o retrato:
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Uma pequeníssima amostra