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10.1.18

Dizem que é isto o mundo pós-político…




«O eleitorado americano está galvanizado com uma hipotética candidatura à presidência da famosa apresentadora de televisão. Como pode isto acontecer? A América enterra cada vez mais a política no espectáculo. Ainda na ressaca da vitória de Trump, já quer ver um duelo entre duas grandes celebridades.»
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14.4.17

A vida não é bela



«Sean Spicer, secretário de Imprensa e Director de Comunicações do presidente Donald Trump disse em relação a Bashar al-Assad: "Nem Hitler desceu tão baixo ao ponto de usar armas químicas." Dizer "nem Hitler chegou tão baixo" é uma frase difícil de encaixar, seja qual for o argumento. (…)

O secretário de Imprensa de Trump na sua ânsia de se desculpar vai tentando segurar as peças de dominó, mas vai derrubando-as umas atrás das outras, e acaba a dizer que é diferente do Bashar al-Assad porque ele bombardeou gente com químicos e o Hitler levava as pessoas para, e cito - Centros de Holocausto - que, sendo uma designação nova para aqueles locais de horror, nem sequer podemos considerar um eufemismo de Campos de Concentração. Sem saber o que era, se me perguntassem, prefere ir para um campo de concentração ou para um centro de Holocausto? Assustava-me mais a segunda. Nestes pormenores a máquina de propaganda de Hitler era melhor que a de Trump.

Ver o porta-voz do presidente da nação mais poderosa do mundo dizer que é diferente do que fez Assad, porque "Hitler levou-os para centros de Holocausto" e não os bombardeou, é uma espécie de versão cínica do "A Vida é Bela". Tentar arranjar algo de menos desumano do que fez Hitler, em comparação com outro ditador assassino, dá nisto. Nesta versão adocicada do Holocausto nazi, feita por Sean Spicer, Anne Frank, afinal, só sofria de agorafobia.

"Hitler nunca usou armas químicas e não há aquecimento global", eu podia gostar de viver neste mundo do Trump. Ficava mais leve. Não só o passado era menos pesado como o futuro menos complexo. Mas não é isso que sinto. Toda esta suposta ignorância histórica é assustadora porque pode explicar muita coisa. Ficamos com a noção que esta gente percebe tão pouco da Segunda Guerra Mundial que, provavelmente, não tem problemas em causar uma Terceira.»

11.9.16

NY, 15 anos depois



O One World Trade Center, com 102 andares, aberto ao público em Maio de 2015. Perto do 9/11 Memorial, nele se encontra o One World Observatory, com 360º de vista sobre NY. Com o requinte das novas tecnologias, é possível localizar e focar, num tablet, cada edifício ou espaço importante de Manhattan e ver, em detalhe, a sua estrutura, história e funcionalidade.
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10.4.16

Bernie Sanders


Sanders on the Panama Papers and the 'status quo'
"The American people are asking...how does it happen that you have large corporations who pay zero, not a penny, in federal income taxes?"In his latest victory speech in Wisconsin, Democrat candidate Bernie Sanders argues that the "status quo" of "wealthy people and large corporations" not paying their "fair share" of taxes must change.
Posted by Channel 4 News on Wednesday, April 6, 2016



Too Big To Fail is Too Big to Exist
No single financial institution should have holdings so extensive that its failure could send the world economy into crisis. If an institution is too big to fail, it is too big to exist. That's why I have introduced legislation to break up too-big-to-fail banks.
Posted by U.S. Senator Bernie Sanders on Thursday, April 7, 2016




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18.3.16

Sanders. O socialismo emigrou para os EUA



«Sanders está cada vez mais perto de perder a nomeação do Partido Democrata. Mas a sua maior conquista pode ter sido mostrar que milhões de americanos estão dispostos a colocar um socialista na Casa Branca. (…)

"Nunca o negaria. Nem por um segundo. Sou um social-democrata", assume Bernie Sanders. O senador de 74 anos, eleito pelo pequeno Estado do Vermont, não foge a esse epíteto. Pelo contrário. Abraça-o e repete-o. Até agora, não se está a sair mal.

Quando anunciou, há quase um ano, que ia correr à Casa Branca, as sondagens davam-lhe pouco mais de 5% dos votos. No entanto, o Verão de 2015 trouxe um aumento do entusiasmo. As bases da campanha foram crescendo em número e em volume, com os jovens a servirem de trave mestra da estrutura. Hoje, as sondagens dão-lhe cerca de 40% do voto nacional face aos 50% de Hillary Clinton. E conquistou 818 delegados contra 1.139 da sua adversária (além destes, há também 712 superdelegados, cuja esmagadora maioria apoia Clinton).

Um auto-proclamado socialista está numa eleição renhida para ser o nomeado de um dos dois maiores partidos dos Estados Unidos. Pode parecer ficção científica, mas as pistas existiam há muito. (…)

Na verdade, Sanders é apenas o ponta-de-lança de uma transformação que começou lá atrás. As sementes de uma juventude mais encostada à esquerda foram semeadas há muito e, ironicamente, acabaram por florir durante a Presidência Obama, a candidatura que mais mobilizou jovens activistas. A popularidade de Sanders não pode ser explicada sem falar do "Occupy Wall Street", um movimento efémero - os manifestantes estiveram só dois meses no Zuccotti Park - mas que moldou definitivamente o discurso mediático com o slogan "Nós somos os 99%". A desigualdade não voltou a sair dos jornais e das televisões. Quatro em cada dez participantes no Occupy tinham trabalhado apenas três anos antes na campanha de Obama de 2008. (…)

Bernie Sanders não descobriu a pólvora. Soube ler os sinais e surgiu no momento certo, integrando parte destas reivindicações num programa político menos radical, mas que pretende mudar o sistema. (…)

Para muitos dos jovens que votam Sanders, há poucos motivos para ver "socialismo" como uma palavra proibida. Muitos deles nasceram depois da queda do Muro de Berlim ou ainda nem sequer tinham fumado um cigarro antes do colapso da União Soviética. Não têm memória de uma guerra de civilizações entre EUA e URSS e a Rússia que conheceram já não é socialista.»

Nuno Aguiar

18.7.15

Nunca esperei



… ver pandas vermelhos em Nova Iorque, mas aconteceu.

Quanto aos porcos a andar de bicicleta, estão todos na Europa e, daqui a dois dias, já tentarei percebê-los. 
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16.7.15

Ver o mundo das alturas



Uma das novas atracções de Nova Iorque é subir ao topo do One World Trade Center, perto do 9/11 Memorial, onde se encontra o One World Observatory. Aberto ao público desde o fim de Maio, atrai multidões e há que estar preparado para uma fila razoável para comprar um bilhete que lhe dará direito a entrar… duas horas e meia mais tarde.

Sobe-se 102 andares por elevador em menos de um minuto e chega-se ao cimo daquele que se gaba de ser, actualmente, «o edifício mais alto do hemisfério ocidental». Tem-se então, aí e sobretudo dois andares mais abaixo, 360º de Nova Iorque à disposição, numa perspectiva magnífica, nova, e diferente, daquela a que nos habituámos no Empire State Building (até porque o vemos, agora que passou a nº 2…).

Com o requinte das novas tecnologias, é possível localizar e focar, num tablet, cada edifício ou espaço importante de Manhattan e ver, em detalhe, a sua estrutura, história e funcionalidade.

Visita obrigatória – sobretudo para quem, como eu, vem mostrar tudo isto a um neto de 10 anos…



15.7.15

Estranheza, apesar de tudo



Skyline de Nova Iorque como ainda não tinha visto. Continua a ser estranho! 

De resto, nada de muito novo para quem não vinha cá há uns anos, excepto a maior variedade de origens nas multidões de turistas (Julho é mês forte), tudo um pouco mais caro (parece-me), Times Square apinhado de gente, dia e noite, apenas porque sim. 

O tempo é pouco para grande considerações, mas continuo a agradecer aos deuses por me terem trazido para fora do velho continente nestes dias. Respiro muitíssimo melhor. 
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14.7.15

E Nova Iorque aqui tão longe



Não podia ter tido melhor pontaria: programar uma saída de Portugal – e da Europa – para algumas horas depois do fim de uma triste maratona europeia de péssima memória. E como o motivo de uma curta estadia nesta espantosa cidade é mostrá-la a um neto de 10 anos, a sorte de não estar por aí torna-se um bálsamo e amortece o resto. 

A vida continua – provavelmente com um futuro bem melhor deste lado do Atlântico. 
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7.5.15

Os americanos e o Califado islâmico



«Lê-se e não se acredita. Para o governo norte-americano, "não é possível lidar de forma duradoura com o problema do Estado Islâmico (EI) enquanto o problema Assad não for resolvido", afirmou Samantha Power, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, à cadeia PBS, acrescentando que "uma das razões por que os combatentes terroristas estrangeiros chegam à Síria é que eles querem combater Assad". Se necessidade houvesse de evidenciar a tradicional falta de clarividência da política internacional dos Estados Unidos, eis uma prova cabal. Nem Henry Kissinger, recordista das boutades diplomáticas, teria dito melhor.

Recuemos um pouco no tempo. A emergência do Califado islâmico deve-se à desastrosa intervenção norte-americana no Iraque e ao seu apoio descabelado às insurreições designadas pelos ingénuos como "primaveras árabes". Foram os Estados Unidos e os seus aliados europeus quem fez ressurgir o wahhabismo, a fonte ideológica do EI, ao desmantelarem os regimes ditatoriais laicos no Iraque, na Tunísia e na Líbia. Agora, após múltiplos avanços e recuos e apoio logístico alternado, ora às forças governamentais ora aos rebeldes, preparam-se para suportar a destruição do que resta da Síria. O resultado adivinha-se trágico, não só para o povo sírio, como para todo o Próximo Oriente.

O que surpreende, além da manifesta incompetência dos países ocidentais em lidarem com as situações no terreno e em entenderem as contradições sociais e religiosas naquela parte do mundo, é o desconchavo do seu argumentário. Seguindo o silogismo da embaixadora Power, os terroristas afluem à Síria para combater Assad; logo, há que derrubar Assad para que não cheguem em maior número, convertendo-se os existentes aos ideais da paz e da democracia. Se o assunto não fosse tão grave, apetecia sugerir à administração norte-americana a produção de uma série de aventuras sobre o EI no Disney Channel.»

18.10.14

Começo a pensar que houve uma mutação a nível da mente humana




«Há quem esteja a lucrar com o pânico de ébola. Uma empresa americana que produz peluches educativos com a forma de micróbios está sem capacidade de resposta perante a procura de modelos do vírus ébola.»
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