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19.10.16

Legisla-se para sermos modernaços?




E não só: «A lista de locais ao pé dos quais passa a ser proibido fumar é extensa e abrange ainda “estabelecimentos de ensino, independentemente da idade dos alunos e do grau de escolaridade, incluindo, nomeadamente, salas de aula, de estudo, de professores e de reuniões, bibliotecas, ginásios, átrios e corredores, bares, restaurantes, cantinas, refeitórios, espaços de recreio e áreas ao ar livre situadas junto às portas ou janelas dos respetivos edifícios”.»

Cinco metros? O que se pretende é que as pessoas atravessem a rua para poderem fumar? Ou passem a deitar as beatas para o chão, não usando os cinzeiros que muitas dessas instituições colocaram no exterior das fachadas? Os carros também têm de passar a cinco metros para não poluírem pulmões? Legisla-se proibições só porque sim ou entrámos no mundo do simbólico para sermos modernaços? 
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26.1.12

Proibicionismos galopantes


Mais um estudo, mais especialistas que «defendem que o Estado deve proibir que se fume dentro dos carros», para diminuir riscos de acidentes (porque fumar distrairia tanto como falar ao telemóvel...) e proteger as crianças do fumo passivo.

Quanto ao primeiro objectivo, tenho as maiores dúvidas: a carência de nicotina pode tornar-se muito obsessiva e desviar a atenção de todos os obstáculos.

Quanto à protecção do fumo passivo, já são muitos os que abrem a janela quando acendem o cigarro, escolhendo entre a constipação da criancinha de 5 anos e o remorso de contribuir para um eventual cancro aos 70.

Mas aquilo que não sei, e gostava mesmo de saber, é se aqueles que defendem este proibicionismo à outrance são, ou não, os «liberais» que consideram que os pais têm o direito de tudo decidir (até a escola privada que querem para os filhos e que o governo deveria pagar) e que repudiam a intervenção do Estado em (quase) todas as áreas da sociedade.


P.S. – Claro que a imagem é uma provocação: cartazes antigos de propaganda a cigarros…
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9.1.12

Depois queixem-se se os restaurantes se mudarem para a Holanda


… ou será mais um convite à emigração?

«A mais recente proposta anti-tabaco passa agora por banir completamente o direito a fumar nos lugares públicos para, imagine-se, tornar a nossa legislação parecida com a que vigora no estado de Nova Iorque. A ideia de que isto é um assalto à restauração (para não falar de uma violação do direito de um fumador a jantar fora) não passou, pelos vistos, pela confraria anti-tabagista.

Os proprietários de restaurantes investiram imenso dinheiro há muito pouco tempo para adaptar as suas instalações à nova lei. No meio de uma crise terrível, com as consequências do aumento do IVA para 23% ainda por identificar, o governo decidiu agora que o dinheiro que os donos dos restaurantes e bares gastaram em alterações por causa da lei foi deitado à rua e que mais lhes valia terem estado quietos. Agora, vem aí uma nova lei para mudar tudo outra vez.»

Ana Sá Lopes, no i.
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3.2.11

Dos fundamentalismos


Foi ontem decidido que, dentro de três meses, será proibido fumar em Nova Iorque, mesmo ao ar livre. Nem um cigarrinho para descansar de um jogging no Central Park, num dia de praia em Brooklyn ou nas esquinas de Times Square - local que, como é sabido, tem o ar menos poluído do universo!

É difícil vencer os americanos quando lhes dá para o fundamentalismo, mas nunca brilharam pela coerência. Que eu saiba, não passou a ser proibido vender armas com relativa ou muita facilidade, embora, até prova em contrário, me pareça que ainda matam mais do que o tabaco.

Já agora os americanos podiam copiar o governo do Butão, onde agora não é permitido vender tabaco. Pode-se fumar em privado, mas é preciso demonstrar que os cigarros foram importados ou comprados no estrangeiro e a polícia pode bater à porta para pedir que o recibo seja exibido. Lá chegarão?

Deve ser também isto a tal de globalização…
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10.11.10

20.10.10

Vidas sem fumo


Um post delicioso e sofrido do jpt que deixou de fumar há um mês:

« (…) Sem o cigarro nada é bom. Uma vida sem fumo é uma vida sem atitude. Sem prazer. Nem enleio. Sem este enrolar, sensual, do fumo mastigado seguindo traqueia abaixo. Sem o ejacular nasal. Ou os frémitos, raros, dos cigarros em jejum. Sem aquele acordar, devastado, de quem se usou. Sem tabaco fico sem esta superioridade, altaneira, e assim fruidora, de tudo encarar de cigarro entre-mãos. De tudo apagar, veemente, num qualquer cinzeiro. Ou, melhor ainda, esse tudo atirar para bem longe, num piparote de puta-que-pariu, sim, a todas essas beatas usadas e lambuzadas que nos circundam. Agora seguindo sem cigarros, engordando, querendo viver um bocadinho mais, ovelhas respeitosas do matador. Lamurientas na esperança. Não é essa, afinal, a sempre fácil decisão? Sempre querida?»

A propósito (1957):


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8.9.10

Proibido proibir?


Formam o «Club Fumadores por la Tolerancia», têm um sítio e um blogue, vão entregar hoje mais de 500.000 assinaturas contra a proibição total de fumar em espaços públicos, que a reforma da lei anti-tabaco espanhola propõe, e pedem que sejam respeitados os direitos de todos, fumadores e não fumadores.

As assinaturas foram recolhidas presencialmente, tanto quanto percebi e a fotografia ilustra, o que é uma tarefa absolutamente ciclópica!!!

Actuam numa plataforma a que chamaram «É proibido proibir» e não se limitam a esta reminiscência soixante-huitarde: farão hoje «uma encenação da metáfora liberdade e tolerância, evocando os anos 60, mais concretamente o Maio de 68» - sempre ele, quarenta e dois anos depois?!…Talvez por não apreciar encenações, como adivinho que esta possa vir a ser, e embora se trate de uma «boa causa», cheira-me um pouco a invocação do santo nome de deus em vão...

(Fonte)
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18.2.10

Um pouco de humor que os dias andam pesados




Num país em que um terço da população é fumador - a Turquia -, a ERC lá do sítio condenou uma estação de televisão a uma multa de cerca de 24.000 euros por esta exibir imagens do capitão Haddock a fumar cachimbo.

Ainda não li em nenhuma estatística que o ridículo seja causa frequente de morte mas tenho pena.

(Já agora: será que Fernando Nobre é fumador?)

(Fonte)

P.S. - Comentário de um leitor: «Fernando Nobre declarou-se na quarta feira de cinzas. Se ao menos fosse na véspera...!»