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27.12.16

M. Luís Albuquerque – O défice certo



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5.7.16

Afinal havia outra!



«Maria Luís Albuquerque mostrou, há dias, que acredita que tem a inusitada capacidade de transformar rosas em pão. Ou seja, que se fosse ministra das Finanças, distribuiria milagres em vez de impostos e os portugueses estariam agora a fazer um piquenicão.

Esquece, convenientemente, que foi por causa da sua gestão de 2015 que a União Europeia aperta agora Portugal. Ou que a implosão do Banif não surgiu como um meteorito inexplicável. Claro que as declarações de Maria Luís são típicas do Portugal dos Pequenitos que costuma funcionar como fundamento ideológico dos partidos políticos. A culpa é sempre do outro, versão pimba do célebre êxito de Mónica Sintra, "Afinal havia outra". O certo é que Portugal está agora em campo aberto, funcionando como alvo de uma série de atiradores furtivos, que têm assim uma magnífica desculpa para evitar falar dos problemas dos bancos alemães, do défice francês, dos acordos vergonhosos sobre os refugiados ou do Brexit.

Nesse aspecto, os políticos e os burocratas europeus não são diferentes dos seus parceiros portugueses. António Costa é uma das bolas de um jogo de bilhar que ultrapassa o problema português (ou espanhol). Mas agora também de tomar decisões claras: ou se verga às exigências comunitárias ou terá de gritar alto contra elas. E aí será um alvo a abater. Mas esse é também o dilema daquilo a que chamamos o socialismo europeu: ou é alternativa a esta Europa medíocre, ou torna-se um apêndice do PPE.

É claro que se a UE cortar os fundos estruturais corta o que resta de margem de manobra para o investimento (que é inexistente sem eles). É o mesmo que dizer a Portugal: vamos corta-lhes o oxigénio, do qual nunca recuperarão. Nada que admire. Afinal Wolfgang Schäuble parece estar a preparar a Europa a duas velocidades, fora da ineficaz CE: os aliados fiéis manterão o ritmo definido por Berlim. Os outros serão como os anéis de Saturno: servem para enfeitar. Está visível o que se prepara para a UE pós-Brexit. Portugal é só uma desculpa esfarrapada.»

Fernando Sobral

2.7.16

A «lata» de Maria Luís Albuquerque



Mas pelo menos fica claro: segundo MLA, pode haver sanções ao governo de 2015, de que ela fez parte, porque a UE não concorda com a orientação do governo de 2016. 
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6.3.16

Maria Luís: «Always look at the bright side of life»



Ainda a propósito da ida de Maria Luís Albuquerque para a Arrow Global, vai longa a discussão nas redes sociais e transponho para aqui um breve comentário que deixei no Facebook:

1 – É a própria Arrow Global que indica como único elemento do currículo de MLA, ou seja como elemento justificativo da sua contratação, o facto de ela ter sido ministra das Finanças:

2 – «Always look at the bright side of life». Ao aceitar este lugar, ganhando pouco ou muito, MLA dá-nos um sinal importante: põe fim às suas ambições políticas em Portugal e à esperança daqueles que nela viam uma putativa sucessora de Passos Coelho. Menos uma, para a frente é que é o caminho – que seja daqueles que têm vergonha na cara, seja de que partido forem.
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4.3.16

Não é falta de senso, é de consciência



Henrique Monteiro, no Expresso diário de hoje.

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Obrigada, Maria Luís!



Acordei a meio da noite com um sentimento estranho de contentamento. Depois percebi que ontem foi um grande dia para todos os que se opuseram à AD, ao PàF e a todo o mal que fizeram durante os últimos anos: agora só não vê quem não quer o tipo de gente a que estivemos entregues. Aleluia!

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3.3.16

Bem melhor do que ser ministro é tê-lo sido




«Esta empresa sediada em Londres tornou-se líder da gestão de crédito malparado em Portugal, ao adquirir no ano passado a Whitestar e a Gesphone, duas empresas do mesmo ramo. A Whitestar está também envolvida na gestão de crédito malparado do Banif. 

Num documento classificado como "confidencial" mas disponível na internet, a empresa revela gerir 5.5 mil milhões de euros e ter como clientes em Portugal os bancos Santander, Banif, Millennium BCP, Banco Popular, Montepio, Finibanco, Crédito Agrícola, Cofidis, entre outras empresas de renome do setor financeiro.» 
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27.12.15

Acudam à direita que a matam!



Uma «pérola» de Rui Cardoso Martins, no Público de hoje.

«Defenestrada a PàF do Palácio do Governo, sequestrado o PS pela, ai que horror Virgem Santíssima, esquerda comunista, só faltava a Paulo Vírgula Portas um novo submarino a explodir na cara dos portugueses: o Banif.»


Na íntegra AQUI.
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11.11.15

O ex-Governo líquido



«Passos Coelho entrou no Parlamento como líder do Governo e saiu como chefe da oposição. Midas trocou-lhe as voltas: transformou ouro em chumbo. Não é fácil mudar de estatuto em poucas horas, como se se tivesse sentado num cadafalso à espera do momento fatídico. (...)

Vivemos tempos políticos empolgantes. O sociólogo Zygmunt Bauman definia-os como "modernidade líquida", onde os valores são flexíveis e volúveis. Por isso apelar à "tradição" como defesa moral para o que assistimos é pedir o regresso da Idade Média antes do Iluminismo. (...)

A "destruição criativa" não se aplica apenas à economia: infiltrou-se na sociedade. Nada é seguro: nem os salários, nem as pensões, nem os compromissos políticos do passado ou as alianças e as cumplicidades feitas à sombra do Estado. É por isso que o Governo de Passos Coelho passou do estado gasoso ao líquido, sem passar pelo sólido: foi uma ilusão. Resta saber o que nasce deste rio selvagem. Porque vai ser difícil equilibrar sensatez com criatividade, sensibilidade social com o valor do dinheiro que não há. É um caminho minado onde António Costa terá de saber saltitar elegantemente, guiado pela burocracia de Bruxelas. Mário Centeno está lá para isso: a ruptura será na continuidade.»

Fernando Sobral

4.11.15

Afinal, a primeira decisão era... revogável


Passos disposto a ficar à frente de um governo de gestão. 

Se eu fosse líder da CGTP, substituía a convocatória da concentração em S. Bento, no dia 10, por uma ida a Fátima a pé, com partida marcada para hoje mesmo.
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Oxalá chova café!



«Há muitos anos Juan Luís Guerra pedia, numa das suas mais conhecidas canções, que "Ojalá que llueva café", uma forma de pedir aos céus que chovesse café para que os camponeses da República Dominicana não sofressem tanto.

A chuva que caiu em Albufeira no domingo fez cair do céu um ministro, que se chama, segundo se julga saber, Calvão da Silva e que não tem uma voz tão cristalina como Juan Luís Guerra. Azar nosso. A queda de Calvão, no lugar de um anjo, permitiu perceber que deste novo Governo não se pode esperar muito, para lá de palavras e de uma devoção religiosa nos seguros. Ou seja, os portugueses podem deixar de acreditar no Governo: ou governam-se por eles ou acreditam nos deuses. É uma boa forma de um ministro lavar as mãos na chuva como se fosse um Pilatos mundano. (...)

O mais fantástico ainda é um ministro do Estado português atirar as responsabilidades para o divino, para o Deus em que os portugueses acreditam. Mas este não pode ser uma desculpa para as omissões do Estado nem para a irrelevância da função de ministro da Administração Interna.

Calvão diz: "Houve uma fúria da natureza que se revoltou. Deus nem sempre é amigo, também acha que de vez em quando nos dá uns períodos de provação." Para Calvão os portugueses portaram-se mal. E, assim, dos céus, caiu o dilúvio. E, em forma de raio, um ministro.»

Fernando Sobral