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6.9.18

05.09.1972 - O massacre de Munique



No dia 5 de Setembro de 1972, o comando palestiniano «Setembro Negro» tomou como reféns onze membros da delegação israelita aos Jogos Olímpicos que tinham então lugar em Munique. Morreram logo dois desses reféns, mas, depois de uma intervenção de resgate falhada, levada a cabo pelas forças de segurança alemãs, acabaram por morrer mais nove atletas, cinco dos sequestradores, um polícia alemão e um piloto.



Se este foi, de longe, o mais dramáticos dos acontecimentos em Olimpíadas, não foi o único que ficou marcado por interferências políticas ou por protestos:

1896, Atenas (primeiros Jogos Olímpicos da era moderna) – Boicote da Turquia.

1936, Berlim – Os Jogos Olímpicos do nazismo.

1948, Londres – Japão e Alemanha (os dois grandes vencidos da Segunda Guerra Mundial) nem sequer são convidados.

1956, Melbourne – Boicote de Espanha, Holanda e Suíça contra a intervenção soviética em Budapeste e de Líbano e Iraque contra a posição da Austrália sobre o Médio Oriente. A China abandona os Jogos como forma de protesto contra a presença da bandeira de Taiwan.

1968, México – Power Salute

1976, Montréal – Boicote de vários países africanos como protesto contra a presença da Nova Zelândia, por esta ter disputado um desafio de rugby com a África do Sul, alguns meses antes (quando estava impedida de o fazer devido ao apartheid).

1980, Moscovo – Boicote dos Estado Unidos (seguido por 60 países) como protesto contra a intervenção soviética no Afeganistão.

1984, Los Angeles – Países do bloco soviético (excepto Roménia) e Cuba retribuem o boicote de 1980.

1988, Seul – Boicote de Coreia do Norte, Cuba, Etiópia e Nicarágua.

1992, Barcelona – Devido à guerra com a Croácia e a Bósnia-Herzegovina, a Jugoslávia não é autorizada a participar como país, mas os seus cidadãos são admitidos título individual.

(Podem faltar mais casos, evidentemente.) 
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12.10.17

12.10.1972 - O dia em que a PIDE assassinou Ribeiro dos Santos



No dia 12 de Outubro de 1972, a PIDE assassinou José António Ribeiro Santos, militante do MRPP.

Quando ia realizar-se um «meeting contra a repressão» em Económicas, gerou-se uma confusão quando foi identificado, junto das instalações da Associação de Estudantes, um desconhecido que analisava cartazes e tomava apontamentos. Seguiu-se uma série de episódios, resumida por Jorge Costa em texto publicado há alguns anos e mais tarde retomado, que culminou em disparos de revólver por um agente da PIDE – António Gomes da Rocha –, que mataram Ribeiro dos Santos e feriram José Lamego, também ele militante do MRPP (que esteve internado sob prisão no Hospital de S. José, até ser levado para Caxias e aí ser sujeito à tortura do sono).

O assassinato de Ribeiro dos Santos despoletou uma grande reacção em todo o movimento estudantil e marcou-o até ao 25 de Abril. Ainda na noite do dia 12, foi tomada em plenário de estudantes a decisão de paralisar a universidade para permitir a participação no funeral. Este deu lugar a uma forte carga policial, à saída da casa dos pais de Ribeiro dos Santos, perto da igreja de Santos, com a polícia a impedir que os colegas carregassem-se a urna, a pé, até ao cemitério da Ajuda. Houve feridos, algumas detenções e os distúrbios continuaram mais tarde pela cidade.

O que se seguiu? Cito Jorge Costa: «Nos dias seguintes, a universidade está parada. Face ao crescendo de manifestações, são emitidos mandados de captura contra os quatro primeiros dirigentes da AE de Ciências e da direcção cessante da AEIST. Alguns conseguem escapar e permanecer na sombra. Os plenários de 19 e 20 de Outubro são impedidos e toda a cidade se encontra super-policiada. A DGS realiza buscas nas casas de dirigentes associativos e muitos são levados para Caxias. Em Novembro, multiplicam-se as greves estudantis. Para impedir a agitação contínua, Sales Luís encerra o Técnico. Farmácia e Letras também fecham. Muitos dos estudantes suspensos são incorporados no exército colonial. Há muitos estudantes do ensino secundário entre os presos, em Lisboa e no Porto (...). No final de 1972, os estudantes estão em todas as batalhas da "quarta frente" da guerra que condena a ditadura.»
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10.7.17

Quando dois porcos viraram almirantes



De vez em quando, gosto de recordar que também nos divertíamos na luta contra o fascismo.

Em Julho de 1972, as Brigadas Revolucionárias lançaram dois porcos nas ruas de Lisboa, no Rossio e em Alcântara, como reacção à farsa eleitoral que reconduziu Américo Tomás ao seu último mandato como presidente da República.

Estavam vestidos de almirantes (tal como Américo Tomás...) e untados para ficarem escorregadios. A polícia não conseguiu agarrá-los e teve de os matar à metralhadora. Grande sucesso nas ruas de Lisboa! Foram depois distribuídos panfletos, lançados por petardos, com o seguinte conteúdo:

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12.10.14

Ribeiro dos Santos – assassinado há 42 anos



No dia 12 de Outubro de 1972, a PIDE assassinou José António Ribeiro Santos, militante do MRPP.

Quando ia realizar-se um «meeting contra a repressão» em Económicas, gerou-se uma confusão quando foi identificado, junto das instalações da Associação de Estudantes, um desconhecido que analisava cartazes e tomava apontamentos. Seguiu-se uma série de episódios, resumida por Jorge Costa em texto publicado há alguns anos e agora retomado, que culminou em disparos de revólver por um agente da PIDE – António Gomes da Rocha –, que mataram Ribeiro dos Santos e feriram José Lamego, também ele militante do MRPP (que esteve internado sob prisão no Hospital de S. José, até ser levado para Caxias e aí ser sujeito à tortura do sono).

O assassinato de Ribeiro dos Santos despoletou uma grande reacção em todo o movimento estudantil e marcou-o até ao 25 de Abril. Ainda na noite do dia 12, foi tomada em plenário de estudantes a decisão de paralisar a universidade para permitir a participação no funeral. Este deu lugar a uma forte carga policial, à saída da casa dos pais de Ribeiro dos Santos, perto da igreja de Santos, com a polícia a impedir que os colegas carregassem-se a urna, a pé, até ao cemitério da Ajuda. Houve feridos, algumas detenções e os distúrbios continuaram mais tarde pela cidade.

O que se seguiu? Cito Jorge Costa: «Nos dias seguintes, a universidade está parada. Face ao crescendo de manifestações, são emitidos mandados de captura contra os quatro primeiros dirigentes da AE de Ciências e da direcção cessante da AEIST. Alguns conseguem escapar e permanecer na sombra. Os plenários de 19 e 20 de Outubro são impedidos e toda a cidade se encontra super-policiada. A DGS realiza buscas nas casas de dirigentes associativos e muitos são levados para Caxias. Em Novembro, multiplicam-se as greves estudantis. Para impedir a agitação contínua, Sales Luís encerra o Técnico. Farmácia e Letras também fecham. Muitos dos estudantes suspensos são incorporados no exército colonial. Há muitos estudantes do ensino secundário entre os presos, em Lisboa e no Porto (...). No final de 1972, os estudantes estão em todas as batalhas da "quarta frente" da guerra que condena a ditadura.»
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P.S. – A partir desta página do PCTP/MRPP, tem-se acesso a um conjunto de textos sobre Ribeiro dos Santos e o seu assassinato. 
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10.8.13

Quando as armas não eram cantigas



A resistência não era mansa nos últimos anos do fascismo e nem todos os costumes eram necessariamente brandos. 

Nos últimos dias do mês de Julho de 1972, as Brigadas Revolucionárias lançaram dois porcos nas ruas de Lisboa, no Rossio e em Alcântara, como reacção à farsa eleitoral que reconduziu Américo Tomás ao seu último mandato como presidente da República.

Estavam vestidos de almirantes (tal como Américo Tomás...) e untados, pelo que a polícia não conseguiu agarrá-los e teve de os matar à metralhadora. Grande sucesso nas ruas de Lisboa! Foram depois distribuídos panfletos, lançados por petardos, com o seguinte conteúdo:


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Quando no dia 9 de Agosto de 1972, Américo Tomás tomou posse, para «festejar» o acontecimento, a A.R.A. (Acção Armada Revolucionária), organização de luta armada do PCP, usou 80 cargas explosivas para cortar o fornecimento de electricidade a grande parte do país. É este o comunicado onde a acção é descrita:

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15.7.12

O humor também é uma bela arma



Foi há 40 anos, nos últimos dias do mês de Julho de 1972, que as Brigadas Revolucionárias lançaram dois porcos nas ruas de Lisboa, no Rossio e em Alcântara, como reacção à farsa eleitoral que reconduziu Américo Tomás ao seu último mandato como presidente da República.

Estavam vestidos de almirantes (tal como Américo Tomás...) e untados, pelo que a polícia não conseguiu agarrá-los e teve de os matar à metralhadora. Acção espectacular que provocou gáudio generalizado...

Foram depois distribuídos panfletos, lançados por petardos, com o seguinte conteúdo:


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8.7.09

Quando o humor era uma arma












Em Julho de 1972, quando Américo Tomás foi reeleito Presidente da República, as Brigadas Revolucionárias lançaram dois porcos nas ruas de Lisboa, conforme descrito no comunicado que então foi distribuído e que abaixo se transcreve. Os ditos porcos estavam untados, pelo que a polícia não conseguiu agarrá-los e teve de os matar à metralhadora.


Fonte: Fundação Memoriando