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30.5.25

Está a ir tudo muito depressa

 


E termina «Linhas Vermelhas», onde Catarina Martins debatia com Cecília Meireles à 2ªf (e certamente também a versão da 4ªf com Miguel Prata Roque e Miguel Morgado).

2.4.25

Nelma Serpa Pinto

 


Entrevistou ontem, na SIC N, Pedro Nuno Santos e adoptou uma versão 2.0 do que José Rodrigues dos Santos fez com Paulo Raimundo na RTP. Só faltou piscar o olho à saída.

Não sei se está planeado que enfrente Mariana Mortágua, mas tome um calmante e faça melhor os TPCs. Pode sair o tiro pela culatra no seu estatuto de estrela ascendente na SIC.

17.2.25

Sismos e funerais

 


Foi preciso a terra tremer para deixar de ter 7 canais na TV a dar um funeral.

Luis Miguel Rainha no Facebook

19.9.24

Um pedido às televisões: parem de ser incendiárias!

 


«O título é uma figura de estilo, claro; as televisões não são incendiárias, mas o que se passa na informação televisiva, cada vez que há grandes incêndios, é de uma grave irresponsabilidade social: há estudos que mostram o efeito mimético que tem, junto de algumas pessoas perturbadas, o ver chamas na televisão. Por isso, as televisões deveriam voltar atrás, ao que já aconteceu, quando se puseram de acordo para evitar a exibição de imagens dos incêndios.

Ou será que sonhei? Procuro o rasto noticioso desse acordo entre RTP, SIC e TVI (ainda não existia CMTV) e não o encontro; falo com outros jornalistas e já poucas memórias há; mas vários camaradas me confirmam que sim, que ele existiu. Progressivamente, nos últimos anos, as chamas voltaram à informação televisiva. E em força.

Não tenho o documento, mas uma busca rápida permite encontrar declarações, por exemplo, de Cristina Soeiro, psicóloga da Polícia Judiciária, que em 15 de Setembro de 2017 dizia à Lusa que havia um efeito de banalização provocado pelas imagens de chamas nas televisões. E era bem concreta sobre a importância de evitar desde expressões como “época de incêndios” até aos longos minutos na televisão com imagens de floresta a arder que são excessivos e podem amplificar a situação.

Em 18 de Agosto do ano passado, a TSF ouviu o presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), Tiago Oliveira, que dizia, entre outras coisas relevantes, que se sabe “que as imagens de chamas provocam comportamentos miméticos”. E a provedora da RTP, Ana Sousa Dias, referia queixas de telespectadores e sublinhava que “há um entendimento de que é perigoso insistir nas imagens de fogos florestais”.

Trata-se, por isso, de uma questão de (ir)responsabilidade social. Como jornalistas, o nosso dever é informar. Mas informar bem, com rigor e contenção, sem exacerbar emoções nem apelar a instintos básicos. Não precisamos de directos infindáveis, a descrever o mesmo, dezenas de vezes, em todo o lado: cenário dantesco, inferno, tudo a arder, pessoas aflitas e a chorar, mangueiras, “falta de meios”... Ou a queixa (disparatada, mas compreensivelmente desesperada) de que “não se vê um bombeiro”, como se fosse possível ter bombeiros em cada esquina de um perímetro de 100 quilómetros de incêndio.

O que precisamos não é de uma informação monotemática: agora é a pandemia, a seguir uma tragédia, depois o futebol, outra tragédia, mais futebol, no Verão chegam os incêndios, depois os abusos sexuais (que ainda são tema, mas parece terem desaparecido da agenda mediática), depois o futebol, depois os incêndios. Não, não queremos. Queremos um noticiário televisivo rigoroso, diversificado, aprofundado, sucinto (e já agora, que não tem de durar hora e meia).

Claro: há coisas muito mais graves na questão dos incêndios. A emergência climática, a incapacidade de fazer prevenção e boa gestão política, o ordenamento do território e das florestas, a ineficácia de muitas operações de combate (como se viu no recente incêndio na Madeira), a falta de civismo e cultura; e um longo etc.

Mas o que se passa no jornalismo televisivo também é importante. Estou com isto a criticar opções de (várias) pessoas que respeito. Por isso mesmo é que me sinto ainda mais obrigado, enquanto jornalista, a insistir contra várias das derivas que a profissão tem vindo a sofrer (por exemplo, também na amplificação que faz da extrema-direita e do discurso racista e xenófobo, em vez de os reduzir à sua expressão). Neste caso, precisamos, sim, de questionar os poderes públicos fora da “época dos incêndios”, ser inoportunos quando as decisões tardam, ouvir os especialistas que tantas coisas importantes têm a dizer. O que não precisamos mesmo é de ver chamas. Nem de dias inteiros de noticiários monotemáticos. Caso contrário, estaremos, com isso, enquanto jornalistas, a ajudar a incendiar o país.»


1.4.24

Mendes e Portas serão as novas “conversas em família”?

 


«Um estudo tratou de mostrar que o comentário político nas televisões foi dominado, no ano de 2023, pela direita. Isto apesar de haver, nesse período, uma maioria parlamentar de esquerda. Arrisco-me a dizer, sem dados para além da minha observação, que a situação se agravou durante a campanha eleitoral, como é verificável em painéis de comentário em que as áreas próximas da AD, que se ficou pelos 29%, estiveram sobrerrepresentadas.

O resultado da coligação de direita (o pior de sempre, apesar da vitória, na soma entre o PSD e o CDS) ajuda, apesar de tudo, a relativizar a influência dos comentadores. Mas, ainda assim, pela pressão que o comentário crescentemente exercer sobre os espaços noticiosos e de debate político, e se queremos preservar a credibilidade dos órgãos informativos, não devemos deixar de ser exigentes. Não se trata de defender uma representação partidária. As televisões não são reproduções do parlamento. Trata-se de cumprir mínimos de pluralismo político.

Não preciso de me dedicar a especulações sobre o peso relativo de cada um. Chega-me falar de uma originalidade portuguesa: dois ex-líderes dos partidos que se juntaram numa mesma coligação têm o monopólio do comentário sem contraditório em canais abertos generalistas. Espaços que garantem, à partida e de longe, maior audiência. De tal forma poderosos que já ajudaram a eleger um Presidente (também ex-líder do PSD) e têm outro na calha para o mesmo projeto.

Não fazendo grande esforço para disfarçar a função política dos seus espaços exclusivos, Luís Marques Mendes e Paulo Portas não hesitaram em participar diretamente na campanha eleitoral das últimas eleições, saltando da cadeira de analistas para o palanque de comícios e, de novo, para a cadeira de analistas. Nada contra. Os comentadores não têm de ser neutros. Grave é que duas pessoas empenhadas na campanha da mesma força política tenham mantido este monopólio nas televisões portuguesas.

Já referi esta anomalia várias vezes por achar que isto merecia um debate antes de 10 de março. Mas, a partir da tomada de posse do próximo governo, a coisa passa a ser mais problemática. Porque, com o exclusivo da opinião sem contraditório em canal generalista aberto dada a dois apoiantes deste governo, que militantemente se empenharam na sua eleição, está em causa, pela desproporção de espaço dado ao poder e à oposição, a independência da comunicação social perante o poder executivo.

Ontem foi apenas mais um momento do que nos espera. A avaliação que Marques Mendes fez da composição do novo governo seria mais objetiva se fosse feita por Luís Montenegro. Tudo superlativo, magnífico, cheio de talentos, qualidade. Ou extraordinariamente óbvio ou positivamente surpreendente. O ex-lider do PSD conseguiu falar de todos os novos ministros sem encontrar uma única dúvida sobre qualquer qualidade de qualquer uma das escolhas. Provavelmente o melhor governo de sempre. Foram largos minutos de puro tempo de antena do novo poder, sem qualquer coisa que se assemelhe a uma análise. Digno de uma "conversa em família". É isto que teremos nos próximos meses?

O que já era uma aberração em qualquer país democrático passa a ser um prolongamento da estratégia política do poder executivo. A comunicação social também está sujeita ao escrutínio democrático. Ou acaba com estes espaços, ou cria espaços equivalentes em impacto para figuras independentes do governo, incluindo políticos próximos da oposição (que corresponde a 70% dos eleitores), ou pode ser confundida com a comunicação social (pública e privada) que conhecemos nas chamadas “democracias iliberais”.»

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1.3.24

Pode escolher a cor desde que seja laranja

 


«Devo começar por fazer o registo de interesses: participo semanalmente num programa da RTP sobre a situação política e faço uma rúbrica na TSF também sobre política. Não gosto da designação, mas sou “comentadora” e faço-o a partir da minha visão sobre os problemas dos país e do mundo, e assente nos meus valores. Tento ser objetiva, mas não sou “neutra” nas minhas intervenções. E também não sou, nem finjo ser, jornalista.

Nos últimos anos, a paisagem na comunicação social portuguesa teve sobressaltos e mudanças profundas, que merecem uma análise detalhada, mas que não faço aqui por agora. O quero discutir é a perspetiva de quem tem acompanhado, sentada no sofá, as longas emissões noticiosas das televisões privadas nestes tempos de pré-campanha. Não há forma subtil ou elegante de o dizer de outra maneira: creio que as televisões privadas têm hoje um profundo enviesamento à direita, quer no alinhamento e escolha dos temas, quer na maioria do comentário em emissão.

Nos últimos anos, a contabilização dos minutos televisivos dedicados aos principais dirigentes políticos feita pela Marktest mostra que o líder do partido da extrema-direita figurou quase sempre entre os mais favorecidos. Não explica tudo, nem todo o crescimento da extrema-direita em Portugal. Mas a verdade é que essa mediatização se vem somar aos de bots criados nas redes sociais e aos vídeos no Youtube da eficiente máquina de propaganda do Chega, paga pelos seus financiadores. O destaque dado a Ventura nas televisões não é o culpado disto tudo, mas certamente não é irrelevante.

Já no contexto pré-eleitoral, somaram-se painéis de análise política que tendem a ser compostos por comentadores, jornalistas e editores maioritariamente alinhados à direita, e onde figura depois um solitário jornalista/comentador mais ou menos à esquerda, que assegura o “pluralismo”. Na SIC, continuamos a ter preleções semanais e sem contraditório de um advogado com um passado na extrema-direita nacionalista e salazarista (José Miguel Júdice) e de um ex-líder do PSD (Marques Mendes). Na TVI é um ex-líder do CDS (Paulo Portas).

O que parece escassear são comentadores ou jornalistas/editores mais identificados com área do PS. O que, convenhamos, é bizarro num país em que a esquerda tem sido maioritária desde 2015 e onde, há apenas dois anos, o PS teve a maioria dos votos dos portugueses. A comunicação social não tem que mimetizar o país, mas não pode menorizar a participação da área política do maior partido português do seu espaço de opinião e análise.

Neste período em que nos aproximamos das eleições, aconteceram algumas coisas que me parecem extraordinárias. No debate entre Mortágua e Ventura, a líder do Bloco acusou Ventura de ter estado numa Comissão Parlamentar de Inquérito ao serviço dos privados que são acionistas dos CTT e que financiam o Chega. Não há acusação mais grave a um deputado. Nada é comparável: nem os deputados faltosos, nem mesmo a indicação de residência em Angola para ganhar abonos do Parlamento. Esta é a acusação de corrupção da democracia -- o deputado não representa os cidadãos que nele votaram, mas antes interesses particulares em troca de dinheiro para o partido. Pois, por esses mesmos dias, a acusação a Ventura morreu na praia e as televisões entenderam que a polémica interessante era a “avó da Mariana”. Posso discordar da pessoalização da intervenção política, mas a escolha do foco de análise jornalística parece-me inexplicável.

Como é inexplicável que o Diretor-adjunto de informação da SIC consiga argumentar que a associação entre a troika e Passos Coelho é “a grande mentira do século”, o governo da troika foi o PS de Sócrates. Nem sei o que diga… E, dias antes, dava a “vitória” a Montenegro no debate com Pedro Nuno Santos, porque “o modelo económico dele (Montenegro) é o melhor para criar riqueza”. Note-se: não é discordância política que aqui inquieta -- tenho calo, já nem pestanejo quando ouço um neoliberal. O que me deprime é o paroquialismo da análise. Que, discutindo modelos económicos, um jornalista de economia não tente informar os telespectadores sobre os debates que se hoje se fazem sobre a relação entre impostos e crescimento económico no contexto internacional. Isto depois desta estratégia ter sido tentada por Liz Truss no Reino Unido, e ter levado à quase imediata queda do seu governo, não pela oposição da esquerda, mas pela mão da própria direita neoliberal inglesa, tal era a sua falta de credibilidade. Que não se traga a debate as alterações que já se desenham no contexto europeu, que desaconselham a perda de receita fiscal num cenário de desaceleração do crescimento; que não refira o debate sobre a divergência do desempenho negativo da economia europeia em relação à americana -- que tem sido discutida à luz dos efeitos longos da austeridade pós-2010 e do fraco crescimento de salários na Zona Euro; que nada seja dito sobre a chamada nova política industrial e o que está a ser feitos pela Bidenomics. Enfim, que a opinião de um jornalista tenha o gosto de propaganda partidária sem um pingo de informação que capacite os cidadãos para as escolhas que têm de fazer.

Não creio que seja pedir demais às televisões: equilíbrio, informação, pluralismo real e sobriedade. Diz-me um amigo que estas minhas críticas não me ajudam a fazer amigos e que quem se mete com as televisões, leva. Seja. É a vida.»

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10.2.24

Os debates

 


É inaceitável o que está a acontecer nas estações de televisão no que se refere aos debates que precedem a campanha a eleitoral para as Legislativas.

Quase todos os «moderadores» têm revelado a falta de qualidade profissional requerida para a função, até na escolha das perguntas, mas sobretudo porque atropelam os participantes do debate como se fossem um terceiro elemento ao mesmo nível. (João Adelino Faria, na RTP, ocupa o primeiro lugar no pódio para o pior – na minha opinião e do que tenho visto.)

Mas há mais: o tempo dedicado, antes e depois dos curtos debates, a pré e pós-comentar, está ao nível das noites futebolísticas. São horas e horas (não exagero…) de painéis de três ou quatro tudólogos que escalpelizam cada frase, dão notas (Ai, Marcelo de antanho…) e enquinam tudo para a tendência política que agrada a cada um, quase fazendo esquecer, ao espectador já cansado, o que de facto se passou no debate propriamente dito.

Os OCS, com especial relevo para as TVs neste caso, têm um papel importante em democracia. Estão a falhar.
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13.11.23

Prémio Nobel da Paz para António Costa, já!

 


«Primeiramente, faz-se necessário atribuir autoria ao título deste artigo. Roubei-o a um comentário feito pelo meu grande amigo e colega Daniel Pinéu numa publicação minha na rede social X (antigo Twitter). Eu estava a comentar que bastou uma crise governativa em Portugal, seguida da dissolução da AR e chamada antecipada de eleições pelo Presidente da República, para que a guerra de Israel contra o Hamas e a Faixa de Gaza praticamente deixasse de existir nos noticiários nacionais.

Como consumidora de informação de noticiários portugueses, penso que esta mudança de ventos é exemplificativa de um paradigma de produção e consumo de informação que precisamos rever como sociedade. Estivemos a esmiuçar 30 dias de guerra ao detalhe. Analisámos, opinámos, espalhámos informação e até desinformação.

Eu ouvi de tudo. Ouvi que era injusto que palestinianos pudessem ir viver para Israel enquanto os israelitas não podem viver em Gaza (errado e absurdo, quem quer viver numa prisão a céu aberto voluntariamente?). Ouvi que, embora quiséssemos, em casos de guerra, não podemos esperar reduzir as "casualidades civis” para “perto de zero” (quando a respeitada organização Defense for Children International estimou que a cada 10 minutos (!!) uma criança perdeu a sua vida em Gaza no último mês e pouco). Ouvi que deslocamento forçado de populações em guerra para a indigência, num contexto agreste sem água, eletricidade e comida, é normalíssimo, que isso não pode ser uma violação do direito internacional humanitário e que o Egipto que abra a fronteira e receba este povo todo (afinal, eles que são árabes que se entendam, não é?). Ouvi que o Hamas não é uma organização terrorista, porque vale tudo na luta de resistência anticolonial. Ouvi até que os civis judeus que, se não quisessem ser chacinados com suas crianças e bebés ao colo, não deviam ter ido viver para ao pé de uma zona cerceada e estrangulada social, económica, política e culturalmente (embora eu ainda tenha de facto dificuldade em compreender como é que um festival de música se lembrou de ir comemorar a paz e a “liberdade eterna” ao pé de uma prisão a céu aberto, sem considerar a falta de respeito e humanidade que isto significa). Pouco cuidado vi em garantir que tanta informação incorreta fosse colocada no plano óbvio da opinião-em-jeito-de-bitaites-de-bar, e em esclarecer a diferença entre achismo e evidência histórica/política.

Durante este mês, que terminou precisamente no dia em que nos chegou a informação acerca do escândalo permeando altas instâncias do Governo português e que levaram ao pedido imediato de demissão do primeiro-ministro, os espectadores foram bombardeados com imagens e breaking news, discussões sobre a terceira guerra mundial e a potencialidade/eventual probabilidade de utilização de armamento nuclear ao pé da Europa, conversas de claque que ignoram (todos) os seres humanos (ainda) envolvidos nestes massacres, representações estereotipadas de um “outro” muito distante e de imensa ansiedade relacionada com a normalização da guerra – transmitida em direto, já agora, em substituição de outra.

Toda esta situação deveria nos levar a refletir sobre como queremos informar e que tipo de comunicação é eficaz para construir sociedades e democracias resilientes, desconstruir simplificações e estereótipos incongruentes e diminuir o risco de radicalização, polarização e extremismos. A "verdadeira resolução da guerra" pela queda do Governo é um exemplo premente de como estamos a produzir e consumir informação numa perspectiva episódica, reativa e alarmista. Os produtores de informação devem se perguntar que tipo de sentimentos pretendem/estão a suscitar nas suas audiências. Queremos com a informação detalhada e baseada em grandes crises que as pessoas se tornem mais conscientes, mais humanas, mais solidárias e mais empáticas? Ou estamos inconscientemente a reproduzir um paradigma de medo, ansiedade e ameaça – os últimos claramente mobilizados de forma hábil pelos movimentos políticos de espectro extremista?

Em tempos de eleições antecipadas, mais do que nunca precisamos nos perguntar: estamos com o nosso trabalho a contribuir para a democracia, a construção de sociedades inclusivas e informadas e a resiliência democrática ou, pelo contrário, estamos contribuindo para o fortalecimento do campo de florescimento de narrativas fáceis, instrumentalizáveis e extremistas? Sugiro a reflexão.»

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24.6.23

Tudo a correr normalmente

 


As TVs já substituíram o Titan por Prigozhin.

N. B. – Está o mundo inteiro cautelosamente à espera do desenvolvimento dos acontecimentos e, nas redes sociais portuguesas, não se resiste a dar ou pedir bocas sobre o futuro, como se não existisse um dia de amanhã que todos desconhecemos.
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1.6.22

Judite de Sousa e uma rainha

 

- Elizabeth II nasceu em 1926 e é rainha desde 1952.
- A Primeira Guerra Mundial terminou em 1918.
- A Segunda Guerra Mundial terminou em 1945.

Agora é só fazer contas e ouvir JUDITE DE SOUSA, essa jovem e precária jornalista que tem percorrido várias estações de TV há décadas.