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14.4.17

Janelas e mais janelas (6)



Baku (Azerbaijão), 2011.
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26.9.11

As Cidades e as Praças (37)


Praça da Cidade Velha, Baku (2011)

(Para ver toda a série «As Cidades e as Praças», clicar na etiqueta «PRAÇAS».)
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21.9.11

Em jeito de balanço


Já na ponta final da viagem, quase a deixar o Azerbaijão, todo o meu espanto vai para o culto da personalidade de Heydər Əlirza oğlu Əliyev, pai do actual presidente e quem primeiro tomou as rédeas do país depois da independência, em 1991 - omnipresente em estátuas, nomes de teatros, títulos de jornais, iniciativas socioculturais, etc., etc., etc. «Nós chamamos-lhe avô», diz-me uma das poucas empregadas do hotel que fala inglês.

Para além de todo o resto, presidência hereditária, portanto (mas onde é que já vimos este filme?...) Este país ainda não aprendeu o que devia nem se libertou da história recente, entrou (e de que maneira…) no consumismo e não fez desaparecer o resto. De certo modo, parece estar a querer guardar o pior de dois mundos!

No fim de mais uma das minhas jornadas, e deixando Istambul entre parêntesis porque é um caso especial, o meu conselho a potenciais viajantes é que incluam o Uzbequistão nas agendas (e rapidamente, antes que grandes invasões turísticas encham o Registan de Samarcanda como a Praça de S.Marcos em Veneza), mas que se sintam dispensados de vir a Baku, a não ser que fique mesmo em caminho ou que negoceiem em petróleo. A cidade é agradável, mas não mais do que isso, e ne vaut pas le détour, como rezam os velhinhos Guias Michelin.

Amanhã… será o inevitável regresso.
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20.9.11

Em terra azeri


O que há de mais agradável em Baku são os prédios, tanto na zona comercial recente, cheia de parques e com belíssimas zonas reservadas a peões, como dentro das muralhas da velha fortaleza. Nada convencionais, de arquitectura variada mas leve, com grandes varandas, de ferro ou de madeira. Uma excelente surpresa, confesso.

Quanto ao resto, repito que se «respira» dinheiro, do petróleo e não só, e nada se perdia se não houvesse tantos polícias por metro quadrado, nem tantas fotografias do presidente (por todo o lado, até nos hotéis), reeleito em 2008 com percentagem de votos absolutamente coreana (e que, ainda por cima, faz lembrar Berlusconi…). Pelo menos à primeira vista, as pessoas estão longe de ter a amabilidade dos uzebeques e encontrar alguém que fale inglês é quase o mesmo que descobrir agulha em palheiro.

Em termos de direitos humanos, estamos conversados: o Azerbaijão foi declarado um Not Free Country no plano político e no de liberdades civis.

Quando e como evoluirá tudo isto? Nem sonho.
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19.9.11

De mar a mar


De Istambul a Baku, do Bósforo ao Cáspio.

Voltarei um dia à Turquia, com muito mais tempo, desta vez a visita foi apenas um «desvio» no caminho da Rota da Seda. Como um outro desvio, o último, é esta paragem na capital do Azerbaijão.

Cheguei portanto a um dos reinos do petróleo (no início do século XX, este país produzia metade do que o mundo consumia…), mais recentemente também do gás natural, em pleno boom, visível assim que se sai do aeroporto: por todo o lado, constrói-se e recupera-se, diga-se de passagem, com bom gosto e aparente qualidade em termos arquitectónicos. Uma bela marginal junto ao Cáspio, jardins, um gigantesco centro comercial, lojas de tudo quanto é griffe, mulheres de mini (micro) saias e altamente «produzidas». Dinheiro não faltará e, por exemplo no ano de 2006, o PIB cresceu… 36%.

Ainda pouco vi mas as primeiras impressões são positivas, esquecendo o trânsito que é fabulosamente caótico e impróprio para cardíacos. Para quem conheça, uma excelente síntese de Nápoles e Calcutá.

Oficialmente, estou na Europa. Não parece.
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