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17.2.14

Homer Simpson e os festejos do 25 de Abril



«Homer Simpson sabe como é o delírio político. Por isso diz: "Existem três maneiras de fazer as coisas: a maneira certa, a maneira errada e a minha maneira, que é igual à maneira errada, só que mais rápida".

Influenciada por este mentor ideológico, a classe política portuguesa espera-se para superar Homer. Assim, como tem um défice de utopias para partilhar com o povo, dedica-se a delirar. A prova desta irresistível atracção pela política dos carrinhos de choques está no Woodstock à portuguesa que decorreu há dias no Parlamento. O objectivo do "sit down, tune in e drop out" foi delirar sobre a forma de se comemorar os 40 anos do 25 de Abril. A tempestade criativa transformou-se naquilo que se espera da classe política nacional: as ideias ou são básicas ou dançam na maionese. (...)

Há, claro, um problema: a austeridade refreou a ideia de festa e não há dinheiro para tudo. Assim, como chefe do departamento de delírios institucionais, Assunção Esteves colocou a hipótese de se recorrer ao mecenato para pagar as comemorações. Ou seja, o "25 de Abril é patrocinado pelo gel de emagrecimento Adelgaçante" ou "o 25 de Abril é oferecido aos portugueses pelos limpa-chaminés Varre Tudo". A banda que toca o hino iria com uma farda de um hipermercado.»

Fernando Sobral, no Negócios de hoje.
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11.7.13

Assunção Esteves – leituras a mais, juízo a menos



Sobre o tema da tarde – Assunção Esteves e os seus dislates, hoje, na Assembleia da República, quando umas dezenas de cidadãos se manifestaram nas galerias – muito já foi escrito. Leia-se, por exemplo, o que o Ivo Rafael Silva resumiu no 5 Dias, quanto à citação (com reincidência...) que a segunda figura do Estado fez de Simone de Beauvoir: «Não podemos deixar que os nossos carrascos nos criem maus costumes». Expressão que, como é sabido, a escritora francesa usou referindo-se à opressão nazi durante a II Guerra Mundial.



Interpelada mais tarde pelos jornalistas, justificou-se dizendo «que se tratou apenas de uma "metáfora" para os "elementos de perturbação"». Mais: «Carrasco significa qualquer elemento de perturbação. Sem querer ofender nada nem ninguém. Significa que quando as pessoas nos perturbam, não devemos dar atenção». Metáfora? Carrasco significa elemento de perturbação? Em que planeta? Uma realidade foi óbvia e eu ouvi-a em directo: em bom português, Assunção Esteves perdeu as estribeiras e mais valia que o reconhecesse e, no mínimo, tivesse pedido desculpa.

Há determinados limites que não podem mesmo ser ultrapassados. Nunca.
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14.12.11

Saudades de Jaime Gama


A crónica de Pedro Lomba no Público de ontem veio recordar-me uma entrevista a Assunção Esteves, que o mesmo jornal divulgou no passado dia 18 de Novembro. Lembro-me de a ter lido, mas realizo agora que o fiz mais ou menos distraidamente, o que aliás me acontece recorrentemente sempre que oiço ou leio algo que se relacione com a segunda figura do Estado.

Foi nesse dia que Assunção Esteves formulou o desejo de organizar tertúlias em cafés para debater problemas nacionais (e julgo que até já existiu uma) e afirmou que é possível definir numa folha A4 o que é necessário para mudar a Europa.

Mas é um excerto que Pedro Lomba cita que merece ser recuperado: «Os deputados sabem que podem contar comigo para defender a imagem a que temos direito, que é uma imagem de dignidade. E é uma dignidade acrescida pelo sentido de entrega que é superior ao do cidadão comum, à das pessoas que estão habituadas às suas vidinhas.»

São estas declarações admissíveis sem provocarem um clamor público? O «sentido da entrega» de um deputado é superior ao dos cidadãos comuns, habituados «às suas vidinhas»? O que dá a esta senhora, a quem a «vidinha» profissional ao serviço da Nação nem tem corrido nada mal, o direito de uma tal sobranceria e aparente desprezo pelos servos da gleba? Atitudes como esta fazem mal à democracia porque cavam o fosso entre eleitores e eleitos e só ajudam a piorar a imagem que a população tem dos seus políticos. O que não é apenas mau mas bem mais do que péssimo.

Enfim, no caso vertente, sempre se tratou de uma figura pública pela qual nunca tive qualquer espécie de simpatia e ainda hei-de um dia conseguir que alguém me explique por que superior razão todas as bancadas (repito: todas as bancadas) aplaudiram de pé a sua eleição para presidente da Assembleia da República. Porque essa eleição pôs fim à candidatura-pesadelo de Fernando Nobre? Porque é mulher e é loira? Não chega como justificação, como os factos estão a demonstrar.

P.S. - Ontem, li a entrevista na íntegra aqui, mas hoje está inacessível.
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