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7.11.14

«Olhe que não, olhe que não!»



Este ano vai com um dia de atraso, mas é um ritual: recordar um dos debates mais célebres – e mais longos – que teve lugar na televisão portuguesa, em 6 de Novembro de 1975. Um frente-a-frente entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, que durou 3 horas e 43 minutos, sem publicidade pelo meio nem interrupções por urgências futebolísticas, que o país parou para ver e para ouvir, sem saber que estava a menos de três semanas do 25 de Novembro.

Dessa noite, ficou para a história uma frase com que Cunhal respondeu a Soares quando este afirmou que o PCP dava provas de querer transformar Portugal numa ditadura: «Olhe que não! Olhe que não!»

Um curto excerto:



(AQUI, três vídeos onde o debate pode ser visto na íntegra – boa sugestão para um noite de insónias ou para um ataque de gripe outonal.)
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6.11.11

Olhe que não!


Em 6 de Novembro, regresso todos os anos a 1975, à noite em que o país parou para ver, durante 4 horas, um frente-a-frente que viria a ficar célebre, entre Soares e Cunhal.

Dessa noite, ficou para a história uma frase com que Cunhal respondeu a Soares quando este afirmou que o PC dava provas de querer transformar Portugal numa ditadura: «Olhe que não! Olhe que não!»

Muito estranho revisitar este passado, 36 anos depois! Se algum destes dois pudesse então prever «o filme» de Novembro de 2011…




Texto com alguns excertos do que foi dito:
Adelino Gomes e José Pedro Castanheira, Os dias loucos do PREC, Expresso / Público, Lisboa, 2006, pp. 382-383.
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