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6.5.08

A pose nunca ajudou




...a entrevista fez o resto.

4.3.08

Norteando-me


















Os pontos cardeais sempre foram para mim entidades tão teóricas como as da física quântica.

Perco-me em toda a parte, com uma especial predilecção pelos arredores de Lisboa. Nos últimos dias, tive de ir a Linda(?)-a-Velha, à Amadora e a Vale de Câmara – um verdadeiro tormento, no meio de ruas que me parecem todas rigorosamente iguais e igualmente pavorosas, mais ou menos como imagino Bagdad antes de Bush para lá ter mandado os seus rapazes.

Nada que um GPS não resolva, aconselhou-me um amigo que me viu em hora de desespero. Fui a uma loja do Colombo como quem vai a uma farmácia, trouxe o objecto para casa, defini uns tantos parâmetros e fui dar uma volta. Resultou e voltei para a «minha residência», pelo caminho que ele me indicou (e que faço há trinta anos). Espero que as coisas corram tão bem quando voltar a Vale de Câmara.

Para já, olho com veneração tecnológica para este objecto que cabe num bolso. Quando comecei a trabalhar em informática, um «grande» computador de 30K bytes de memória ocupava um espaço maior que a minha casa, com tectos falsos e ar condicionado especial.

Este Google Earth de pára-brisas faz coisas do outro mundo. É uma geringonça simpática mas estranha – e tão humanóide que até fala.

21.2.08

Viúvas de Lenine



Recebi um mail de alguém que, para me convencer a fazer determinada tarefa, argumentou:
«... porque tu que não és viúva de Lenine».

Já me tinham chamado muitas coisas, mas há sempre uma primeira vez para outras.
Desta gostei – e disse que sim.

18.1.08

E se fosse gás sarin?

Manuel Almeida/Lusa

Quando vi o modo como tudo se processou por se ter espalhado, em Lisboa, um forte e estranho cheiro que levou à evacuação de centenas ou milhares de pessoas, pensei imediatamente no extraordinário livro Underground, de Haruki Murakami. Estou certa de que não fui a única.

Em Underground, é descrito o ataque terrorista por meio de gás sarin, no metro de Tóquio, em 1995, através de relatos das vítimas em dezenas de entrevistas conduzidas pelo autor.

Na 4ª feira, em Lisboa, quando ainda ninguém sabia do que se tratava realmente nem dos possíveis efeitos, de onde vinha o cheiro, se tinha havido um acidente ou um acto provocado (chamaram-lhe «possível brincadeira de mau gosto»), reinava uma total irresponsabilidade, com jornalistas e muitas outras pessoas nos locais e com declarações múltiplas de autoridades sobre o carácter inofensivo de algo totalmente desconhecido.

Soube-se, muitas horas depois, que uma empregada deitara para a rua o conteúdo de um frasco partido, porque incomodava dentro da Faculdade (!...). No dia seguinte, o director da dita Faculdade parecia não atribuir grande gravidade ao acto.

Mas que terra é esta, onde não se pode fumar um cigarrito num restaurante e se é atacado desta maneira na rua? Não há nenhuma ASAE para inspeccionar os armazenamentos universitários e a idoneidade dos seus funcionários? A culpa vai, uma vez mais, morrer solteira?

Não era gás sarin, felizmente - é verdade que estas coisas só acontecem aos outros. E não há muita gente que tenha lido Underground.

13.11.07

Ancas largas e cintura fina

... se quer ter filhos mais inteligentes.

Será a configuração ideal para a acumulação de gorduras poliinsaturadas nas ancas, cujo ácido é da maior importância para o desenvolvimento do cérebro do feto.

Vem tudo cientificamente explicado aqui.

O que se aprende na net...

5.10.07

Carlos Saura e os «Fados»


Vi e não gostei. Há fados, muitos fados, muitos fadistas, há belas imagens, mas o resultado é desconjuntado.

Parece uma sopa de pedra, tantos foram os ingredientes postos no caldo – nem sempre bem escolhidos ou bem combinados, na minha opinião. É o caso de muitos bailados estilizados com má relação com que é ouvido (especialmente gritante quando canta Marceneiro). Até a longa exibição de imagens do 25 de Abril enquanto Chico Buarque interpreta o seu belíssimo «Fado Tropical» me pareceu metida a martelo – foi a primeira vez que não gostei de as rever.

Há ausências estranhas. A mais gritante: a do fado de Coimbra (quando há um fado do Porto).

O filme está cheio de interpretações africanas e latino-americanas para mostrar (a quem sabe) as possíveis raízes do fado. Tanta é a mestiçagem exibida que mais parece um filme propagandístico encomendado pela CPLP. Nesse contexto, é capaz de resultar.

Diz-se que já foi vendido a mais de vinte países. Saí com a sensação de que os chineses vão gostar – com a mesma estranheza que nos faz admirar alguns dos seus espectáculos com sonoridades exóticas.

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P.S. (1) - É bem verdade que gostos já não se discutem. Já tinha escrito ontem este post e só não o publiquei por anomalias da Netcabo. Entretanto li agora o texto do Fernando Redondo. Bem diferente...

P.S. (2) - Lida depois de publicação: a opinião de Lauro António. Sinto-me mais acompanhada...