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31.1.25
31.1.24
29.1.24
Museu da Resistência no Porto
«A ideia tem anos, há uma resolução da Assembleia da República que a apoia, mas a sua execução continua sem data à vista. É por isso que nasceu uma Comissão Promotora do Museu da Resistência e Liberdade no Porto: para relançar a discussão sobre a transformação da antiga sede da PIDE na cidade num espaço de memória da luta contra o fascismo. (…)
À comissão junta-se uma lista de mais de centena e meia de apoiantes de vários quadrantes políticos que inclui ex-presos políticos e familiares.»
Sou um destes apoiantes, obviamente: o Porto terá um Museu da Resistência.
Ler notícia completa AQUI.
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31.1.23
31.1.13
Foi preciso esperar quase 20 anos
... para a implantação da República, depois da revolta de 31 de Janeiro de 1891, no Porto.
«A Revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi o primeiro movimento revolucionário que teve por objectivo a implantação do regime republicano em Portugal.
A revolta teve lugar na cidade do Porto, registando-se um levantamento militar contra as cedências do Governo (e da Coroa) ao Ultimatum inglês por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique. As figuras cimeiras da "Revolta do Porto" foram o capitão Leitão, o alferes Malheiro, o tenente Coelho, o dr. Alves da Veiga, o actor Verdial e Santos Cardoso, além de vultos eminentes da cultura como João Chagas, Aurélio da Paz dos Reis, Sampaio Bruno, Basílio Teles, entre outros.
Os revoltosos descem a Rua do Almada, até à Praça de D. Pedro, (hoje Praça da Liberdade), onde, em frente ao antigo edifício da Câmara Municipal do Porto, ouviram Alves da Veiga proclamar o governo provisório da República e hastear uma bandeira vermelho e verde. Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decide subir a Rua de Santo António, em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos.
No entanto, o festivo cortejo foi bruscamente interrompido por uma forte carga de artilharia e fuzilaria da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua, vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. Terão sido mortos 12 revoltosos e 40 feridos.
A reacção oficial seria implacável, tendo os revoltosos sido julgados por Conselhos de Guerra, a bordo de navios de guerra, ao largo de Leixões. Para além de civis, foram julgados 505 militares. Seriam condenados a penas entre 18 meses e 15 anos de prisão mais de duzentas pessoas.
Em memória desta revolta, logo que a República foi implantada em Portugal, a então designada Rua de Santo António foi rebaptizada para Rua de 31 de Janeiro.»
(Daqui)
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