Para Sarkozy vale tudo na tentativa, aparentemente desesperada, de continuar no Eliseu. Esperemos que, dentro de alguns meses, a sinistra dupla Merkel-Sarkozy se desfaça mas nunca se sabe: no momento de meter o voto numa urna para eleger um presidente, a memória parece toldar-se (nós que o digamos…).
Agora, veio o piscar de olhos ao eurocentrismo egoísta dos eleitores, com ameaças à emigração e mesmo à abertura Schengen.
«Se eu constatasse que, nos próximos doze meses, não havia qualquer progresso sério nesta direcção, a França suspenderia a sua participação nos acordos de Schengen até que as negociações resultassem.»
Que não venham agora sossegar egoistamente portugueses e similares, dizendo que isto é para «os outros»: espaço Schengen, entendemos bem. E que não fosse. Esta ideia da França ou da Europa entrincheiradas contra aqueles de cujo trabalho sempre tiraram proveito, e sem os quais estão irremediavelmente destinadas a definhar, seria ridícula se não fosse trágica. Para além de estar inevitavelmente destinada a um estrondoso fracasso.
O mundo mudou (e de que maneira) e a Europa continua a comportar-se como se não fosse, actualmente, o elo mais fraco.
Excertos do discurso de Sarkozy:
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