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3.2.19

Não, não é uma pintura



São refugiados escondidos das autoridades, em Gent, na Bélgica, Janeiro de 2019.

(Via Adriana Costa Santos)
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9.12.17

Memórias



A minha mais do que querida Universidade, hoje Katholieke Universiteit Leuven, mas até 1970 também Université Catholique de Louvain, foi fundada em 9 de dezembro de 1425.

Leio que tem actualmente 56.000 estudantes, já não se ensina em francês como no meu tempo, mas de uma coisa não duvido: sem lá ter passado quase seis anos da minha vida, podia ser hoje não sei exactamente o quê, mas não seria certamente o que sou.
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18.9.16

Cerveja canalizada




Este projecto vai substituir cerca de 500 trajectos de camiões por ano, prejudiciais para as ruas da velha cidade. 
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21.7.16

Bélgica




Hoje é dia de festa nacional do «plat pays» de Brel, que já viveu tempos bem mais alegres. 
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24.3.16

A Guerra e a Paz em Bruxelas



«A Europa, ainda mais depois dos atentados de Bruxelas, defronta-se com a sua imagem reflectida pelo espelho. E ela não é bonita.

Faz agora de mártir (porque sente a dor profunda de ataques que apenas desejam matar), mas defronta-se com um inimigo para quem o martírio público é uma expressão da fé religiosa. É uma guerra que a Europa já conheceu e conhece, mas de que evita sempre falar. Até porque hoje a única ideologia da Europa é o euro. (…)

Afinal as atrocidades a que vamos assistindo na Europa nestes últimos anos é a réplica dos terramotos militares em Bagdad, Cabul ou Aleppo. Números gerais: milhões de mortos e de refugiados. Só no último mês os atentados na Síria, Turquia, Somália, Costa do Marfim ou Iraque fizeram centenas de mortos. Ou seja, o valor da vida nunca foi tão miserável. E é esse o centro do problema.

Os ataques de Bruxelas são feitos numa altura em que a Bélgica parecia viver em clima marcial. Por isso ainda são mais surpreendentes. São de uma simbologia perturbadora: acertam no coração da União Europeia, entidade que, na sua fragilidade, mostra o que é este Velho Continente. Ao longo dos anos, paralelamente à criação de uma instituição federal que determina a sorte das nações e dos povos que integram a UE cresceu o epicentro do terrorismo "jihadista" na Europa. Ali tudo o que se conhece foi planeado. O que mostra a fragilidade da segurança num país que alberga a sede das instituições que fazem políticas económicas que atiram milhões de europeus para o desemprego. (…)

Com o medo na Europa, a vítima principal será Schengen. As intervenções militares ocidentais, apresentadas como "humanitárias", para desalojar ditadores e colocar "democratas" como líderes, foi um desastre. Se David Cameron e Nicolas Sarkozy não tivessem ajudado a destruir o estado líbio, o Estado Islâmico não teria encontrado aí um território de referência para as suas actividades. A destruição da Síria aumentou essa dinâmica. Erros brutais que agora se pagam caro. Mas feito o mal, os líderes europeus deveriam agora procurar uma política séria e estratégica para derrotar este terrorismo sem alma ou coração, que só tenta vencer pelo medo. Para isso a Europa tem de responder em diferentes vertentes e não fazendo acordos de circunstância (como fez com a Turquia para acalmar os votantes alemães).

É uma guerra diferente a que estamos a viver. Sem regras. E é neste momento que poderemos ver se temos líderes a sério ou apenas burocratas dispensáveis. E é neste momento que apetece voltar a ouvir "Les Flamandes" de Jacques Brel.»

Fernando Sobral

22.3.16

«Imagine» em Lovaina



O carrilhão da Biblioteca da minha Universidade de Leuven tocou hoje «Imagine» de John Lennon:


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Hoje não sou Bruxelas, não sou coisíssima nenhuma



Impotência – apenas.
Farta, fartíssima, de acusações e de propostas de pensos rápidos.
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25.8.14

Privilégio



Ter estudado nesta belíssima cidade – Leuven / Louvain «la vieille», na Bélgica.




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21.7.14

A Bélgica também faz anos



Hoje é o dia da Festa Nacional da Bélgica: foi num 21 de Julho, em 1831, que Leopoldo I se tornou o seu primeiro rei.

É certamente uma das minhas «pátrias». Duas longas estadias naquele país, totalmente diferentes e separadas por mais de duas décadas, moldaram muito do que agora sou. Deu-me a saudade, não vou lá há muitos anos e só quem nunca lá viveu desconhece a qualidade de vida possível, apesar do clima e de mais umas tantas minudências.

Tudo isto e muito mais:


E isto, obviamente:



Avec des cathédrales pour uniques montagnes / Et de noirs clochers comme mâts de cocagne / Où des diables en pierre décrochent les nuages / Avec le fil des jours pour unique voyage / Et des chemins de pluie pour unique bonsoir / Avec le vent de l'est écoutez-le vouloir / Le plat pays qui est le mien. 
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7.4.12

Disto ainda não temos – «We are the 1%!»



É preciso conhecer minimamente os belgas para entranhar um certo sentido de humor que os caracteriza. Ontem, uma manifestação «de direita» (que não o era, evidentemente...), promovida pelo «Círculo dos Cidadãos Austeros», percorreu o centro de Bruxelas por «uma Europa ultraliberal, pelo fim do Estado-providência e da assistência social».



Vale a pena ver a longa lista de reivindicações descritas no blogue («Non au congé parental, sauf pour ceux qui adoptent un suédois», «Non à la liberté d’expression, sauf sur les panneaux de publicite», etc., etc. ) e reparar em alguns slogans: «We are the 1%», «Plus de répression, moins de prévention», «Nucléaire, oui merci», «Moins de fonctionnaires, plus de milliardaires», «Le chômage, c'est du gaspillage».

Dress code a condizer, evidentemnte: «Tenue correcte et austère exigée : vêtements de riches, tailleurs, talons…») 

Sugestão para uma próxima passeata pelo Chiado? Com pedido expresso a Miguel Macedo para a polícia envergar aquela farda especial para dias solenes e só bater em jornalistas devidamente identificados. 
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25.1.12

Uma bela sugestão

Sempre é mais divertido do que assinar Petições! Um grupo de internautas belgas pôs o governo à venda na Ebay – «para sucata / não funciona».

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27.11.11

Mercados milagreiros


A Standard & Poor’s conseguiu, em poucas horas, o que parecia praticamente impossível: na Bélgica, os partidos chegaram a um acordo sobre o orçamento e estão em negociações para a formação de um novo governo que será anunciado dentro de dias. Ver para crer...

A mudança de classificação de AA+ para AA, com tendência para descer, que aquela agência atribuiu ao país na passada 6ª feira, fez soar todos os alarmes e operou o milagre. O novo executivo integrará seis partidos, envolvendo socialistas, conservadores e liberais, de expressão francesa e neerlandesa.

A Bélgica está sem governo há mais de 530 dias e parece que não será (ainda) desta vez que vai levar com um tecnocrata como primeiro-ministro. Se...

(Fonte)
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