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29.10.18

29.10.1936 – A chagada ao Tarrafal



Há 82 anos, chegaram à Colónia Penal do Tarrafal, criada por Salazar alguns meses antes, os primeiros 153 deportados. Mais exactamente, desembarcaram no local onde eles próprios foram obrigados a construir o campo de concentração que os encarceraria. Durante a existência deste «Campo da Morte Lenta», por lá ficaram 32 vidas, 32 pessoas cujos corpos só foram transladados para Lisboa em 1978.

Encerrado em 1954, devido a pressões internas e internacionais, o Campo foi reaberto na década de 60 (e permaneceu ativo até ao 25 de Abril), com o nome de «Colónia Penal de Chão Bom», para albergar os lutadores pela independência de Angola, Guiné e Cabo Verde.


1978 - transladação e cortejo para o cemitério do Alto de S. João, em Lisboa: 


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18.10.18

18.10.1936 - A primeira viagem para o Tarrafal



É a primeira vez que se recorda esta data sem nenhum sobrevivente do primeiro grupo que construiu e viveu no campo de concentração do Tarrafal, já que Edmundo Pedro nos deixou no início deste ano. Motivo reforçado para não deixar esquecer o dia de hoje.

Foi há 82 anos que os primeiros presos saíram de Lisboa, no paquete Luanda, com destino ao que viria a ser o «Campo da Morte Lenta», na ilha de Santiago, em Cabo Verde. O Luanda era normalmente usado para transporte de gado proveniente das colónias e os porões habitualmente utilizados para esse efeito foram transformados em camaratas.

Depois de uma escala no Funchal e de uma outra em Angra do Heroísmo, para recolher mais alguns detidos e / ou largar os menos perigosos, e no fim de uma viagem em condições degradantes, foram 152 os que desembarcaram, no dia 29, em fila indiana, antes de percorrerem os 2,5 quilómetros que os separavam do destino final.

No primeiro volume das suas Memórias, Edmundo Pedro dedica longas páginas à descrição do que foi essa terrível viagem que durou onze dias. (*) O início e o fim:
«E na noite de 18 de Outubro, de madrugada, reuniram-nos em camionetes da GNR. Estas dirigiram-se para o cais de embarque, em Alcântara... No caminho, apesar das ameaças dos soldados, demos largas ao nosso protesto. O nosso vibrante grito de revolta ecoou, ao longo de todo o percurso, nas ruas, desertas, daquela madrugada lisboeta. Cantámos, a plenos pulmões, todas as canções do nosso vasto cancioneiro revolucionário... (...)
A 29 de Outubro de 1936, onze dias depois de termos partido de Lisboa, o velho Luanda fundeou, ao princípio da tarde, na pequena e aprazível baía do Tarrafal. Pouco depois, começou a descarregar a "mercadoria" que transportava nos seus porões... Alguns prisioneiros tinham chegado a um tal estado de fraqueza que só puderam abandonar o barco apoiados nos seus camaradas...»
Depois, foi o que se sabe: histórias de terror, 32 pessoas por lá morreram e o Campo durou até 1954. Foi reactivado em 1961, como «Campo de Trabalho do Chão Bom», para receber prisioneiros oriundos das colónias portuguesas (o ministro do Ultramar era então Adriano Moreira e foi ele que assinou a respectiva portaria) e durou até 1974.

(*) Edmundo Pedro, Memórias, Um Combate pela Liberdade, Âncora Editora, 2007, pp. 350-359.
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14.8.18

14.08.1936 – Os massacres de Badajoz



Em 12 de Agosto de 1936, as tropas nacionalistas começaram o assalto a Badajoz, naquela que foi a luta mais dura desde o início da Guerra Civil. Quando a cidade se rendeu, todos os que tinham resistido foram levados para a praça de touros, ou para as imediações do cemitério, para serem executados ─ no dia 14 de Agosto de 1936. Não se conhece exactamente o número de mortos, que varia, segundo as fontes, entre 2.000 e quase 4.000.








O governo português foi cúmplice das tropas nacionalistas, tanto deixando que alguns dos seus elementos penetrassem no nosso território em perseguição aos republicanos, como colocando alguns destes na fronteira do Caia, de onde foram levados para Badajoz e executados.
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18.7.18

17/18.07.1936 – A Guerra Civil Espanhola



Na noite de 17 para 18 de Julho de 1936, teve início a terrível Guerra Civil Espanhola que iria durar quase três anos.

**** Um site precioso.

**** Muita informação em arquivos da RTP

**** Um conjunto de textos em El País.

**** Dois vídeos:






**** Duas canções emblemáticas:




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19.8.17

Gracía Lorca morreu num 18 ou 19 de Agosto



Federico García Lorca conta-se entre as primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola. Foi fuzilado, com apenas 38 anos, em Agosto de 1936, entre os dias 17 e 19, pelo seu alinhamento político com os Republicanos e por ser declaradamente homossexual.

Todos os anos nesta data, em Viznar, perto de Granada, ciganos cantam, dançam e dizem poesia em honra de Lorca e de cerca de 3.000 fuzilados pelos franquistas, cujas ossadas se encontram por perto. De madrugada, à luz de velas e das estrelas, sem nada programado, sem nenhuma convocação formal.





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23.4.17

23.04.1936 – Tarrafal, 81 anos



O «Campo da Morte Lenta» foi criado em 23.04.1936, encerrado em 1954, reactivado em 1961 por portaria assinada por Adriano Moreira, então Ministro do Ultramar, com o nome de «Campo de Trabalho do Chão Bom», para receber prisioneiros da Guerra Colonial. Durou até 1974. 

Ler aqui um post do ano passado. 
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19.8.16

Lorca morreu há 80 anos. A homenagem de ciganos


@Khadzhi-Murad Alikhanov

Federico García Lorca conta-se entre as primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola. Foi fuzilado, com apenas 38 anos, em Agosto de 1936, entre os dias 17 e 19, pelo seu alinhamento político com os Republicanos e por ser declaradamente homossexual.

Todos os anos nesta data, em Viznar, perto de Granada, ciganos cantam, dançam e dizem poesia em honra de Lorca e de cerca de 3.000 fuzilados pelos franquistas, cujas ossadas se encontram por perto. De madrugada, à luz de velas e das estrelas, sem nada programado, sem nenhuma convocação formal.


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15.8.16

Massacre de Badajoz (1936) – Pedido ao governo português para que condene a ajuda de Salazar



Por ocasião do 80º aniversário do Massacre de Badajoz, a Associação para a Recuperação da Memória Histórica da Extremadura escreveu uma carta a António Costa pedindo que o governo português condene, «de forma simbólica e pública», a ajuda que Salazar deu aos franquistas.

Recorda, nomeadamente, que: «La ayuda del gobierno de Salazar a los rebeldes franquistas, supuso un auxilio de primordial importancia, al darle facilidades para la adquisición y transporte de material, permitiendo la utilización del territorio luso para facilitar el abastecimiento necesario. Algunos aeródromos portugueses sirvieron de escala de los aviones que la dictadura nazi enviaba a los rebeldes, y el ferrocarril y las carreteras lusas facilitaron el paso para el traslado de tropas y material, a la zona insurgente. Por otra parte, la frontera común se blindó, violando el Derecho internacional, con la misión de detener y entregar, con la decidida actuación de la Policía política salazarista (P.V.D.E.), a los republicanos que huían de la violencia y el terror desatados por las tropas rebeldes, si bien hubo excepciones ejemplares como la de Barrancos. Ejemplos, de la flagrante violación del Derecho internacional, fue la entrega sin trámite de clase alguna del Diputado socialista Nicolás de Pablo y del último alcalde socialista de Badajoz, Sinforiano Madroñero, cuando pretendieron conseguir asilo en Campo Maior, devueltos y entregados por la P.V.D.E. a los franquistas, siendo fusilados en Badajoz, sin juicio previo, el 20 de agosto de 1936.»


Não vi qualquer referência à existência desta carta (objecto de uma Nota à Imprensa em Espanha e divulgada) nos órgãos de comunicação social portugueses, mas certamente que acabará por aparecer.

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P.S. – Para mais informação: ler, no blogue da Associação, um relato detalhado dos factos relacionados com o massacre e excertos de diferentes fontes de informação, com realce para o papel do jornalista português Mário Neves, do Diário de Lisboa, e para esta página do referido jornal. No arquivo online da Fundação Mário Soares, podem ser lidos mais textos de Mário Neves nos dias que se seguem ao Massacre, por exemplo aqui e aqui.

14.8.16

Há 80 anos, os massacres de Badajoz



No assalto a Badajoz, naquela que foi a luta mais dura desde o início da Guerra Civil, o governo português foi cúmplice das tropas nacionalistas.

Ver AQUI, um post publicado há um ano. 
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17.7.16

Guerra Civil Espanhola, 80 anos



Na noite de 17 para 18 de Julho de 1936, teve início a terrível Guerra Civil Espanhola que iria durar quase três anos.

**** Um site precioso.

**** Um conjunto de textos em El País.

**** Dois vídeos:






**** Duas canções emblemáticas:




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14.8.15

14.08.1936 – Os massacres de Badajoz



Em 12 de Agosto de 1936, as tropas nacionalistas começaram o assalto a Badajoz, naquela que foi a luta mais dura desde o início da Guerra Civil. Quando a cidade se rendeu, todos os que tinham resistido foram levados para a praça de touros, ou para as imediações do cemitério, para serem executados ─ no dia 14 de Agosto de 1936. Não se conhece exactamente o número de mortos, que varia, segundo as fontes, entre 2.000 e quase 4.000.



Uma das primeiras testemunhas a chegar ao local foi Mário Neves, jornalista do Diário de Lisboa, citado em todos os relatos dos acontecimentos e que se ouve neste vídeo. Afirma ter tido a «visão mais dantesca da sua vida» e jurou não voltar.



O governo português foi cúmplice das tropas nacionalistas, tanto deixando que alguns dos seus elementos penetrassem no nosso território em perseguição aos republicanos, como colocando alguns destes na fronteira do Caia, de onde foram levados para Badajoz e executados. 
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23.4.15

Há 79 anos, o Tarrafal



A Colónia Penal do Tarrafal foi criada pelo Governo de Salazar ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26. 539, de 23 de Abril de 1936.

No dia 29 de Outubro de 1936, chegaram os primeiros 153 deportados. Mais exactamente, desembarcaram no local onde eles próprios foram obrigados a construir o campo de concentração que os encarceraria. Durante a existência deste «Campo da Morte Lenta», por lá ficaram 32 vidas, 32 pessoas cujos corpos só foram transladados para o cemitério do Alto de S. João, em Lisboa, em 1978.


Nunca esquecer!

P.S – Clicando na «Label» TARRAFAL, no fim deste post, encontrará neste blogue muitos textos relacionados com essa terrível realidade da nossa História. 
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18.7.14

Há 78 anos – uma Guerra, aqui mesmo ao lado



Na noite de 17 para 18 de Julho de 1936, teve início a terrível Guerra Civil Espanhola que iria durar quase três anos.

*** Um site precioso.

*** Um dossier especial de El País, publicado em 2011, por ocasião do 75º aniversário.

*** Dois vídeos:






*** Duas canções emblemáticas:




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