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15.8.18

8 Dias, 8 Viagens (3)



Bariloche, Argentina, 2010.
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12.8.18

Argentina, aborto e apostasia




«La Coalición Argentina por un Estado Laico (CAEL) convocó esta apostasía colectiva mientras el Senado de ese país votaba la legalización del aborto.
Hombres y mujeres que se manifestaban a favor de esa iniciativa hicieron una larga fila y llenaron formularios para renunciar a la Iglesia católica.
La Coalición Argentina por un Estado Laico (CAEL) convocó esa apostasía colectiva para quienes fueron bautizados y ya no se sienten representados por esa institución.»
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17.5.17

Em 17.05.2013, morreu um carrasco: Jorge Videla



Foi há quatro anos que morreu Jorge Videla, um dos carrascos que governaram a Argentina entre 1976 e 1983 e que foram responsáveis por mais de 30.000 desaparecidos. Condenado em 2010 a prisão perpétua, viu a sua pena aumentada em mais 50 anos, em Julho de 2012, por ter dirigido uma rede que roubava bebés de prisioneiros políticos.

Por ocasião da sua morte, num artigo intitulado «Nem Freud imaginou isto», Simone Duarte resumiu bem o drama de algumas destas crianças: «É este o legado do general Videla. Uma geração que desapareceu. Outra que ficou sem saber quem era. E está até hoje a tentar descobrir».

Nesse dia, o mundo ficou mais limpo. 
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24.3.16

Avós de Maio



No dia que marca o 40º aniversário do início da ditadura na Argentina, saúde-se a actividade das Avós de Maio que, até ao fim de 2015, conseguiram recuperar a identidade de 119 netos. 
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21.10.15

Uma arruada laranja


Os deuses protegeram-me do sofrimento e dos «nervos» e fizeram-me escolher, há muito tempo, a data para esta viagem, sem que pudesse adivinhar o que por aí se passaria nestes dias.

Para compensar, vi-me ontem no meio de um arruada laranja (!!!) de suporte a Scioli, o candidato que vai à frente nas sondagens para as presidenciais do próximo Domingo, aqui na Argentina. (Curiosidade: se o candidato mais votado tiver mais de 40% dos votos ganha à 1ª volta volta, não há 2ª.)

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12.10.15

Mais uma volta



Daqui a poucas horas parto para um dos locais do mundo em que melhor me sinto – a América Latina. Mais concretamente, passarei uns dias no Uruguai e chegarei a Buenos Aires mesmo no fim da campanha para as eleições presidenciais onde, pelo que me dizem, o ambiente está mais do que tórrido já há algum tempo. Não espero ver Mujica, mas tenho a sensação de que vou esbarrar com Eduardo Galeano ao virar de uma qualquer esquina de Montevideu.

Irei dando algumas notícias e tentarei passar para segundo plano os episódios da telenovela política dos dias que por aqui passam. 
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22.10.14

Avós da Praça de Maio – 37 anos



Em 22 de Outubro de 1977, duas avós fundaram, em La Plata, as «Abuelas Argentinas con Nietitos Desaparecidos». O grupo foi crescendo, passou a ser conhecido como «Abuelas de Plaza de Mayo», o seu campo de acção alargou-se e ainda continua a procurar crianças que hoje são adultos e que foram roubadas aos pais durante a ditadura militar, que começou em 1976. Até Agosto de 2104, já tinha sido recuperada a identidade de 115 netos. 

À 5ª feira, poucas ou muitas, juntam-se na dita praça emblemática de Buenos Aires, como tive oportunidade de verificar uma vez – com um nó na garganta.

Hoje, celebram este 37º aniversário do «Dia Nacional do Direito à Identidade», no Teatro Argentino de La Plata. (Mais detalhes aqui.) 
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13.7.14

Prémio de (pouca) consolação



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Argentina «days» – (3)



Pronto: a final do Mundial é daqui a pouco, continuo a fazer figas para que a Argentina ganhe (enquanto há fé há esperança...) e regresso, desta vez, a Buenos Aires.

Poderia escrever dez posts, ou repescar 5 ou 6, mas não me saem da cabeça as árvores desta minha cidade de eleição, onde gostava bem de ter estado mais do que duas vezes e durante muito mais tempo. Não porque não tenha visto troncos e copas bem maiores, e muito mais estranhos e imponentes, mas porque, em Buenos Aires, são muitos, lindos, espalhados por muitos parques, praças e avenidas. E, talvez sobretudo, porque li recentemente um pequeno livro de Ernesto SchooMi Buenos Aires Querido – que lhes dedica algumas páginas magníficas, que me deram ganas de atravessar o Atlântico e palmilhar ruas à procura de plátanos, freixos e outros exemplares de que nem fixei o nome. Fica um excerto:

«Não se sabe se imploram ou ameaçam. Ou uma coisa e outra, à vez. Confesso que não sei o nome destas árvores, tão características de Buenos Aires. No Inverno, nuas como estão, e negras, os seus ramos curvam-se numa caligrafia trágica. Parecem rasgar o céu cinzento; parecem mãos como ganchos, daquelas que os malvados, os bruxos e os monstros ostentam nas historietas e nos desenhos animados. Uma personagem d’ A Prisioneira, um drama do italiano Ugo Betti (tão famoso na década de 50, tão esquecido hoje), diz que, se morresse e lhe fosse possível regressar à sua cidade, a reconheceria de imediato pelas árvores. Creio que o mesmo se passaria comigo.»

E por falar em «Mi Buenos Aires Querido»:


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