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21.4.20

25 de Abril e ex-Presidentes da República



Jorge Sampaio e Cavaco Silva já comunicaram que não participarão na cerimónia que terá lugar no Parlamento.

Apenas Ramalho Eanes afirmou que estará presente, embora não concorde com o modelo adoptado para a comemoração. É o mais velho dos três ex-PRs (tem 85 anos) e só não infringirá as regras definidas pelo decreto que estabelece o Estado de Emergência em que nos encontramos por pertencer ao Conselho de Estado e porque não existem oficialmente velhos em órgãos políticos. Que está disposto a morrer com o Corona, oferecendo o corpo às balas, isso já sabíamos. Parabéns à prima.
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13.11.13

Faltava esta cereja


... em cima de vários bolos.

O cidadão Ramalho Eanes será homenageado no próximo dia 25 de Novembro, por iniciativa de uma longa lista de notáveis, também aberta a subscrição pública. 
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1.1.13

Menos um



«Certamente que partiu com alguma angústia por ver que os grandes ideais de Abril estão nesta altura em dificuldade». 
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10.10.12

Três ex-presidentes da República e um outro



Num mesmo dia, o de ontem, os três ex-presidentes da República eleitos em democracia pronunciaram-se, directa ou indirectamente, em registos diferentes mas todos especialmente preocupados e críticos, sobre o estado actual do país e da sua democracia. Goste-se, ou nem por isso, de todos ou de nenhum deles, trata-se de um facto importante pelo seu significado. 

Ramalho Eanes deu uma entrevista à Rádio Renascença, Mário Soares publicou um extenso artigo no Diário de Notícias, Jorge Sampaio respondeu a perguntas de internautas, numa iniciativa de Le Monde.

Três citações que ilustram o tom e o estilo de cada um: 

Ramalho Eanes: «O Estado não pode gastar muito menos do que aquilo que gasta, em áreas consideradas fundamentais num estado social.» 

Mário Soares: «Quando os governantes manifestam medo do Povo - e fogem dele - algo vai muito mal. (...) É próprio de uma Ditadura.». 

Jorge Sampaio: «Devo dizer que a austeridade pela austeridade, a austeridade excessiva, pode prejudicar terrivelmente a democracia. Porquê? Porque a democracia precisa de esperança. E se não se vê a luz ao fundo do túnel, a esperança vai-se.»

Ontem, o pior presidente português eleito em democracia, o actual, não disse nada. É verdade que já tem feito algumas declarações dispersas sobre excessos de austeridade. Mas ainda ecoam nas nossas cabeças os ecos do discurso inócuo, incolor e inodoro que fez no dia 5 de Outubro. Podia ter sido feito por algum dos seus três predecessores? Não creio. 
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