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27.2.19

O CDS e o seu «Tea Party»




«São contra o aborto, a eutanásia, a adoção de crianças por casais homossexuais e recusam as quotas para as mulheres. Dizem-se democratas-cristãos mas "não confessionais", criticam um suposto "marxismo cultural" e acham que as mulheres estão a ser obrigadas a ter uma carreira, a sair de casa, a não ter filhos e agora "até querem" obrigá-las ir para a política.
São militantes do CDS e organizaram-se numa corrente de opinião interna, a Tendência Esperança em Movimento (TEM).»

Do dito TEM, faz parte uma cronista do Observador, que se tornou «célebre» por este artigo que já aqui referi há uns dias. Vai longe esta gente, com jeito chega ao século XIX!
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21.2.19

Cristas, uma invenção de Costa



«Já muitos partidos apresentaram moções de censura condenadas ao fracasso. Já alguns o fizeram num momento em que a insatisfação popular não era evidente – não confundir um surto de greves táticas, num ano eleitoral em que são sempre mais eficazes, com insatisfação generalizada. Não me recordo se alguma vez foi feito num momento em que, se fosse aprovada, a moção de censura teria um efeito nulo, já que as eleições são este ano. Esta moção de censura não é apenas um nado-morto, é uma inutilidade assumida.

A inutilidade é tão evidente que ninguém assumiu que o alvo de Assunção Cristas era realmente António Costa. Para a geringonça, este até é um bom momento para se mostrar falsamente unida. O objetivo é criar um momento mediático em que, mais uma vez, Cristas se apresente como líder da oposição. Sabendo que Rio não está no Parlamento e que ainda não tem um grupo parlamentar seu, a presidente do CDS está a lutar contra um ausente. Não é difícil vencer um combate em que o opositor não pode entrar no ringue.

Assunção Cristas afirmou, numa entrevista ao Expresso, que dizer que ela é a líder da oposição “é factual”. Olhando para as sondagens, não sei onde está demonstrado desse facto. Rui Rio continua, até ver, a liderar o partido com mais intenções de voto da oposição, o CDS não descolou e Cristas continua a liderar um partido com tantas possibilidades de chefiar um Governo como o PCP e o Bloco. Não passa tudo de uma fantasia. Quem criou esta fantasia? Não foi o CDS, apesar de tentar alimentar-se dela. Nem sequer foi a comunicação social, que se limita a difundir os delírios de Cristas. Foi António Costa. Costa irrita-se com Cristas no Parlamento porque lhe interessa ter um partido com menos de 10% das intenções de voto como líder da oposição. Dar força ao CDS é tirar força ao PSD e encostar a oposição à direita. Tudo o que Costa precisa para ter votos ao centro.

Não é grave que Cristas aproveite a borla que Costa lhe dá e se ponha em cima de um caixote para parecer enorme. Faz parte das regras do jogo. Desde que isso tenha, para quem deve olhar com atenção para a política, a importância relativa que realmente tem. Em suma, a moção de censura do CDS é o que é: um momento de campanha do CDS com a mesma importância real que tem o CDS.»

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25.10.18

Abstenham-se, abstenham-se!




Meus amigos de direita (porque também os tenho e com prazer) já sabem a receita: nas próximas legislativas, abstenham-se, abstenham-se, na vossa abstenção estará também o (nosso) ganho!
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14.10.18

E a idiotice não paga impostos




A lógica é esta: tenham cuidado com o BE e com o PCP para «que a direita não se deixe "contaminar" pelas ideias de extrema-direita que estão a progredir na Europa e no mundo.»
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21.9.18

«Cabesse», dr. Telmo Correia?



«Embora não nos CABESSE a nós», disse um senhor deputado do CDS, Telmo Correia de seu nome, a propósito da nomeação da nova Procuradora Geral da República.
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23.8.18

Os Monchiques e a falta de espuma do CDS



«Após três anos de governo PS com apoio parlamentar das esquerdas, a direita quando governou estava tão convencida da inevitabilidade da austeridade que ainda não se encontrou consigo própria, nem com um programa que a possa guindar ao poder.

Rui Rio tem consciência do estado de alma do partido que se acomodou tanto a nível de direção como localmente. Está burocratizado e disponível para lutas internas por postos que assegurem a vidinha aos seus membros. Mobilizam-se em torno dos líderes que alimentam as suas esperanças de não serem esquecidos na hora da vitória.

A aproximação de Rio ao PS, que conta com muita gente dentro do PS, constitui para os anteriores círculos dirigentes do PSD uma traição ao projeto neoliberal que defenderam à outrance, pois sabem que não tem, num eventual bloco central, a mesma intensidade. E é isso que os une, o galope neoliberal.

É a esta luz que Santana abandona a família para se arvorar em ser o único e legítimo filho do que alegadamente era o PPD de Sá Carneiro e que ninguém sabe. Os cismas são vários sobre o verdadeiro pensamento de Sá Carneiro.

Congeminou que pode ter um resultado eleitoral para lhe dar capacidade de contar na cena política, o que não sucederia com Rio.

A Santana não lhe basta um cargo proeminente em qualquer instituição pública. Quer mais; e esse mais o PSD não lho dá, nem provavelmente viria a dar.

Santana e Pedro Duarte, Montenegro e outros largaram o fogo no PSD e agora são muitos os Monchiques que Rio enfrenta e ao que parece sem ajuda de meios aéreos.

Tenta apagá-los fazendo da época dos incêndios devido às elevadas temperaturas a sua oposição ao governo.

O CDS, sacrificado pela estratégia de Rio, aproveita-se da falta da falta de espuma para apagar os Monchiques do PSD. Está, porém, tolhido. A visibilidade que Portas lhe deu no governo de Passos, incluindo a de Cristas, vira-se contra o próprio partido, mesmo que este hoje proclame o contrário de tudo o que aprovou no governo desde o congelamento dos salários na função pública e do salário mínimo nacional, os cortes nas pensões, os aumentos nas taxas moderadoras, o aumento da carga de horas de trabalho na função pública, os cortes nos guarda florestais, os cortes nas quotas do pescado, os despejos, a reforma dos tribunais afastando os cidadãos da justiça, as privatizações sem lei nem roque, até ao pavor que era viver sob o chicote destes mandarins impiedosos, pois todos os dias os bilionários tinham boas notícias e o resto da população más. Foi o período em que uma ínfima minoria ficou mais rica e a imensa maioria com menos rendimentos e se espalhou deliberadamente a pobreza.

Enquanto o PSD lambe as feridas, o CDS chega-se à frente nas críticas ao governo. Enquanto Rio ensaia o bloco central, o CDS preterido demarca-se, marcando o terreno.

O CDS cavalga a crise do parceiro de tantas ocasiões para ganhar estaleca. Não parece vir a ter sorte.

Surpreende que um partido como o PSD se encerre dentro de si próprio por falta de um programa que una quadros e dirigentes. Rio bem tenta fazer da aproximação ao PS um guião, mas sem sorte.

É algo inesperada a incapacidade destes partidos terem um programa, um guião para apresentarem. Vivem de incêndios, roubos de armas e pouco mais. Como dizia o seu protetor Cavaco - chocam com a realidade…»

Domingos Lopes
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4.8.18

O CDS, a Europa e os “outros povos”



«O CDS decidiu antecipar-se e anunciar, a quase um ano de distância, a sua candidatura ao Parlamento Europeu. E o que escolheram aqueles que se dizem democratas-cristãos como tema preferencial? Os migrantes: “O espaço europeu pode ser um destino de acolhimento para outros povos mas exigimos respeito pelas nossas leis, valores, costumes. A segurança dos cidadãos é uma prioridade”, lê-se no flyer do CDS (PÚBLICO, 19.7.2018). A propósito desses “outros povos”, o repetente cabeça de lista, Nuno Melo, que, por um lado, gosta de falar do “humanismo” com que a Europa tem o dever de acolher “aqueles que procuram o nosso espaço comum porque fogem a essas guerras, porque fogem à fome, porque querem salvaguardar a sua vida e a vida dos seus familiares”, é o mesmo que, sempre que de refugiados se fala, vai direitinho ao discurso do medo. Melo repete há anos que “as migrações têm implicações na segurança”, que a questão “não pode ser vista numa perspetiva romântica” porque há muitos migrantes que, “sob pretexto” da procura de asilo, “se querem infiltrar na dita Europa fortaleza para cometer atentados” (Observador, 4.9.2015). É que, lembra ele, “a Europa está em guerra” - o CDS, pelo menos, está! - e “a mim preocupa-me bastante que neste momento haja mais de 50 mil pessoas que circulam livremente pela Europa, sem sabermos quem são, de onde vêm e ao que vêm”. Em Penafiel, há dois anos, Melo dizia que “o problema só se resolve na origem” e “não [acreditava] que isto se possa resolver sem uma intervenção militar da qual a Europa e os Estados Unidos façam parte” (Verdadeiro olhar, 3.4.2016).

É curioso que, de tão banal esta linguagem, já nem se dê importância a estes delírios belicistas! Para quem gosta de sublinhar que Portugal é uma exceção no quadro europeu de consolidação de uma extrema-direita xenófoba e neofascista, as tiradas de Nuno Melo sobre os refugiados deviam ensinar-nos a perceber onde estão os Salvinis e as Le Pens portuguesas - personagens que, lembremo-nos, preocupadas com a “segurança da Europa” e a “preservação do modo de vida europeu”, sempre rejeitaram ser racistas. O CDS (e o PSD) faz parte do Partido Popular Europeu (PPE) juntamente com a CDU alemã, por exemplo, mas também com os partidos de Viktor Orbán e de Berlusconi (o primeiro a trazer a extrema-direita para o governo italiano há 24 anos). Dominando a presidência da UE (Tusk), da Comissão (Juncker) e do Parlamento (Tajani) europeus, bem como a maioria dos governos da UE, o PPE preparou há meses um rascunho do seu programa eleitoral para 2019 no qual sobressaem algumas das teses tradicionais da extrema-direita: “o sucesso da Europa dependerá da nossa capacidade para (...) preservar o modo de vida europeu”, o que passa por “proteger as nossas fronteiras para travar as migrações ilegais” pelo que “precisamos de equipar as nossas fronteiras com a última tecnologia (…) e pelo menos dez mil novos guardas” para “assegurar o nosso direito sistemático a mandar equipas militares ou construir muros onde for necessário” (“EPP Group Priorities, draft programme”, 2018).

Estes muros e estes guardas fronteiriços são os mesmos de Trump ou Orbán. Desengane-se quem acha que tudo isto não passa de uma estratégia eleitoral para impedir que mais eleitores se passem de armas e bagagens para o campo da extrema-direita assumida – como se imitar Salvini fosse a melhor forma de evitar que se vote Salvini. Há quase 30 anos que as elites ocidentais, uma vez libertas do bipolarismo da guerra fria, apostaram nessa nova visão colonial do mundo que o “choque de civilizações” destilou, e, a partir dela, forçaram um reordenamento político dos Balcãs, da Ásia Central pós-soviética, do Norte de África e do Médio Oriente, que propiciou as al Qaedas e os Estados Islâmicos. De amálgama em amálgama, o mesmo terrorismo (dito) islâmico que foi (ou é) aliado militar do Ocidente em tantos cenários de guerra passou a ser tido como representação de um só e único “Islão”; dezenas de milhões de muçulmanos que há gerações (e, em muitos casos, há séculos) são europeus, viram-se percecionados como potenciais terroristas; e, por último, milhões de migrantes, de todas as origens, passaram a ser parte da categoria de “outros povos” com os quais, afinal, “a Europa está em guerra”, e entre os quais se escondem “terroristas” que querem ameaçar “o modo de vida europeu”.

Na Europa do desemprego juvenil, da precarização do trabalho e da exploração dos imigrantes, é de “invasores” e “guerra” que o CDS quer falar. Está percebido.»

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10.5.18

CDS e Eutanásia


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Queridos fiéis de Cristas, que se julgam eternos: olhem que a Vida mata muito mais! Não lhes ensinam isso na catequese?
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13.3.18

Ousar lutar, ousar vencer



«Maquiavel considerava que um príncipe nunca deveria fazer uma aliança com alguém mais poderoso do que ele. Porque assim, em caso de vitória, acabaria inevitavelmente como prisioneiro do seu aliado.

Rui Rio e Assunção Cristas devem tê-lo lido porque, nos últimos dias, estiveram entretidos a tentar demonstrar que serão os melhores "chefs" da gastronomia política nacional. Ambos sabem que, para serem califas no lugar do califa António Costa, terão de conspirar contra este, como fez Iznogoud, mas também um contra o outro. Para ver quem é o Mister ou Miss Músculo do centro/direita nacional. Assunção Cristas tem ideias, mas parte de um número de votos pequeno para conquistar o Evereste, e Rui Rio tem o apesar de tudo sólido volume eleitoral do PSD, mas faltam-lhe ideias. Para já Cristas e Rio vão clamando, para quem os quer ouvir, que são os melhores candidatos a primeiro-ministro. No Congresso em Lamego, onde foi entronizada e afastou a sombra de Paulo Portas, Cristas disse mesmo que: "Não há impossíveis." Claro que existem, mas na política é bom não acreditar que o Pai Natal é uma figura de ficção.

Os tristes não ganham eleições. Por isso, o Congresso do CDS foi, por momentos, uma espécie de Ibiza das "balearic beats". Assunção Cristas convenceu os congressistas que é possível conquistar o mundo, agrupar a direita e o centro à volta do CDS e, claro, ultrapassar o PSD. Por isso não quer listas conjuntas: há que medir músculos. E apostar na maleabilidade do CDS perante um PSD que parece neste momento um elefante numa sala de porcelana. Nikesh Arora dizia que: "A competência no futuro não será entre grandes e pequenos, mas entre rápidos e lentos." Ou seja, um pequeno rápido (o CDS) pode ganhar a um grande lento (o PSD). Derrotar o PS virá depois. Abriu a época de caça para saber quem, entre o centro e a direita, pode ser o líder da alternativa a António Costa. No Parlamento e no espaço público, o CDS já ganhou a contenda. Resta saber o que dirão os votos.»

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24.11.17

O Governo Sombra dos abutres



«Pergunta um jornal - "Estará o país a ficar insensível, perante tanta tragédia?" A líder do CDS sente isso mesmo e recorda o dia em que as notícias davam conta de um novo aumento do número de mortes provocadas pelo surto de "legionella". "As pessoas quase que aceitaram isso como uma coisa natural. Esta indiferença à morte não é normal e tem muito a ver com a forma como o próprio Governo vai reagindo", critica Assunção Cristas. Estou a perceber o ponto de vista, mas também poder ser por causa das imagens dos atentados em Nice, etc. Também pode ser por causa dos jogos de computador.

Também pode acontecer que toda esta indiferença, perante a gravidade da morte, seja por termos tido um PM, de um governo a que Cristas pertenceu, que, perante a cura para a hepatite C, e que custava uns milhares, disse: "os Estados devem fazer tudo o que está ao seu alcance para salvar vidas humanas, mas não custe o que custar". Nessa altura, Cristas estava em casa a ver a série The Walking Dead e assinou de cruz.

O que me parece é que o CDS já foi o partido do táxi, agora é o partido do carro funerário. Assunção Cristas é um abutre a pairar sobre as desgraças. Como o abutre procura alimentar-se de carcaças, Assunção tenta ganhar votos contando campas. A líder do CDS acusa o Governo de, perante as tragédias, agir "de forma errada, pouco sensível e pouco humana", mas dá á sensação de que reza para que elas aconteçam. Nisso, Passos foi mais honesto, assumiu que desejava que viesse aí o Diabo.

Havia uma senhora inglesa, de seu nome Anne Germain, que falava com os mortos num programa da TVI. Agora temos uma Cristas, suposta líder da oposição, que fala pelos mortos. É como se Cristas estivesse possuída por um resultado que acha que foi bom nas autárquicas. Diz coisas exactamente ao contrário do que dizia quando foi governo. Desde o aumento de pensões, passando pelo congelamento de carreiras, até a esta sensibilidade para com as mortes. Dir-se-ia que foi possuída pelo espírito do Louçã, não estivesse ele vivo e de boa saúde, mas mantendo a voz de professora da primária. Quando vejo imagens de Cristas a defender o investimento do Estado na Assembleia da República, estou sempre à espera que ela consiga girar a cabeça 180 graus, como a pobre coitada do Exorcista.

Cristas concentra-se em todos os tipos de mortos. Os que morreram durante este Governo e os que já estavam enterrados há anos, como no caso do panteão. É a nossa espírita. Tem mais ligação com o além do que com o que se passou enquanto foi ministra.

Cristas, perante a seca, pedia que rezássemos. Agora exige medidas ao Governo. Pois eu exijo que, para que ela seja fiel ao que defendeu, que vá à Fátima de joelhos, com uma vela em forma de nuvem, e que não beba água daqui até lá, para que acabe por compensar.»

João Quadros
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3.11.17

CDS: uma esperança



O ser que escreveu isto no Facebook é presidente da Juventude Popular. Pode chegar a presidente do partido, quem sabe… 
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29.9.17

O topete de Assunção




Esta senhora está tão inebriada com a hipótese de ter um pequenino sucesso depois de amanhã que não percebe que os portugueses não gostam de a ver tratar assim quem tem o índice de aceitação de António Costa. Mais uns dias de campanha e mandava calar Marcelo. 
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28.9.17

Uma gargalhada por dia, nem sabe o bem que nos fazia




Esta senhora não sabe em que mundo vive. Mas, já agora, não se percebe por que motivo não promete o brevê de aviador no 9º ano e um treino para astronauta como recepção de caloiros. Enfim... Uma avozinha deve ter-lhe cantado isto quando era miúda:


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19.9.17

Cristas versão chinesa



Anda assim em campanha, mas esqueceu-se de levar o «Livro Vermelho» de Mao. 
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