Mostrar mensagens com a etiqueta colômbia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta colômbia. Mostrar todas as mensagens

5.6.25

05.06.1967 - «Cien años de soledad»

 


Foi nesse dia que foi lançada, na Argentina, aquela que viria a ser uma das grandes obras literárias da segunda metade do século XX: Cem anos de solidão, que Gabriel García Márquez escreveu no México entre 1965 e 1956, e que teve uma primeira edição de oito mil exemplares, que esgotou rapidamente. 

García Márquez nasceu em Aracataca e lá viveu parte da infância, em casa dos avós, que o marcaram profundamente. De uma família desafogada, não aprovaram o casamento da filha com um simples telegrafista e exigiram guardar a custódia do neto.

Com dez anos, foi viver com os pais e só regressou a Aracataca com a mãe, em 1950, numa tentativa falhada de vender a casa da família, entretanto vazia. Terá sido o choque que teve ao ver o estado lamentável em que encontrou a sua querida terra natal, que esteve na origem da obra que viria a torná-lo célebre. Chamou-lhe «Maconde» e criou a família Buendía.

Guardadas as devidas proporções, não terá ficado muito mais orgulhoso de Aracataca quando lá voltou pela última vez, em 2007, para uma tripla comemoração: dos seus 80 anos, do 40º aniversário da publicação de Cem anos de solidão e do 25º da atribuição do Nobel da Literatura. Nem gostaria de saber que ainda há pouco tempo os seus conterrâneos estiveram envolvidos em graves distúrbios quando se manifestavam contra permanentes cortes da distribuição de electricidade. 

Estive em Aracataca / Maconde há alguns anos e também a vi feia e desmazelada, sem honrar como devia o que de mais importante deu ao mundo (quando a Colômbia gasta fortunas, por exemplo, em iluminações faraónicas das suas grandes cidades).

Aracataca salva-se pela moradia em que «Gabo» nasceu, actualmente transformada num pequeno museu bem conservado, que justifica, sem dúvida, a deslocação e a visita. E pela «peregrinação» que significa passear pelas ruas onde brincou e que o viram crescer…

Casa e quarto onde nasceu:

.

19.4.25

19.04.1932 – Fernando Botero

 


Fernando Botero nasceu há 93 anos em Medellín, na Colômbia, e morreu em 2023.

Há alguns anos andei pelo seu país e claro que não deixei de passar algum tempo no Museu Botero, situado em La Candelária, bem no centro histórico e cultural de Bogotá, num edifício com um belo claustro.

Não foi fácil fotografar o que vi, mas ficam aqui algumas imagens possíveis.





.

16.8.24

Árvores grandes, grandes árvores (2)

 


Santa Marta, Colômbia, 2012.

Esta magnífica árvore é da Quinta de San Pedro Alejandrino, construída no século XVII e onde Simón Bolivar (o grande herói que contribuiu para a independência de uma série de países da América Latina como Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia) passou os últimos dias da sua vida e onde morreu em 17 de Dezembro de 1830: esperava um barco que o levaria a Espanha para ser submetido a tratamentos de males pulmonares, mas o dito barco não chegou a tempo.

Há mais árvores lindíssimas na quinta.

24.7.24

Não temos cá disto (2)

 


Catedral de Sal, Zipaquirá, Colômbia, 2012

Não sei quantas catedrais já terei visitado, mas nenhuma como esta – feita DE SAL. Ocupa três camadas já desactivadas de minas e resulta de uma verdadeira proeza técnica que tirou partido dos túneis e das cavernas que sobraram da antiga actividade de extracção.

Atinge 180 metros de profundidade e nela se percorrem as 14 estações da Via Sacra, que desembocam na catedral propriamente dita, com três naves – tudo num impressionante percurso, complexo e muito bem iluminado. Foi construída entre 1991 e 1995 e substituiu uma outra mais antiga.

5.6.24

05.06.1967 - «Cien años de soledad»

 


Foi nesse dia que foi lançada, na Argentina, aquela que viria a ser uma das grandes obras literárias da segunda metade do século XX: Cem anos de solidão, que Gabriel García Márquez escreveu no México entre 1965 e 1956, e que teve uma primeira edição de oito mil exemplares, que esgotou rapidamente. 

García Márquez nasceu em Aracataca e lá viveu parte da infância, em casa dos avós, que o marcaram profundamente. De uma família desafogada, não aprovaram o casamento da filha com um simples telegrafista e exigiram guardar a custódia do neto.

Com dez anos, foi viver com os pais e só regressou a Aracataca com a mãe, em 1950, numa tentativa falhada de vender a casa da família, entretanto vazia. Terá sido o choque que teve ao ver o estado lamentável em que encontrou a sua querida terra natal, que esteve na origem da obra que viria a torná-lo célebre. Chamou-lhe «Maconde» e criou a família Buendía.

Guardadas as devidas proporções, não terá ficado muito mais orgulhoso de Aracataca quando lá voltou pela última vez, em 2007, para uma tripla comemoração: dos seus 80 anos, do 40º aniversário da publicação de Cem anos de solidão e do 25º da atribuição do Nobel da Literatura. Nem gostaria de saber que ainda há pouco tempo os seus conterrâneos estiveram envolvidos em graves distúrbios quando se manifestavam contra permanentes cortes da distribuição de electricidade. 

Estive em Aracataca / Maconde há alguns anos e também a vi feia e desmazelada, sem honrar como devia o que de mais importante deu ao mundo (quando a Colômbia gasta fortunas, por exemplo, em iluminações faraónicas das suas grandes cidades).

Aracataca salva-se pela moradia em que «Gabo» nasceu, actualmente transformada num pequeno museu bem conservado, que justifica, sem dúvida, a deslocação e a visita. E pela «peregrinação» que significa passear pelas ruas onde brincou e que o viram crescer…

Casa e quarto onde nasceu:

.

20.4.24

19.04.1932 – Fernando Botero

 


Fernando Botero nasceu há 92 anos em Medellín, na Colômbia, e morreu em 2023.

Há alguns anos andei pelo seu país e claro que não deixei de passar algum tempo no Museu Botero, situado em La Candelária, bem no centro histórico e cultural de Bogotá, num edifício com um belo claustro.

Não foi fácil fotografar o que vi, mas ficam aqui algumas imagens possíveis.





.

6.3.24

06.03.1927 – Gabriel García Márquez

 


Gabriel García Márquez faria hoje 97 anos.

Em rigorosa «peregrinação», fiz um desvio de dezenas de quilómetros para chegar a Aracataca, em 2012, sempre à espera de encontrar algum membro da família Buendía ao virar de uma esquina, um qualquer José Arcádio ou um dos muitos Aurelianos… Foi em Aracataca que GGM se inspirou para criar a mítica aldeia de Macondo de Cem anos de solidão.

Mais informação num post que escrevi na Colômbia, quando fui a Aracataca.
.

13.12.23

13.12.2012 – Em casa de Gabo

 


Esta efeméride é minha e nunca me escapa. Há onze anos, eu estava em Arataca, na Colômbia, a terra onde nasceu GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ e na qual se inspirou para criar a mítica aldeia de Macondo, primeiro em «A Revoada», depois em «Cem anos de solidão».

Hoje transformada em Museu, foi nesta casa, que era a dos avós, que Gabo nasceu e viveu até aos 10 anos. Vêem-se as várias divisões da antiga habitação, documentadas com muitas citações, sobretudo do primeiro volume da sua autobiografia «Vivir para contarla».

Ao pôr os pés em Aracataca, está-se sempre à espera de reencontrar algum membro da família Buendía ao virar de uma esquina, um qualquer José Arcádio ou um dos muitos Aurelianos.
.

20.4.23

Botero 91

 


Fernando Botero nasceu em 19 de Abril de 1932 em Medellín, na Colômbia, e é considerado o artista vivo mais reconhecido da América Latina.

Há alguns anos andei pela Colômbia e claro que não deixei de passar algum tempo no Museu Botero, situado em La Candelária, bem no centro histórico e cultural de Bogotá, num edifício com um belo claustro.

Não foi fácil fotografar o que vi, mas ficam aqui algumas imagens possíveis.





.

3.8.22

Casas «que ficam» (3)

 


Simón Bolivar morreu, em 17 de Dezembro de 1830, na Quinta de San Pedro Alejandrino. Santa Marta, Colômbia (2012).

Bolívar esteve poucos dias nesta Quinta, onde esperava por um barco que o levasse a Espanha para ser submetido a tratamentos de males pulmonares. Mas é a tal ponto objecto de «culto», numa grande parte da América Latina, que a Quinta é ainda hoje local de visita obrigatória e a casa se mantém especialmente bem cuidada e rodeada de magníficas árvores e espaços verdes (onde se passeiam simpáticas iguanas…)


.


1.8.22

Casas «que ficam» (1)

 


[Retomo uma velha série, ligeiramente modificada.]

Gabriel García Márquez, Casa dos avós (hoje museu), onde nasceu em 1927 e viveu até aos 10 anos. Aracataca, Colômbia (2012).

.

21.6.22

Colômbia

 


A ler:

.
.

Qué viva Colômbia!

 


«Ao contrário do que querem fazer-nos crer os ideólogos do capitalismo tecno-financeiro global e hoje dominante (também chamado neoliberalismo), a História, obviamente, não acabou nem para. Por isso, alguns deles não escondem, agora, que o modelo deve ser imposto mesmo à custa de guerras e expansionismos, confirmando que, ao contrário (talvez) do "velho e bom liberalismo", o atual não gosta de pessoas (prefere robôs e algoritmos). Apesar de tudo, os desvalidos resistem e, de vez em quando, mostram que sonhar continua a ser possível.

O mais recente exemplo de que a História não terminou aconteceu no último domingo na Colômbia: pela primeira vez na história desse país latino-americano, um candidato progressista, Gustavo Petro, foi eleito presidente da República; ao mesmo tempo, e também pela primeira vez, uma mulher negra, igualmente progressista, Francia Márquez, foi eleita vice-presidente.

Ou seja, os "nadies" (zés-ninguéns) ganharam. A vice-presidente eleita resumiu assim esta inédita ocorrência, depois de mais de 200 anos de governos elitistas (cito de cor): - "Esta foi a vitória dos despossuídos, dos pés descalços, dos que nunca tiveram nada, dos "nadies", dos povos originários, do meu povo negro, das comunidades discriminadas de LGBTQ+ e de todos os colombianos!".

Insisto no seguinte detalhe: a vitória de Petro e Francia é particularmente notável, tendo em conta que a sociedade colombiana é, historicamente, das mais elitistas e conservadoras da América Latina. Ao assistir aos atuais acontecimentos, não pude deixar de evocar uma conversa que tive em tempos com a mãe de um amigo colombiano, uma senhora simpática e gentil, que me jurou que na Colômbia não havia (?) negros. Eu, que só via negros na seleção colombiana de futebol, calei-me, por uma questão de boa educação.

Mencionar o conservadorismo, o elitismo e o racismo das classes dirigentes colombianas talvez seja pouco. O escritor José Maria Vargas Vila, por exemplo, relatava que os ditadores da Colômbia molhavam o punhal em água benta antes de assassinar alguém. A verdade é que, ao longo de toda a sua história, o país foi governado por elites brutais e sanguinárias, responsáveis por um regime baseado no terrorismo de Estado, assim como na cumplicidade com o narcotráfico e a violência das milícias.

Os "nadies" e as forças progressistas sempre se rebelaram e tentaram mudar esse estado de coisas, inclusive com o recurso à luta armada, que, na última fase, durou mais de 50 anos. Esse substrato foi permitindo ao longo dos últimos anos o crescimento eleitoral da esquerda colombiana. Por outro lado, as elites (ditas conservadoras e liberais) que, durante mais de dois séculos, se foram alternando no poder, caíram gradualmente em descrédito, ao longo do tempo. Por isso, nas últimas eleições, o candidato considerado de centro-direita, Federico Gutiérrez, não conseguiu ir à segunda volta, tendo os conservadores sido representados por um magnata ("oligarca", para usar a palavra da moda) da construção, suposto D. Juan e admirador confesso de Hitler, Rodolfo Hernández.

Desta feita, os colombianos entenderam que estavam diante de uma "eleição transformadora" (expressão do analista brasileiro Mathias Alencastro) e que, por isso, não podiam perder tempo com um aventureiro. Gustavo Petro foi inteligente e conseguiu atrair centristas e conservadores prestigiados para o seu "Pacto Histórico". Mas a escolha de Francia Márquez para vice-presidente foi um tiro na mosca: no Caribe e no Pacífico colombianos, regiões de grande concentração de populações afrodescendentes, a votação na dupla Petro-Francia foi acachapante.

O papel da nova liderança colombiana não será fácil. O país, além da desigualdade, da pobreza e do racismo, é marcado pelo crime e a violência. As relações com os EUA, que mantêm bases militares no território colombiano, são complexas. Impossível prever, pois, como será o futuro imediato. Mas o simples facto de ter ocorrido, torna a mudança eleitoral de domingo literalmente histórica.»

.

6.5.21

Drama na Colômbia

 



«A Colômbia viveu um conflito armado de mais de 50 anos que teria terminado em 2016 com a assinatura do Acordo de Paz entre as FARC e o Governo anterior, mas as várias ramificações do conflito, a economia de guerra em torno dele e a violência directa e estrutural permanecem. Desde esse ano houve 753 assassinatos de líderes sociais e, só em 2020, 66 massacres correspondentes a 255 assassinatos confirmados pela ONU, nomeadamente contra comunidades rurais, defensores ambientais e de direitos humanos, pessoas indígenas, afrodescendentes e sectores da esquerda.(…)

As hashtags #paronacional e #SOSColombia mostram vídeos das atrocidades cometidas contra os colombianos sem lei nem razão, coleccionam provas e tentam gerar atenção para as vítimas que nunca terão uma capa de jornal em seu nome. Entre 28 de Abril e 4 de Maio, a ONG colombiana Temblores reportou 1443 casos de violência policial, pelo menos 814 detenções arbitrarias, 77 disparos de armas de fogo e 31 assassinatos por parte da polícia, 21 agressões nos olhos e dez vítimas de violência sexual por parte da força pública. As redes sociais dizem #UribeDioLaOrden, indicando que é Alvaro Uribe, ex-presidente da ultra-direita, quem realmente manda no país e ordena os vis ataques.»

.

5.9.20

Disto não temos por cá (5)



Catedral de Sal, Zipaquirá, Colômbia, 2012

Não sei quantas catedrais já terei visitado, mas nenhuma como esta – de sal. Ocupa três camadas já desactivadas de minas (ainda hoje exploradas a 1.200 metros de profundidade) e resulta de uma verdadeira proeza técnica que tirou partido dos túneis e das cavernas que sobraram da antiga actividade de extracção.
Atinge 180 metros de profundidade e nela se percorrem as 14 estações da Via Sacra, que desembocam na catedral propriamente dita, com três naves – tudo num impressionante percurso, complexo e muito bem iluminado. Foi construída entre 1991 e 1995 e substituiu uma outra mais antiga.



,

11.8.20

Grandes árvores deste mundo (2)



Santa Marta, Colômbia, 2012.

Esta magnífica árvore é da Quinta de San Pedro Alejandrino, construída no século XVII e onde Simón Bolivar (o grande herói que contribuiu para a independência de uma série de países da América Latina como Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia) passou os últimos dias da sua vida e onde morreu, em 17 de Dezembro de 1830. Esperava por um barco que o levasse a Espanha para ser submetido a tratamentos de males pulmonares, mas o barco não chegou a tempo.

.

11.7.17

Casas «deles» (3)



Simón Bolivar morreu, em 17 de Dezembro de 1830, na Quinta de San Pedro Alejandrino. Santa Marta, Colômbia (2012).

Bolívar esteve poucos dias nesta Quinta, onde esperava por um barco que o levasse a Espanha para ser submetido a tratamentos de males pulmonares. Mas é a tal ponto objecto de «culto», em grande parte da América Latina, que a Quinta é ainda hoje local de visita obrigatória e a casa se mantém especialmente bem cuidada e rodeada de magníficas árvores e espaços verdes (onde se passeiam simpáticas iguanas…).




9.7.17

Casas «deles» (1)



Gabriel García Márquez. Casa dos avós (hoje museu), onde nasceu em 1927 e viveu até aos 10 anos. Aracataca, Colômbia (2012).

Nova série com casas de pessoas importantes (porque «importam»…), pelas quais passei. A primeira não podia deixar de ser esta…