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20.5.16

35 horas: devagar que tenho pressa



Daniel Oliveira escreveu, no Expresso diário de ontem, um texto que se pode começar a ler aqui, mas que, na totalidade, só está acessível para assinantes. Destaco, por esse motivo, os últimos parágrafos, com os quais me identifico 100%.

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9.2.12

Trocar os xailes negros pelas boinas negras



Ricardo Araújo Pereira faz mais pela democracia deste país do que muitos zelosos e ilustres jornalistas e comentadores. O texto que a Visão publica hoje, de um humor que corta fininho mas muito fundo, é imperdível.

«Passos Coelho sabe melhor do que ninguém o que acontece àqueles portugueses menos esforçados, cuja capacidade de trabalho lhes permite arranjar emprego apenas nas empresas dos amigos, e que por opção, e não por necessidade, deixam a conclusão da licenciatura lá para os 37 anos: podem chegar a primeiro-ministro. E esse é um destino trágico que ele não deseja aos seus compatriotas.»

Ver AQUI na íntegra.
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3.10.11

Grécia - Espelho meu?


Não conheço ninguém, e há muito tempo que não leio um único texto, que revele a convicção de que a Grécia vai conseguir salvar-se do naufrágio em que se afunda todos os dias um pouco mais. Sem que contem para a estatística, por razões óbvias, alguns burocratas de Bruxelas e arredores.

Já é o próprio governo a reconhecer que vai falhar as metas de défice para 2011 e 2012, continua-se a reduzir postos de trabalho (mais 30.000 funcionários públicos…) e nada parece resultar. Para os gregos, ir ao café é já quase um acto de rebelião.

O Expresso não é propriamente o Ladrões de Bicicletas nem o Esquerda.net, mas lemos, cada vez com maior frequência, títulos como este: Zona euro: Troika está a aumentar hipótese de "queda caótica". Trata-se, neste caso, de excertos de uma entrevista que Mark Weisbrot deu à Lusa, onde se advoga a reestruturação da dívida grega e se afirma que «é preciso reverter as políticas de austeridade que a troika (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) está a impor aos países em dificuldades financeiras». Claro como água.

Por cá, um governo Lucky Luke dispara mais rápido do que a própria sombra (e do que a própria Troika), para atingir, contra toda a razoabilidade, o número mágico de 5.9% para o défice no final de 2011. Tentando convencer-nos (e autoconvencer-se?) de que tudo vai mesmo correr bem. Porque não, não somos como os gregos.

É verdade: os portugueses, na sua maioria quase esmagadora, parecem estar resignados. Os gregos não. E talvez isso venha um dia a fazer toda a diferença.
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5.8.11

Ai vamos, vamos…

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Com dedicatória ao XIX Governo Constitucional e também àquele senhor que pôs os empregados a trabalhar no passado dia 1 de Maio.


E / Mas:


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23.2.11

Directa ao assunto


Ana Gomes:

Portugal no Conselho de Segurança. E a Líbia.
1 - Imediato congelamento de todos os bens do ditador Khadaffy e dos seus familiares e próximos, para futura devolução ao Estado líbio.
2 - Imediata imposição de uma "no-fly zone" sobre o espaço aéreo líbio, impedindo a aviação do regime de descolar para massacrar populações.
3 - Imediata referência do Coronel Khadaffy, filhos Saif e Mutassim e seus principais esbirros ao Tribunal Criminal Internacional, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

É o mínimo que a Delegação portuguesa no Conselho de Segurança deveria propor ou apoiar.

Quem quer ir para o Conselho de Segurança, vai para assumir responsabilidades - não para dar oportunidades a ministros e funcionários de se pavonearem nos corredores da ONU ou nas chancelarias por esse mundo fora.

Quem quer ir para o Conselho de Segurança vai para exercer obrigações. Pelo bom nome de Portugal. Pela paz, a legalidade e a segurança internacionais.
Khadaffy votou em Portugal, contribuiu para nos fazer eleger para o Conselho de Segurança? Para não corarmos de vergonha, votemos agora pela Líbia, pelos líbios. Contra Khadaffy.
(Daqui)

A ler também: Líbia: eu bem lhes dizia...

A ouvir: ontem, em declarações à TSF.
(E a resposta de Luís Amado.)
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17.1.11

Vale tudo?


Vem explicado no Diário Notícias de hoje: «O acordo que os ministros da Administração Interna e da Justiça assinaram com os Estados Unidos da América (EUA) para a cedência de dados pessoais de portugueses não exclui a possibilidade de essa informação contribuir para uma condenação à morte, violando a nossa Constituição.»

O acordo em questão data de Julho de 2009, é público nos EUA mas não em Portugal (porquê?), e Rui Pereira garantiu recentemente que estava salvaguardado o respeito pelas leis nacionais.

Leiam-se as opiniões de penalistas, que o DN cita, e talvez não valha a pena vir argumentar que outros dirão o contrário. Porque, até para os leigos na matéria, o que é no essencial óbvio impõe-se e a pergunta só pode portanto ser uma: O que se segue? Vai haver esclarecimentos oficiais? Vale tudo porque se trata dos EUA e de antiterrorismo e nem é necessário explicar mais nada?

Talvez seja bom recordar que ninguém encontrou armas de destruição em massa no Iraque e o preço que foi pago por isso.
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