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11.7.18

Tailândia? E porque não salvar o mundo?



Estou farta, fartíssima, de ler textos em que se aplaude o sucesso da operação na Tailândia, e a atenção com que o mundo o seguiu, para se perguntar logo a seguir por que motivo não há o mesmo empenho para salvar os milhares de crianças que se afogam no Mediterrâneo, para libertar os meninos palestinianos ou os que morrem na Síria.

A sério? E como? Para Chiang Rai, convergiram meios técnicos e humanos numa situação excepcional que não abalava nenhuns poderes instalados, não dependia das decisões dos mesmos, nem de mil burocracias paralisantes. Propõe-se exactamente o quê? Que um batalhão de voluntários desembarque no Norte de África, embarque milhares de menores numa nave espacial e os envie para Marte? Uma invasão de Israel por «homens bons»? Um abaixo-assinado que declare o fim da guerra na Síria?
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O mundo numa gruta



Daniel Oliveira no Expresso diário de 10.07.2018:

«Houve um tempo em que um telejornal fazia um país. Um telejornal e uma novela. Víamos todos as mesmas coisas e no dia seguinte falávamos todos das mesmas coisas. E isso dava-nos a consciência viva de fazermos parte de uma mesma comunidade. O que no tempo dos meus avós acontecia na aldeia ou no bairro, com os seus pequenos dramas, alegrias e inconfidências contadas no barbeiro, no cabeleireiro ou na igreja, passou para o país, na televisão e na rádio. Depois vieram as televisões privadas e as coisas mudaram. Já não víamos exatamente o mesmo. Até que veio a internet e esse mundo morreu. Morreu mesmo? Não. Ficou apenas ainda mais pequeno.

É verdade que parte da população passou a viver em comunidades eletivas. Comunidades que pensam e agem da mesma forma, mesmo que vivam no outro lado do planeta. Têm as mesmas opiniões políticas, partilham taras sexuais e gostos musicais. Mas não sejamos ingénuos, eu vibrei com a eleição de uma congressista socialista em Nova Iorque, os norte-americanos, mesmo os mais informados, nem sabem se elegemos os nossos deputados. Nem sequer se os temos. As autoestradas de informação continuam, como sempre, a ter um sentido único. A não ser para quem procure lugares inexplorados, como antes procuraria através de assinaturas de jornais estrangeiros.

Há um país, em todos os países, que ganhou acesso a um mundo distante. É uma minoria. A maioria continua fechada nos limites da proximidade, informando-se pela televisão ou apenas acompanhando na internet as polémicas nacionais. Os telejornais nunca foram, aliás, tão domésticos como são hoje. E quem faz programas de debates sabe que um assunto internacional faz cair as audiências para metade num só minuto. A ideia de que vivemos ligados ao mundo é uma ilusão das elites. Para a maioria, vivemos ainda mais fechados na nossa pequenez. O que quer dizer que há uma elite cada vez mais globalizada e uma maioria cada vez mais nacionalizada. Isto é assim na informação, na cultura e, é bom recordar, na política, com as consequências que temos visto. O que quer dizer que elite e povo, se quisermos fazer uma separação tão simples das pessoas, deixaram de viver na mesma comunidade. Uns vivem no mundo – até porque viajar deixou de ser um luxo de ricos e é acessível à classe média –, outros vivem no país ou, como se passa nos EUA, no estado ou na comunidade.

Há momentos especiais que, por serem extraordinários ou traumáticos, recordam um destino comum das nações ou das pequenas comunidades. E o mesmo acontece no mundo. É o caso da história das crianças tailandesas. Nem preciso de escrever mais, toda a gente sabe de que crianças estou a falar. O mundo todo, em todo o lado, acompanhou em direto este drama. Especialistas de espeleologia, psicólogos e mergulhadores foram a todas as televisões do planeta para partilharem, em centenas de línguas, tudo o que sabem. Todos conhecemos os rostos daquelas crianças. Estivemos ligados pelo seu destino.

Antes de começarmos a imaginar uma solidariedade global, é bom recordar as milhares de crianças que morrem com fome ou afogadas a tentar chegar à Europa, perante a nossa total indiferença. O que nos prendeu a esta história foi a narrativa insólita e de final incerto. Uma história suficientemente longa e emocionante para nos agarrar àqueles miúdos. Eles conseguiram, pelo espetáculo que nos oferecem, prender a nossa atenção e com isso conquistaram o lugar de pessoas e não apenas de notícias. Somos empáticos com o que conhecemos e isso exige atenção. Eles tiveram a nossa atenção.

Estivemos todos agarrados a esta tragédia, assim como nos prendemos ao drama dos 33 chilenos que, em 2010, ficaram presos numa mina e até acabaram protagonistas de um filme. Já estamos, aliás, a realizar nas nossas cabeças o filme sobre os meninos da gruta tailandesa. A parte boa é que estas tragédias nos permitem reconquistar uma sensação de pertença a uma comunidade humana. Estamos todos, em quase todo o mundo, a ver o mesmo, a sentir o mesmo, a esperar o mesmo. É coisa rara e tem, como para as comunidades locais ou para as nações, uma função importantíssima. Ao contrário das comunidades eletivas que formamos nas redes sociais, em que a empatia com o outro depende da sua semelhança quase absoluta connosco, há nestes momentos um reencontro com a natureza humana que transcende todas as nossas outras condições. Todos temos medo, todos queremos sobreviver. E isso é bom. Sobretudo se acabar bem.»
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10.7.18

Grandes lições que nos chegam da Tailândia



Da mãe de um dos rapazes tailandeses resgatados:
«Agora temos que nos preocupar em curar o coração do treinador».

Mais: «A história mais notável sobre o resgate em Tham Luang foram os pais dos meninos. Nem por uma vez eles culparam o treinador AEK pelo que aconteceu. Pelo contrário, agradeceram-lhe por cuidar dos seus filhos. Em algumas partes do mundo, ele teria sido linchado. Mas não na Tailândia!» (Richard Barrow que vive na Tailândia)
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Marcelo na Tailândia?



Já não chegará a tempo. A não ser que vá buscar a Judite...
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23.7.17

Templos budistas e não só (1)




Wat Phra That Doi Suthep, Chiang Mai, Tailândia, 2012.

É um dos templos budistas mais importantes do Norte da Tailândia, que começou a ser construído em 1386 no alto de uma montanha, a pedido do Rei Kuena. Conta a lenda que esse rei tinha uma relíquia de Buda sem saber onde a guardar. Atou-a a um elefante e esperou para ver onde ele a colocava. O elefante subiu a uma montanha, ajoelhou-se e morreu. O rei decidiu então que o templo fosse construído nesse lugar. 






18.7.17

Casas «deles» (10)



Reis da Tailândia. Palácio de Verão de Bang Pa-In, Provincia de Ayutthaya, Tailândia (2012).

Começou a ser construído no século XVII, mas a maior parte dos edifícios data do período que vai de 1872 a 1889. Hoje, é raramente utilizado pela família real tailandesa e nele têm lugar apenas alguns banquetes e outras cerimónias oficiais.

7.1.14

Exportem-se os velhos



Os europeus estão a descobrir que sai mais barato pôr os parentes em lares do outro lado do mundo, nomeadamente da Ásia, continente no qual, para além disso, o cuidado com os idosos está enraizado em muitas culturas, o que melhora significativamente a relação custo-benefício quando comparada com a que se consegue na Europa.

A Tailândia é um dos países de eleição e, no caso da notícia que li, Chiang Mai é a cidade escolhida por uma suíça para internar a mãe. Pudesse a senhora gozar do local em que se encontra e nem teria grande pena dela: Chiang Mai, no Norte do país, numa região montanhosa, historicamente célebre pela sua posição estratégica na rota da seda, actualmente centro de ourivesaria e de artesanato, é uma belíssima cidade! E também não estranho que os preços dos lares sejam baixos, já que tudo é tão barato, quando se chega com euros na algibeira, que se teme por vezes que faltem zeros nos preços afixados.

Mas, agora sem cinismo, que mais faltará ver neste mundo mal globalizado, onde os velhos são exportados (sim, exportados) para onde a mão de obra é mais barata e menos desumanizada? 
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10.5.13

Grandes árvores (6)



Esta árvore encontra-se na Tailândia, no Wat Mahathat de Ayutthaya, antiga capital do reino de Sião, situada a cerca de 80 quilómetros a Norte de Bangkok.
Os portugueses foram, provavelmente, os primeiros europeus a visitar Ayutthaya, em 1511.

No recinto vêem-se muitas estátuas mutiladas mas esta cabeça, envolvida por raízes de uma árvore gigante, é absolutamente única!


(Ayutthaya, 2012)

(Para ver a série, clicar na Label: ÁRVORES)
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13.3.12

Uma belíssima «casa» de férias



O cartão com as fotografias da minha recente viagem esteve internado numa clínica. Não sei como «corrompi» o respectivo directório, mas já me recuperaram o conteúdo e tenho estado a percorrer centenas de imagens absolutamente extraordinárias.

Podia diversificar mas prefiro restringir-me ao Palácio Real Bang Pa-In, na província de Ayutthaya, de que não cheguei a falar por absoluta falta de tempo. Começou a ser construído no século XVII, mas a maior parte dos edifícios data do período que vai de 1872 a 1889.

Hoje, é raramente utilizado pela família real tailandesa e nele têm lugar apenas alguns banquetes e outras cerimónias oficiais. 

Belíssimo, com espero que dê para ver (ou, pelo menos, para se ficar com uma pálida ideia)!





3.3.12

Relíquias



Já nem estou em Bangkok, o tempo é pouco, mas a última visita que fiz foi ao Grande Palácio, um conjunto de edifícios tão impressionante que aqui ficam umas tantas imagens que não dão mais do que uma pálida ideia da realidade.

Foi residência oficial dos Reis de Sião desde 1782 e até 1925. Hoje, é apenas utilizado para certas cerimónias oficiais – e para ser visto por multidões de turistas vindas dos cinco cantos do mundo.

Onde estou agora? Em Doha, no último «poiso» antes do regresso…






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1.3.12

Ruínas que contam



Hoje o dia foi reservado para Ayutthaya, cidade situada a cerca de 80 quilómetros a Norte de Bangkok, fundada em 1350 como capital do reino do Sião.

Destruída cerca de quatro séculos mais tarde pelos birmaneses, dela restam actualmente ruínas de templos e de palácios, num Parque Histórico que é Património da UNESCO. Lembram obviamente Bagan, sem a extensão nem a riqueza, e ficam a anos de luz de Angkor Wat, mas são notáveis, apesar de tudo.

Impressiona-me sempre ver a riqueza cultural revelada pelos vestígios arquitectónicos destas civilizações, em séculos que pouco nos deixaram nessa ponta de um continente que teima em considerar-se o centro do mundo (recorde-se que Angkor, antiga capital do império khmer, teve o seu apogeu entre os séculos IX e XV…).

Se tiver tempo, ainda falo logo do Palácio de Verão e do regresso de barco a Bangkok. Prometo que, na próxima semana, já não escreverei nem sobre templos nem sobre palácios. Mas vou ter de regressar devagarinho… 


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29.2.12

Mais uma etapa



Dizer-se que o dia de hoje esteve quente, aqui em Bangkok, não passa de puro eufemismo – abrasador seria o termo adequado.

Esta cidade de onze milhões de habitantes faz jus à fama de ter um trânsito que flui muito dificilmente e que, mits vezes, pára, pura e simplesmente, durante longos minutos. A única surpresa é que tudo se passa mais ou menos silenciosamente, sem os apitos permanentes de outras cidades asiáticas (alô, Calcutá!…)

Não foi por isso fácil continuar o itinerário dos templos, mas valeu a pena. De realçar, sem dúvida, o grande buda deitado (49 metros de comprimento, 16 de altura), em Wat Pho, embora mais pequeno e, na minha opinião, menos interessante do que o seu equivalente em Rangun, na Birmânia.

Amanhã, será Ayutthaya, antiga capital deste país. Depois começará o regresso, mas ainda lentamente...

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28.2.12

Templos e pagodes



O dia foi muito longo e a noite vai ser curtíssima, mas fica aqui um apontamento sobre Chiang Mai, cidade de pagodes, estupas e belos templos budistas, com especial destaque para Wat Phra That Doi Suthep (nas fotos).

Respira-se fundo quando se vem de um país islâmico (neste caso, da Malásia), onde não consegui entrar num único lugar de culto por todos estarem reservados aos seus crentes (e, também, por deixar de ver o deprimente desfile de casais, elas de burqas negríssimas que mal deixavam ver os olhos, eles de calções e t-shirt e a fumarem um agradável cigarrito…).

Decididamente, os «meus» países asiáticos são os budistas. É outra gente! 

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27.2.12

E ao 10º dia…



Depois de uma longa jornada e de três voos, estou agora em Chiang Mai, já no Norte da Tailândia. Segunda maior cidade do país, com cerca de 600 mil habitantes, situada numa região montanhosa, muito procurada por visitantes (por razões que conhecerei melhor amanhã), ficou historicamente marcada pela sua posição estratégica na rota da seda e é actualmente centro de ourivesaria e de artesanato.

Hoje, deu apenas para ver a noite, bastante animada por um número razoável de turistas que continua a procurar pechinchas no mercado, a receber massagens em plena rua e a encher restaurantes. Menos próspero parece estar outro negócio, também nocturno e de grandes tradições, a ajuizar pelo número de meninas solitárias que enchem pequenos bares de porta aberta para a rua.

Last but not the least: tudo é tão barato que se teme que faltem zeros em muitos preços. Amanhã, será um outro longo dia. Mas o que não tem graça nenhuma é que o fim da viagem se aproxima…




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