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1.1.16

Os discursos de Ano Novo do inefável Américo Tomás



Um dos rituais imperdíveis de cada primeiro dia do ano era ouvir o discurso que o presidente da República dirigia ao país, se bem me lembro por volta da hora do almoço. Nunca desiludia: havia sempre um cunho bem filosófico, como neste de 1 de Janeiro de 1966:

«Decorreu célere, como os que o precederam, o ano que acabou de sumir-se na voragem do tempo. Outro o substituiu, para uma vida igualmente efémera. Nesta mutação constante, afigura-se haver agora um fenómeno de visível incongruência, pois, quando tudo se processa a ritmo que se acelera constantemente, pareceria lógico que de tal circunstância resultasse um aparente alongamento no tempo e não precisamente o inverso. Se sempre o presente, mal o é, se torna logo em passado, nunca, como nos nossos dias, tão evidente verdade pareceu mais evidente.»

E quem ousaria desmentir isto?

«À medida que a população aumenta, vai aumentando, também, a maldade; e tudo seria diferente se, em vez de aumentar a maldade, aumentasse a bondade.» (1 de Janeiro de 1969)

No mesmo comprimento de onda, pode-se ouvir aqui, na voz do próprio, o que disse em 1 de Janeiro de 1965.

Logo teremos… Cavaco Silva. Pela ÚLTIMA vez!!!! 
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28.5.08

28 de Maio - «Revolução Nacional» de 1926

Quando uns tantos parecem ter saudades, é bom não esquecer – a mensagem e também a voz.

No 10º aniversário (1936)
- no mês em que foi criada a Mocidade Portuguesa
- menos de dois meses antes do início da Guerra Civil de Espanha




No 40º aniversário (1966)
Para assistir às celebrações, em Braga, Salazar, então com 77 anos, viajou pela primeira vez de avião até ao Porto – entre os outros passageiros, acompanhado pela governanta.

Quase no fim do discurso que então proferiu, deixou o país suspenso com a seguinte frase:
«Eis um belo momento para pôr ponto nos trinta e oito anos que levo feitos de amargura no Governo».
Mas continuou: «Só não me permito a mim próprio nem o gesto nem o propósito, porque, no estado de desvairo em que se encontra o mundo, tal acto seria tido como seguro sinal de alteração da política seguida em defesa da integridade da pátria».