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17.1.26

Françoise Hardy não chegou aos 81

 


O que aconteceria faz hoje um ano, mas morreu em 11 de Junho de 2024. Confessou que mais de um cancro transformaram a sua vida num pesadelo. Custou ler isto.

Seja como for, nós, «les garçons et les filles de son âge», ficaremos para sempre a dever-lhe memórias de ternura e de inocência. Voltar a ouvi-la, nos seus primeiros tempos, devolve-nos uma ingenuidade que parece hoje irreal.

Do seu álbum «Personne d’autre» de 2018:



Do álbum de 2012:



E, inevitavelmente, o início de tudo (1962), a canção ícone que ficou para sempre, com letra e música de sua autoria:


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8.1.26

Joana Baez, 85

 


Nasceu em 9 de Janeiro de 1941, cantou durante décadas em várias arenas, lembra-nos Wookstock, lutas pelos direitos dos negros, activismo contra a Guerra do Vietname, várias detenções como, por exemplo, em 1967 em Oakland, numa das dezenas de manifestações que tiveram lugar em cerca de 30 cidades dos Estados Unidos. 

Ficam, para nunca esquecermos, algumas das suas interpretações: 











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27.12.25

27.12.1943 – Joan Manuel Serrat

 


Chega hoje aos 82, nasceu no bairro Poble Sec de Barcelona, numa família de operários. Começou por cantar em catalão, passou depois para castelhano no fim da década de 60, o que provocou fortes acusações de traição por parte dos seus conterrâneos. Mas em 1968, selecionado para representar a Espanha no Festival Eurovisão da Canção, disse que só o faria se cantasse em catalão, proposta que não foi aceite e que esteve na origem da proibição, pelo governo, que actuasse na televisão e que as suas canções fossem transmitidas na rádio.

Os anos forma passando e, no Natal de 2014, estoirou de novo a polémica por ter recorrido de novo ao catalão, na TVE, poucos minutos depois do discurso do rei.

Em Novembro de 2015 terminou uma turnê em que deu mais de 100 concertos na América Latina, Estados Unidos e Europa. E continuou. Em 2017 e 2018, realizou outra turnê – "Mediterraneo da Capo" –  para comemorar o 47º aniversário de seu mítico disco "Mediterraneo".


Algumas clássicas:





Do concerto realizado em Barcelona, em 2022:


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26.12.25

26.12.1930 - Jean Ferrat

 


Representante típico de gerações de intérpretes politicamente comprometidos, para sempre ligado a «Nuit et Brouillard» e a tantos outros títulos, o eterno «compagnon de route» do Partido Comunista Francês, que não hesitou em denunciar a invasão de Praga em 1968. E muito mais.




C'est un nom terrible Camarade / C'est un nom terrible à dire / Quand le temps d'une mascarade / Il ne fait plus que fremir / Que venez-vous faire Camarade / Que venez-vous faire ici / Ce fut à cinq heures dans Prague / Que le mois d'août s'obscurcit.

Mas não só:


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19.12.25

19.12.1915 – Édith Piaf

 


Piaf colou-se para sempre à pele da minha geração, como tantos outros cantores sobretudo franceses, quando este país era quase tão sombrio como os vestidos pretos que ela nunca largou.

Mas acrescento uma nota pessoal: acabada de regressar de Portugal, onde tinha vivido a primeira parte da crise académica de 1962, eu vi-a e ouvi-a, em Lovaina, no mesmo dia (vim a sabê-lo algumas horas mais tarde) em que muitas centenas de estudantes foram presos na Cantina da Cidade Universitária de Lisboa. Ficou para sempre associada ao Dia do Estudante.






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10.12.25

Eurovisão 2026

 


«A iniciativa ganhou visibilidade depois da decisão da União Europeia de Radiodifusão (EBU, na sigla em inglês) de continuar a permitir a participação de Israel no festival e de a RTP ter anunciado que“irá participar” no evento em Viena, afirmando que votou a favor das novas regras de transparência e votação aprovadas pela UER.

No texto da petição, pode ler-se que “esta postura [da RTP] é inaceitável perante a contínua catástrofe humanitária e ofensiva militar na Faixa de Gaza, e perante os escândalos de manipulação de voto que mancharam a edição de 2025 em Basileia, comprovando a incapacidade da organização (EBU/UER) em travar a politização do evento”.


8.12.25

08.12.1980 – O dia em que mataram John Lennon

 


John Lennon morreu baleado à porta do edifício onde morava – o Dakota Building –, situado numa das esquinas do Central Park de Nova Iorque.

Primeiro um entre quatro, mais tarde a solo, «the smart Beatle», deixou uma marca que mais de quatro décadas  passadas sobre o dia em que foi estupidamente assassinado não apagaram.

Músico por excelência mas não só, activista também, ele que devolveu a medalha de Membro do Império Britânico à Rainha Isabel II, como forma de protesto pelo apoio do Reino Unido à guerra do Vietname e o envolvimento no conflito de Biafra. Já com Yoko, na década de 70, continuou a envolver-se numa série de iniciativas de luta pela paz, sobretudo e ainda por causa do Vietname. Tudo isto e o apoio explícito a organizações da extrema-esquerda, como os Panteras Negras, estiveram na origem de uma perseguição por parte do governo de Nixon, com abertura de um processo para tentativa de extradição.

«Give peace a chance» (1969) e «Power to the people» (1971), entre outras, inscrevem-se expressamente nesta linha de actuação:






E «Imagine», sempre:


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27.11.25

A canção de intervenção de Carolina Deslandes

 


“Não é sobre mim, mas também é sobre mim. É sobre as loucas, as feias, as que não se confirmam e não se intimidam”: leia a letra da nova canção, ‘Feia’, de Carolina Deslandes, ‘berço’ de versos como “A extrema direita que eu assumo/ é ter na mão direita um punho/ que carrega uma caneta” e “Querem voltar atrás no tempo/ plantar o medo cá dentro/ gritam “Deus, Pátria е Família”



19.11.25

9.11.25

Ficámos sem Yves Montand em 09.11.1991

 


Yves Montand só chegou aos 70. Nasceu italiano, naturalizou-se francês, foi cantor e actor e formou um dos pares mais célebres do cinema francês quando se casou com Simone Signoret em 1951.

Algumas das suas interpretações, entre muitas, AQUI.
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5.11.25

05.11.1941 – Art Garfunkel

 


Art Garfunkel nasceu eem Nova Iorque. Chega hoje aos 84 este este cantor americano, neto de judeus que emigraram para os Estados Unidos no início do século XX. 

É quase indissociável de Paul Simon, naquele que foi um dos duos musicais, que mais significativamente marcou várias gerações. Conheceu Paul na escola, quando ambos participaram em «Alice no país das maravilhas», na festa de encerramento do 6º ano do ensino básico, e continuaram colegas até ao fim do Secundário.

Em 1963, apresentaram-se oficialmente como «Simon and Garfunkel», publicaram um primeiro álbum no ano seguinte, mas foi em 1965 que emergiram para o mundo com The Sound of Silence. Continuaram juntos até 1970 e decidiram então seguir cada um o seu caminho, curiosamente depois do maior sucesso de sempre: Bridge over Troubled Water.

Reapareceram episodicamente, como em 1981 no famosíssimo concerto no Central Park de Nova Iorque, numa série de espectáculos «Old Friends», em 2003 (nos EUA), seguida por uma outra, internacional, que culminou no Coliseu de Roma com cerca de  60.000 espectadores.

Art Garfunkel também gravou muito sozinho, mas é com Simon que é geralmente recordado.









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26.10.25

Mahalia Jackson nasceu num 26 de Outubro

 


Mahalia Jackson nasceu em 26 de Outubro de 1911, gravou o primeiro disco com 26 anos, acumulou sucessos no mundo inteiro ao longo de décadas.

Cantou quando John Kennedy foi eleito presidente em 1961 e na inesquecível «Marcha sobre Washington», em 1963, depois do célebre discurso de Martin Luther King «I have a dream!». Mais tarde, em 1968, cantou também no seu enterro.





Entre todas as canções por que passou, esta será talvez a mais «batida» de todas, mas com selo de garantia para sempre:


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22.10.25

22.10.1921 – Georges Brassens

 


Georges-Charles Brassens nasceu há 103 anos, em Saint-Gély-du-Fesc, um porto de pesca francês banhado pelo Mediterrâneo. Aos 18 foi para Paris, regressou às origens quando a capital francesa foi bombardeada em 1940, mas para lá voltou poucos meses depois para mergulhar na leitura de grandes clássicos: Baudelaire, Verlaine, Victor Hugo...

Ainda durante a guerra, foi forçado a trabalhar numa fábrica na Alemanha, mas acabou por fugir e manteve-se escondido em Paris até ao fim do conflito. No início dos anos 50 fez umas incursões sem grande sucesso em cafés parisienses, mas foi avançando e, em 1972, viu editados 11 álbuns, acompanhados de um livro com todos os seus textos e poemas.

Com várias doenças pelo meio, acabou por morrer de cancro poucos dias depois de fazer 60 anos.

Entretanto, vai resistindo através de muitas gerações de fãs incondicionais e nunca é dispensável recordá-lo.






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16.10.25

16.10.1982 – 43 anos sem Adriano

 


Adriano Correia de Oliveira tinha apenas 40 anos quando morreu. Estudante de Direito em Coimbra, aderiu ao PCP na década de 60, foi activista na crise académica de 1962 e participou num elevado número de actividades culturais, sobretudo naquela cidade universitária.

«Trova do vento que passa», com poema de Manuel Alegre, viria a tornar-se uma espécie de hino da resistência dos estudantes à ditadura. 





Muitos outros temas se juntaram, de um dos nossos mais célebres cantores de intervenção, antes e depois do 25 de Abril.






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13.10.25

13.10.1941 – Paul Simon

 


Confesso que continuo com dificuldade em «desgarrar» Simon de Garfunkel que conheceu quando ambos tinham 10 anos e com quem iniciou exibições aos 13.

Bridge Over Troubled Water (1970), o último álbum antes de se separarem, inscreve-se na lista dos mais vendidos de sempre. Voltaram a reunir-se pontualmente, como no célebre Concerto de 1981, no Central Park de Nova Iorque.

Mas Simon continuou sozinho como um dos grandes artistas do século XX, sendo de realçar Graceland (1986), que é talvez o seu álbum com mais sucesso, e Sete Salmos, o seu último álbum, que lançou em 2023:


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