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18.11.25
19.10.25
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18.11.24
19.10.24
21.6.24
6.3.24
18.11.23
19.10.23
15.5.23
9.3.23
18.11.22
19.10.22
Dez anos sem Manuel António Pina
Pensar de pernas para o ar
é uma grande maneira de pensar
com toda a gente a pensar como toda a gente
ninguém pensava nada diferente
Que bom é pensar em outras coisas
e olhar para as coisas noutra posição
as coisas sérias que cómicas que são
com o céu para baixo e para cima o chão
Manuel António Pina, in «O país das pessoas de pernas para o ar»
.
20.6.22
27.4.22
24.3.22
18.11.21
8.11.21
19.10.21
Nove anos sem Manuel António Pina
MAP morreu em 19 de Outubro de 2012, mas a memória do que representou, com tudo o que lhe devemos, resta intacta.
Ler AQUI o que escrevi nesse dia.
.
30.3.21
Primeiro sabem-se as respostas
Primeiro sabem-se as respostas.
As perguntas chegam depois,
como aves voltando a casa ao fim da tarde
e pousando, uma a uma, no coração
quando o coração já se recolheu de perguntas e de respostas.
Que coração, no entanto, pode repousar
com o restolhar de asas no telhado?
A dúvida agita
os cortinados
e nos sítios mais íntimos da vida
acorda o passado.
Porquê, tão tardo, o passado?
Se ficou por saldar algo
com Deus ou com o Diabo
e se é o coração o saldo
porquê agora, Cobrança,
quando medo e esperança
se recolhem também sob
lembranças extenuadas?
Enche-se de novo o silêncio de vozes despertas,
e de poços, e de portas entreabertas,
e sonham no escuro
as coisas inacabadas.
Manuel António Pina, in Poesia, saudade da prosa
.
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